SOCIAL MEDIA

Mostrando postagens com marcador Editora Novo Conceito. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Editora Novo Conceito. Mostrar todas as postagens
Saudações Leitores!
Não é segredo que eu amo quando um livro é adaptado ao cinema, gosto de comparar qual é o melhor, então quando a NC lançou Se Eu Ficar* e sabendo que o lançamento do filme seria no princípio de setembro eu não pestanejei em ler o livro antes do filme [embora eu esteja postando a resenha só agora, o li antes do lançamento do filme] e o que posso dizer é que apesar de ter amado o livro, tenho quase certeza que vou gostar mais do filme por conta de todas as sensações que o livro me proporcionou e isso tende a se multiplicar ao assistir o filme.

Se Eu Ficar, Gayle Forman, Ribeirão Preto, SP: Novo Conceito, 2014, 224 pág.
Traduzido por Amanda Moura

If I Stay (2009) no Brasil Se eu Ficar foi escrito pela americana Gayle Forman ganhadora de vários prêmios por conta desse best-seller, inclusive Se eu Ficar ganhou as telonas recentemente com o mesmo nome do livro. Detalhe o livro tem continuação com Para Onde Ela Foi (2011) e, acredito, terá filme também.
Se eu Ficar conta a história de Mia uma adolescente que está na flor da idade e tem sua vida drasticamente mudada quando um acidente devastador acontece com ela e toda sua família: pai, mãe e seu irmão Teddy. A narrativa é em primeira pessoa: Mia conta o que lhe acontece depois do acidente em que ela fica em coma e tem uma experiência extracorpórea, assim sendo, vê tudo o que se passa com ela.
Mia e sua família tinham o relacionamento mais incrível do mundo: filha de pai músico, mãe compreensiva e um irmão que amava, num dia de neve decidem passear e nesse passeio o carro em que estão bate num caminhão e seus pais morrem na hora, Teddy logo em seguida, mas Mia sai de seu corpo logo após o acidente e percebe e acompanha a tragédia de sua vida. Está em coma.
"Hoje de manhã, saí com a minha família para um passeio de carro. E agora estou aqui, mais sozinha do que nunca. Tenho dezessete anos. As coisas não deveriam ter acontecido dessa forma. Não é isso que deveria ter acontecido com a minha vida." (p.136)
A noite Mia tinha planos de ir ao show da banda de seu namorado Adam em Portland, mas o acidente que acontece de manhã destroem todos os planos e as incertezas irão acompanhar os dias. Mia tinha o sonho de se tornar musicista, ela tocava violoncelo como se ele fosse um ser humano.
Se eu Ficar é um livro que aborda o sofrimento e as escolhas difíceis da vida. Mia, mesmo em coma, consegue relembrar de várias partes de sua vida: como se apaixonou pelo violoncelo aos seis anos, como conheceu Adam, o nascimento de seu irmão e o quanto seus pais se amavam e amavam os filhos. Ela se vê em conflito com todos os sentimentos: ela quer partir, mas não sabe o que fazer – se isso seria o que os pais gostariam – pois tem todos os motivos para não querer viver, entretanto reconhece que há tantos motivos para ficar: avós fantásticos, uma amiga fabulosa, Kim, um namorado que amam incondicionalmente e a música – motor propulsor de sua vida – então ela começa a avaliar toda a vida.
Quando Adam aparece no hospital tudo parece leva-la a querer ficar, mas algo diz que tem que partir, que não pode aceitar fazê-lo sofrer tanto, que motivos teria para ficar quando toda a sua família foi destroçada? Adam não suporta ver sua amada morrendo, sofre, mas não a quer deixar ir, não pode perdê-la e a coloca diante de todos os motivos certos para ficar.
"_Às vezes você faz escolhas na vida e outras, as escolhas vêm até você. Faz sentido para você?
Pensei sobre o violoncelo. E em como, por vezes, eu não entendia como tinha sido atraída para ele, e em como, às vezes, parecia que o instrumento é que tinha me escolhido." (p.159)
Não vou dizer que a narrativa seja completamente incrível, pelo menos não senti aquela ânsia pelo livro, mas isso não quer dizer que seja ruim, trata-se de um bom livro e com uma história fabulosa, com personagens bem criados e trabalhados, com uma reflexão incrível sobre a vida e a morte.
Além de vários pontos positivos o que mais me agradou foi o fato dele ser muito musical, Mia é uma musicista clássica [violoncelista] e seu pai era um roqueiro, além de Adam também fazer parte deste estilo musical, assim, o livro tem várias referencias musicais: desde clássicas à punk rock. Confesso que a referencia que mais me encantou foi a de Yo Yo Ma, com a música “Le Grand Tango” – sim, quando larguei o livro fui correndo no Youtube conferir algumas músicas e me emocionei, chorei muito, pois a música tornou o livro real, na minha mente a história de Se Eu Ficar aconteceu porque a música a tornou real, mostrou-me os sentimentos e as identidades dos personagens.
Uma música, uma letra mostra muito de uma pessoa e foi exatamente isso que aconteceu neste livro: os personagens se materializaram quando escutei a música. Além disso, se pararmos para pensar, quantas Mias existem no mundo? Os fatos do livro não são originais, pois conhecemos/lemos/assistimos muitas histórias semelhantes, mas o diferencial foi a forma como Gayle contou a história, a forma delicada como trabalhou as personagens e os sentimentos através dos flashbacks e das músicas. 
Se Eu Ficar é uma leitura agradável e rápida, além do mais a forma como foi contada encanta muito e no final do livro ainda somos presenteados uma a entrevista com os atores que fizeram o papel de Mia e Adam, trata-se de uma entrevista incrível! Não tenho dúvida de que irei amar o filme tanto quando amei o livro, provavelmente até mais! Vale a pena conferir!


*Este livro foi cortesia da Editora Novo Conceito, para saber mais clique AQUI.

Se Eu Ficar - Gayle Forman (resenha)

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Saudações Leitores!
Vinte Garotos no Verão* é um daqueles livros que  eu não colocava muita fé, julguei-o erroneamente e achava que ele seria uma leitura adolescente e sem marcos. Ledo engano: este livro se tornou um de meus favoritos e esta no hall de livros que me comoveram e me fizeram sentir algo que senti ao ler poucos livros. Já gritei e praticamente obriguei minhas amigas a comprarem e lerem, agora digo para vocês: Vocês Precisam Desse Livro, sério!

Vinte Garotos no Verão, Sarah Ockler, Ribeirão Preto, SP: Novo Conceito, 2014, 288 pág.
Traduzido por Paulo Polzonoff Jr.

Twenty Boy Summer (2009), no Brasil Vinte Garotos no Verão é o primeiro romance de Sarah Ockler e tem uma sinopse interessante o que nos dá uma boa impressão sobre a premissa do livro e nos atiça a curiosidade.
O título em si já me chamou atenção, pois amo livros cujas histórias acontecem no verão e no inverno, neste caso no verão, entretanto, eu imaginava que Vinte Garotos no Verão fosse uma história boa, adolescente e que arrancasse suspiros, nunca estive preparada para o que encontrei ao virar de cada página. O livro simplesmente me surpreendeu de uma forma superpositiva.
Sabe aquelas histórias que nos fazem suspirar, sorrir, chorar e viver? Vinte Garotos no Verão me deixou completamente entusiasmada e me colocou diante de inúmeros sentimentos: amor, ódio, raiva, tristeza, solidão. Eu me sentia como a personagem principal, Anna, era como se eu fosse ela – será que dá para entender?
Neste livro temos a história de Anna, Frankie e Matt que são os melhores amigos desde SEMPRE. Só que com o passar dos anos, Anna começa a se apaixonar por Matt (que é irmão de Frankie), mas não conta para sua melhor amiga seu sentimento com medo dela ficar chateada. Quando Anna completa 15 anos o impossível acontece: Matt beija Anna, os dois começam um secreto caso de amor de arrancar suspiros. Matt quer contar para sua irmã que está saindo com Anna e a faz prometer que seria ele a contar. Anna promete e diz que ela jamais contará antes dele.
Contudo o destino prega uma peça terrível: Matt morre aos 17 anos escondendo um segredo, nunca realizando o sonho de ir para a faculdade e nem tirado suas férias de verão na Califórnia. Tudo munda, todos parecem sofrer e carregar feridas não cicatrizadas e o pior: sentimentos de dor silenciosos.  
Um ano depois, Anna viaja com a família de Frankie para a mesma praia que sempre iam com Matt. Ela tem a oportunidade de ver tudo o que Matt viu e lembrar-se de todas as histórias que ele contava. Assim sendo, Frankie e Anna planejaram tudo o que iam fazer em seu M.V.T.T. (Melhor Verão de Todos os Tempos) e quando chegam a Califórnia muita coisa acontece, inclusive aparecem garotos lindos e bronzeados de arrancar o fôlego. Elas realmente têm um verão cheio de grandes emoções, de lembranças e revelações. E, claro, o destino pregando novas peças.
Este livro tem tudo para agradar um leitor: uma narrativa poética, pensamentos lindos, personagens fantásticos (Anna, Matt e Sam são meus favoritos: quando Sam diz "Anna Abby de Nova Yawk" me lembra o Gus, de ACEDE, chamando "Hazel Grace” – ai meu coraçãozinho! ) e um enredo emocionante e encantador.
Vinte Garotos no Verão é um livro que mexe com os sentimentos do leitor, e me ganhou desde a primeira frase, sobretudo, quando percebi que havia muita poesia e delicadeza nas palavras. É uma prosa poética, de modo que faz o leitor sentir o que os personagens sentiram; você se vê na pele do personagem e o bom de uma narrativa poética é que faz os sentimentos se tornarem reais e palpáveis. Poucos livros me fizeram sentir o que senti ao ler Vinte Garotos no Verão, no momento consigo me lembrar apenas de três: Crepúsculo, Nosso Último Verão e Anna e o Beijo Francês.
O que eu esperava de Vinte Garotos no Verão era que fosse um livro adolescente com uma história fofinha e a surpresa que tive ao lê-lo e me emocionar com a história o tornou um de meus favoritos. Não esperem mais nenhum segundo: leiam já este livro, principalmente se você gostar de romance e de sentimentos nostálgicos da adolescência – ou se for adolescente – é quase impossível não se identificar com algumas situações. Na minha opinião, para um primeiro livro Sarah Ockler foi extremamente fabulosa!

"Eu o beijei. Esqueci o tempo. Esqueci meus pés. Esqueci as pessoas lá fora esperando que voltássemos à festa. Esqueci o que acontece quando amigos cruzam esse limite, E, se meus pulmões não se enchessem, se meu coração não batesse e meu sangue não pulsasse contra a minha vontade, eu teria me esquecido deles também." (p.11)
"Cair em prantos é diferente de chorar. O pranto consome seu corpo todo e, quando acaba, você sente como se não tivesse ossos para mantê-lo em pé." (p.30)
"Assim que Frankie adormece, minha superforça de melhor amiga desaparece. Minha respiração se parte, lágrimas mancham as estrelas no céu e todos os velhos fantasmas que tentei deixar em casa voam como sementes de dente-de-leão pelo quarto." (p.87)

*Este livro foi cortesia da Editora Novo Conceito, para saber mais sobre ele clique Aqui.

Vinte Garotos no Verão - Sarah Ockler (resenha)

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Saudações Leitores!
Tem livros  bons que lemos no tempo errado e há livros, bem como há livros bons que lemos no tempo certo e isso foi o que aconteceu com A Máquina de Contar Histórias*, é um excelente livro que li no tempo mais que certo e isso me tocou profundamente, sou fã do Maurício Gomyde e é um prazer tê-lo como parceiro do DLL, e abaixo segue minha opinião sobre seu mais novo lançamento!


A Máquina de Contar Histórias, Maurício Gomyde, Ribeirão Preto, SP: Novo Conceito, 2014, 192 pág.

A Máquina de Contar Histórias foi escrito pelo brasileiro Maurício Gomyde, autor de O Mundo de Vidro, Ainda não te Disse Nada, O Rosto que Precede o Sonho e Dias Melhores para Sempre, que se popularizou através das redes sociais e com suas publicações independentes. A Máquina de Contar Histórias é o primeiro livro publicado por intermédio de uma editora reconhecida.
Esse livro conta a história de Vinícius Becker um famoso e elogiado escritor e best-seller brasileiro que tem fama e sucesso, vive viajando para eventos literários e basicamente tem uma inspiração inabalável, nunca teve um bloqueio de escrita o que o torna um verdadeiro campeão de vendas com vários livros publicados.
Não obstante, tanta fama, reconhecimento e sucesso, Vinícius negligenciou uma parte muito importante de sua vida: sua família. Sua mulher Viviana e suas duas filhas Valentina e a pequena Vida são deixadas de lado, há todo um conflito, porque Vinícius tem motivos de ter se distanciado da família. Quando descobre que Viviana – o amor de sua vida – está doente e existem pouquíssimas chances de cura Vinícios se entrega ao mundo da produção literária como uma forma de escapismo.
"Escrever se tornara um refúgio para a alma, o esconderijo para sentimentos que ele aprendera a não externar." (p.34)
O que ele não esperava era que a distância seria algo que prejudicaria toda a sua família; sua filha mais velha, Valentina, praticamente ‘cospe’ em sua cara que o odeia e que nos momentos em que mais precisou ele nunca estava presente. Vinícius tem que lidar com estas verdades e outras que ele desconhecia num momento de muita dor e de sofrimento intenso. Vinícius precisa aprender a amar e ensinar suas filhas a amá-lo novamente.
A Máquina de Contar Histórias é uma história de amor familiar, paternal, filial e um novo recomeço. É preciso muita força para começar a cativar o coração de alguém que não gosta mais de você. Estranhamente podemos nos surpreender com essa história, pois quantas famílias não existem pelo mundo, mas que não vivem como uma família, que deixam o sentimento morrer? É algo a ser pensado e refletido.
"Palavras não conseguiram pedir o perdão verdadeiro. Nada seria resolvido com um belo texto, não mesmo. Esse perdão teria de vir acompanhado de algo maior, muito maior." (p.54)
Além desse tema extremamente comovente, Maurício Gomyde soube descrever a vida de um escritor: caixa de e-mails lotadas, milhares de telefonemas, propostas, projetos, lançamentos e viagens. Tudo com o lado positivo e o lado negativo. O processo de escrita e construção de um livro e personagens são muito abordados em A Máquina de Contar Histórias e o incentivo que alguém dá e recebe para ler e escrever.
Em resumo, trata-se de um livro belíssimo e com uma história comovente. O livro é breve e, portanto, em pouco tempo dá para lê-lo, ademais, a escrita de Maurício Gomyde é bastante cativante então o virar de páginas é bem constante durante a leitura. Outro detalhe – não menos importante – que não posso deixar de observar é a respeito da capa e diagramação impecáveis. Gostei de tudo!!!

*Este livro foi cortesia da Editora Novo Conceito, para saber mais clique Aqui.

A Máquina de Contar Histórias - Maurício Gomyde (resenha)

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Saudações Leitores!
Eu não resisti e nem titubeei quando vi Caçadores de Tesouros*, o livro de tão perfeito e bonito furou a fila de leitura e o li quase que imediatamente após recebê-lo, confesso que tive um medo danado de ler porque minhas experiências e referência de James Patterson não foram das melhores [aquela série Bruxos & Bruxas é um horror!], mas venci o medo e mergulhei de cabeça nesse livro, confiram a resenha!!!

Caçadores de Tesouro, James Patterson e Chris Grabenstein, Ribeirão Preto, SP: Novo Conceito (#Irado), 2014, 384 pág. Traduzido por Luciana Garcia. Ilustrado por Juliana Neufeld

Treasure Hunters (2013) foi escrito por James Patterson em parceria com Chris Grabenstein, trata-se de uma série infantojuvenil. Patterson, como já sabemos, é muito versátil ao escrever para diversos públicos: intantojuvenil, adultos e até mesmo romances românticos além de seus famosos policiais.
Nesse livro temos um livro narrado em primeira pessoa: por Bick. A narrativa é bem interativa e o narrador personagem não só narra a história, mas interage com o leitor e diz que sua irmã gêmea vai fazer os desenhos [sim, o livro é repleto de desenhos].

Caçadores de Tesouros é um infantojuvenil adorável, conta a história da família Kidd que pegos de surpresa por uma tempestade em pleno o mar perdem o pai, sendo que a mãe já havia sumido algum tempo atrás. Portanto, ficam apenas os gêmeos Bick e Beck e os irmãos Tommy e Tempestade. Como era de se esperar os irmãos ficam devastados pela perda, mas decidem continuar seguindo a trajetória de seus pais, ou seja, decidem continuar caçando tesouros.
No meio da caça aos tesouros muitas aventuras e perigos acontecem e, claro, muitas revelações acerca dos pais, da família, de tudo. Perdido, o navio da família Kidd, é palco para aventuras, mistérios e muitas brigas, conflitos e segredos.


Gostei bastante desse livro, foi muito inteligente a escrita e a narrativa, claro que houve detalhes que me deixaram revoltada e alguns diálogos e tagarelice de gêmeos meio bizarras, mas estes detalhes não fizeram o livro perder o brilho, para ser mais precisa – em comparação com a série Bruxos e BruxasCaçadores de Tesouros é muito mais brilhante e incrível, além do mais, tem personagens cativantes e ao mesmo tempo reais. 
É uma mistura de pirataria e ao mesmo tempo tecnologia, pois a história se passa no nosso tempo e faz uso de tecnologias como computadores e celulares [entre outras coisas]. Particularmente, gostei bastante de Caçadores de Tesouros é uma leitura fácil e atrativa, consigo imaginar essa leitura agradando a todos os públicos, mas em especial ao público alvo: crianças e adolescentes apaixonados por livros de aventura e pirataria. Estou tão encantada com a história que estou ansiosa pela continuação da série, que o próximo livro não demore a chegar.

Mesmo reconhecendo alguns pontos que fugiram e que não ficaram de todo legal na narrativa admito que Caçadores de Tesouro superou minhas expectativas, talvez porque minha experiência anterior com os livros de Patterson (Bruxos e Bruxas) não tenha sido boa e agradável e, assim, ler Caçadores de Tesouro foi surpreendente e não vejo a hora da continuação, pois o final do livro foi surpreendente.
Não posso deixar de comentar a respeito da diagramação que a Editora Novo Conceito realizou nesse livro, as ilustrações são lindas, o livro é estilo o que lá fora se chama hardback, no Brasil: capa dura. Muito bem finalizado. Peca um pouco na tradução – foram traduzidos termos desnecessários e colocado nomes que certamente na versão original não tinha – mas nada prejudicou a leitura, creio até que facilita a compreensão para os mais jovens leitores que não estão familiarizados com a cultura e termos culturais do país de origem.

Engraçado, irônico, inteligente, mistérios, segredos, aventura e muitos piratas: se você gosta desses ingredientes em um livro, então, Caçadores de Tesouro é leitura obrigatória para você. Pegue a chance e navegue no oceano a bordo de Perdido e os irmãos mais fabulosos, corajosos e inteligentes dos sete mares: os Kidd.

* Este livro foi cortesia da Editora Novo Conceito (#Irado)

Caçadores de Tesouros - James Patterson e Chris Grabenstein (resenha)

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Saudações Leitores!
Assim que li a sinopse de Colin Fischer* fiquei muito curiosa, pois parecia ser um mistério incrível, portanto assim que o livro chegou fui correndo ler até porque eu o achei tão lindo e com uma diagramação tão perfeita que não resisti, mas somente agora estou postando a resenha, pois como vocês já devem ter me visto comentar no twitter estou cheia de resenhas acumuladas, enfim, agora vocês podem conferir qual opinião formei sobre este livro - não deixem de comentar a resenha [façam-me uma blogueira feliz].


Colin Fischer, Ashley Edward Miller e Zack Stentz, Ribeirão Preto, SP: Novo Conceito, 2014, 176 pág.
Traduzido por Henrique Amat Rêgo Monteiro

Colin Fischer (2012) escrito por Ashley Edward Miller e Zack Stentz que se conheceram pela internet e provaram com este livro terem uma química muito boa em ligar ideias e criar uma narrativa misteriosa e cheia de referências a outros livros, filmes, séries e cientistas.
Colin Fischer é um adolescente, 14 anos, que tem Síndrome de Aspenger que é uma “condição neurológica relacionada ao autismo”, portanto, o personagem principal tem muitas peculiaridades proveniente da síndrome e apesar de ser muito inteligente com um QI acima de 150, Colin é recluso e afastado de todos além de não conseguir ler expressões faciais a não ser que consulte seu caderno com as muitas expressões e informações já registradas por Colin. Além disso Colin não gosta de ser tocado, não fala sobre seus sentimentos, não gosta de azul e é minuciosamente observador.
"Meu nome é Colin Fischer. Tenho 14 anos e peso 55 quilos. Hoje é meu primeiro dia no colegial. Tenho 1.365 dias até o fim." (p.07)
Colin, por suas peculiaridades sofre bullying e é excluído do contexto social de sua escola, em que todos estão cientes das condições de Colin, mas a indiferença rola solta e ninguém faz nada para evitar o preconceito e a não aceitação do diferente. Confesso que esse ponto me deixou irritada, porque todos eram indiferentes embora soubessem que Colin tinha Síndrome de Aspenger, isto é, professores, diretores e alunos seguiam sua vida e agiam de forma preconceituosa e excludente.
Continuando: na comemoração de aniversário de Melissa, na cantina do colégio, um tiro e uma arma deixam todos em polvorosa e Colin é a testemunha ocular, mas todos estão colocando como suspeito Wayne Cornelly e apesar de Colin o considerar uma pessoa ruim e ele mesmo já ter sofrido bastante nas mãos de Wayne, Colin, sabe que não é ele o dono da arma e nem quem atirou, há muitas evidencias que ninguém mais viu, apenas Colin, desse modo, Colin se compromete a solucionar o mistério da arma.
"Meus pais dizem que é difícil saber em que estou pensando, porque a maior parte do tempo mantenho um expressão muito impassível. Isso não é algo que eu tente fazer, é apenas a maneira como sou. Meu pai brinca dizendo que eu "jogo com as minhas cartas muito bem escondidas" - mas isso não é verdade. Trata-se apenas do meu rosto, mesmo que estivesse ou não jogando baralho, ou qualquer outro jogo competitivo.
Como se vê, porém, a expressão facial mais difícil para outro ser humano interpretar é um rosto perfeitamente impassível."(p.35)
O enredo em si é de muita genialidade e muito fofo também, o fato de Colin ter Síndrome de Aspenger apenas nos coloca diante de uma doença real e do quanto não estamos agindo de forma consciente diante do problema do outro, achei até mesmo a família de Colin uma família bem superficial e que ao mesmo tempo em que incentiva a autonomia de Colin e compreende seu problema, as vezes negligencia o sofrimento e os preconceitos pelos quais o filho passa. Tem Danny, o irmão de Colin que também não ajuda em nada na situação.

Em Colin Fischer temos uma história interessante e cujo final deixa uma porta aberta para uma continuação [ainda não confirmada], mas que – em minha opinião – não deveria existir, o livro já é genial e apesar do final vago ele condiz com a vida de Colin e a sua descoberta. Acredito que uma continuação iria dar respostas que nem agradariam a todos e que até chegaria a quebrar a genialidade do livro. Não vou dizer que o livro é fabuloso, porque não é, trata de uma história bem juvenil e interessante.
Ashley Edward Miller e Zack Stentz escreveram um livro fofo cujo personagem não é nada cativante exatamente porque ele não demonstra emoção e isso foi uma sacada bacana por parte dos autores, entretanto, achei absurdamente irritante as muitas e extensas notas de rodapés, e uma grande maioria delas [para não dizer todas] eram extremamente desnecessárias. Indico esta leitura para ser realizada de maneira despretensiosa e como um bom passatempo.

*Este livro é cortesia da Editora Novo Conceito

Colin Fischer - Ashley Edward Miller e Zack Stentz (resenha)

domingo, 18 de maio de 2014

Saudações Leitores!
Este livro, Esc@ndalo*, foi uma experiência um tanto desagradável para mim, não estou dizendo que o livro é de todo ruim, pois ele traz um tema bem contemporâneo, mas não achei interessante esse tema abordado em um livro com personagens, pois o enredo sempre foca mais no tema e acaba esquecendo de um desenvolvimento mais profundo dos personagens, isto é, a abordagem a forma que foi contada a história deixou muito a desejar e, o final do livro, para mim beirou ao clichê... saibam mais na resenha, pois ressalto pontos positivos e negativos do livro e isso pode motivá-lo a lê-lo, ou não...


Escândalo, Therese Fowler, Ribeirão Preto, SP: Novo Conceito, 2013, 384 pág.
Traduzido por Henrique Amat Rego Monteiro


O título original de Escândalo é Exposure, escrito por Therese Fowler e vem a tratar de um crime vinculado a internet e aparelhos em que haja a possibilidade de enviar fotos e vídeos, esse crime se chama Sexting.
Fazia algum tempo que não lia um livro tão ruim assim, tudo nesse livro me desagradou: a narrativa, o enredo, os personagens. Acho que fiquei frustrada porque esperava outro assunto e me deparei com Sexting e isso me impediu de gostar do livro completamente.
Escândalo nos apresenta um casal de namorados, Amelia e Anthony, que tiraram fotos nuas e enviaram um para o outro, daí o pai de Ameia abre o notebook dela e encontra as fotos. Amelia é de menor e para o pai é inocente e pura. Anthony é de maior idade e ama mais que tudo – até mais do que a si mesmo, acreditem – Amelia.
Então, já podem tirar conclusões precipitadas a partir do que escrevi: o pai de Amelia fica chocado e denuncia Anthony, tudo acaba tomando proporções gigantescas e mesmo Amelia afirmando que Anthony é seu namorado ninguém lhe dá ouvidos. Acaba que, como o pai de Amelia é rico e conhecido a notícia vai parar no jornal, Anthony é preso e tudo vira de ponta cabeça, até mesmo Amelia vai presa. Quando tudo está de mal a pior para o casal, eles – tan tan tan tan – decidem fugir, mas Amelia passa mal na fuga e aí vem a parte em que tudo fica muito, muito, muito ruim e depois tudo se resolve e o casal é feliz para sempre.
Quando peguei Escândalo para ler, claro que pensei que seria outro tipo de história, mas nunca pensei que a realidade seria do jeito que foi e de maneira tão ruim, não sei por que razão continuei lendo até o fim, pois, como já salientei, a narrativa é enfadonha e o enredo não convence. Sei que pulei partes e diálogos desnecessários.
Therese Fowler além de não ter escrito um bom livro se contradisse durante toda a narrativa, pois, no começo do livro, foi exaltado demasiadamente a questão da maturidade de Anthony e Amelia, mas no decorrer do livro percebemos que não há maturidade nenhuma no casal. Eles, diante do mundo caindo em cima deles, acabam se preocupando unicamente com o amor e sentimento ao invés de pensarem nas suas atitudes e tentarem esclarecer realmente o que aconteceu.  Como Therese pode dizer – com todas as letras – que Amelia era madura e determinada quando na verdade provou ser tão submissa e temente ao pai mesmo diante da injustiça que estavam cometendo com seu adorado Anthony? Sei que às vezes, as coisas tomam uma proporção gigantesca, mas mesmo assim.
Outro ponto que me fez detestar o livro foram os pais de Amelia que são terrivelmente insuportáveis e extremamente estúpidos, não dá pra acreditar que eles não escutam a filha e achem que ela é uma santa. Pel'AmorDeDeus em que século estão vivendo?!!! A atitude deles não condiz com a atualidade, ademais, querem controlar a filha, sufocam e não a respeitam. Uma garota que tem quase 18 anos tem que ter sua liberdade e voz. Convenhamos: tem adolescentes de 12 anos que sabem muito mais do que Amelia e isso torna Amelia inocente demais ara a idade que tem.
Para finalizar, só tenho a dizer que não gostei do livro e realmente não pretendo voltar a esta leitura, claro que tem umas partes bem bacanas que fazem alusão à Shakespeare além de ficarmos conhecendo sobre Sexting, mas para mim, por Therese ter passado pelo fato de seu filho ser preso por Sexting ela apenas fez de Escândalo um livro de desabafo, o que quero dizer, talvez tivesse sido mais interessante Therese ter escrito sobre Sexting e a triste experiência que teve com seu filho sem romancear e inventar um enredo e personagens que não convenceram.

*Este livro foi cortesia da Novo Conceito.

Escândalo - Therese Fowler (resenha)

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Saudações Leitores!
De Coração para Coração* foi uma leitura bastante agradável e uma surpresa para mim, pois ainda não tinha lido nenhuma resenha dele e a sinopse não me disse muita coisa, espero que todos os leitores, amigos e seguidores do DLL apreciem esta resenha e deixem seus comentários.

De Coração para Coração, Lurlene McDaniel, Ribeirão Preto, SP: Novo Conceito, 2013,208 pág.
Traduzido por Luana Guedes


Heart to Heart (2010) ou De Coração para Coração foi escrito pela norte-americana Lurlene McDaniel, que já escreveu mais de 70 livros para jovens adultos, alguns já roteirizados para filmes e séries. Ela é conhecida por colocar seus personagens diante de situações tensas como de doenças crônicas ou luto.
De Coração para Coração traz como temática principal o transplante de órgãos, portanto, toda a narrativa vai dar respaldo a essa situação. Os capítulos são narrados em primeira pessoa, no princípio por Kassey e, posteriormente, entremeiam-se as narrativas de Arabeth.
Kassey é uma adolescente como qualquer outra pessoa, entretanto seu pai saiu de casa por conta de seus vícios no álcool e drogas, deixando Kassey e a mãe sozinhas. Kassey é a melhor amiga de Elowyn, cuja família é a de modelo tradicional: pai e mãe, segundo Kassey a família da amiga é perfeita.
As duas sempre estão juntas e são confidentes uma da outras até Wyatt aparecer na vida de Elowyn, os dois começam a namorar e a amiga acaba deixando Kassey meio de lado, voltando para ficar com ela apenas nas inúmeras crises que o relacionamento com Wyatt.
Elowyn e Wyatt brigavam bastante, pois ela era muito ciumenta, explosiva e temperamental. Simplesmente tinha dificuldade em escutar os conselhos dos outros. Nesses momentos, Kassey, mesmo enciumada, acabava servindo de ponte para a reconciliação do casal. Certa noite, Elowyn liga para Kassey. Elowyn estava transtornada porque viu Wyatt com outra garota do colégio e ela já foi supondo que ele a traia, Kassey tentou acalmá-la, mas esta foi uma noite fatídica: Elowyn dirigindo o seu carro acaba sofrendo um acidente.
O acidente abalou Kassey e todos os que conheciam Elowyn, os pais dela ficaram devastados e Elowyn em coma, não respondia ao tratamento e foi considerada morta, como na carteira de motorista ela se colocou como doadora de órgãos, seu desejo foi cumprido e seu coração foi transplantado para Arabeth. Então, começamos a ter narrativas sob a perspectiva de Kassey e Arabeth.
O interessante é que logo no inicio do livro a autora diz que irá abordar um assunto que mesmo não comprovado cientificamente algumas pessoas que tem órgãos transplantados dizem que em algumas ocasiões conseguem lembrar coisas de não são suas lembranças, mas da dona original do órgão. É exatamente isso o que ocorre com Arabeth, após o transplante de coração ela começa a adquirir a personalidade, manias e gostos de Elowyn, isso ela veio a descobrir após conhecer a família e amigos de Elowyn.
A história deveria emocionar, mas a forma como ela foi contada não chega a abalar ou realmente envolver o leitor, mas não deixa de ser uma história que sensibiliza o coração. E até o acidente de Elowyn a história é lenta, mas após o fato e principalmente quando os amigos dela conhecem Arabeth a narrativa começa a prender mais, afinal quem não ficaria curioso para entender o porquê Arabeth adquiriu algumas características de Elowyn?
Lurlene McDaniel escreveu uma história boa, breve, e com personagens cativantes e com conflitos, mas acredito que faltou um pouco mais de emoção nas palavras, de um detalhamento melhor do caso, afinal quando nos dispomos a escrever sobre um determinado assunto, simplesmente não podemos deixar a narrativa vazia de fatos e, particularmente, senti essa ‘carência’. Apesar disso, gostei bastante do livro e com certeza, o releria.
Portanto, se você tiver oportunidade de conhecer essa história, aproveite. Vale a pena!

*Este livro foi cortesia da Novo Conceito.

De Coração para Coração - Lurlene McDaniel (resenha)

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Saudações Leitores!
Este livro foi cortesia da Editora parceira Novo Conceito, obrigada!
Sem dúvida, eu estava muito ansiosa para ler Enders, logo, apesar de alguns pontos negativos, gostei bastante de ler Starters, mas o segundo livro não foi bem o que eu esperava e a experiência não foi boa, entenda o porquê. Detalhe: evitei spoilers, então, é seguro ler, mas escrevi uma resenha completamente sentimental do começo ao fim está meu relato sobre esta leitura.

Enders, Lissa Price, Ribeirão Preto, SP: Novo Conceito, 2014, 285 pág.
Traduzido por Ivar Panazollo Júnior


Enders é a continuação tão esperada de Starters, escrita pela americana Lissa Price. Após um surto de livros de distopias em 2012 e 2013, Starters foi muito bem recebido pela crítica e houve quem dissesse que ele seria apreciado pelos leitores de Jogos Vorazes, na época da publicação e que realizei a leitura de Starters ainda não tinha lido JV, mas agora só digo uma coisa: não tem nada a ver essa afirmação. Sou até mais drástica e digo que a pessoa que afirmou isso foi muito infeliz nesta afirmação, amei JV, mas essa duologia (?) deixou muito a desejar.
Starters foi um livro que mexeu muito comigo, apesar de ter muitas coisas que não tiveram explicações ou que ficaram muito vagas me fez criar altas expectativas para ler a continuação Enders já que eu precisava ter minhas respostas, mas, quando finalmente Enders é lançado, ele não trouxe todas as minhas respostas e isso me deixou demasiadamente frustrada.
Logo no princípio de Enders, encontra-se uma narrativa arrastada, vagarosa, lenta e isso só vem a modificar quando o personagem Hyden aparece, ele é uma verdadeira revelação nesse livro e aparentemente todas as pontas soltas vão de encontro com este personagem, Lissa Price, fez de Hyden um curinga – ponto positivo –, mas tal ato fez com que a ‘mocinha’ Callie se tornasse extremamente insignificante e até mesmo tola e cheia de conflitos sentimentais que não deveriam existir dadas as situações extremas a qual estava envolvida.
Michael o personagem com que mais me identifiquei no primeiro livro e que tinha um potencial incrível para levar a história nas costas aparece nesse segundo livro quase como uma ‘participação especial’ e simplesmente tola, ele age como uma criança imatura, coisa que não aconteceu no primeiro livro. O irmão de Callie, Tyler, também aparece no livro, mas simplesmente para ser jogado de lado por sua irmã, que ironicamente diz amá-lo mais que a tudo, mas simplesmente acaba sempre o colocando aos cuidados de terceiros.
Infelizmente o enredo não me convenceu, o fim foi inesperado e isso foi bem legal após uma leitura tão monótona. Também devo admitir que teve umas revelações muito bobásticas principalmente no que diz respeito a Hyden (o personagem que deveria salvar o livro) e o Velho (o terrível vilão oculto), mas como dizer que um livro é bom se ele não me empolgou, não me viciou?
Só posso afirmar sobre Enders que depois de tanta espera estou extremamente decepcionada com esse livro. A leitura foi forçada do começo ao fim praticamente porque eu tinha a curiosidade de saber como terminava já que, pelo andar da carruagem, tive certeza que a história não ia melhorar. Espero piamente que Lissa Price não pense (nem remotamente) continuar a escrever sobre essa história, para mim, ela já está perdida. Ou vai ver, criei expectativas demais com esse livro por isso uma decepção tão grande...

Enders (Duologia Starters, Livro 2) - Lissa Price (resenha)

sábado, 22 de março de 2014

Instagram