Quando eu descobri que o livro
Meu Nome é Memória tinha sido lançado no Brasil não pensei duas vezes e comprei junto com minhas amigas do Clube do Livro que faço parte, como todas nós somos fãs da autora Ann Brashares decidimos que essa seria nossa leitura do mês e agora vocês podem conferir minha opinião sobre o livro. Check out!
Meu
Nome é Memória, Ann Brashares, Rio de Janeiro: Suma de Letras
(Objetiva), 2014, 280 pág.
Traduzido por Lívia de Almeida
My name is
memory foi publicado originalmente
2010, mas apenas este ano (2014) chega a versão brasileira: Meu Nome é Memória. Escrito pela
americana Ann Brashares, escritora best-seller da série Quatro Amigas e um Jeans Viajante e do livro Nosso Último Verão.
Sou suspeita para falar de Ann Brashares, pois tive uma
experiência incomparável quando li Nosso
Último Verão e como dizem: a primeira impressão deixa marcas profundas,
então eu leria qualquer coisa que a autora escrevesse, portanto, ao saber do
lançamento deste livro, não titubeei ao comprá-lo e lê-lo.
Para minha surpresa e desespero a narrativa começa
arrastada e minuciosa ao excesso – a autora quis explicar demais (o que é bom,
mas às vezes se torna cansativo e enfadonho), entretanto depois de passadas 125
páginas, mais ou menos, a narrativa fica maravilhosa e não tive mais vontade de
soltar o exemplar, novamente Ann Brashares me encantou com mais um de seus
livros.
"Vivi
mais de mil anos. Morri incontáveis vezes. Esqueço o número exato. Minha
memória é uma coisa extraordinária, mas não é perfeita. Sou humano."
(p.09)
Meu Nome é
Memória conta a história de Daniel,
que é um personagem peculiar, pois ele já teve muitas vidas e sempre guarda em
sua memória todas as lembranças de suas vidas passadas. A primeira vida de quem
tem memória foi a que viveu no ano de 541 na África, desde então quando morre,
volta a vida, cresce, recorda-se de suas vidas passadas e escolhe sempre o
mesmo nome: Daniel.
Em sua primeira vida ele tem o destino cruzado de uma
forma trágica com uma garota desconhecida e que se torna seu grande amor, mas
ele só vem a encontrá-la muitas vidas depois com o nome de Sophia, esposa de
seu irmão Joaquim. A tragédia não poderia ser pior nesta vida também. Dessa
forma, Ann Brashares, vai contando as vidas de Daniel e todas as vezes que ele
teve a sorte de encontrar-se com seu grande amor e os motivos da ira que o
irmão de Daniel, Joaquim, vai guardando e se transformando em algo tenebroso.
"Desde
que comecei a compreender a minha memória, penso nos meus atos de uma forma
diferente. Sei que o sofrimento não se encerra com a morte. Isso vale para
todos nós, quer nos lembremos disso ou não. Na época, eu não sabia disso.
Talvez ajude a explicar porque fiz o que fiz, mas não atenua." (p.30)
Daniel, em uma de suas vidas conhece Bem, que lhe conta
e lhe fala sobre o poder de suas memórias – dom ou maldição? – de fato os anos
vão passando e a história das aventuras e desventuras de Daniel vão parar no
ano de 2004 quando ele volta a encontrar o amor de sua vida na pele de Lucy, no
entanto, ele a assusta ao tentar explicar suas ligações através do tempo e ela
foge.
Lucy sempre se sentiu obcecada por Daniel e nunca soube
explicar essa obsessão até ter umas visões – que na realidade eram lembranças
de sua vida passada como Constance – e passa a buscar por Daniel, só que se encontra
com Joaquim que se passa por Daniel dizendo que teve que mudar de corpo, assim,
o pior acontece, porque Joaquim está em busca de vingança e sofrimento. O que
Daniel pode fazer? Ele tentará fazer algo, não esperou diversas vidas para ver
sua amada sofrer novamente, então em 2009 os dois se reencontram. Algo decisivo
está para acontecer e mudar toda a história.
"As
pessoas às vezes falam sobre o poder das primeiras impressões e, acredite,
existe verdade nisso. A trilha da vida pode mudar de um instante para outro.
Não só a trilha da vida, mas a trilha de todas as nossas vidas, a trilha da
nossa alma. Quer você se lembre ou não. Isso faz a gente querer pensar duas
vezes antes de agir." (p.56)
Se não fosse o fato do começo do livro ter sido tão
arrastado e maçante, cheio de informações desnecessárias – ainda acho que a
escritora tentou explicar muitas vidas e poderia ter só contado as mais
importantes. Objetividade às vezes é bom – Meu
Nome é Memória teria sido um livro ótimo, mas mesmo com os pontos negativos
admito que é um livro fabuloso e que o final é surpreendente demais, fantástico
e de tirar o fôlego, na verdade, nos deixa mil possibilidades. Preciso de uma
continuação urgente! Ai meu Deus, não sei se esse livro terá continuação, mas
já li na web [fontes não confiáveis] de que esse livro faria parte de uma série,
será? Acho bem provável.
"O
amor exige tudo, pelo que dizem. Mas meu amor exige apenas uma coisa: que, não
importa o que aconteça ou o quanto demore, você continue a acreditar em mim,
que você se lembre de quem somos e que você nunca se desespere." (p.278)
Acredito que Meu
Nome é Memória é uma história de amor linda e encantadora que atravessa
tempos e tem os mais variados planos de fundo: Inglaterra, Antioquia, Congo
Belga, Constantinopla, Georgia, México, enfim, todos os apaixonados por um
romance encantador e surreal poderão se encantar com este livro, além do mais
Ann Brashares escreve muito bem, sempre considero uma proeza pegar um livro
realmente bem escrito, ou seja, não é só o enredo que é bom, mas a escrita é
boa e coerente, no entanto, tentem superar as primeiras 125 páginas, prometo
que depois disso tudo fica bem melhor!