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Saudações Leitores!
Após um ano a aguardada continuação de A Rainha Vermelha chegou em minhas mãos, na verdade a Editora Seguinte me enviou a prova antecipada de Espada de Vidro*, que tem previsão de lançamento para dia 12 deste mês...


Espada de Vidro, Victoria Aveyard, São Paulo: Seguinte, 2016, 496 pág.
Traduzido por Cristian Clemente

Espada de Vidro é a aguardada continuação de A Rainha Vermelha, famoso best-seller de Victoria Aveyard com previsão de lançamento para 12 de Fevereiro (este mês). Vale ressaltar que A Rainha Vermelha que incialmente foi pensando – pela autora- para ser uma trilogia passará a ter quatro livros e o spin-off Coroa Cruel, que é uma coletânea de contos.
Espada de Vidro prossegue no exato momento em que A Rainha Vermelha finalizou, mas mostrou uma trama melhor elaborada e atraente pela adrenalina e a leitura rápida. O livro é tão cheio de ação que é quase impossível parar a leitura.
"Mas eu também morri. A Mare de Palafitas morreu no dia em que caiu no escudo elétrico. Mareena, a princesa prateada desaparecida, morreu no Ossário. E não sei quem é a pessoa que abriu os olhos no subtrem. Só sei o que ela foi e o que perdeu, e o peso disso é quase esmagador." (p.39)
Mare Barrow agora tem que encontrar um lado para lutar contra os opressores prateados ao mesmo tempo em que tenta superar suas perdas, ao seu lado está o príncipe exilado, Cal, que está a procura de vingança, portanto segue ao lado de Mare, mas a personagem tem que ficar atenta sobre quem confiar e montar seu próprio exército com pessoas como ela – com poderes – enquanto tenta escapar de Maven.
É incrível como Mare continua sendo muito inocente para algumas coisas, insegura para outras, inconsequente e sempre muito egoísta – é uma mocinha que não tem os valores de bondade, inocência, pelo contrário: tem sangue em suas mãos, ela não hesita em matar quando alguém para em seu caminho.
"Mas há amigos que eu trocaria, vidas que eu abandonaria para atingir meus objetivos. Já fiz isso antes. Não é difícil deixar pessoas morrerem quando isso garante a vida de outras pessoas." (p.213)
Cal continua sendo um fofo, mas seu silêncio, sua forma taciturna e que sempre está em segundo plano me deixa realmente preocupada com as verdadeiras intenções dele. Cal está machucado, carregando um peso enorme nas costas e não desabafa com ninguém, para mim, isso não é um bom sinal.
Apesar de toda a enorme gama de fantasia que Victoria Aveyard utilizou em Espada de Vidro, sobretudo, nos poderes incríveis de outros personagens, é inevitável percebermos atitudes reais, medos reais e conflitos reais de quem está em guerra contra um país e contra si mesmo. É um misto de conflitos internos e externos: em quem, realmente, confiar?
A mesma insegurança que senti no volume anterior sobre “em quem confiar” segue nesse segundo volume e não consigo decidir qual o lado. De fato, sei que a série irá reservar muitas surpresas.
O romance teve bem pouco papel nesse segundo volume e isso me frustrou um pouco, pois eu esperava mais – chego até a acreditar que o livro anterior me chamou mais atenção por conta do romance – mas acredito que o foco nesse segundo livro nunca foi o romance.
"Um dia, ele não estará mais ao meu lado, e preciso estar preparada. Preciso saber o que meu coração vai permitir - e quanta solidão sou capaz de suportar. Mas ainda não. Seu calor ainda está comigo, e não consigo deixar de mantê-lo por perto." (p.201)
No entanto, mesmo tendo apreciado bastante Espada de Vidro e apesar de toda a ação, a euforia e tudo o que tornou esse livro eletrizante, não consegui me prender – como aconteceu no livro anterior – a narrativa, acredito que não tenha sido tão cativante, pelo contrário: foi cansativa e minuciosa até demais. Não obstante, isso não desmerece o valor geral da obra, sinto-me ansiosa para ler a continuação, que deve sair apenas ano que vem: 2017.


*Este livro foi cortesia da Editora Seguinte, para saberem mais sobre o mesmo CLIQUE AQUI.


Espada de Vidro (A Rainha Vermelha, vol. 2) - Victoria Aveyard (resenha)

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Saudações Leitores!
Sou fã de Kiera Cass então é mais do que natural ansiar pelo lançamento e leitura de A Sereia*, e embora sabendo que esse, na verdade, foi o primeiro livro escrito por Kiera eu esperava algo fabuloso até porque todo o miticismo que gira em torno das sereias sempre me deixou fascinada, agora quero contar para vocês como foi minha experiência de leitura.


A Sereia, Kiera Cass, São Paulo: Seguinte, 2016, 323 pág.
Traduzido por Cristian Clemente

The Siren no Brasil A Sereia (que será lançado em 26 de janeiro de 2016) foi primeiro livro já escrito por Kiera Cass, conhecida pela sua série A Seleção: A Seleção, A Elite, A Escolha, A Herdeira, Contos de A Seleção, Felizes para Sempre que vem reinventar a mitologia das sereias.
Ao contrário de A Seleção que me pegou de jeito logo na primeira página, senti uma dificuldade imensa de gostar de A Sereia, porque eu tenho uma ideia comigo onde considero escrever um livro de fantasia/ ficção algo bastante difícil porque o autor tem que convencer o leitor sobre o que está escrevendo, sobre o ‘mundo’ que está construindo e isso é espetacularmente bem mais complicado do que escrever um chick-lit ou um romance contemporâneo onde você apresenta fatos corriqueiros, possíveis de ser reais.
A Sereia não me convenceu, não nego que a leitura seja fácil, fluída e que é instigante – por isso consegui ler até o fim – mas faltou o tempero, aquilo que vicia e que te faz parar o livro e pensar o quanto o autor é fantástico e genial ao ter criado aquilo. Não senti nada ao ler este livro.
De uma forma resumida o enredo é bem raso e supérfluo: temos uma mitologia a cerca das sereias – que não é aprofundada – onde três jovens lindas servem a Água (que além de ser água, é uma entidade e ‘fala’) e tem que cantarem para atraírem naufrágios e assassinarem pessoas para alimentarem a Água, essas jovens servem por 100 anos e depois estão ‘’livres’ para continuarem suas vidas.
Achei os personagens vagos: Kahlen é uma protagonista que não convence e é depressiva, como alguém como ela conseguiu viver 80 anos do jeito que vive e não se acostumou? Como alguém que já viveu quase um século pode não ter perspectivas para o futuro e não ter uma grande bagagem intelectual e cultural? Kahlen é retrógrada só quer se apaixonar, mas o que alguém tão egoísta e que vive de forma tão individualista sabe sobre o amor?
É aí que surge Akinli o rapaz misterioso, com um nome exótico – que eu pensava que poderia significar alguma coisa, mas não faz sentido algum – e se apaixona por Kahlen, uma ‘garota’ que só viu algumas poucas vezes e muito rapidamente.  Surge uma paixão tão grande que só em estarem distante os dois adoecem – não, péra – eu sei que o amor é algo profundo, mas é um exagero haver uma paixão tão forte assim quando você viu a pessoa, o quê?, quatro vezes e nem chegaram a ter um diálogo realmente profundo.
O que seria de A Sereia sem as fabulosas Miaka e Elizabeth? As duas personagens sereias irmãs de Kahlen, definitivamente, salvam o livro, porque apesar de serem impulsivas e um pouco imaturas para quem já viveu anos e anos, conseguem ser divertidas e aproveitarem a vida, sem frustrações e arrependimentos.
Agora a pergunta que não quer calar: gostei ou não de A Sereia? Não, mas eu tentei muito gostar, no entanto, não foi nada do que eu pensava: pecou na mitologia (ela fez sereias com pernas, isto é, sem rabos de peixe, que é quase como um vampiro que brilha no sol e não queima) que mesmo sendo da forma como foi merecia ter sido melhor trabalhada, deveria ter construído personagens convincentes para seus devidos tempos de ‘vida’ e não deveria ter forçado no relacionamento de Akinli e Kahlen, pois ficou vazio e superficial, não dá para sentir que ali existia amor, claro que temos que levar em consideração que esse foi o primeiro livro que Kiera escreveu e que para um primeiro livro não está tão ruim, mas não chega aos pés de sua série de sucesso: A Seleção.
Em resumo, para quem já curte a escritora e é fã dos trabalhos dela vale a pena dar aquela conferida no livro, é uma leitura válida, mas não vá com sede ao pote poque você pode perceber que lá dentro não tem águas profundas.

* Esse livro foi cortesia da Editora Seguinte, para mais informações acesse: Aqui.

A Sereia - Kiera Cass (resenha)

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Saudações Leitores!
Como fã da escritora Kiera Cass, eu não podia deixar de conferir Felizes Para Sempre*, uma coletânea com todos os contos já publicados e mais alguns extras da série A Seleção, para ser sincera esse livro é um verdadeiro presente para todos os fãs.


Felizes Para Sempre: antologia de contos da Seleção, Kiera Cass, São Paulo: Seguinte, 2015, 448 pág.
Traduzido por Cristian Clemente
Ilustrado por Sandra Suy

Happily Ever After (2015) é um livro extra da série A Seleção e contem todos os contos já publicados pela Kiera Cass e mais alguns contos inéditos.
Em Felizes Para Sempre temos os seguintes contos: A Rainha, O Príncipe, O Guarda, A Favorita, Cenas de Celeste, A Criada, Depois de A Escolha e Por onde Elas Andam?. Todos os contos reunidos em um único livro é esplêndido, mas os contos inéditos foram o que deixou meu coração palpitando.

Devo, no entanto, salientar que eu não esperava me surpreender muito porque eu já estava meio ‘saturada’ desse universo de A Seleção porque muita coisa não foi explicada durante a série, mas a Kiera Cass tem o dom da escrita e conseguiu me prender e me empolgar com os contos. Sem dúvida os meus favoritos foram A Rainha e A Favorita, porque eram personagens que me questionaram durante a série.
O que eu quero dizer é que foi ótimo ver como e porque a rainha Amberly agia como agia, e como ela se apaixonou pelo rei e passou pela fase de A Seleção. Mas confesso que, fiquei muito em dúvida sobre os motivos de ela não ter mudado o rei afinal ela tinha todas as oportunidades de fazê-lo.

Já o conto A Favorita eu consegui me conectar mais com Marlee e seus dilemas, eu sofri demais com o que aconteceu com ela e saber como ela lidou com tudo foi realmente importante para compreender suas atitudes de agradecimento, respeito e devoção com Maxon e America.
Sobre a Edição, sem dúvida, a editora caprichou em relação a tudo, fico olhando o livro e sem querer acreditar que tenho tamanha belezura na minha estante. As ilustrações, acabamento e capa estão tão fabulosa que fico querendo olhar o tempo todo.

Felizes Para Sempre é o livro para todos os amantes da série A Seleção, para quem realmente gostou dela e que se importa com outros personagens. É realmente incrível poder nos aproximar deles novamente.

*Esse livro foi cortesia da Editora Seguinte, para saber mais sobre o mesmo clique AQUI.

Felizes Para Sempre: antologia de contos da Seleção - Kiera Cass (resenha)

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Saudações Leitores!
Eu gostei tanto da premissa do livro Os Bons Segredos* que agarrei com todas as forças a oportunidade de ler a prova desse livro que foi lançado recentemente (26/08) e é um livro que nos deixa a sonhar, eu realmente amei, adorei ter conhecido Sarah Dessen.

Os Bons Segredos, Sarah Dessen, São Paulo: Seguinte, 2015, 408 pág.
Traduzido por Critian Clemente

Saint Anything, no Brasil Os Bons Segredos é o novo livro de Sarah Dessen, uma escritora americana muito popular e queridinha dos leitores e, apesar de ter vários livros publicados, no Brasil ela não é tão conhecida.
Até então ainda não tinha lido nada de Sarah Dessen, portanto abracei essa oportunidade e, particularmente, amei a experiência. Sarah Dessen tem um estilo de escrita que me encantou, tem uma leveza de narrar incrível, mesmo abordando temas que são conflituosos.
Os Bons Segredos conta a história de Sydney, uma adolescente que sempre foi invisível para sua família, pois vivia a sombra do irmão mais velho, Peyton. O irmão mais velho era muito problemático, vivia em confusão e usando drogas, então a família sempre deu mais atenção a ele, no entanto, um fatídico acidente acontece: Peyton acaba deixando um adolescente paralítico e é condenado à prisão.
Depois da prisão de Peyton, Sydney decide mudar de escolar para evitar os comentários das outras pessoas, ela quer mudar, na nova escola ela acaba conhecendo novos amigos, incluindo Layla e o irmão Mac, então ela passa a se considerar parte de algo e sente-se menos sozinha por ter amigos que a entendem e com quem sempre pode conversar.
Os momentos em que está na escola, isto é fora de casa, com os amigos são a salvação para a vida de total devoção à Peyton que ela vê em casa. Os pais de Sydney, simplesmente, ignoram a garota para viverem em função do filho preso. Ela sente-se reprimida e retraída em casa, simplesmente não consegue entender essa atitude dos pais.
Esse livro traz muito conflitos familiares, o peso dos silêncios e os medos. Além disso, Os Bons Segredos também traz à tona o valor da amizade e o quanto os amigos podem salvar sua vida, mas não para por aí, é importante frisar que o livro também aborda o primeiro amor, as descobertas da identidade. É fantástico como a autora torna os conflitos tensos em algo que nos faz refletir a respeito da confiança, diálogo, amor, a consequência dos nossos atos e a importância de ter responsabilidade.
Outro ponto que eu amei nesse livro é o fato dele ter me feito desejar pizza e batata frita o tempo todo, de tal forma que eu ficava com água na boca de tanto desejo. Os personagens são fantásticos e o mais impressionante é o fato deles se parecem bem maduros para a idade, apesar de isso ter a ver com a história de vida de cada um, pois no decorrer da narrativa ficamos a par da vida pessoal de cada personagem e isso dá profundidade e nos faz ficar na torcida por cada um deles.
Os Bons Segredos é uma leitura deliciosa, além de ter uma história fantástica vai deixar o leitor com água na boca.

* Esse livro foi cortesia da Editora Seguinte, para saber mais sobre ele, clique AQUI.

Os Bons Segredos - Sarah Dessen (resenha)

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Saudações Leitores!
Não entendo o motivo de eu ter demorado tanto tempo para ler Fique Onde Está e Então Corra*, pois é um livro que eu tinha certeza que iria gostar, não há nada que John Boyne escreve que eu não goste, ele é um dos meus escritores favoritos. Fato. Agora deixo vocês com minha resenha:


Fique Onde Está e Então Corra, John Boyne, São Paulo: Seguinte, 2014, 222 pág.
Traduzido por Henrique de Breia e Szolnoky

Stay Where You are and Then Leave (2013), no Brasil, Fique Onde Está e Então Corra foi escrito pelo irlandês John Boyne, mesmo autor de O Menino do Pijama Listrado, O Garoto no Convés, O Palácio de Inverno, Noah Foge de Casa e Tormento, já resenhados aqui no blog.
Quem leu minhas resenhas anteriores dos livros do John Boyne já deve ter percebido o quanto sou fã do escritor e admiro não só os temas que ele aborda, mas a forma fantástica, triste e ao mesmo tempo sensível de falar sobre coisas sérias.
Fique Onde Está e Então Corra se passa durante a Primeira Guerra Mundial, e foca no menino Alfie Summerfield e sua família. Alfie tem 5 anos quando seu pai George se voluntaria para ir a guerra. Alfie sente saudades do pai todos os dias, pois o tinha como herói e, com 5 anos, Alfie é inocente e não entende as cruéis consequências da guerra, mas sentirá na pele algumas dela.
Com o pai na guerra e sem a previsão dessa guerra acabar, Margie – mãe de Alfie – passa a trabalhar para conseguir o sustento dela e do filho, então Alfie terá que lidar com mais essa perda: ele tinha um pai e uma mãe presentes que, na medida em que a guerra se estendia por longos anos se afastavam. Alfie passou a perceber, mesmo em sua inocência e já com 9 anos de idade, que ele era o homem da casa.
Alfie passou a trabalhar escondido para ajudar em casa, no entanto ele não esquecia o pai: achava que algo tinha acontecido, mas apesar de não saber o que era, pressentia que a mãe não era completamente honesta. Então, o menino busca descobrir, por conta própria o que estava acontecendo.
Fique Onde Está e Então Corra é de uma delicadeza incrível e chega a doer algumas partes, porque sabemos o que vem com a guerra: mortes, necessidades, famílias destroçadas, perda da inocência, soldados com as mentes estilhaçadas do terror que viram na guerra. Como não se emocionar com um assunto tão sério e tão real?
John Boyne, eu te amo, por me lembrar de nossa história, de nossas perdas: porque, numa guerra, ambos os lados saem perdendo, mesmo quando ganham. Isso é incrivelmente demonstrado no livro, de uma forma sagaz que o leitor verá se delinear ao ler cada palavra.
Se você, caro leitor, ainda não leu Boyne, não deixem de ler, sem dúvida irá se encantar com o autor. Particularmente Fique Onde Está e Então Corra tem uma linguagem bem infanto-juvenil, pois trata-se de um livro destinado para jovens, mas ele é demasiadamente rico e envolvente a ponto de prender qualquer tipo de leitor.


* Este Livro foi cortesia da Editora Seguinte, para saber mais sobre o mesmo, clique AQUI.

Fique Onde Está e Então Corra - John Boyne (resenha)

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Saudações Leitores!
Desde o início venho acompanhando a trilogia/série A Seleção, e confesso que é uma das minhas preferidas, não é segredo o grande sucesso da trilogia e portanto a autora anunciou a publicação de A Herdeira*, não nego o quanto fiquei feliz pela notícia, mas como leitora crítica já fiquei com um pé atrás, pois Kiera Cass podia destruir a história que tanto amei, portanto, hoje, após conferir o resultado do quarto livro venho falar minha impressão de leitura. Devo alertá-los que, como se trata do quarto livro de uma série, é impossível não ter spoiler, pois precisei falar de acontecimentos e personagens presentes nos livros anteriores.


A Herdeira, Kiera Cass, São Paulo: Seguinte, 2015, 392 pág.
Traduzido por Cristian Clemente

The Heir (2015) no Brasil A Herdeira foi escrito por Kiera Cass, autora best-seller conhecida pela aclamada série A Seleção. Essa série foi pensando para ser uma trilogia, mas o sucesso foi tão grande que já estamos no quarto livro (A Seleção, A Elite, A Escolha e A Herdeira).
Enquanto em A Seleção, A Elite e A Escolha acompanhamos a história de America, já em A Herdeira vamos acompanhar a história de Eadlyn a filha primogênita de America e Maxon, por isso o título do livro, Eadlyn é gêmea de Ahren, mas como nasceu primeiro é a herdeira do trono.
A narrativa se passa após dezoito anos dos acontecimentos de A Escolha, e Maxon juntamente com America mudaram muitas coisas em seu reinado: excluíram as castas, mas isso não foi capaz de acalmar os ânimos da população, novos problemas surgiram, então para tentar acalmar os ânimos e tentarem bolar um plano para solucionar os problemas sociais, Maxon e America fazem uma nova seleção, que tem 35 rapazes disputando o coração de Eadlyn.
"Bom, fui criada com todos me dizendo que eu seria a rainha um dia. Era isso. Nada de escolhas. Você cresceu sabendo que tinha opções. Podia entrar para o exército, virar embaixador, podia fazer um monte de coisas. Mas e se isso não acontecesse na prática? E se você não tivesse todas as oportunidades que imaginava antes?" (p.31)
Não obstante, Eadlyn desde sempre cresceu acreditando que se tornaria rainha e que ninguém poderia ser maior que ela, portanto, a situação de ter que casar a deixa revoltada e ela tenta a todo custo fazer a vida dos pretendentes um inferno. Eadlyn acredita que não precisa de um homem ao seu lado para poder governar.
Confesso que durante toda a leitura fiquei enojada com a Eadlyn, ficava me perguntando como tão criatura tinha nascido de America e Maxon – que são personagens extremamente cativantes – como ela podia ser tão mimada, prepotente e egoísta. Foi assustador ver isso, mas ao mesmo tempo acredito que é coerente para a posição que Eadlyn ocupa. Confesso que gostei bem mais de Ahren.
"Você tem um emprego, como qualquer outra pessoa. Pare de agir como se ser rainha fizesse de você alguém melhor ou pior que os outros." (p.284)
Outro ponto que me incomodou e muito, foi o fato de a narrativa ser contado por Eadlyn e ela ter deixado de fora seus pais, eu estava certa que teria muito Maxon e Meri nesse livro, mas pelo que aparentou Eadlyn não mantem um relacionamento tão próximo com os pais, na verdade o relacionamento é um pouco melhor com Maxon.
Agora imaginem: se Maxon e Meri ficaram quase sem destaque no livro, tentem imaginar os outros personagens, como Aspen... então, não foi mencionado nenhuma vez e quando era mencionado por alto era soldado Langer. Eu sofri por isso, queria tanto que estes três personagens tivesse um destaque maior que foi terrivelmente frustrante perceber o descaso deles.
"Há coisas sobre nós mesmos que só aprendemos quando deixamos alguém se aproximar de verdade." (p.141)
Então, e os 35 rapazes? O foco do livro não é A Seleção, mas a própria Eadlyn – a herdeira – então o romance é muito superficial, portanto, nenhum dos rapazes tem tanto destaque e tão pouco nos cativam. Isso é algo chato.
Contudo, Kiera Cass segue a mesma receita empregada nos livros anteriores: um pouco de suspense, drama, mimimi, romance (muito de leve). Na verdade, não achei a história muito original, e acabo de eleger a Eadlyn uma das personagens mais chatas que já vi, mas mesmo assim o livro consegue encantar, Kiera escreve muito bem e A Herdeira se mostrou uma leitura bem agradável e boa. Continuo fã e quero ver o desfecho dessa história – a escritora prometeu um 5º e último livro sobre este universo.


*Este livro foi cortesia da Editora Seguinte, para saber mais sobre o mesmo clique AQUI.

A Herdeira (A Seleção 4) - Kiera Cass (resenha)

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Saudações Leitores!
Eu não encontro palavras para descrever meus sentimentos por Por Lugares Incríveis* pois esse livro me deixou comovida, eu não sei nem o que falar e espero que minha resenha consiga expressar pelo menos 1/3 do que senti. Permitam-me compartilhar com vocês.


Por Lugares Incríveis, Jennifer Niven, São Paulo: Seguinte, 2015, 335 pág.
Traduzido por Alessandra Esteche

All the Bright Places, no Brasil: Por Lugares Incríveis foi escrito pela escritora norte americana Jennifer Niven, a escritora tem outros livros escritos, mas que não foram publicados no Brasil.
... às vezes há beleza nas palavras difíceis _ depende da maneira como as lemos. (p.278)
Assim que olhei para a capa de Por Lugares Incríveis fiquei encantada, ao ler a sinopse foi algo intenso e que mexeu com meus sentimentos e fiquei ainda mais curiosa, no entanto – não sei explicar –, quando consegui ter o livro nas minhas mãos me bateu um pânico: e se eu não gostasse e se me magoasse? Essa leitura tinha tudo para mexer com meus sentimentos, traz um tema delicado para mim: suicídio/tentativa de suicídio, e infelizmente já tive uma experiência familiar sobre esse assunto e outra vez uma amiga também me proporcionou reviver isso.

Depois de tantos elogios e resenhas positivas sobre Por Lugares Incríveis, me deparei com a vontade de ler e abracei o livro. Realmente fiquei sem palavras para descrever a quantidade de sentimentos que me tomaram de assalto durante a leitura, não consegui deixar de me envolver com os personagens e sofrer junto com eles, chorar com eles e por eles.
E se a vida pudesse ser assim? Só as partes felizes, nada das horríveis, nem mesmo as minimamente desagradáveis. E se a gente pudesse simplesmente cortar o tuim e ficar só com o bom? (p.145)
Jennifer Niven, em Por Lugares Incríveis, nos conta a história de Theodore Finch e Violet Market, ambos se conheceram na torre do colégio quando pensaram em saltar de lá para abraçar a morte, mas Finch conseguiu convencer Violet a não saltar, a não se suicidar e Violet, por sua vez salvou Finch.

É importante salientar que ambos eram completamente diferentes e que algo trágico os levaram até aquela situação. Violet era uma garota popular, mas estava lidando com a perda da irmã que morreu em um acidente de carro, enquanto Violet continuou viva. Finch, sempre se sentiu deslocado, era soturno, vivia na sombra de apagões e sentimentos conflituosos, já pensou várias vezes em tirar sua própria vida.
Aqui dentro, ele morreria mais devagar, porque é isso o que acontece quando se é um Finch. O casamento morre. O amor morre. As pessoas desaparecem. (p.160)
Após o incidente da torre, Finch e Violet se aproximam ainda mais, após um trabalho de geografia em que os dois formaram dupla e cujo objetivo era visitar pontos turísticos de Indiana antes que eles se formassem e fossem para a faculdade.

Há a relutância inicial, a confusão de sentimentos, mas com o decorrer da narrativa Finch e Violet acabam se envolvendo e se tornando um o escape do outro, mas mesmo diante desse pequeno céu e aventuras conhecendo lugares incríveis, eles não podem mudar quem são e os conflitos que lhe são tão tortuosos, mesmo com o romance e a atenção, algo parece não se encaixar. Há muito o que se conhecer sobre a vida e sobre a morte para que eles saibam qual dos dois escolherem.
_ Deixa eu te perguntar uma coisa: você acha que existe um dia perfeito?
_ O quê?
_ Um dia perfeito. Do início ao fim. Quando nada de terrível ou triste ou comum acontece. Você acha que é possível?
_ Não sei.
_ Você já teve um?
_ Não.
_Também nunca tive, mas estou em busca dele. (p.17-18)
O que leva uma pessoa a cometer o suicídio ou tentá-lo? É a pergunta que acompanha o livro e, com os capítulos narrados de forma alternada por Finch e Violet, vamos destrinchando os seus sentimentos e percebemos que há tantos fatores envolvidos: perda, sensação de culpa, uma família desestruturada e ausente, qualquer coisa – muitas vezes insignificante – pode ser algo que abrirá a porta para esses sentimentos destrutivos.

Jennifer Niven tem o objetivo não só de contar um história gostosa de se ler, poética, sensível, destruidora, angustiante, mas é notável que a intenção da escritora é sensibilizar o leitor para o suicídio e para dar atenção a quem amamos, muitas doenças psicológicas são tão silenciosas que quando são detectadas pode ser tarde demais.
Nesses momentos, nada disso importa. É como se fosse com outra pessoa, porque tudo o que a gente sente é uma escuridão por dentro, e essa escuridão meio que toma conta. Na verdade, nem pensamos no que pode acontecer com quem deixamos pra trás, porque só conseguimos pensar em nós mesmos. (p.298)
Confesso que demorei a ler o final, eu estava sofrendo tanto com esse livro que adiei as últimas páginas de Por Lugares Incríveis eu sabia – no meu coração – o que ia acontecer, embora eu relutasse a acreditar, mas há coisas inevitáveis quando não se tem ajuda e compreensão, então eu me vi largando o livro, respirando fundo e criando coragem para seguir até a última página. Chorei, como eu já previa. Estou magoada com esse livro porque ele me fez sentir novamente o sentimento de impotência, eu nada podia fazer para evitar o que estava escrito. Encantei-me com a sensibilidade da história e a realidade dos fatos. Impossível não favoritar esse livro e guardá-lo num lugarzinho especial no meu coração.
O que percebo agora é que o que importa não é o que a gente leva, mas o que a gente deixa. (p.316)
Agora vou tentar me recuperar dessa leitura, porque ela me deixou devastada. Espero que eu tenha conseguido convencer você, leitor, a se aventurar por essas páginas.


* Este livro foi cortesia da Editora Seguinte, para saber mais acesse AQUI.

Por Lugares Incríveis - Jennifer Niven (resenha)

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Saudações Leitores!
Quando eu vi várias pessoas falando de A Rainha Vermelha* não consegui aguentar de tanta curiosidade e pesquisei a sinopse, então quando a Seguinte anunciou a publicação e disponibilizou algumas provas do livro, tive a sorte de ser uma das premiadas a poder ler e estou quase pirando pela continuação, mas antes preciso contar para vocês como foi essa leitura, vem conferir:



A Rainha Vermelha, Victoria Aveyard, São Paulo: Seguinte, 2015, 419 pág.
Traduzido por Cristian Clemente

Red Queen é o livro de estreia de Victoria Aveyard, e estreu no primeiro lugar na lista do New York Times e já foi traduzido para 18 países, o sucesso foi tremendo e formou-se tanto burburinho que os direitos para o cinema fora adquiridos pela Universal.
O Livro já chega – este mês, com previsão para lançamento dia 16 de junho – ao Brasil rodeado de expectativas e ansiedade dos leitores mais antenados. Temo que criar expectativas em torno desta leitura não é em vão. O livro tem tudo para fazer muito sucesso por aqui. A Rainha Vermelha trata-se de um YA, e faz parte de uma série com previsão para continuações em 2016 e 2017.
Victoria Aveyard criou um mundo onde a sociedade é dividida pela cor do sangue: vermelho ou prateado. Os de sangue vermelhos fazem parte da plebe, quase que escravizados e vivendo em situações degradantes, já os de sangue prateados fazem parte da elite da sociedade e detentores de superpoderes (tipo os que encontramos no x-men).
A narrativa é em primeira pessoa e somos apresentados a Mare Barrow, sangue vermelho, vive uma vida humilde e está prestes a ser chamada para servir (que é o mesmo que morrer) no exercito do rei Tiberias de Norta, em uma guerra que já dura vários anos.
"Ele tem razão. É cruel dar esperanças quando não há nenhuma. Geraria apenas frustração, ressentimento e raiva tudo o que torna a vida ainda mais difícil do que já é." (p.31)
Mare tem receio por ela e por seu melhor amigo Kilorn, ao tentar se salvar e salvá-lo do triste destino, no entanto acaba indo parar no palácio e tendo que trabalhar lá, é aí que tudo realmente começa a se delinear e a trama fica elétrica. Todas as principais casas dos sangues prateados estão no castelo para apresentar suas filhas para que o príncipe Cal escolha a nova princesa.
Nesse ponto Mare acaba descobrindo que tem poderes sobrenaturais incomuns porque é uma vermelha, e a rainha Elara tenta calar a população inventando uma história mentirosa e aprisionando Mare ao castelo e a realeza como noiva do segundo príncipe Maven, todo este esforço é para calar a Guarda Escarlate, um grupo rebelde liderado por Farley que buscam por liberdade e igualdade.
"Sou arrastada através de um desfile de lembranças, de todas as feridas recentes ainda por cicatrizar. Algumas parecem sonhos. Não pesadelos. Meus piores pesadelos." (p.84)
Como já mencionei após a descoberta dos poderes de Mare A Rainha Vermelha segue em um ritmo elétrico, fluído e capaz de tirar o fôlego do leitor. A leitura é intensa e viciante, tanto que já fazia algum tempo que não me sentia tão obcecada por um livro como fiquei por este, eu não conseguia largar e quando o largava ficava às voltas com a história e os personagens girando em minha cabeça.
Absurdamente Victoria Aveyard me cativou não só com a narrativa, mas com seus personagens: mesmo os vilões e os secundários são extremamente fabulosos e bem delineados.
"Nos contos de fadas, a garota pobre sorri ao se tornar princesa. No momento, não sei se voltarei a sorrir algum dia." (p.125)
A Rainha Vermelha é um livro cheio de reviravoltas, perigo, emoção, sentimento que muitas vezes engana até o leitor, porque não temos uma visão global de quem podemos ou não confiar. No entanto, tenho uma queixa, achei Mare esperta demais para ser um tanto quanto ingênua, mas é uma atitude cabível diante do que ela vive, mas achei que ela tem uma facilidade muito grande de acreditar nos outros e confiar fervorosamente neles, passei o livro toda confusa em quem seria mais certo confiar: príncipes, plebe ou Guarda Escarlate, o livro inteiro fiquei a ponto de roer minhas unhas (hábito que deixei há anos e que atualmente abomino, mas....)
Em suma, fazia algum tempo que não me empolgava tanto com um livro e ainda hoje (já faz dois dias que terminei a leitura), apesar de que achei o final meio apelativo com tanto efeito X-men, mas isso é irrelevante, o fato é que me sinto eufórica e não estou acreditando nesse final e no tempo que terei que esperar pela continuação. Tá difícil segurar o “forninho”.
A Rainha Vermelha é um livro que indicaria para todos que amaram A Seleção, Jogos Vorazes, O Teste, A Queda dos Reinos, pois além de ser uma distopia tem esse lance de reis, arenas, testes, castas. Não percam JAMAIS a oportunidade de ler este livro.


*Esse livro foi cortesia da Editora Seguinte, para saber mais sobre ele clique AQUI.
Lembrando que o livro tem previsão de lançamento para 16 de junho e já se encontra em pré-venda em várias lojas e livrarias.

A Rainha Vermelha (Vol. 1) - Victoria Aveyard (resenha)

sábado, 6 de junho de 2015

Saudações Leitores!
Quem me acompanha nas redes sociais sabe o quanto sou encantada por essa série e o quanto O Terror das Terras do Sul* foi uma leitura prazerosa, comentei sobre ela enquanto lia e agora vocês podem conferir as minhas impressões na 'integra', o que é impossível fazer em 140 caracteres. Espero que goste!



A Quase Honrosa Liga de Piratas: O Terror das Terras do Sul, Caroline Carlson, São Paulo: Seguinte, 2014, 384 pág.
Tradução de André Czarnobai
Ilustrado por Dave Phillips

The Very Nearly Honorable League os Pirates: The Terror of the Southlands (2014) é o título original de O Terror das Terras do Sul escrito por Caroline Carlson e se trata do segundo volume da série infanto-juvenil A Quase Honrosa Liga dos Piratas.
Quando li o primeiro livro A Quase Honrosa Liga de Piratas: O Tesouro da Encantadora, fiquei surpresa com a história e por ter me envolvido como antes só havia me envolvido com os livro de Harry Potter, acabei criando altas e intensas expectativas em relação a série e, consequentemente, pela continuação. Só tenho a dizer que O Terror das Terras do Sul conseguiu ir de encontro com minhas expectativas e se tornou uma leitura muito agradável e prazerosa.
No livro seguimos viagem com Hilary que agora é O Terror das Terras do Sul, mas que está recebendo advertências da QHLP por conta de ser uma pirata 'boazinha' e não fazer pilantragens, portanto, ela tem que fazer algo que possa elevar seu nome e o presidente da QHLP lhe incube de uma missão, no entanto, quando ela está preste a ir para o alto mar recebe uma carta misteriosa da Encantadora convocando Jasper para vê-la, pois está assustada com alguns acontecimentos estranhos e teme por sua vida.
Lamentavelmente Jasper estava viajando, então quem decide ajudar a amiga é Hilary, Charlie e sua Gárgula destemida (amo essa personagem), chegando à Escola de Aprimoramento da Senhorita Pimm para Damas Delicadas descobrem através dos inspetores da Rainha que a Encantadora sumiu. Nesse ínterim, Claire – amiga de Hilary – se junta aos piratas para descobrirem o paradeiro da Encantadora.
Nesse segundo volume da série, O Terror das Terras do Sul, novamente nos deparamos com aventuras no alto-mar, mistérios, discussões, piratas, magia. Tudo é muito envolvente, apesar de no princípio a narrativa ter sido um pouco lenta, mas quando as coisas começam a acontecer tudo se desenrola muito rápido – não no sentido do desfecho ser rápido, mas no sentido da cadência da narrativa pegar um ritmo mais emocionante –, no final ficamos com um gostinho de quero mais e nossa pirata mais querida e o Terror das Terras do Sul, Hilary, consegue recompor sua honra.
O Terror das Terras do Sul é um livro bem juvenil, fico tentada a me imaginar lendo-o quando tinha 11 anos e vendo o quanto essa história me faria ficar eufórica, pois tem os ingredientes mágicos que a mente criativa de uma criança/adolescente almeja nos livros. Claro que continuo amando essa série e desejo continuar acompanhando-a fervorosamente, não só a história é boa, como os personagens cativaram meu coração intensamente. Não consigo ficar mais longe deles.


*Esse livro foi cortesia da Editora Seguinte, para saber mais sobre ele clique AQUI.

A Quase Honrosa Liga de Piratas: O Terror das Terras do Sul (Livro 2) - Caroline Carlson (resenha)

segunda-feira, 6 de abril de 2015

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