SOCIAL MEDIA

Mostrando postagens com marcador Editora Seguinte. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Editora Seguinte. Mostrar todas as postagens
Romance Tóxico, Heather Demetrios, São Paulo: Seguinte, 2018, 416 pág.
Tradução: Flávia Souto Maior

Saudações Leitores!
Romance Tóxico (Bad Romance, 2017) é o primeiro livro de Heather Demetrios publicado no Brasil e trata-se de um romance cujo tema é extremamente necessário: relacionamentos abusivos. Este volume me impactou bastante e mesmo com o coração já preparado para que o que fosse encontrar, ainda assim, fiquei bastante emocionada.

Grace, nossa narradora personagem, fala do ponto de vista de seu presente acerca de seu passado: de como conheceu, se envolveu e sofreu muito para se libertar de um relacionamento tóxico e perigoso com Gavin.
"Garotas não se apaixonam por cretinos manipuladores que as tratam como merda e as fazem questionar seriamente suas escolhas. Elas se apaixonam por cretinos manipuladores (que as tratam como merda e as fazem questionar seriamente suas escolhas) que elas acham que são príncipes encantados."

Romance Tóxico - Heather Demetrios (resenha)

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Saudações Leitores!
Romance Tóxico aborda um tema tão necessário para ser discutido que, mais do que uma resenha simples, precisava tecer comentários, falar sobre o tema, alertar as garotas que passam ou possam vir a passar por um romance tão destrutivo assim.
Amei o resultado desse vídeo, apesar de ter me emocionado em várias momentos e ter desabafado uma situação pessoal, achei tudo necessário e poderia falar ainda mais só que o vídeo ficaria muito maior e pensei: "podemos falar sobre o tema novamente em outro vídeo ou quando surgir uma nova oportunidade!".
Espero que apreciem.

Romance Tóxico - Heather Demetrios (resenha | vídeo)

sábado, 15 de dezembro de 2018

Capitolina: O Poder das Garotas, por Várias Autoras, São Paulo: Seguinte, 2015, 192 pág.
COMPRAR: Amazon  |  Saraiva

Saudações Leitores!
Capitolina: O Poder das Garotas foi escrito por várias autoras, e se trata de um copilado com vários textos inéditos e outros já publicados na revista eletrônica Capitolina.

Comecei a ler Capitolina: O Poder das Garotas  sem grandes expectativas e o li mais por conta de ter sido escrito por mulheres e para mulheres, quando me dei conta, não conseguia mais parar.

Capitolina: O Poder das Garotas, vol.1 - Vários Autores (resenha)

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Saudações Leitores!
Esse livro foi tão bom, tão bom que mereceu uma resenha em vídeo, espero que vocês gostem! Aliás, espero que vocês se sintam motivados a ler também e a refletirem sobre o volume.

Graça & Fúria - Tracy Banghart (resenha | vídeo)

sábado, 11 de agosto de 2018

Graça & Fúria, Tracy Banghart, São Paulo: Seguinte, 2018, 304 pág
Tradução: Isadora Prospero
COMPRAR: Amazon

Saudações Leitores!
Graça & Fúria (Grace and Fury) foi escrito pela norte americana Tracy Banghart, e se trata apenas de um primeiro volume que já me deixou cheia de empolgação para o volume seguinte. Esse volume, foi melhor do que eu imaginava que seria.

Quando li a sinopse desse livro já tive um abalo ao ver duas personagens femininas lutando por algo que acreditavam e contra um sistema abusivo e misógino. Claro que assim que tive o livro nas mãos (na verdade, a prova antecipada) comecei a ler imediatamente e não consegui mais soltar.

Já me senti impactada com a dedicatória do livro "A toda mulher que mandaram sentar e ficar quieta... e que se levantou mesmo assim", fiquei cheia de bons sentimentos a respeito da leitura e não me enganei, Graça & Fúria  foi exatamente o que eu esperava e um pouco mais.

Graça & Fúria - Tracy Banghart (resenha)

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Saudações Leitores!
Hoje trouxe resenha em vídeo de O Clube dos Oito, pois eu simplesmente AMEI esse livro, espero que gostem e se divirtam assistindo:

O Clube dos Oito - Daniel Handler (resenha | vídeo)

sábado, 16 de junho de 2018

O Clube dos Oito, Daniel Handler, São Paulo: Seguinte, 2018, 400 pág.
Tradução: Fabrício Waltrick
COMPRAR: Amazon

Saudações Leitores!
O Clube dos Oito (The Basic Eight) é o mais novo lançamento de Daniel Handler, também autor de Por Isso A Gente Acabou e da série Desventuras em Série (esta usando o pseudônimo de Lemony Snicket) e Quem Poderia Ser a Uma Hora Dessas?.

Quando vi a divulgação sobre este lançamento já fiquei bastante curiosa, principalmente porque amei a capa e a sinopse: seria uma espécie de thriller psicológico e mistério para jovens adultos (um Young Adultos, ou YA).

O Clube dos Oito - Daniel Handler (resenha)

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Dia de Folga: Um Conto de Natal, John Boyne, São Paulo: Seguinte, 2013, 20 pág.
Tradução: André Czamobai
GRÁTIS: Amazon

Saudações Leitores!
Já faz algum tempo que o conto Dia de Folga foi lançado no Brasil, escrito por  John Boyne,  um dos meus escritores favoritos, que também escreveu: O Menino do Pijama Listrado, O Garoto no Convés, O Palácio de Inverno, Noah Foge de Casa, TormentoFique Onde está e Então Corra, Uma História de Solidão, O Menino no Alto da Montanha.

Dia de Folga - Um Conto de Natal - John Boyne (resenha)

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Extraordinárias: Mulheres que revolucionaram o Brasil, Duda Porto de Souza e Aryane Cararo, São Paulo: Seguinte, 2017, 208 pág.
COMPRAR: Amazon

Saudações Leitores!
Extraordinárias: Mulheres que revolucionaram o Brasil é um livro que coleciona 40 biografias resumidas de mulheres brasileiras e tem um "bônus" com mais 04 mulheres abrasileiradas escrito pelas jornalistas Duda Porto de Souza e Aryane Cararo, além disso o livro conta ilustrações  feitas por 09 ilustradoras brasileiras: Adriana Komura, Bárbara Malagoli, Bruna Assis Brasil, Joana Lira, Helena Cintra, Laura Athayde, Lole, Veridiana Scarpelli e Yara Kono, que dão ainda mais identidade a obra.

Logo de cara este é um livro que vai chamar atenção caso o encontre numa livraria, pois visualmente ele brilha com a capa holográfica e tem um título extraordinário, portanto, você vai ficar curioso a cerca do conteúdo, o que não é para menos, já que não é só a capa que é bonita, tão pouco apenas a diagramação, mas todo o CONTEÚDO é extremamente incrível!

Extraordinárias: Mulheres que Revolucionaram o Brasil - Duda Porto de Souza e Aryane Cararo (resenha)

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Tudo Junto e Misturado, Ann Brashares, São Paulo: Editora Seguinte, 2017, 336 pág.
Tradução: Cristian Clemente
COMPRAR: Amazon

Saudações Leitores|
The Whole thing Together no Brasil Tudo Junto e Misturado, foi escrito pela norte americana Ann Brashares, também autora da série Quatro Amigas e um Jeans Viajante e dos livros Meu Nome é Memória Nosso Último Verão.

Quando a Editora Seguinte anunciou que publicaria o volume fiquei vibrando de ansiedade para ler, apesar de não ter gostando tanto assim de Meu Nome é Memória, Ann Brashares escreve muito bem e eu precisava conferir seu lançamento.

Tudo Junto e Misturado - Ann Brashares (resenha)

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Fraude Legítima, E. Lockhard, São Paulo: Seguinte, 2017, 280 pág.
Tradução: Flávia Souto Maior
COMPRAR: Amazon, Saraiva

Saudações Leitores!
Genuine Fraud no Brasil: Fraude Legítima é mais um livro de E. Lockhard publicado no país, precedido por O Histórico Infame de Frankie Landau-Banks (2013) e Mentirosos (2014). 

Quando a Editora Seguinte divulgou que lançaria Fraude Legítima fiquei absurdamente eufórica, pois minha experiência lendo E. Lockhard não poderia ter sido melhor. Pequeno detalhe: esse livro tem previsão de lançamento para o dia 29 de setembro, mas já se encontra em pré-venda em várias livrarias online.

Nesse lançamento vamos acompanhar Jule West Williams - que é uma garota capaz de se adaptar há qualquer coisa e isso vale para tudo - e Imogen Sokoloff - uma herdeira milionária que está fugindo de suas responsabilidades e curtindo a vida de luxo que seu dinheiro pode pagar. O que essas duas tem em comum? Basicamente nada além do fato de serem órfãs e de já terem estudado no mesmo colégio e após anos sem se verem se reencontram e desenvolve uma grande amizade, porém, perigosa e cheia de mistérios, segredos, inveja.

Fraude Legítima - E. Lockhard (resenha)

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

O Beijo Traiçoeiro, Erin Beaty, São Paulo: Seguinte, 2017, 440 pág.
Tradução: Guilherme Miranda
COMPRAR: Amazon, Saraiva

Saudações Leitores!
The Traitor's Kiss no Brasil recebeu o título de O Beijo Traiçoeiro o que foi bem legal terem mantido uma tradução literal do título original, pois tem muito a ver com o conteúdo. O livro foi escrito pela norte-americana Erin Beaty.

Esse livro é uma das grandes apostas da Editora Seguinte para esse segundo semestre de 2017 e é perceptível - após a leitura - os motivos para a aposta, já que o livro segue uma receita impecável para o sucesso: é bem escrito, tem uma narrativa fluída, enredo intrigante e personagens marcantes.

O Beijo Traiçoeiro - Erin Beaty (resenha)

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

A Melodia Feroz, Victoria Schwab, São Paulo: Seguinte, 2017, 384 pág.
Tradução: Guilherme Miranda
COMPRAR: Amazon, Saraiva

Saudações Leitores!
This Savage Song (título original) é o primeiro livro de uma - até então - duologia intitulada Monstros da Violência escrita por Victoria Schwab que já conta com alguns livros publicados no Brasil: A Guardiã de Histórias (Bertrand Brasil), Um Tom Mais Escuro de Magia (Record) e A Bruxa de Near (Planeta). Confissão de leitora: apesar de Victoria Schwab ter todos estes livros já publicados no Brasil, este é o meu primeiro contato com ela.

Nesse livro nos deparamos com uma estória de fantasia com uma premissa bastante interessante, já que existem monstros, mas eles nascem a partir dos atos de violência dos seres humanos: os homicídios, atentados e terrorismos e também casos não letais de violência. Para cada tipo existem monstros específicos.
"Muitos humanos são monstruosos, e muitos monstros sabem se fazer de humanos. (V.A. Vale)" (p.7)

A Melodia Feroz - Victoria Schwab (resenha)

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Juntando os Pedaços, Jennifer Niven, São Paulo: Seguinte, 2016, 392 pág.
Traduzido por Alessandra Esteche
Comprar: Amazon, Saraiva, Submarino, Americanas

Saudações Leitores!
Holding Up The Universe, no Brasil, Juntando os Pedaços é o segundo livros e lançamento da Jennifer Niver, mesma autora do incrível e maravilhoso Por Lugares Incríveis, portanto, não escondo minha ansiedade ao ter em mãos e devorar o novo livro da Jennifer. Confesso que, quando enfim, botei as mãos no meu exemplar fiquei com receio de me decepcionar, mas isso não aconteceu, pelo contrário: o livro me prendeu do começo ao fim!

Juntando os Pedaços - Jennifer Niven (resenha)

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Saudações Leitores!
Gente, meu coração tá explodindo de vontade de falar de O Menino no Alto da Montanha porque amei com todas as minhas força e preciso desabafar e fazer com que vocês desejem ler também.

>>> Para saber mais sobre esse livro acesse AQUI.


O Menino no Alto da Montanha, John Boyne, São Paulo: Seguinte, 2016, 225 pág.
Traduzido por: Henrique de Breia e Szolnoky

The Boy at the Top of the Mountain (2015)  é o mais novo livro do meu escritor irlandês favorito, John Boyne, publicado no Brasil com o título O Menino no Alto da Montanha, Sou suspeita para falar do livro já que, como disse, sou fã do autor. Tem resenha de outros livros do Boyne aqui no blog: O Menino do Pijama ListradoO Garoto no ConvésO Palácio de InvernoNoah Foge de CasaTormento, Fique Onde Está e Então Corra e Uma História de Solidão.

Para início de "conversa", O Menino no Alto da Montanha tem como contexto histórico a época da Segunda Guerra Mundial e a história é dividida em três partes. Durante as três partes vamos acompanhar a história de Pierrot.


Na primeira parte acompanhamos Pierrot, uma criança de sete anos vivendo com sua família na França e tem como melhor amigo um judeu. Pierrot em sua imensa inocência e ingenuidade não consegue compreender as constantes brigas de seus pais: um alemão (que lutou na guerra) casado com uma francesa. Há muitas coisas que Pierrot não consegue entender, inclusive a questão do preconceito contra os judeus, tanto que sua amizade com um judeu surdo é um dos exemplos de sua inocência e pureza. A amizade é retratada com demasiada delicadeza, é impossível não se encantar com essa parte.


No entanto, já na segunda parte do livro começam a acontecer muitas mudanças na vida de Pierrot, sobretudo quando fica órfão e vai parar num orfanato até que encontram sua tia Beatrix - a qual ele sempre ouviu falar, mas nunca tinha conhecido - e ela manda buscá-lo para morar com ela numa casa no alto da montanha chamada Berghof em que ela trabalhava como governanta. Essa parte do livro é bem complexa, pois Pierrot vai conviver com os alemães e aprender coisas nunca imaginadas, terá que perder um pouco sua identidade e suas memórias e isso começa a partir do nome, quando sua tia Beatrix o troca por Pieter, para que soe mais alemão. Pierrot não entende muitas coisas, no entanto, aos poucos vai se transformando e mudando seu comportamento, sobretudo quando conhece o dono da casa que aceitou sua presença nela: Adolf Hitler. Pierrot está numa fase de crescimento e se vê exposto a uma série de ideologias que contradiziam seu passado, mas que Pieter aceita e passa a seguir de maneira achar que a crueldade é o que há de normal e certo.

"Por favor, confie em mim. Você pode continuar sendo Pierrot no coração, claro. Mas, no alto da montanha, quando houver outras pessoas por perto e, principalmente, quando o senhor ou a senhora estiverem lá, você será Pieter."(p.86)


Já na terceira e última parte vemos Pierrot - agora totalmente Pieter - completamente seguidor das ideias de Hitler e completamente diferente de quem era quando chegou no alto da montanha, Pieter não é puro e inocente, fazendo coisas inimagináveis para sua tão tenra idade. Confesso que precisei de força para ler esse livro, porque é cruel e tão real... ver uma criança ingenua e pura se tornar algo tão monstruoso por pura influência de Hitler. É doloroso ver como se desenvolve essa parte do livro, inclusive depois da derrota da Alemanha na guerra, a morte de Hitler e a invasão de Berghof.

Sim, há um epílogo onde podemos conhecer ainda mais que fim levou Pierrot e como anda seus sentimentos em relação a culpa, arrependimentos ou não, como ele está lidando com a consciência. Essa parte é fabulosa, sim, mas ao mesmo tempo dolorosa, ver um personagem que aprendemos a amar (na primeira parte) e a depois odiar (na segunda e terceira partes) dizer seus sentimentos e responsabilidades diante das escolhas que fez. Pierrot perdeu tanto de sua inocência e caráter que ao final da obra só conseguimos ver um lastimável, solitário e desolado Pieter independente do que tenha ou venha a construir.


Como sempre, acho incrível como John Boyne constrói suas histórias em contextos tão trágicos e ao mesmo tempo faz com que o leitor além de se emocionar possa refletir sobre o que está lendo, sobre a pior "face" do homem.

Ao terminar a leitura de O Menino no Alto da Montanha fiquei inquieta, uma parte eufórica por ler algo tão bem escrito e outra parte triste, porque é uma história triste - não há nada de feliz em uma guerra - e é extremamente angustiante acompanharmos a transformação de uma criança com sua mente fraca/pura/inocente sendo corrompida por ideologias devastadoras e cruéis, transformando um bom coração em algo tão cheio de maldade a ponto de considerar aquele caminho aquela forma de ver a vida a correta, já que foi o que lhe ensinaram - um caminho trilhado por outros o qual foi "forçado" a percorrer.


Em suma, meu coração se despedaçou com essa leitura, novamente, Boyne, foi um escritor destruidor e ao mesmo tempo magnifico. Sem dúvida, Boyne, nasceu para escrever e continua no topo dos melhores escritores que já li. Sem dúvida alguma você, leitor, deveria dar uma chance a esse livro, certamente não haverá arrependimentos, no entanto, caso não o leia, está perdendo a oportunidade de ler algo bem escrito, com uma história fabulosa e envolvente.

O Menino no Alto da Montanha - John Boyne (resenha)

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Saudações Leitores!
É com entusiasmo que venho apresentar para vocês a resenha de O Livro de Memórias que em breve estará sendo lançado no Brasil pela Editora Seguinte (mais informações clique AQUI), recebi a "prova antecipada" do livro, li bem rapidinho e eis abaixo minhas considerações:


O Livro de Memórias, Lara Avery, São Paulo: Editora Seguinte, 2016, 350 pág.
Traduzido por Flávia Souto Maior

The Memory Book (2016), no português O Livro de Memórias escrito pela americana Lara Avery,  será lançado este mês (agosto 2016) no Brasil pela Editora Seguinte, que me enviou a prova antecipada para estar resenhando aqui no blog.

De antemão já estava bastante empolgada por esse livro, achei a sinopse bem interessante e o livro é indicado para os mesmos leitores de Por Lugares Incríveis, então não pensei duas vezes em mergulhar nestas páginas.


A verdade é que fui com sede demais ao pote e isso prejudicou muito a minha leitura. Eu gostei do livro - de verdade - mas não entrei completamente na história e tampouco me envolvi com os personagens.

O Livro de Memórias traz Sammie escrevendo seu livro de memórias - este mesmo que temos em mãos - e contando para nós, leitores, o que se passou com ela após descobrir-se com uma rara doença genética chamada Niemann-Pick tipo C, ou melhor: NP-C, que paulatinamente vai apagando sua memória e deteriorando sua saúde física.


Para Sammie e sua família essa doença é um baque enorme, pois a garota tinha toda a sua vida planejada: era a melhor da turma, fazia parte da turma de debate da escola, ia para a faculdade dos sonhos e de repente, se vê tendo que mudar toda a sua vida e seus planos. 

O Livro de Memórias tem uma temática triste e é possível vislumbrar as consequências da doença que Sammie tem, apesar de ser algo assustador e triste, não há muito drama, o livro, ao meu entender, mostrou a doença e tudo o que ela acarreta sem muito sentimentalismo, como algo distante.


Lara Avery é bem clara em relação a doença e não romantiza uma cura para a personagem, mas mostra sua evolução - a da doença e a da pessoa que sabe o que está a sua espera -, Sammie é uma personagem que cresce, amadurece bastante e se torna uma pessoa melhor e também se dá a oportunidade de se apaixonar, errar e quebrar a cara.

No entanto, achei que Sammie - por ser tão esperta  e inteligente - tentou minimizar seu problema, tentou viver como se não estivesse doente a ponto de ser bastante teimosa e chata, mas compreendo que foi a forma dela lidar com sua própria dor. É difícil para alguém tão equilibrada, tão cheia de projetos e sonhos se ver, de repente, sem opção, com um destino triste e doloroso pela frente.


Como leitora foi difícil ver a doença de Sammie avançando, foi bastante doloroso ver o quanto ela se sentia frustrada e impotente, o quanto os familiares e amigos estavam de mãos atadas. Sem sombra de dúvida, O Livro de Memórias é um livro extremamente triste e que amassa o coração da gente.

Gostei dessa leitura e quero reler o livro, muito embora não tenha sido como eu esperava apreciei muito, contudo, acredito que Lara Avery poderia ter emocionado mais o leitor, ter, sim, colocado mais drama, mais detalhes... Queria poder ter me sentido mais "na pele" da personagem, queria que ela tivesse sido um pouco mais cativante. O livro é realmente bom, mas careceu de detalhes e aprofundamento.

O Livro de Memórias - Lara Avery (resenha)

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Saudações Leitores!
O que mais me chamou atenção em Encruzilhada foi além do título essa capa incrivelmente linda e curiosa, agora que enfim, li o livrinho venho contar o que eu achei dele.
>>> Para mais informações sobre o volume, clique AQUI.


Encruzilhada, Kasie West, São Paulo: Seguinte, 2015, 304 pág.
Traduzido por Flávia Souto Maior

Pivot Point (2012), ou Encruzilhada, no Brasil, foi escrito pela americana Kasie West e faz parte de uma série com dois livros, sendo seguida pelo volume: Fração de Segundo (publicado recentemente no Brasil).

Encruzilhada é bem diferente no quesito de ser quase todo um livro hipotético, deixe-me explicar: Addison Coleman - a personagem principal - é uma adolescente normal só que com poderes paranormais e leva uma vida normal no Complexo Paranormal onde existem pessoas como ela, no entanto, com a separação de seus pais Addie tem que decidir com qual dos pais quer ficar. Se ficar com a mãe continua morando no Complexo Paranormal e levando sua vida na escola com seus amigos, mas, se decidir ficar com o pai vai ter que se mudar do Complexo e partir para viver entre os Normais, isto é, os seres humanos sem poderes paranormais.


Os poderes de Addie de forma resumida tratam-se de investigações sobre o futuro, que só pode acontecer com ela e onde haja uma situação de escolha (uma encruzilhada), então Addie decide usar seu poder paranormal para investigar o que aconteceria se decidisse ficar com a mãe e o que poderia acontecer se ficasse com o pai. Desse modo ela pode decidir com mais certeza qual o seu melhor caminho.

As investigações de Addie são muito realistas e mesmo ela sabendo que aquilo que ela está vendo ainda não aconteceu é - para ela - como se tivesse acontecido. Em resumo, Encruzilhada, se passa todo através da investigação de Addie, é claro que no final do livro sabemos qual destino ela escolheu e sabemos o que irá acontecer.


Encruzilhada foi uma leitura em que eu não consegui me envolver, não consegui gostar dos personagens e de certa forma, muita coisa ficou confusa para mim. Não é que o livro tenha sido ruim, até penso em reler, mas é que não consegui mergulhar e fiquei com uma sensação de que faltou algo. Até mesmo os romances que surgiram no meio da narrativa não chegaram a me empolgar. Tudo foi meio insosso.

Terminar um livro com essa sensação não é nada bom, até porque eu esperava mais, no entanto, eu achei a ideia válida e curiosa, porque se realmente pudéssemos escolher um caminho baseado em poderes de previsão seria a certeza de sempre podermos fazer as melhores escolhas, mesmo com os pontos negativos das visões.

Apesar de Encruzilhada ter me colocado numa situação em que não sei se de fato o livro é bom ou ruim, pois não me marcou em nada, e ao mesmo tempo não tenho nenhum motivo para condená-lo certamente me despertou o interesse de ler a continuação (Fração de Segundo) e ver como vai se desenvolver a escolha de Addie. Por fim, acredito que Encruzilhada é um livro que desperta sentimentos diferentes em cada leitor e que para nos posicionarmos em relação à ele é necessário a leitura.

Encruzilhada - Kasie West (resenha)

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Saudações Leitores!
A capa de Na Estrada Jellicoe é a coisa mais linda e pela sinopse o enredo é bastante curioso, então, mesmo sem conhecer a escritora resolvi aceitar o desafio e mergulhar nessa leitura. Foi uma surpresa exótica e vou tentar explicar na resenha.
>>> Para saber mais sobre o livro clique AQUI.


Na Estrada Jellicoe, Melina Marchetta, São Paulo: Seguinte, 2016, 296 pág.
Traduzido por Guilherme Miranda

On the Jellicoe Road (2006) no Brasil: Na Estrada Jellicoe foi escrito pela australiana Melina Marchetta que já escreveu alguns livros e também tem no "currículo literário" alguns prêmios.
Quando leio um livro sempre procuro me posicionar entre: amar ou odiar, mas tem vezes que você fica naquele meio termo: entre amor e ódio: uma espécie entre gostar e não gostar. É confuso, sobretudo escrever sobre esses livros.
"Lembro do amor. É do que preciso ficar me lembrando. É engraçado como esquecemos tudo, menos de sermos amados. Talvez seja por isso que os humanos achem tão difícil superar relacionamentos amorosos. Não é a tristeza que eles precisam superar, é o amor." (p.183)


Quando comecei a leitura de Na Estrada Jellicoe não sabia o que esperar desse livro (fui completamente sem noção para essa leitura) e me surpreendi com uma infinidade de informações e histórias que não faziam nenhum sentido para mim. Tentava compreender o que estava lendo e me via perdida dentro desse livro, mas a narrativa era gostosa então isso fez com que eu não desistisse da leitura.
Na medida que ia lendo, mais perdida eu ficava, no entanto fiquei pensando que tudo o que estava lendo tinha que fazer sentido em algum momento, então, lá depois da metade do livro (muito depois da metade do livro, quase no final) as peças começaram a se encaixar e foi quase como uma epifania. Quando comecei a entender a coisa toda, a história passou a ter um brilho mágico, fofo, incrível (ao menos valeu a pena!).


De maneira geral, Na Estrada Jellicoe, se passa em Jellicoe e vamos acompanhar a história de guerras territoriais entre três grupos: Citadinos, Cadetes e Estudantes da Escola Jellicoe (tipo um internato), temos Taylor como líder dos Estudantes, Chaz é líder dos citadinos e Jonnah é o líder dos cadetes.
"Desde que consigo me lembrar, as guerras territoriais são parte da vida na Escola Jellicoe. Não sei quem começou. Os citadinos dizem que foram os cadetes da cidade grande, que vêm para cá há uns vinte anos. Montam acampamento à margem da Escola Jellicoe todo mês de setembro como parte do seu programa de educação ao ar livre e ficam lá durante seis semanas. Dizemos que foram os citadinos que começaram as guerras porque os cadetes acham que Jellicoe é deles. Os cadetes nos culpam por não sabermos dividir o território. Tudo o que sei é que as guerras começaram dezesseis anos atrás, porque é isso o que diz o Pequeno Livro Roxo. Nele, os fundadores anotaram as regras, os mapas e as fronteiras." (p.30)
Apesar de todos os personagens já serem maduros (na faixa de 16-17-18 anos) eles se comportam de forma tão infantil em alguns momentos que isso se torna ainda mais confuso, mas dentro do enredo é perfeitamente natural. 
A história toda do presente vai ter uma ligação enorme com o passado e terá muitas revelações, mas até isso acontecer - de forma esplendida, pra ser honesta - vai ter muita coisa "bobinha", mas fofa e reflexiva no meio.


Esse livro é considerado um YA, mas é bem diferente e tem uma mensagem bonita por trás da narrativa, tem um casal fofo, crises e dramas juvenis, mas para apreciar todo o conjunto tem que conseguir passar da metade do livro e isso não é uma tarefa muito fácil, pois é absolutamente frustrante ler um livro confuso, mas envolvente e curioso ao mesmo tempo... Viram o motivo da minha relação de Amor X Ódio com Na Estrada Jellicoe? Não consigo me posicionar. Não sei o que realmente achei do livro. 

Na Estrada Jellicoe - Melina Marchetta (resenha)

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Saudações Leitores!
Ao pegar o exemplar de A Coroa em minhas mãos que, aliás, foi uma cortesia linda da Editora Seguinte (mais informações sobre o livro AQUI), lembrei da minha euforia ao ler a prova de A Seleção e o quanto fiquei o ano inteiro na expectativa da continuação, mas não estou triste por finalizar a série, pelo contrário, sinto-me aliviada e quero explicar meus motivos (não joguem pedras em mim antes de conferirem a resenha, please!)...


A Coroa, Kiera Cass, São Paulo: Seguinte, 2016, 310 pág.
Traduzido por Cristian Clemente

A Coroa (no original The Crown) é o quinto e - se Deus quiser - último livro da Série A Seleção que conta com os livros: A Seleção, A Elite, A Escolha, A Herdeira e os extras Contos da Seleção e Felizes Para Sempre escritos pela best-seller Kiera Cass, também autora de A Sereia.

Não é que esteja triste em me despedir da série, na verdade, sinto-me aliviada pela mesma ter terminado (embora já tenha lido que pode, sim, haver algo mais sobre esse universo) porque A Herdeira e A Coroa não foram muito bons e se eu pudesse dar um conselho a quem quer se aventurar pela série, leia até o terceiro livro e liberte-se. Os dois outros livros são meio frustrantes. 


Em A Coroa nos deparamos no exato momento em que terminou A Herdeira e vemos o caos e desespero de Eadlyn e Maxon ao constatar que America está a beira da morte e que Ahren fugiu para casar com a princesa da França. Maxon deixa Eadlyn para governar, pois está sem estrutura após a doença de America. Eadlyn, magicamente, torna-se madura e responsável a ponto de governar um país sem deixar de lado A Seleção.


Muitas coisas me incomodaram nesse livro, coisas até demais. Achei a mudança de Eadlyn completamente radical, como se ela tivesse sofrido uma lavagem cerebral, no entanto, vez por outra ela desliza com aquele papo absurdamente infantil e imaturo "ninguém tem mais poder do que eu". O que quero dizer é que ela mudou muito rápido, tudo o que ela era deixou de ser num piscar de olhos... não creio que alguém tão mimada e detestável (em A Herdeira) pudesse mudar tanto: da água para o vinho.


Outro ponto que me deixou em choque foi a atitude de Maxon: após vinte anos lutando por seus ideais e seu pais ele deixa uma "fedelha arrogante" - pois é isso que Eadlyn era no livro anterior - se tornar a rainha, simplesmente vira as costas para todas as suas conquistas e seu país. Tudo bem, ele ficou ao lado de America, mas essa atitude é incoerente (até mesmo America aceitar esse tipo de coisa) e imatura para um Rei. Faça-me o favor! Eu sei que ele estava passando a coroa para sua filha mas as atitudes dela não demonstravam que estava preparada para tal responsabilidade. 


São tantas coisas incoerentes que eu poderia colocar em questão nessa resenha, mas ficaria extensa demais que daria preguiça ler, mas  acho importante frisar algo: A Seleção. Não houve seleção meu povo, foi uma encheção de saco, aparentemente não tinha nenhum rapaz na Elite que tivesse REAL interesse em Eadlyn, e por que será? Fico me questionando. 

Obvio que tinham rapazes que estavam interessados em casarem com Eadlyn, mas tudo foi vazio demais e carecia de química e amor, todos os rapazes estavam mais interessados em ter a amizade da rainha. Por outro lado, temos Eadlyn querendo, enfim, se apaixonar, mas ela é tão egoísta que não consegue enxergar o amor e quando FINALMENTE o vê, está disposta a deixá-lo passar por ela.


A Coroa teve mais pontos fracos do que fortes, talvez minhas expectativas estavam altas demais (sim, eu esperava uma maior participação de America e Maxon, não houve). Inclusive um dos pontos fracos também é um dos principais pontos fortes do livro - em minha opinião - o amadurecimento de Eadlyn, apesar de drástico e incoerente, tornou-se admirável, foi ótimo ver uma personagem mais madura e carismática. 

Em meu ponto de vista, Kiera deve ter visto muito fã reclamando de Eadlyn, em como ela era chata e metida e fez com que a personagem se tornasse adorável nesse volume, mas não foi uma mudança sutil. De odiada a amada é questão de segundos? Não combinou.


Apesar de não ser meu livro preferido da série, A Coroa, foi uma leitura agradável, afinal estamos falando da escrita de Kiera Cass e essa escritora sabe prender o leitor. E em minha humilde opinião de fã e leitora, essa série já deu o que tinha que dar, está na hora de parar porque pode ficar feio continuar com essa história...

Outra coisa, só para finalizar: essa capa... gente, tá feia. Uma das séries com as capas mais bonitas, infelizmente teve essa decepção de capa. Que mau gosto horrível!

A Coroa ( A Seleção, vol. 5) - Kiera Cass (resenha)

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Saudações Leitores!
Eu devia ter lido Coroa Cruel* antes mesmo de ler Espada de Vidro (segundo livro da série), pois pode-se considerar Coroa Cruel o volume 1.5, mas não deu para ler antes, pois recebi a prova de Espada de Vidro e precisava ler ele primeiro. Agora posto a resenha para vocês.


Coroa Cruel, Victoria Aveyard, São Paulo: Seguinte, 2016, 232 pág.
Traduzido por Cristian Clemente

Cruel Crown, no Brasil, Coroa Cruel é um spin-off da série A Rainha Vermelha, e pode ser lido após A Rainha Vermelha.
O exemplar conta com dois contos: Canção da Rainha, que traz o diário de Coriane Jacos (mãe de Cal) e Cicatrizes de Aço, conto narrado por Farley uma das líderes da rebelião vermelha, além disso, o livro traz os primeiros capítulos de Espada de Vidro, próximo volume da série.
No conto Canção da Rainha ficamos a par dos acontecimentos que levaram Coriane, uma mulher comum, a ir morar na corte e futuramente se casar com Tiberias e se tornar a rainha. Todo o conto é entremeado com narrativas em primeira e terceira pessoas. Na verdade esse conto só nos mostra um pouco sobre a personalidade de Coriane, o que lança uma sutil luz sobre o desenrolar dos fatos do primeiro volume da série, mas não chega a ser uma leitura altamente obrigatória.
O segundo conto Cicatrizes de Aço já é bem mais elaborado e mostra Farley a principal militante apresentada em A Rainha Vermelha em sua força, coragem e ideais, o interessante é que este conto acontece no mesmo 'tempo' do primeiro volume, isto é quando temos assuntos comentados por alto no primeiro livro, aqui no conto acompanhamos de perto o surgimento, a agilidade e as cabeças da revolução vermelha. Esse conto, sim, pode ser uma ótima leitura para entendermos a revolução vermelha.
Por fim, temos as primeiras 'movimentações' (capítulos) do segundo volume dá série: Espada de Vidro, cuja proposta é deixar o leitor curioso, mas que para ser honesta, achei que serviu mais para dar volume ao livro, já que Coroa Cruel ficaria bem 'fininho' se não tivesse esse acréscimo, pois os dois contos disponibilizados por Victoria Aveyard não são grandes.
Enfim, sempre considerei livros de contos relacionados a séries algo extra, algo que não influi e nem contribui para o desenrolar da história central, mas para um leitor curioso vale muito a pena conferir, pois é uma 'canja' a mais do universo criado.


*Esse livro foi cortesia da Editora Seguinte, para maiores informações, acesse AQUI.

Coroa Cruel (Contos da Série A Rainha Vermelha) - Victoria Aveyard

quarta-feira, 30 de março de 2016

Instagram