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Saudações Leitores!
Há um tempo atrás li o livro O Monstrologista, publicado pela Farol Literário, na época eu não tinha ideia de que ele fazia parte de uma trilogia, mas quando o li fiquei completamente aterrorizada e encantada com o livro, ficava me questionando o quanto o autor era impressionantemente capaz de colocar tanto terror em páginas de um livro, até então nunca tinha lido um livro que me desse tanto medo. Então, é claro que não deu em outra, fiquei louca para ler a continuação e comprei esse segundo volume, agora que o li vocês podem conferir o que achei, espero que gostem da resenha.


A Maldição do Wendigo, Rick Yancey, São Paulo: Farol Literário, 2012, 480 pág.
Traduzido por Ana Carolina Mesquita

The Curse of Wendigo (2010) ou como foi publicado no Brasil: A Maldição do Wendigo é o segundo volume da trilogia O Monstrologista, escrita pelo americano Rick Yancey. O primeiro livro, O Monstrologista, dá inicio a uma história de horror e suspense extremamente maravilhosa.
O enredo desse livro segue a linha do primeiro volume da trilogia, inicia-se com Rick Yancey fazendo o tradicional suspense em afirmar que a história que ele narrará faz parte dos diários, do século XIX, de Will Henry e que mesmo achando surpreendente a história não sabe dizer se ela é real ou fictícia.
A narrativa começa com o mesmo cenário já conhecido: a velha mansão de Pellinore Warthrop, quando numa tarde chuvosa Muriel chega a residência do monstrologista e lhe pede socorro, que encontre seu marido John Chanler – um dos melhores amigos de Warthrop – que está desaparecido em Rat Portage após ter ido atrás do que chamam Wendigo.
"É chamado de Atcen... Djenu... Outiko... Vindiko. Possui uma dúzia de nomes em uma dúzia de terras, e é mais antigo que as montanhas, Will Henry. Come, e quanto mais come, mais faminto se torna. Tem fome mesmo enquanto se empanturra.É a fome que não se sacia.Na língua dos algonquinos, seu nome significa, literalmente, "aquele que devora toda a humanidade"."(p.35)
O dr. Warthrop muito cético, esnoba Muriel, sua ex-noiva, e ignora a atitude de John Chanler, pois acha inadmissível um autêntico monstrologista ir atrás de um mito, pois segundo o doutor, o Wendigo não existe. Não obstante, Warthrop acaba saindo em busca de seu amigo e leva Will Henry consigo, obviamente que na viagem em busca de Chanler coisas estranhas e assustadoras acontecem, mas nada se compara ao que está pela frente, ao encontrarem Chanler num estado degradante e que os nativos de Rat Portage afirmam estar possuído pelo Wendigo.
"Nós nos esforçamos nos lugares públicos para afastar a morte de lado, para destinar-lhe um canto poeirento, mas na natureza ela está sempre presente. Os membros sensuais e entrelaçados do predador e da presa, o grito de morte orgásmico, o espasmódico fluxo de sangue derradeiro, até mesmo a inseminação inaudível da terra pela árvore caída e pela folha despedaçada; estas são as carícias da amante da vida, da outra indispensável." (p.140-141).
Tudo fica assustador e gira um suspense enorme para o leitor descobrir se o Wendigo é um monstro real ou um mito como o dr. Warthrop insiste em afirmar, enquanto isso, todos, absolutamente todos correm perigo e é assustador e brutal ver os personagens irem pouco a pouco morrendo e você fica sem saber realmente o que Chanler se tornou: ficou louco ou realmente tornou-se um Wendigo? Garanto que, no final do livro, você – leitor – se surpreende como o desfecho que, para uns pode ser irritante e para outros, fabuloso, para mim, Rick Yancey continua magnificamente fabuloso em sua forma de narrar. 
Em suma, se você curte livros de terror deve com certeza ler A Maldição de Wendigo, esse é um daqueles livros que ficariam ótimos se adaptados cinematograficamente. Que venha A Ilha de Sangue, terceiro e último volume da trilogia!!!

A Maldição do Wendigo (O Monstrologista, Vol.2) - Rick Yancey (resenha)

sábado, 30 de novembro de 2013

Saudações Leitores!
Com vocês a resenha do segundo livro da trilogia Os Defensores, trilogia que muito tem me alegrado e cativado, e este segundo volume só veio me apaixonar ainda mais, agora já quase não consigo suportar a espera do terceiro livro! Obrigada a Farol Literário por me enviar o exemplar para resenha e, assim, ter me concedido a oportunidade de conhecer essa maravilhosa história. Confiram a resenha e não deixem de comentar peoples!!!


Os Defensores II: Cidade de Mentiras, Lian Tanner, São Paulo: Farol Literário, 2013, 312 pág.
Traduzido por Ana Ban
Ilustrado por Sebastian Ciaffaglione

Cidade de Mentiras é o segundo livro da trilogia Os Defensores, escrita por Lian Tanner, escritora australiana. Esta trilogia é composta pelos livros Museu de Ladrões, Cidade de Mentiras e Caminho Selvagem (ainda não publicado no Brasil).
Esse segundo livro da série vai contra todas as expectativas do leitor, quando chegamos ao final do primeiro livro Museu de Ladrões imaginamos que o cenário da narrativa será o mesmo encontrado lá, mas a surpresa é muito grande em Cidade de Mentiras e, garanto, não é uma surpresa ruim, pelo contrário, é uma surpresa incrivelmente fantástica e ainda mais surreal que o primeiro livro.
Cidade de Mentiras inicia seis meses depois dos acontecimentos do primeiro livro, a cidade de Jewel ainda está tentando se adaptar as inúmeras mudanças culturais e sociais que aconteceram, mas nem toda a população da cidade apoia as decisões da Protetora. E também, logo no princípio do livro, nas mãos da querida protagonista Godie Roth está à árdua decisão de se tornar ou não a guardiã do Museu de Dunt, já que o museu a escolheu como guardiã. Mas Godie se vê entre a cruz e a espada por não querer se afastar de Ma e Pa, que estão doentes e ela se julga culpada.
Então, certa noite, Godie e Toadspit vão ao Museu de Dunt dizer à decisão que Goldie tomou de não se tornar guardiã e são seguidos por Bonnie, irmã de Toadspit, e nesta fatídica noite Bonnie é raptada e Goldie e Toadspit vão perseguindo os sequestradores para tentar salvá-la. É assim que eles vão parar a bordo de um navio e são levados a cidade de Spoke.
Eis a grade surpresa: o universo mágico encontrado em Museu de Ladrões ainda está muito presente em Cidade de Mentiras, mas a surpresa maior é o deslocamento da narrativa, os leitores que esperavam a continuação ainda na cidade de Jewel e dentro do Museu de Dunt se surpreenderam com essa viagem marítima. Na cidade de Spoke acontece a temporada do Festival das Mentiras em que toda grande mentira pode se tornar realidade e esse ambiente mágico e surreal acompanha a narrativa.
Também somos apresentados a novos personagens como Mouse e Pounce e a muitos mistérios envolvendo personagens e a própria cidade de Spoke, além do mais neste segundo livro da trilogia o ritmo é mais frenético e cada página há uma aventura e um perigo a espreita. Mesmo com a narrativa principal sendo desenvolvida em Spoke, Lian Tanner, também nos proporciona uma narrativa secundária com os acontecimentos na cidade de Jewel e no Museu de Dunt, com o reaparecimento o Orientador e as manipulações dele e as ações da Protetora, Sinew, Olga Ciavolga, Herro Dan, Broo e Morg.
Como aconteceu no primeiro livro, o segundo termina de uma maneira singular e com um gancho incrível para novas aventuras, dessa vez em Jewel, que se tornou um caos ainda mais saliente que a cidade de Spoke e toda a sua áurea de mentiras. Definitivamente a curiosidade e a vontade de ler o terceiro e último volume da trilogia é grande e voraz.
Para concluir só posso dizer que essa trilogia conseguiu me cativar desde o primeiro livro que me introduziu nesse universo mágico da cidade de Jewel e do Museu, tenho grandes expectativas para o terceiro volume e digo a todos os leitores que caso tenham a oportunidade de ler leiam ou proporcionem a si mesmos a oportunidade de ler Os Defensores, trata-se de um infantojuvenil impressionante e cativante.

Detalhes do segundo livro da trilogia, que felizmente segue o padrão do primeiro e está lindo!

Cidade de Mentiras (Os Defensores, vol. 2) - Lian Tanner (resenha)

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Saudações Leitores!
Estou sofrendo de paixão por este livro e apesar de ter tentado fazer uma resenha coerente e sucinta creio que não consegui porque tem muito sentimento envolvido e eu quis passar todos eles para vocês e isso pode gerar confusão, só digo uma coisa: se eu realmente pudesse eu daria um exemplar desse livro para todos vocês! Acredito que todos mereciam ler um livro tão fantástico, encantador e maravilhoso como esse. Ok, parei, o restante do que penso vocês podem conferir na resenha, mas antes, quero agradecer a Farol Literário por ter me enviado o exemplar, sou uma leitora mais feliz por vocês terem me concedido a honra de conhecer essa livro.


Os Defensores I: Museu de Ladrões, Lian Tanner, São Paulo: Farol Literário, 2012, 344 pág.
Traduzido por Ana Ban
Ilustrado por Sebastian Ciaffaglione

Museu de Ladrões é o primeiro livro da trilogia Os Defensores, escrita por Lian Tanner, escritora australiana. No Brasil já foram publicados os dois primeiros da trilogia: Museu de Ladrões e Cidade de Mentiras, já o terceiro e último livro, Caminho Selvagem, ainda não foi publicado.
Essa trilogia nos apresenta um mundo novo e de certa forma podemos associá-lo com o mundo num futuro muito distante. A história se passa em Jewel, uma cidade tirânica em que toda a população é submissa a Protetora, que é a autoridade máxima, nessa cidade as crianças são tratadas como bebês e não lhes é permitido fazer nada para que não se machuquem e por isso elas vivem acorrentadas aos Guardiões Abençoados até o Dia da Separação.
"Mas havia um outro tipo de medo, o medo de você nunca ter permissão para ser quem é na verdade. O medo de que o seu verdadeiro eu teria que permanecer esmagado, como um passarinho engaiolado, pelo resto da vida. Esse medo era pior do que qualquer soldado." (p.195)
A narrativa em terceira pessoa permite ao leitor visualizar as cenas e observá-las sob diversos ângulos. Outro ponto que engrandece o livro são os personagens cativantes, até mesmo os antagonistas são encantadoramente incríveis, os personagens maléficos são realmente maléficos!
Goldie é uma das crianças que estão acorrentadas, mas ela vive desobedecendo as regras e acaba ficando de castigo, entretanto, no Dia da Separação, que foi diminuída para a idade de 12 anos ela se vê na esperança de se libertar, mas uma bomba explode em Jewel e causa um transtorno onde o Orientador dramaticamente surge e apavora todos os moradores da cidade, fazendo com que a Protetora desista de libertar as crianças das correntes e isso faz com que Goldie roube uma tesoura do tenente-marechal e fuja, atitude completamente inesperada e considerada um crime.
"Eles tentaram paralisar a vida. Eles queriam estar completamente seguros e serem felizes o tempo todo. O problema é que o mundo não é assim. Não é possível que montanhas altas existam sem vales profundos. Não é possível ter grandes alegrias sem grandes tristezas. O mundo nunca está imóvel. Passa de uma coisa à outra, para frente e para trás, como uma borboleta que abre e fecha suas asas." (p. 214-215)
Goldie assustada se esconde enquanto todos procuram por ela e depois perambula pela cidade tentando sair de Jewel e ir para Spoke, mas acaba indo parar num Museu supreendente e diferente, algo jamais imaginado por ela. O Museu parece ter vida e acolher de forma graciosa os ladrões – essa questão de ladrões é bem explicada no livro e diferencia-se um pouco de nosso significado – lá é como todo Museu: há coisas antigas e que não existe mais, isto é, tudo o que foi abolido de Jewel como violência, pragas, bichos, insetos e grandes perigos estão guardados no museu que vive em constante mudança.
"As salas pareciam não terminar nunca mais. Goldie sabia que o museu não tinha como ser assim tão grande, mas ele continuava se estendendo a sua frente. As portas em que eles passavam eram tão largas quanto bulevares. As vitrines formavam fileiras infinitas." (p.86)
Como todo o museu há pessoas responsáveis por cuidar dele, mas esse museu, por ser diferente e guardar coisas ainda mais surpreendentes, há Os Defensores: Sinew, Olga Ciavolga e Herro Dan além de outro menino fugido: Toadspit e o museu aceita Goldie como sua defensora também. Todos estes personagens são incríveis e cativam os leitores, além é claro do Brizzlehound (uma espécie de cachorro) chamado Broo e do Slaugtherbird (uma espécie de pássaro) chamado Morg.
"_Claro que eu não estou dizendo que seja uma boa coisa dar responsabilidades tão pesadas a uma criança. Elas precisam ter o direito de ter infância. Mas também precisam ter a possibilidade de encontrar sua coragem e sua sabedoria e aprender quando enfrentar e quando fugir. Afinal de contas, se não tiverem permissão para subir em árvores, como vão poder enxergar o mundo tão grande e maravilhoso que se estende bem na sua frente?" (p.200-201)
Sei que parece estranho e confuso tudo o que falei nesta resenha, mas simplesmente não conseguiria explicar sucintamente esse livro. Os Defensores – O Museu de Ladrões é um livro surreal, mas convence o leitor e nos teletransporta para esse novo mundo, de tal forma que as estranhezas nos parecem naturais e aceitáveis. Lian Tanner escreve de maneira encantadora e indubitavelmente viciante.
Ao fim da leitura só posso afirmar categoricamente que O Museu de Ladrões tornou-se um de meus livros infantojuvenis favoritos – há muito tempo não lia algo tão viciante – e tenho certeza que essa trilogia terá cem por cento de minha aprovação. Já estou ansiosa e me preparando para ler o segundo livro Cidade de Mentiras, pois o final do primeiro livro me deixou extremamente curiosa. Se vocês tiverem oportunidade de ler, por favor, não deixem a oportunidade passar esse livro é ótimo!!!

Olhem que livro lindo, gente! Dá gosto de ver e ler e ter e amar e querer e.... ahhhh vocês entenderam: vocês precisam desse livro também!

Museu de Ladrões (Os Defensores, vol.1) - Lian Tanner (resenha)

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Saudações Leitores!
Como prometi, mais uma resenha de um dos livros que indiquei para quem quisesse ler. Livro que fiquei super empolgada apesar de não fazer meu gênero, mas puxa, o livro vale todas as 474 páginas que tem. Em nenhuma delas pensei em desistir, pelo contrário, a cada página ficava mais e mais descontrolada para ler.


O Monstrologista, Rick Yancey, São Paulo: Farol Literário, 2011, 474 pág.
Traduzido por Ana Carolina Mesquita         

“The Monstrumologist” foi publicado originalmente em 2009, trata-se de um livro de ficção científica escrita pelo americano Rick Yancey, autor da premiada trilogia juvenil Alfred Kropp e de muitos romances para adultos.
A história se passa no século XIX, especificamente na primavera de 1888 e conta a história de Will Henry, um garoto de 12 anos, órfão. Após o falecimento de seus pais Will passa a morar no antigo casarão Harrington Lane com o Dr. Pellinore Warthrop, especialista em uma ciência inusitada: a Monstrologia.
Apesar de todas as bizarrices que acontecem na mansão Harrington Lane, algo inusitado e assustador estavam ainda para acontecer. Certa madrugada, um ladrão de túmulos, Erasmus Gray, aparece na mansão trazendo um horripilante achado: um cadáver de um antropófago.
O Dr. Pellinore Warthrop e Will dissecam o cadáver, mas este é só o começo, o mais assustador estava por vir. Muitas coisas seriam descobertas a partir desse cadáver: como a certeza de que existiam outros antropófagos na região. Começa uma verdadeira aventura: sinistra, tenebrosa e arrepiante, ademais, nos defrontamos com a incansável tentativa de montar um quebra cabeça cujas peças se encontram no passado: Como esses monstros foram parar ali? Por quê? São inúmeros questionamentos, que a cada página vão sendo respondidos. Um verdadeiro mistério que vai sendo desvendado paulatinamente.
“O Monstrologista” é um livro que deixa o leitor numa expectativa muito grande, prende o leitor e o deixa tenso, nervoso, apreensivo. Tem muitas descrições, que apenas enriquecem a obra, pois facilita a imaginação de todo o cenário, os diálogos são extremamente pertinentes. Enfim, o conjunto da obra mostra-se em perfeita harmonia, contagiando o leitor.
É um livro indicado para todos que curtem o gênero de ficção, fantástico, aventura, monstros, em suma, creio que qualquer pessoa que se dispuser a lê-lo se encantará, pois apesar de ter cenas fortes e assustadoras, depois de ler a primeira página e a curiosidade for despertada, você não consegue parar de virar as demais páginas.
Entretanto, este livro não é recomendado para aqueles que esperam uma história de amor ou fantasias amorosas, mas sim para aqueles que quiserem descobrir o que há por trás da mente humana, pois descobrirá que o ser humano não mede consequências para adquirir ou descobrir aquilo que deseja.
... então há monstruosidades ainda mais terríveis no mundo do que os Anthropophagi. Monstruosidades que, com um sorriso e um carinho reconfortante na cabeça, desejam sacrificar uma criança em favor da própria ambição e orgulho desmesurados.” (p. 50)

O Monstrologista (O Monstrologista, Vol. 1) - Rick Yancey (resenha)

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

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