Resenha: “Os Defensores 1: Museu de Ladrões” de Lian Tanner

Saudações Leitores!
Estou sofrendo de paixão por este livro e apesar de ter tentado fazer uma resenha coerente e sucinta creio que não consegui porque tem muito sentimento envolvido e eu quis passar todos eles para vocês e isso pode gerar confusão, só digo uma coisa: se eu realmente pudesse eu daria um exemplar desse livro para todos vocês! Acredito que todos mereciam ler um livro tão fantástico, encantador e maravilhoso como esse. Ok, parei, o restante do que penso vocês podem conferir na resenha, mas antes, quero agradecer a Farol Literário por ter me enviado o exemplar, sou uma leitora mais feliz por vocês terem me concedido a honra de conhecer essa livro.


Os Defensores I: Museu de Ladrões, Lian Tanner, São Paulo: Farol Literário, 2012, 344 pág.
Traduzido por Ana Ban
Ilustrado por Sebastian Ciaffaglione

Museu de Ladrões é o primeiro livro da trilogia Os Defensores, escrita por Lian Tanner, escritora australiana. No Brasil já foram publicados os dois primeiros da trilogia: Museu de Ladrões e Cidade de Mentiras, já o terceiro e último livro, Caminho Selvagem, ainda não foi publicado.
Essa trilogia nos apresenta um mundo novo e de certa forma podemos associá-lo com o mundo num futuro muito distante. A história se passa em Jewel, uma cidade tirânica em que toda a população é submissa a Protetora, que é a autoridade máxima, nessa cidade as crianças são tratadas como bebês e não lhes é permitido fazer nada para que não se machuquem e por isso elas vivem acorrentadas aos Guardiões Abençoados até o Dia da Separação.

"Mas havia um outro tipo de medo, o medo de você nunca ter permissão para ser quem é na verdade. O medo de que o seu verdadeiro eu teria que permanecer esmagado, como um passarinho engaiolado, pelo resto da vida. Esse medo era pior do que qualquer soldado." (p.195)

A narrativa em terceira pessoa permite ao leitor visualizar as cenas e observá-las sob diversos ângulos. Outro ponto que engrandece o livro são os personagens cativantes, até mesmo os antagonistas são encantadoramente incríveis, os personagens maléficos são realmente maléficos!
Goldie é uma das crianças que estão acorrentadas, mas ela vive desobedecendo as regras e acaba ficando de castigo, entretanto, no Dia da Separação, que foi diminuída para a idade de 12 anos ela se vê na esperança de se libertar, mas uma bomba explode em Jewel e causa um transtorno onde o Orientador dramaticamente surge e apavora todos os moradores da cidade, fazendo com que a Protetora desista de libertar as crianças das correntes e isso faz com que Goldie roube uma tesoura do tenente-marechal e fuja, atitude completamente inesperada e considerada um crime.

"Eles tentaram paralisar a vida. Eles queriam estar completamente seguros e serem felizes o tempo todo. O problema é que o mundo não é assim. Não é possível que montanhas altas existam sem vales profundos. Não é possível ter grandes alegrias sem grandes tristezas. O mundo nunca está imóvel. Passa de uma coisa à outra, para frente e para trás, como uma borboleta que abre e fecha suas asas." (p. 214-215)

Goldie assustada se esconde enquanto todos procuram por ela e depois perambula pela cidade tentando sair de Jewel e ir para Spoke, mas acaba indo parar num Museu supreendente e diferente, algo jamais imaginado por ela. O Museu parece ter vida e acolher de forma graciosa os ladrões – essa questão de ladrões é bem explicada no livro e diferencia-se um pouco de nosso significado – lá é como todo Museu: há coisas antigas e que não existe mais, isto é, tudo o que foi abolido de Jewel como violência, pragas, bichos, insetos e grandes perigos estão guardados no museu que vive em constante mudança.

"As salas pareciam não terminar nunca mais. Goldie sabia que o museu não tinha como ser assim tão grande, mas ele continuava se estendendo a sua frente. As portas em que eles passavam eram tão largas quanto bulevares. As vitrines formavam fileiras infinitas." (p.86)

Como todo o museu há pessoas responsáveis por cuidar dele, mas esse museu, por ser diferente e guardar coisas ainda mais surpreendentes, há Os Defensores: Sinew, Olga Ciavolga e Herro Dan além de outro menino fugido: Toadspit e o museu aceita Goldie como sua defensora também. Todos estes personagens são incríveis e cativam os leitores, além é claro do Brizzlehound (uma espécie de cachorro) chamado Broo e do Slaugtherbird (uma espécie de pássaro) chamado Morg.

"_Claro que eu não estou dizendo que seja uma boa coisa dar responsabilidades tão pesadas a uma criança. Elas precisam ter o direito de ter infância. Mas também precisam ter a possibilidade de encontrar sua coragem e sua sabedoria e aprender quando enfrentar e quando fugir. Afinal de contas, se não tiverem permissão para subir em árvores, como vão poder enxergar o mundo tão grande e maravilhoso que se estende bem na sua frente?" (p.200-201)

Sei que parece estranho e confuso tudo o que falei nesta resenha, mas simplesmente não conseguiria explicar sucintamente esse livro. Os Defensores – O Museu de Ladrões é um livro surreal, mas convence o leitor e nos teletransporta para esse novo mundo, de tal forma que as estranhezas nos parecem naturais e aceitáveis. Lian Tanner escreve de maneira encantadora e indubitavelmente viciante.
Ao fim da leitura só posso afirmar categoricamente que O Museu de Ladrões tornou-se um de meus livros infantojuvenis favoritos – há muito tempo não lia algo tão viciante – e tenho certeza que essa trilogia terá cem por cento de minha aprovação. Já estou ansiosa e me preparando para ler o segundo livro Cidade de Mentiras, pois o final do primeiro livro me deixou extremamente curiosa. Se vocês tiverem oportunidade de ler, por favor, não deixem a oportunidade passar esse livro é ótimo!!!

Camila Márcia

Olhem que livro lindo, gente! Dá gosto de ver e ler e ter e amar e querer e.... ahhhh vocês entenderam: vocês precisam desse livro também!

4 comentários:

  1. Ah não, agora vou aumentar minha wishlist!!!!!!!
    Adorei, adorei a resenha e esse livro tá muito lindo, quero urgentemente.

    Ps.: Adorei suas unhas (*.*) Lindas!

    Bjs,
    JU

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    1. Esse livro é ótimo Ju, vale a pena conferir!

      xoxo
      Mila

      Ps.: Gostou das Unhas? Que bom \õ que bom \õ/

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  2. Sou fã de infanto-juvenis, apesar de ter alguns que não me chamem atenção, mas assim que li sua introdução foi inevitável não ficar curiosa, vai para a lista de próximas compras, porque já adquiri uma necessidade enorme de o ler.

    bjs.

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    1. Bom saber Adélia e tenha certeza que esses infantojuvenis são realmente bons. Espero que quando o ler goste bastante.

      xoxo
      Mila

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Muito obrigada pelo Comentário!!!!