SOCIAL MEDIA

Mostrando postagens com marcador Editora Record. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Editora Record. Mostrar todas as postagens
Saudações Leitores!
Recebi o Sr. Daniels* de surpresa em minha casa, nunca tinha ouvido falar nem no livro e nem na escritora, mas que doce surpresa, que maravilha de livro. Não conseguia nem soltá-lo que já me doía ficar longe do Sr. Daniels.


Sr. Daniels, Brittainy C. Cherry, Rio de Janeiro: Record, 2015, 322 pág.
Traduzido por Alda Lima

Loving Mr. Daniels (2014), no Brasil apenas Sr. Daniels, escrito por Brittainy C. Cherry, foi uma grande surpresa para mim porque eu não imaginei que a narrativa e os personagens iriam me cativar tanto, isto é, eu não tinha alimentado nenhuma expectativa sobre a leitura, na verdade cheguei até a pensar que seria uma bom livro para relaxar após uma leitura conturbada (como foi minha leitura anterior), então, surpreendi-me com esta estória.
Temos um livro intercalado com a narração em primeira pessoa: Ashlyn e Sr. Daniels, e nelas vamos acompanhar a vida dos dois, todos os altos e baixos, as dores, amores e paixões.
Ashlyn, de 19 anos, acabou de perder sua irmã gêmea, Gabby, para a leucemia. Sr. Daniels, 22 anos, teve a mãe assassinada, o pai morto recentemente e o irmão está preso. Ambos tem um histórico de vida bem conturbado. Ash sempre se achou inferior a Gabby e quando a irmã morreu, foi como se ela própria tivesse morrido, além do mais a mãe a enviou para morar com o pai, o que ela viu como se a mãe a estivesse abandonando por não conseguir olhar para ela sem lembrar de Gabby. 
"Havia dois tipos de luto. Aquele em que a pessoa abria seu coração para o mundo, sem deixar de dar valor às coisas, e vivia cada dia como se fosse o último. E aquele em que pessoa se fechava e vivia em seu próprio mundo, incapaz de se conectar com os outros." (p.47)
No entanto, Ash não tinha uma boa relação com o pai e ficou ainda mais revoltada ao perceber que ele tinha uma outra família, e que sua atual mulher tinha dois filhos que, Haily e Ryan. Parece que a vida de Ash vai piorar, mas aparentemente tantas mudanças fez bem para a garota. Aliás, quero deixar bem claro, aqui, que Haily e Ryan são os personagens secundários mais fofos do universo literário EVER. Eu queria que eles fossem meus irmão e morassem comigo a vida toda.
Ok, parei, voltando a resenha, sabemos que tudo o que é bom vem com alguns conflitos, e os conflitos promovem muita dor de cabeça, sobretudo quando Ashlyn descobre que o músico que ela agarrou na noite passada é seu professor de inglês, Sr. Daniels.
"Eu não quero ser seu amigo. Quero ser seu, quero que você seja minha, e odeio não podermos ser "nós". Porque acho que fomos feitos para ser " nós"" (p.142)
Desse modo tudo que era bom começa a ser ruim, porque ambos têm que agir de forma ética, mas não sabem como controlar a intensa atração física que sentem um pelo outro. É indiscutível como Ashlyn e o Sr. Daniels tem uma composição explosiva, o casal simplesmente tirava meu fôlego a todo o momento, veja bem: bonitos, sexys, inteligentes, amantes de Shakespeare e música... PARA tudo que um Sr. Daniels só para mim. Ele existe? Façam ele existir, pls!
"Será que ele estava flertando comigo? Porque se tinha um momento em que eu gostaria que uma pessoa flertasse comigo, era enquanto falávamos sobre livros. Não havia nada mais sexy do que um henino-momem inteligente, especialmente quando ele era capaz de fazer meu coração dar piruetas." (p.63)
Além a história de tirar o fôlego, o romance tem contornos bem eróticos, mas não vulgares - como muitos livros que vemos no mercado - o foco é o romance e a forma como eles vão lidar com a situação complexas entre professor e aluna, o romance secreto e tudo isso. 
"Você merece muito mais do que ficar se escondendo nos portões da escola. Você não merece ser o segredo de ninguém, Ashlyn. Você merece ser o refrão da música favorita de uma pessoa. Você merece ser a dedicatória no livro favorito de alguém." (p.208)
Brittainy C. Cherry não escreveu apenas um livro romântico e de tirar o fôlego, a narrativa traz elementos muito mais complexos como: bullying, homossexualismo, sexo, família, morte, perda. Sei que esses elementos podem estar bem saturados na literatura, sobretudo o bullying, o homossexualismo e o sexo, mas Brittainy, tem uma forma de abordar esses assuntos delicados de forma realista e nos deixando alertas para uma realidade contemporânea, isso não quer dizer que ela trate esses assuntos de forma banal e visto como normais, mas ela trata de maneira real, ela expõe o que está todo dia em nossas vidas e que muitas vezes fechamos os olhos para não ver porque determinados assuntos incomodam. Brittainy C. Cherry dá aquela cutucada no leitor de forma que não aparenta ser cutucada. É lindo.
"Porque fingir ser feliz é quase como ser feliz. Até você lembrar que é apenas fingimento. Então você fica triste. Realmente triste. Porque usar uma máscara todos os dias da sua vida é a coisa mais difícil do mundo. E depois de um tempo, você tem um pouco de medo porque a máscara se torna você." (p.120)
Sr. Daniels foi uma das leituras que mais me surpreenderam este ano, jamais pensei que um livro aparentemente tão simples e voltado ao público juvenil pudesse ser tão denso, envolvente e extasiante. Ao virar a última página do livro posso dizer categoricamente, que a cada página eu me apaixonava mais e mais pelo Sr. Daniels e o desejava, porque ele sabe ser poético, tratar uma mulher e sabe ser sexy, sobretudo quando ele fica esfregando a nuca. Ai, me arrepio. Pra finalizar só digo uma coisa: este é um daqueles romances que nos fazem suspirar o tempo todo e ficar desejando um mocinho e um amor assim em nossas vidas.


*Esse livro foi cortesia da Editora Record, para mais informações sobre o mesmo, clique AQUI.

Sr. Daniels - Brittainy C. Cherry (resenha)

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Saudações Leitores!
O que posso dizer de Encontros no Parque*? Foi paixão a primeira vista por essa capa, depois eu imaginei que seria uma leitura engraçada, mas não foi, no entanto isso não tornou o livro ruim, pelo contrário chamou minha atenção a seriedade e a delicadeza com que os assuntos foram abordados e, confesso, este foi um dos livros que nada tem a ver com o estilo de livros que comumente leio, entendam o motivo:


Encontros no Parque, Hilary Boyd, Rio de Janeiro: Record, 2014, 336 pág.
Tradução de Eliane Fraga

O título original é Thursdays In The Park (2011) que na tradução literal seria “Quintas-feiras no parque”, mas na versão brasileira recebeu um título que, a meu ver, ficou bem charmoso Encontros no Parque. O livro foi escrito pela britânica Hilary Boyd que se tornou uma escritora best-seller, que antes de se tornar famosa recebeu muitos “não” em particular por Encontros no Parque. A escritora é conhecida por trazer em seus livros personagens mais maduros e mostrar que o amor chega a todas as idades.
No livro acompanhamos a história de Jeanie, uma mulher com 59 anos e que no decorrer da narrativa completa 60 anos de idade. Ela vive um casamento frio e vazio com George, há 10 anos o casal não dorme mais no mesmo quarto, não fazem amor e não conversam sobre suas intimidades e sentimentos. É um relacionamento sufocante, mas que teve um fruto: a filha do casal também já é casada e tem uma filha.
Jeanie até aprendeu a ‘rebolar’ conforme a música tocada no decorrer de seu casamento, afinal ela trabalha em sua loja e ama o que faz, além do mais tem a neta com quem passa todas as quintas-feiras no parque (por isso o título original do livro). É por causa de sua neta que Jeanie conhece Ray no mesmo parque que frequentam, ele também está ali com o seu neto. Ambas as crianças passam a brincar juntas e os avós começam uma amizade.
No decorrer do tempo Ray se mostra ser exatamente o que George não é e, nesse ínterim, Jeanie percebe estar se apaixonando por ele. O pior, ou melhor: aos 60 anos de idade não é um risco se apaixonar? E seu casamento? São muitos os conflitos psicológicos que são abordados nesse romance: valores, conceitos, sentimentos, felicidade, infidelidade. Tudo isso é um novo mundo para Ray, Jeanie e George.
Hilary Boyd consegue, durante a narrativa, mostrar tudo o que levou cada personagem da obra (incluindo a filha de Jeanie e seu marido) a serem quem são. Na verdade, o leitor se vê diante de seus próprios conceitos éticos e a vontade de desmoronar: torcer para que Jeanie e George se reconciliem ou que Jeanie fique com Ray...
Encontros no Parque mexeu com aquilo que considero certo e errado e me fez perceber como é tênue essa linha e quão facilmente ela pode ser partida, não posso dizer que o livro é de tirar o fôlego, porque não é e até mesmo a narrativa não chega a ser viciante. Mas o que me chamou atenção foi o fato dos personagens serem maduros e cativarem tanto, geralmente nós, jovens, temos a ilusão de achar que o amor é jovem e que os idosos não sentem, mas neste livro percebemos o contrário e até mesmo reflexões sobre o passar do tempo.
Se você está cansado de ler romances com personagens adolescentes ou parcialmente jovens e inconsequentes e cheios de mimimis, com certeza você precisa ler Encontros no Parque, você vai se chocar o quanto um relacionamento maduro e decidido pode ser especialmente lindo, mas leia esse livro com pés no chão ele é bem real, não existem loucuras amorosas ou frases de efeito, mas é tudo uma questão de decisão para o amor acontecer. Tão real!


*Este livro foi cortesia da Editora Record, para saber mais sobre ele clique AQUI.

Encontros no Parque - Hilary Boyd (resenha)

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Saudações Leitores!
Confesso que o que mais me chamou atenção em Os Últimos Preparativos* foi a capa e o título, então quando li a sinopse fiquei bem curiosa, a pessoa que escreveu a sinopse fez um bom trabalho, tão bom que me convenceu que o livro era de um jeito, mas foi completamente diferente do que eu imaginei que fosse, entenda o que estou querendo dizer na resenha abaixo:


Os Últimos Preparativos, Maggie Shiptead, Rio de Janeiro: Record, 2014, 336 pág.
Tradução de Julián Fuks

Seating Arrangements que ao pé da letra em sua tradução seria mais ou menos como “Arranjo de lugares/assentos” acabou sendo traduzido por Os Últimos Preparativos que, devo admitir, ficou bem mais interessante e TUDO a ver do que o título original.
Acredito que criei algumas expectativas com esse livro, estava imaginando uma história completamente diferente do que a que encontrei em Os Últimos Preparativos, pela sinopse, imaginei-o cheio de romance e comédia, mas me enganei redondamente e isso tornou a leitura tremendamente maçante e enfadonha para mim.
De antemão preciso dizer que a história se passa em um final de semana de preparativos para o casamento de Daphne, filha de Winn Van Meter – isto é o livro se passa em três dias, de quinta-feira, sexta-feira e sábado (o dia do casamento). Todos os convidados são recebidos na ilha de Waskeke e os convidados mais íntimos ficam hospedados na casa dos Van Meter a fim de fazerem as provas das roupas, maquiagens, unhas, lugares nas mesas e todos os preparativos que uma festa de casamento exige.
No meio de tanta gente reunida é claro que vão acontecer escândalos e situações improváveis, mas que são comuns em todos os casamentos. Logo a família Van Meter é uma família elitista que está preocupada em aparentar ser o que não é e escândalos não são bem-vindos, portanto muita coisa que vai acontecer será tomada por escandalosa.
Na verdade, Winn cogita ser infiel a esposa com Agatha a amiga da sua filha, e Lívia – a irmã da noiva e filha de Winn – esta passando por um término de relacionamento doloroso e quer provar que estar por cima, mas acaba fazendo as piores tolices nesse fim de semana.
Depois desse breve resumo do que se trata o livro conseguem entender o motivo da minha curiosidade? A história tinha tudo para ser engraçada, mas infelizmente algo saiu muito, muito, muito errado. O primeiro erro foi a construção dos personagens: frios, vazios e desinteressantes. O segundo erro diz respeito à narrativa maçante e psicológica demais, onde poderia haver mais ação e momentos engraçados. O terceiro erro se trata de um romance que definitivamente não existe e tudo parece girar em torno de sexo, poder e status. O quinto erro se refere ao final previsível pelo andar da carruagem.
Quais os motivos para ler Os Últimos Preparativos? Apesar dos pesares achei que Maggie Shiptead escreve muito bem, portanto, deve levar o crédito quanto à escrita, não é uma leitura fácil e que quer se fazer entender, é uma escrita sutil e psicológica.
Narrativas psicológicas são bastante difíceis porque necessitam ligar as ideias e os fios não podem ficar soltos. A autora consegue ligar todos os pontos, tudo fica com respostas. E conseguimos visualizar bem o interior dos personagens, mas infelizmente ver e entender os personagens não os tornou reais, a autora teve sérias dificuldades em imprimir emoções em suas palavras.
Contudo, mesmo reconhecendo isso, não tenho palavras para dizer o quanto esse livro foi uma leitura frustrante, até mesmo os elementos que deveriam ser surpresa não salvaram o livro e, acredito, Os Últimos Preparativos encalhou tal qual a baleia que encalhou na praia em um dos momentos dessa narrativa.


*Esse livro foi cortesia da Editora Record, para saber mais clique AQUI.

Os Últimos Preparativos - Maggie Shiptead (resenha)

domingo, 7 de dezembro de 2014

Saudações Leitores!
Quando li a sinopse de Quase Casados* fiquei imaginando que o livro seria bom, engraçado e, bem, é com grande alegria que digo que ele correspondeu as minhas expectativas e me surpreendeu porque além de divertido e engraçado ele é super viciante! Confiram a sinopse!


Quase Casados, Jane Costello, Rio de Janeiro: Record, 2014, 416 pág.
Traduzido por Ryta Vinagre

The Nearly-Weds, trata-se de um chick lit escrito por Jane Costello a mesma escritora de Damas de Honra, já publicado no Brasil. Com uma linguagem divertida, tradicional dos chick lit, Quase Casados, é uma leitura divertida que promete fazer os leitores rirem com as trapalhadas da personagem principal.
Você acha a sua vida ruim? Ah, mas com certeza não chega nem aos pés da onda de azar que a pobre da Zoe está passando. Ela foi largada [isso mesmo LARGADA] no altar! Seu noivo – com quem vivia há sete anos – não compareceu ao seu próprio casamento! Que trágico, que saia justa, que situação!!! Sei que existem coisas piores, mas, meu Deus, essa situação está entre elas: mais de cem convidados, uma fortuna gasta e, PAM, o noivo dá o cano. [nunca usei tantas exclamações num único parágrafo]
Pode parecer confuso essa situação, afinal, o cara com quem você namora e vive há sete anos lhe dá o bolo no dia do casamento? Com certeza Zoe fica passada, arrasada e em estado de choque total, mas como uma tradicional [isso é importante] personagem de chick lit, Zoe derrama litros e litros de lágrimas e para superar a maior decepção de sua vida decide dar um novo rumo a ela.
"_Até parece que ele não teve anos para largar você_ tagarelava Jessica._ Ele podia ter feito isso há seis meses e não te deixar nessa situação. Ou pelo menos esperado até depois da lua de mel, quando podia ter feito a coisa certa e pedido o divórcio. Não é assim tão complicado hoje em dia." (p.120)  [alguém fecha a boca dessa Jessica, pls!]
Por morar no Reino Unido, em Liverpool [precisamente] onde todos que a conhecem [e a desconhecem, também] ficam fofocando sobre o fiasco que foi o dia de seu casamento ela toma a atitude drástica de se inscrever em uma agência de babás e vai parar nos Estados Unidos. O problema é que Zoe nunca tinha viajado e tudo sai completamente errado durante a viagem, sobretudo porque assim que chega aos Estados Unidos a agencia de babás a comunica que ela deve mudar seu destino dizendo que ela já não irá para a casa que pensava ir, mas para outra.
A questão é que Zoe acaba indo parar na casa do homem mais ranzinza dos Estados Unidos: Ryan Miller. Muito embora ele tenha dois filhos lindos: Ruby e Samuel. Ryan perdeu a esposa em um acidente, sua vida virou um caos [ele não consegue lidar com a perda] e ele virou um galinha e conquistador barato. Pronto nem preciso dizer que Ryan é muito gostoso!
"Ela o pega pela gola e começa a beijá-lo como se estivesse tentando laçar algo que está preso no fundo da garganta dele. Eu finjo, para os transeuntes, que nunca a vi na minha vida." (p.151)
Pronto o clichê já fica evidente, mas esse fato não significa nada – todo chick lit que se preze tem isso – o que importa é como os personagens vão evoluindo ou regredindo no decorrer da narrativa. E cá entre nós: a autora arrasou porque ela construiu uma personagem fabulosa. Zoe é incrível! Estabanada, doida e mesmo sofrendo muito por suas decepções amorosas aguenta muita coisa do patrão e tenta ao máximo organizar a vida dele e das crianças embora a sua esteja cheia de dúvidas e perguntas.
Nesse meio tempo, além de conhecermos melhor Ryan Miller e percebermos que ele não é só lindo e gostoso, mas que tem muito de sua vida que desconhecemos, somos apresentados para as amigas que Zoe [que são babás também] a melhor delas é Trudie que é completamente pirada [palmas para Tru!].
"_[...] Quando o vi pela primeira vez, ele estava subindo com uma motosserra. Dei uma olhada naqueles bíceps e, vou te contar, eu era dele!
_Não dá para resistir a um homem usando uma ferramenta potente, hein?" (p.48)
Após meses de tortura na casa de Ryan, as coisas começam a melhorar e ela acaba tendo um caso com ele [isso era de se esperar, portanto não é spoiler], mas sente-se insegura em relação a esse affair secreto e em relação aos seus sentimentos. Claro que as coisas não poderiam ficar boas na vida de Zoe, dá tudo errado e é óbvio que o ex, Jason, o covarde que a deixou plantada no altar volta a procurá-la como um cão arrependido, cheio de desculpas esfarrapadas. Será que ele merece uma segunda chance?
Eu sei que todo mundo já fez alguma escolha errada na vida, todo mundo já se arrependeu de algo, já sentiu ciúme, já quis quebrar alguém ou alguma coisa e as atitudes de Zoe me parecem completamente compreensíveis e aceitáveis embora algumas vezes ela tenha agido de forma tão inocente, parecendo-me muito ingênua para a idade e as experiências já vividas, mas tentei relevar a situação e não menosprezar o livro por causa disso.
Um ponto que me levou ao riso foi a falta de habilidade de Zoe em se manter em pé: a garota está sempre tropeçando, rolando escadas e esse tipo de desastres que me faziam morrer de rir [porque eu meio que me identifiquei com essas estabaquices, sou um pouco propícia a esse tipo de coisa].
Pra quem gosta de chick lit Quase Casados é uma indicação fabulosa, não é que o livro seja perfeito e a história original, mas ele é superdivertido, tem personagens encantadores [exceto Jason – minha relação com ele foi ódio a primeira vista].
"_Quer ser minha dama de honra?
_[...] nunca fui dama de honra. Ai, meu Deus, vou me mijar! Isso é demais!" (p.374)
Dei cinco estrelas a este livro porque foi realmente incrível e me empolguei com a leitura, o li em um dia e não consegui largá-lo até terminar. Então, devido a emoção que senti [que para mim é o que conta ao ler um livro] eu simplesmente estou encantada. Já indiquei para todas as minhas amigas [que vão ler] e não posso deixar de indicar para vocês. Gostei tanto que agora quero ler outros livros da Jane Costello.

*Este Livro foi cortesia da Editora Record, para saber mais sobre ele clique AQUI.

Quase Casados - Jane Costello (resenha)

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Saudações Leitores!
Quando vi a capa de Amor nas Entrelinhas* foi amor a primeira vista e não poderia deixar de solicitar esse livro e o ler na primeira oportunidade, eis que a surpresa foi grande e a leitura agradável demais, quem me acompanha no twitter (@camila_marcia) sabe mais ou menos o que achei do livro, eu usa essa rede social para fazer alguns desabafos literários, quem me segue já deve estar acostumado, enfim, confiram a resenha e comentem, obrigada!


Amor nas Entrelinhas, Katie Fforde, Rio de Janeiro: Record, 2014,400 pág.
Traduzido por Marilene Cezarina Tombini

Love Letters, título inglês de Amor nas Entrelinhas, foi publicado originalmente em 2009. Escrito pela britânica Katie Fforde, autora de diversos romances e também vencedora de prêmios literários, Katie dedicou a vida à literatura e inclusive fundou uma instituição que visa apoiar jovens escritores, a Katie Fforde Bursary.
Amor nas Entrelinhas é um romance incomum, divertido e cheio de reviravoltas. Além de o enredo ser criativo e bem engraçado [fofo] os personagens são encantadores, até mesmo os mais chatos e ranzinzas são encantadores. Kaite Fforde conseguiu me prender ao seu livro e a seus personagens desde a primeira página!
O livro narrado em terceira pessoa conta a história de Laura, 26, virgem. Ela trabalha numa livraria que está fechando, ou seja, logo ela estará total e completamente desempregada e o pior é que seus pais sempre criticaram suas escolhas, embora Laura faça o que gosta e ama, mas não tem a aprovação dos pais. Porém numa noite de autógrafos na livraria ela conhece Eleanora, agente de um escritor irlandês que era um sucesso: Dermot Flynn. Eleanora, perspicazmente reconhece em Laura um grande potencial e acaba convocando-a para ajudar sua sobrinha Fenella a preparar um festival literário e musical. Laura fica cheia de dúvida, mas tudo a leva a aceitar a proposta.
"Laura lia muito. Morava num apartamento conjugado e a televisão era tão pequena e cheia de chuvisco que ela quase não a assistia. Mas lia o tempo todo: antes de dormir, enquanto comia, enquanto cozinhava, enquanto se vestia e enquanto escovava os dentes. Leria no banho se tivesse conseguido descobrir um método que não estragasse o livro. Do mesmo modo, conseguia ler qualquer coisa em qualquer lugar e, se fosse bom, apreciava a leitura." (p.16)
O que Laura não esperava era que para conseguir patrocínio para o Festival ela teria que lidar com o escritor Dermot Flynn que é basicamente um homem das cavernas e não aparece há anos e nem publica nada há anos, mas é considerado uma celebridade literária. Nesse ínterim, Laura vê-se num caminho sem volta: ir para a Irlanda, conhecer e convencer o maior escritor irlandês vivo a participar do festival, mas Laura não vai sozinha nessa aventura, vai com Monica sua recém-amiga. Monica é uma das melhores personagens do livro: engraçada, cética e muito louca.
"_Se você espera não ter feito sexo com ele, as coisas não estão nada boas para o seu lado. Um homem daqueles, nu na cama com uma garota, que também estava nua, suponho?_ Laura fez que sim._ As chances do cara não ter finalizado a situação com você são mínimas. E sem sinal de camisinha... Muito irresponsável." (p.96)
Não é fácil convencer Dermot a participar do festival e os termos de sua participação são bem peculiares. Nesse meio tempo, assim que os dois se conhecem fica evidente que rola uma química entre eles e todo o cuidado é pouco, pois a qualquer momento pode haver uma explosão com produtos inflamáveis. Os dois são completamente diferentes, mas se encaixam.

O livro gira em torno do festival e o romance é um dos focos, mas não foi realmente muito elaborado, mas é cativante. Contudo, Amor nas Entrelinhas é quase uma ode aos apaixonados por livros: Laura é uma rata de literatura e tudo gira em torno de livros, edições e publicações – como não amar? – e além do mais, qual leitor não pensou em se apaixonar e ser correspondido pelo seu escritor favorito? Ainda mais quando ele é jovem, bonito, com um corpo escultural e muito safado: um garanhão e conquistador barato.
"_Então, o que vamos beber? Laura vai tomar seu copão de uísque de costume. Grant?
_Copão de uísque? Isso não se parece com a Laura que eu conheço e amo!
Monica deu uma risada.
_Você precisa vê-la quando está no exterior. Completamente louca." (p. 164)
Amor nas Entrelinhas é um livro que a leitura flui gradativamente e envolve o leitor, apesar dos clichês e de algumas explicações repetitivas [que são completamente desnecessárias] o livro se tornou um de meus favoritos, muito envolvente e ao terminar de lê-lo a vontade que deu foi de reiniciar novamente a leitura. Se indico? Claro! Desde que você não se incomode com clichê [eu não me importo nenhum pouco] ou com explicações repetitivas e algumas falas desnecessárias e até mesmo falta de cenas mais ‘quentes’ entre Dermot e Laura, já que tiveram muitas oportunidades de acontecer. Peguem o livro e entreguem-se nessa leitura!

* Este livro foi cortesia da Editora Record
Para saber mais acesse Aqui.

Amor nas Entrelinhas - Katie Fforde (resenha)

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Instagram