Resenha 401#: "Umbigo sem Fundo" de Dash Shaw

Saudações Leitores?
Umbigo Sem Fundo foi uma cortesia da Editora Companhia das Letras (mais sobre o livro AQUI) que solicitei por pura curiosidade ao ler coisas incríveis sobre o trabalho de Dash Shaw, então conferi e quero dizer para vocês o que achei dessa leitura diferentona de todos os Graphic Novels que já li. 


Umbigo sem Fundo, Dash Shaw, São Paulo: Companhia das Letras 
(Quadrinhos na Cia), 2009, 720 pág.
Traduzido por Érico Assis

Umbigo Sem Fundo (Bottomless Belly Button, título original) é uma Graphic Novel publicada pelo quadrinista norte americano Dash Shaw que é ganhador de diversos prêmios e bastante renomado no "mundo" dos comics.


A Graphic Novel é dividida em três partes e a proposta e recomendação do autor logo na primeira página do livro é que o leitor faça uma pausa entre cada parte. É uma proposta maravilhosa, pois proporcionaria uma reflexão ao que foi exposto na parte lida, no entanto, o difícil é conseguir pausar a leitura, pois cada quadrinho tem uma cadência tão fluída que lemos tudo num piscar de olhos sem ao menos sentir.


Li de um fôlego só, mas quando fui reler fiz como o autor sugeriu e li uma parte por dia. Foi bem interessante seguir a experiência. Vale a pena frisar que Umbigo Sem Fundo não é um quadrinho infantil, pelo contrário, é uma Graphic Novel cujo público alvo é o adulto.

Umbigo Sem Fundo tem como trama a reunião da família Loony após os patriarcas, Maggie e David, anunciarem o divórcio após 40 anos de casados. Todos estão numa casa de praia e vão lidar com o anúncio de separação das mais variadas formas, no entanto são formas individualistas e egocêntricas e não é possível em momento algum notar a união familiar, porque todos os membros da família se sentem deslocados ao conviverem juntos. Dash Shaw vem trabalhar muito bem a personalidade e os problemas familiares de cada um dos membros da família, sobre tudo dos três filhos do casal: Denis, Claire e Peter.


É impressionante poder ver como cada um dos filhos encarou a separação dos pais de forma bem diferente. O que mais entrou em choque foi Denis (o filho mais velho, que já tem uma família), ele começa a vasculhar baús antigos, cartas dos pais para tentar entender porque após 40 anos de casados seus pais decidiram se separar.

Para mim, Denis é o personagem mais paranoico em relação a situação e eu achei um pouco exagerado as ações e atitudes do personagem, sobretudo por ele já ser um homem maduro e ter a própria família. Confesso que isso me deixou um pouco chateada, mas depois eu fiquei imaginando: Denis tem o direito de sofrer com a situação e tem o direito de lidar com ela de sua forma. Foi isso que o personagem fez. Ele não entendia, apenas queria entender. Achei-o cheio de insegurança e talvez com medo de que o mesmo destino estivesse sondando sua família (esposa e filho).


Também temos a filha do meio, Claire, que não vê muito problema na separação dos pais - age de forma indiferente - até porque ela própria é separada do marido e está bem mais preocupada com sua filha adolescente, Jill, do que com os problemas de seus pais.

Por fim tem o filho caçula, Peter, que também já é um homem formado, mas age como um adolescente inseguro e isolado de tal forma que não se sente parte da família Loony, é como se ele vivesse em seu próprio mundo e não está nem aí para a separação de seus pais, de tal forma que a própria representação do personagem pelo quadrinista foi feita com um rosto de sapo, como Peter fosse de outra raça, outra espécie e não um Loony.


Na minha primeira leitura de Umbigo Sem Fundo fiquei mesmo incomodada com algumas das atitudes dos personagens, mas na leitura posterior - e pausada - pude visualizar que, como personalidades diferentes, independente da idade e do sexo, eles embora fazendo parte da mesma família tiveram uma vida e uma criação diferente e muito individual, sem muito carinho e aproximação, portanto cada um deles tem seus traumas e a notícia da separação dos pais foi o estopim para uma infinidade de sentimento.  


Sem dúvida alguma, Umbigo Sem Fundo, foi uma leitura impressionante e, diferente de outros quadrinhos que já li, ele só pode ser melhor compreendido numa segunda leitura, fazendo pausas e refletindo sobre cada parte. Na verdade, esta Graphic Novel é surpreendente não só pelo que está escrito/desenhado, mas muito pelo não dito e exposto.

Lançamento 486#: Cidade em Chamas... e outros

Saudações leitores!
Venham conferir comigo alguns dos principais lançamentos da Companhia das Letras e Letrinhas, espero que gostem...

COMPANHIA DAS LETRINHAS

As improváveis aventuras de Mabel Jones (Mabel Jones, vol, 1), de Will Mabbitt
Sequestrada, Mabel Jones é forçada a servir a tripulação mais estranha já vista, a bordo do navio Verme Selvagem. Idryss Ebenezer Split é um lobo odioso e capitão do navio, e não vai deixá-la em paz até que ela ajude os piratas na busca por um tesouro.
Em sua viagem, Mabel passa pelo Pau de Sebo da Morte Certeira, pela barriga de uma baleia e por uma cripta subterrânea caindo aos pedaços. E ela faz tudo isso… de pijama!


COMPANHIA DAS LETRAS

Tá todo mundo mal, de Jout Jout
Do alto de seus 25 anos, Julia Tolezano, mais conhecida como Jout Jout, já passou por todo tipo de crise. De achar que seus peitos eram pequenos demais a não saber que carreira seguir. Em Tá todo mundo mal, ela reuniu as suas “melhores” angústias em textos tão divertidos e inspirados quanto os vídeos de seu canal no YouTube, “Jout Jout, Prazer”. Família, aparência, inseguranças, relacionamentos amorosos, trabalho, onde morar e o que fazer com os sushis que sobraram no prato são algumas das questões que ela levanta. Além de nos identificarmos, Jout Jout sabe como nos fazer sentir melhor, pois nada como ouvir sobre crises alheias para aliviar as nossas próprias!

Cidade em chamas, de Garth Risk Hallberg
Nova York, 1976. O sonho hippie acabou, e dos escombros surge uma nova cultura urbana. Saem as mensagens de paz e amor e as camisetas tingidas, entram as guitarras desafinadas, os acordes raivosos e os coturnos caindo aos pedaços. Por toda a cidade brotam galerias de arte e casas de show esfumaçadas. É nesse cenário que Garth Risk Hallberg situa esta obra colossal, aclamada pela crítica como uma das grandes estreias literárias de nosso tempo. Regan e William são irmãos e herdeiros de uma grande fortuna. Ela, uma legítima Hamilton-Sweeney e eternamente preocupada com o futuro da família, vê seu casamento desmoronar em meio às infidelidades do marido. Ele, a ovelha negra, fundador de uma mitológica banda punk, artista plástico recluso e figura lendária das artes nova-iorquinas. Ao redor dos dois gira uma constelação de tipos e acasos. A jovem fotógrafa que descobre um influente movimento musical pelas ruas da cidade. O jovem professor negro e gay que chega do interior e se apaixona pelo misterioso artista. O grupo de ativistas que pode ou não estar levando longe demais o sonho de derrubar o establishment. O garoto careta e asmático que se apaixona pela punk indomável. O repórter que sonha ser o novo nome do jornalismo literário americano. E, em meio a tudo isso, um crime que vai cruzar suas vidas de forma imprevisível e irremediável.
Combinando o ritmo de um thriller ao escopo dos grandes épicos da literatura, Garth Risk Hallberg constrói um meticuloso retrato de uma metrópole em transformação. Dos altos salões do poder às ruelas do subúrbio, ele captura a explosão social e artística que definiu uma década e transformou o mundo para sempre. Cidade em chamas é um romance inesquecível sobre amor, traição e perdão, sobre arte e punk rock. Sobre pessoas que precisam umas das outras para sobreviver. E sobre o que faz a vida valer a pena.

Flores, de Afonso Cruz
“Tenho de agradecer-te, pai, o modo como sorrias quando eu chegava a casa e te abraçava, confuso pela tua presença breve, delicada, como uma brisa. Se um dia vier a acreditar em Deus, não quero relâmpagos e trovões, quero um sorriso delicado como aquele que aparecia no teu rosto.”
Flores começa com uma perda, a perda do pai. E é a partir daí que o narrador, um jornalista que vive com a filha e a mulher numa relação cheia de incômodos, passa a notar seus vizinhos e a conviver com o senhor Ulme.
Ulme sofre além da conta com as notícias que lê nos jornais e com todas as tragédias humanas às quais assiste. Certo dia percebe não se lembrar de seu primeiro beijo, dos jogos de bola nas ruas da aldeia ou de já ter visto uma mulher nua. Seu vizinho, talvez por ainda recordar bem do encanto do primeiro beijo - e constatar o quanto a sua vida se distanciava dele -, decide ajudar o senhor a escrever sua história e a recuperar as lembranças perdidas. Ele visita a aldeia alentejana esquecida no tempo e vai aos poucos remontando a identidade de Manuel Ulme, homem que, pelos relatos, parece ter oscilado entre um bom samaritano e um perverso entregue aos prazeres da paixão.
O contraste fica cada vez mais claro: enquanto um homem não tem passado e não se lembra do amor, o outro sofre com o presente e com a consciência da rotina que a cada dia destrói sua relação, quando um beijo já perdeu todo o encanto e se tornou tão banal quanto arrumar a cama.
Construído em capítulos curtos e com uma voz originalíssima, o romance de Afonso Cruz comove ao falar da memória, do que é o amor e das tragédias que acabam por virar banalidades.

Morte súbita, de Álvaro Enrigue
Caravaggio e Quevedo se enfrentando numa partida de pallacorda é mesmo uma senhora fantasia. Se a Europa seiscentista é como uma grande quadra onde se confrontam a Reforma Protestante e a Contrarreforma Católica, o pintor italiano e o poeta espanhol também encarnam o embate entre duas maneiras de viver e de fazer arte: Caravaggio, o artista apesar das circunstâncias, com sua sexualidade fluida, flertando com a marginália e o crime, reinventor da pintura para além de seus limites; Quevedo, o nobre cioso de sua honra, abraçado à mais reacionária e hipócrita moral católica que logo envolverá o mundo em censura e fogueiras, mestre genial dos sonetos, da homofobia e do antissemitismo.
Tendo como eixo esse conflito, Enrigue expande seu jogo em várias direções, farejando rastros de sangue, sêmen e ouro. Com a liberdade dos melhores romances, o autor segue atalhos que nos levam a tempos passados e futuros, ora cruzando o Atlântico, ora transitando dentro dos reinos europeus num bate e rebate estonteante. Os lances de Caravaggio abrem caminho a um desfile que inclui um curioso Galileu Galilei, um finório Pio IV e um são Carlos Borromeu tão fanático quanto obtuso, a par de banqueiros, prostitutas e mendigos, todos às voltas com pequenas intrigas paroquiais e grandes negociações que marcarão o destino do mundo. Os golpes de Quevedo carregam a decadente corte espanhola de Filipe III e dos duques de Osuna, e por meio da duquesa, neta de Hernán Cortés, nos levam ao México arrasado pelo conquistador de braço dado com uma surpreendente Malinche muito dona do seu nariz; ao martírio do imperador Moctezuma e de seu grande general Cuauhtémoc. E daí, ao princípio de nação construída sobre as ruínas astecas, abrigo das utópicas experiências de um padre que leu a Utopia de Thomas Morus ao pé da letra, amigo e protetor de um gênio da arte plumária indígena, grande apreciador de cogumelos alucinógenos que espalhou suas obras-primas pela Europa e encheu os olhos de quem as soube olhar.

Mas engana-se quem vir em Morte súbita um romance histórico. Ele é muito mais do que isso: uma obra em que o passado factual é pretexto para especular sobre grandes questões dolorosamente presentes.

Resenha 400#: "A Torre Partida: Saga da Terra Conquistada - vol. 2" de J. Barton Mitchell

Saudações Leitores!
Estava tão ansiosa para ler A Torre Partida* que, para mim, a leitura teve um significado bem mais profundo, pois eu tinha, sim, me apegado aos personagens e a história, até porque não é o tipo de literatura que mais curto (ficção científica) mas a Saga da Terra Conquistada me prendeu a atenção...


A Torre Partida: saga da terra conquistada - vol., J. Barton Mitchell, 
São Paulo: Jangada, 2015, 472 pág.
Traduzido por Denise de C. Rocha
The Severed Tower (A Torre Partida) é o segundo livro da Saga da Terra Conquistada escrita por J. Barton Mitchell, e seu antecessor A Cidade da Meia-Noite já foi resenha do aqui, no blog, e acredito que é interessante conferir a resenha e relembrar os fatos do volume um.

Novamente me envolvi bastante com a Saga da Terra Conquistada, sem dúvida, A Torre Partida não cai na monotonia e a história continua eletrizante do começo ao fim. Atrevo-me a dizer que o livro é de tirar o fôlego.

Após os acontecimentos na Cidade da Meia-Noite, Holt, Mira e Zoey partem para a Torre Partida, para cumprir a missão de Zoey, missão que ainda é uma incógnita. Durante toda a viagem para as Terras Estranhas, o grupo acaba passando por vários percalços, e o pior acabam se separando de uma maneira assustadora. 


A partir dessa separação vamos acompanhando a história de cada um dos personagens Holt, Mira e Zoey e tudo o que eles tem que fazer para voltar a se encontrarem, os perigos e as alianças perigosas com o Bando, com Os Hélices-Brancas e até mesmo uma das facções dos confederados e bucaneiros.

Em A Torre Partida finalmente encontramos algumas das respostas para as inúmeras "perguntas" que foram surgindo durante o primeiro volume da Saga e também durante o Segundo volume, No entanto, acredito que o autor protelou muito, descreveu bastante e estendeu algo que poderia ter sido melhor mais sintetizado.

Sei que as descrições são excelentes para visualizarmos a situação, mas muitas vezes - quando há descrições demais - suspeito que o autor não quer deixar margem para a própria imaginação do leitor ou que não acredita da capacidade de entendimento do leitor. Por isso ser tão minucioso. Não estou dizendo que este é o caso, mas que tanta minucia me incomodou um pouco e me deixou também entendiada.


O ponto favorável do livro é a ação, os perigos, o desenrolar dos acontecimentos quando os nossos personagens principais se aproximam da Torre Partida, as respostas para as perguntas e dúvidas e, não posso deixar de comentar, o aparecimento de novos personagens como Raven e Avril deram um toque a mais para todo o enredo.

Para concluir meus comentários, não posso deixar de falar que realmente gostei de  A Torre Partida e isso é fantástico, porque não costumo ler muita ficção científica e nem tenho inclinação a gostar de livros com alienígenas, mas esta série tem sido um presente maravilhoso, uma boa introdução ao gênero.


Vale ressaltar que a continuação - e terceiro e último volume de Saga da Terra Conquistada - já foi publicado no Brasil com o título Vale das Chamas, mas apesar de eu estar super ansiosa pela leitura, sinto-me temerosa pois o final de A Torre Partida me deixou agoniada e ao mesmo tempo fiquei com aquele pensamento me rondando: "Esse livro teria sido um bom fim para essa série, não tinha necessidade de ter uma continuação". Não posso evitar meus pensamentos, posso? 

Mesmo temerosa ainda quero conferir o terceiro volume, pois J. Barton Mitchell tem provado ser um maravilhoso escritor e não é possível que vá me decepcionar justo no último livro da Saga da Terra Conquistada, não pode!


*Esse livro foi cortesia da Editora Jangada, para maiores informações sobre o exemplar Clique AQUI.

Lançamento 485#: A Coroa... e outros

Saudações Leitores!
Sei que já estou "atrasada" com essa postagem e para quem já estava ansiosa pelo livro "A Coroa" já deve saber que ele já foi publicado começo deste mês, mas sempre é bom dar uma refrescada nos principais lançamentos, até para eu saber o que vocês curtem e o que acham deles... Adoro isso... vem comigo:

EDITORA SEGUINTE

A coroa (A Seleção, vol.5), de Kiera Cass
http://www.editoraseguinte.com.br/titulo/index.php?codigo=55075
Às vezes, se apaixonar é a atitude mais corajosa que alguém pode ter.
Em A herdeira, o universo de A Seleção entrou numa nova era. Vinte anos se passaram desde que America Singer e o príncipe Maxon se apaixonaram, e a filha do casal é a primeira princesa a passar por sua própria Seleção. Ela não acreditava que encontraria, tal como seus pais, um amor verdadeiro durante o concurso. Mas alguns candidatos conseguem abrir rachaduras nas muralhas que Eadlyn construiu em volta de si mesma, principalmente de seu coração. Aos poucos, os Selecionados se tornam seu porto seguro, ao mesmo tempo que a fazem enxergar como é a vida fora da bolha em que vive.
E ela realmente está precisando: os acontecimentos no palácio obrigam Eadlyn a assumir cada vez mais responsabilidades no governo, e a garota não tem escolha a não ser encarar a rejeição do público. Seu maior desafio é se aproximar do povo, mostrando que se importa e que tem capacidade de governar. Tudo isso enquanto a pressão para escolher um marido só aumenta — e um garoto em particular começa a tomar conta de seu coração.

Fração de segundo (Encruzilhada, vol. 2), de Kasie West
http://www.editoraseguinte.com.br/titulo/index.php?codigo=55059
A vida pode mudar numa fração de segundo.
Por causa de sua habilidade paranormal, Addie é capaz de Investigar seu futuro sempre que se depara com uma escolha, mas isso não torna sua realidade mais fácil. Depois de ser usada pelo namorado e traída por Laila, sua melhor amiga, ela não hesita em passar as férias com o pai no mundo Normal. Lá ela conhece Trevor, um garoto incrivelmente familiar. Se até pouco tempo ele era um estranho, por que o coração de Addie acelera toda vez que o vê?
Enquanto isso, Laila guarda um grande segredo: ela pode restaurar as memórias de Addie — só falta aprender como. Muita gente poderosa não quer que isso aconteça, e a única pessoa que pode ajudar Laila é Connor, um bad boy que não parece muito disposto a colaborar. Como ela vai ajudar a amiga a alcançar o futuro feliz que merece?

EDITORA PARALELA

O acordo (Off-Campus, vol. 1), de Elle Kennedy
Hannah Wells finalmente encontrou alguém que a interessasse. Embora seja autoconfiante em vários outros aspectos da vida, carrega nas costas uma bagagem e tanto quando o assunto é sexo e sedução. Não vai ter jeito: ela vai ter que sair da zona de conforto… Mesmo que isso signifique dar aulas particulares para o infantil, irritante e convencido capitão do time de hóquei, em troca de um encontro de mentirinha. Tudo o que Garrett Graham quer é se formar para poder jogar hóquei profissional. Mas suas notas cada vez mais baixas estão ameaçando arruinar tudo aquilo pelo que tanto se dedicou. Se ajudar uma garota linda e sarcástica a fazer ciúmes em outro cara puder garantir sua vaga no time, ele topa. Mas o que era apenas uma troca de favores entre dois opostos acaba se tornando uma amizade inesperada. Até que um beijo faz que Hannah e Garret precisem repensar os termos de seu acordo.

EDITORA ALFAGUARA

O céu de Lima, de Juan Goméz Bárcena

José Gálvez e Carlos Rodríguez gostam de pensar que são poetas. Filhos da elite limenha dos anos 1910, passam o tempo escrevendo versos e lendo autores importantes. Quando não conseguem encontrar o novo livro do mestre espanhol Juan Ramón Jímenez, eles decidem criar uma personagem feminina e pedir o livro diretamente ao poeta. O resultado dessa broma literária foi uma vasta correspondência que culminou com o espanhol apaixonando-se por um fantasma. Baseando-se nesta história real, Juan Gómez Bárcena recria, de forma imaginativa e irônica, as condições sociais de Lima, o empenho de dois jovens poetas e a criação da musa perfeita para Ramón Jiménez, aquela que inspiraria um de seus melhores poemas.


Lançamento 484#: A Garota Perfeita... e outros

Saudações Leitores!
Venham conferir alguns dos lançamentos da Editora Planeta e Essência que chegam as prateleiras este mês, espero que gostem...

A GAROTA PERFEITA
MARY KUBICA
Palavras-chave: Ficção; Suspense psicológico
ISBN: 978-85-422-0681-4
Formato: 16 x 23 cm
Brochura    Páginas 336

Mia, uma professora de arte de 25 anos, é filha do proeminente juiz James Dennett de Chicago. Quando ela resolve passar a noite com o desconhecido Colin Thatcher, após levar mais um bolo do seu namorado, uma sucessão de fatos transformam completamente sua vida.
Colin, o homem que conhece num bar, a sequestra e a confina numa isolada cabana, em meio a uma gelada fazenda em Minnesota. Mas, curiosamente, não manda nenhum pedido de resgate à familia da garota.
O obstinado detetive Gabe Hoffman é convocado para tocar as investigações sobre o paradeiro de Mia. Encontrá-la vira a sua obsessão e ele não mede esforços para isso.
Quando a encontra, porém, a professora está em choque e não consegue se lembrar de nada, nem como foi parar no seu gélido cativeiro, nem porque foi sequestrada ou mesmo quem foi o mandante. Conseguirá ela recobrar a memória e denunciar o verdadeiro vilão desta história?

AZEITONA
BRUNO MIRANDA
Palavras-chave: Ficção Juvenil brasileira
ISBN: 9788542207088
Formato: 14 x 21 cm
Brochura   Páginas 352

Ian e Emília não trocaram mais que duas palavras desde que começaram a estudar juntos, mas é o nome dela que vem à mente dele quando precisa de uma parceira para um plano mirabolante: participar de um reality show sobre casais adolescentes que vão ser pais. Isso em troca de um cachê capaz de resolver todos os seus problemas.
Ian tem dezesseis anos e foi criado pela irmã, Iris, que precisou abrir mão de oportunidades na vida para cuidar dele. Agora, quando ela finalmente vai conseguir se formar na faculdade, ele se sente na obrigação de retribuir de alguma maneira.
Emília, aos dezessete anos, não quer retribuir nada a ninguém – pelo contrário, seu sonho é sair de casa o quanto antes para não discutir mais com a mãe, com quem sempre teve uma relação conturbada.
O fato de que eles não são um casal nem têm planos de ter um bebê de verdade parece apenas um detalhe. Mas a vida reserva surpresas, nem sempre boas, para quem acredita que é fácil inventar a própria história.
O romance de estreia de Bruno Miranda, criador do canal Bubarim, no Youtube, é uma história divertida e tocante sobre relacionamentos familiares.

DIÁRIO DE UMA CÚMPLICE
MILA WANDER
Palavras-chave: Ficção; Romance; Erótico
ISBN: 9788542207460
Formato: 16 x 23 cm
Brochura     Páginas 336
Essência

Meu nome é Christine, ou pelo menos costumava ser. Professora numa escola infantil, eu levava uma vida bem normalzinha, meio sem graça, até que numa noite eu o vi. Começou com uma paquera descompromissada, daquelas que acontece quando você vê um cara gato do outro lado da rua. Ele me olhou, eu olhei pra ele e sorri. Esse joguinho de sedução poderia ter terminado num café, ou quem sabe em um namoro, se ele não tivesse se aproximado de mim e me apontado uma arma.
Não sei o que me deu para salvá-lo da polícia e abrigá-lo na minha casa. Burrice? Solidão? Não tinha a menor intenção de me tornar cúmplice de um criminoso. Mas seu olhar quente, sua fala mansa e sedutora me enlaçaram de tal forma que, de repente, eu me vi no meio de um turbilhão de acontecimentos. Agora, refém da paixão por aquele homem, só me restava relatar em um diário como fui me envolver mais de corpo do que de alma com a maior quadrilha do país.

OVER THE RAINBOW
MILLY LACOMBE, RENATO PLOTEGHER JR, MAICON SANTINI, EDUARDO BRESSANIM, LORELAY FOX
Palavras-chave:Ficção; fantasia, romance; contos de fadas LGBT
ISBN: 9788542207422
Formato: 16 x 23 cm
Brochura    Páginas: 224

E se a Cinderela se apaixonasse por uma garota, e não por um príncipe encantado? Ou se os irmãos João e Maria, homossexuais assumidos, enfrentassem a ira de uma madrasta religiosa que só pensa em curá-los? Ou, ainda, se a Branca de Neve, abandonada numa cidade bem distante de sua terra natal, fosse acolhida por... sete travestis?
Pois pare de imaginar se os contos de fadas fossem revisitados e recebessem uma roupagem LBGTT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais). Abra este livro e confira as clássicas histórias da infância de milhões de pessoas contadas sob a ótica de cinco autores que fazem parte desse universo, representado pelas cores do arco-íris. Ou melhor, contos de fadxs, como reza a nova norma de gêneros.

RAIO DE SOL
KIM HOLDEM
Palavras-chave
ISBN: 9788542207453
Formato: 16 x 23 cm
Brochura    Páginas:448

Segredos.
Todo mundo tem um.
Alguns são maiores que os outros.
Alguns, quando revelados,
Podem curar você...
E outros podem acabar com você.
Faça épico, costuma dizer Kate Sedgwick quando quer estimular alguém a dar o melhor de si. Nascida numa família-problema, com direito a mortes e abandono, a garota de dezenove anos sempre buscou fazer a diferença. Em vez de passar os dias lamentando os infortúnios da vida, como tantos fariam em seu lugar, sempre vê as coisas pelo lado positivo não é por outro motivo que Gus, seu melhor amigo, a chama de Raio de Sol.
E é por isso que, quando passa na faculdade e se muda da ensolarada San Diego, na Califórnia, para a fria cidade de Grant, em Minnesota, ela leva consigo apenas boas lembranças e perspectivas. O que ela não espera é que será surpreendida pelo amor único aspecto da vida em relação ao qual nunca quis ser otimista ao conhecer Keller Banks, um rapaz que parece corresponder aos seus sentimentos. Acontece que tanto ele quanto ela têm um segredo. E segredos, às vezes, podem mudar tudo.

EU TE ODEIO!
COREY TAYLOR
Palavras-chave: Música; Biografia
ISBN: 978-85-422-0694-4
Formato: 16 x 23 cm
Brochura     Páginas: 224

Eu te odeio! é uma crítica direta, sem meias palavras, ao mundo moderno e a tudo aquilo que consideramos comum. Responsável pela condução de uma banda onde os integrantes vestem máscaras típicas de um filme de terror, Taylor faz uma avaliação devastadora, e ao mesmo tempo engraçada, sobre a sociedade atual, alfinetando os padrões de comportamento humano a partir de histórias reais vivenciadas por ele.
Trabalho, escolas, educação dos filhos, a preocupação com o planeta, programas de televisão, bebida, drogas, reuniões de famílias e outras práticas do cotidiano são ridicularizadas pelo vocalista. Não se engane: o autor deste livro não é o Corey Taylor sem máscara, normalmente educado. Também não é o profissional que se preocupa com os fãs e os atende educadamente. Este é o nº 8! É aquele mascarado que canta músicas infernais no Slipknot. E ele está sem limites!
Engraçado, profano, blasfemo e, acima de tudo, verdadeiro, Eu te odeio! é a pior versão de Corey Taylor e expõe o que há de mais insano e ridículo na sociedade moderna.

FLOR DA PELE
JAVIER MORO
Palavras-chave: romance, história, medicina
ISBN: 9788542207026
Formato: 16 x 23 cm
Brochura    Página: 432

Estamos no início do século XIX, e a varíola, também conhecida como “flor negra” pelas marcas que deixa na pele daqueles que são infectados, é a doença mais temida do mundo. Não há rico ou pobre, criança ou velho, que esteja a salvo. Ao menos até pesquisadores começarem a testar um método ousado, porém eficaz, que consiste em provocar infecções atenuadas em pessoas saudáveis, tornando seus organismos resistentes ao mal. É nesse momento que uma jovem mãe solteira, Isabel Zendal, torna-se a primeira enfermeira da história numa missão internacional. Acompanhada por vinte e duas crianças com idades entre três e nove anos, ela parte rumo aos territórios espanhóis no além-mar para levar a recém-descoberta vacina da varíola à populações pobres. A expedição é liderada pelo médico Francisco Xavier Balmis e por seu ajudante, Josep Salvany, que enfrentarão a oposição do clero e a corrupção de autoridades locais – e também disputarão o amor de Isabel. A história real de amor e coragem de Isabel Zendal, à qual o best-seller Javier Moro teve acesso após ampla pesquisa, é retratada neste romance com a mesma riqueza de detalhes e delicadeza de outros sucessos do autor, como Paixão índia e O sári vermelho.