Resenha: "Apenas Um Garoto" de Bill Konigsberg

Saudações Leitores!
Quando li a sinopse de Apenas Um Garoto fiquei bastante curiosa, até porque seria uma visão mais aprofundada sobre um personagem assumidamente gay, com o apoio total da família e amigos. Achei a proposta interessante, mergulhei na estória e gostei, quero falar mais um pouco e explicar os pontos positivos e negativos, segundo minhas perspectiva (para saber mais sobre o livro, clique AQUI):


Apenas um Garoto, Bill Konigsberg, São Paulo: Arqueiro, 2016, 256 pág.
Traduzido por Rachel Agavino

O título original de Apenas um Garoto é Openly Straight que, obviamente não teve a tradução literal do título, mas gostei do título brasileiro, acho que ficou bem melhor (que audácia a minha, não?). O livro foi escrito por Bill Konigsberg e dá uma visão interessante sobre a homossexualidade até porque o livro foi escrito por um homossexual. 


De uma maneira geral, Apenas um Garoto, traz a história de Rafe um adolescente que desde os 13 anos é assumidamente gay e leva uma vida relativamente boa pois seus pais o aceitaram como é e seus amigos nunca praticaram bullying, no entanto , Rafe não é completamente feliz e o motivo é o rótulo de ser o garoto gay, quando ele só queria ser visto como um garoto independente de sua opção sexual, até porque um garoto hétero não é rotulado como "garoto hétero" e sim normal. Para Rafe ser gay é ser normal então para quê rótulos? 


Rafe decide mudar de cidade e de escola e passar a agir como um garoto normal sem o rótulo de gay, porque os rótulos tornam-se pesos que nem todos estão dispostos a levantar, um rótulo incomoda! Rafe muda de escola e passa a fazer parte do grupo de atletas, visto em quase sua totalidade como sinônimo de héteros gostosos, portanto, Rafe passa a omitir que é gay e viver mais como um hétero.

De fato, ele não tem mais tratamento especial e nem mais o rótulo de garoto gay, no entanto, ele terá que aprender a conviver consigo mesmo e o peso de suas escolhas que afetam toda a sua vida e seus sentimentos. Nessa jornada de Rafe fica claro a insatisfação dele com os rótulos, mas também com o que os outros pensam sobre ele, na verdade, percebi que há muitas cosias que incomodam Rafe inclusive o fato de ainda não ter encontrado alguém para amar, mas o que mais me chamou atenção é que Rafe é um adolescente e mesmo sabendo e se assumindo gay tem questionamentos, dúvidas e inseguranças sobre si mesmo.


Rafe aprende muitas coisas e a maioria delas é quebrando a cara, mas no final do livro o leitor já percebe o quanto o personagem amadureceu e passou a se aceitar mais, fazer com que os outros o aceitem e, sobretudo, aprendeu a assumir a responsabilidade por seus atos, muitas vezes individualistas e egoístas, digamos que Rafe quebrou a cara e o coração, mas aprendeu valorosas lições.

Para finalizar, Apenas um Garoto, foi uma leitura interessante, mas achei que faltou algo que desse um clímax maior a história e que envolvesse mais o leitor um dos principais pontos que me incomodaram foram as partes em que Rafe tinha que escrever um "diário" para a escola e essas partes eram não Zzzzz, achei desnecessário. Descrevendo este livro em apenas uma palavra seria: Ok.

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