Resenha: "Sociedade J.M. Barrie" de Barbara J. Zitwer

Sociedade J.M. Barrie, Barbara J. Zitwer, Ribeirão Preto, SP: Novo Conceito, 2017, 288 pág.
Tradução: Shirley Gomes
COMPRAR: Amazon, Saraiva

Saudações Leitores!
Sociedade J.M. Barrie cujo título original é The J.M. Berrie Ladie's Swimming Society foi escrito pela norte americana Barbara J. Zitwer e é um livro que traz muitas referencia ao clássico Peter Pan de J.M. Berrie.

Logo de início quero confessar que não é como se eu estivesse com altas expectativas em relação a esse livro, mas estava no mínimo bastante curiosa, no entanto, ao começar a ler, percebi que Sociedade J.M. Barrie não é bem o tipo de livro que gosto, pois mesmo tendo um enredo gostosinho e uma narrativa fluida, tudo acontece de uma forma tão morna que não se torna viciante, nem marcante, certamente não levarei essa história por muito tempo comigo, atrevo-me a dizer que daqui a dois meses se você me perguntar do que se trata o livro e quais eram os nomes dos personagens não conseguirei me lembrar. Isso para mim é algo imperdoável num livro, pois procuro livro que me envolvam, mecham com meus sentimentos.


Aqui nos iremos acompanhar a arquiteta de Nova York, Joey, que parte para Londres a fim de realizar um processo de restauração em uma construção onde, por diversas vezes J.M. Berrie ficou hospedado e que reza a lenda: foi onde escreveu Peter Pan, como a empresa de Joey ficou responsável pela restauração, Joey acabou sendo a arquiteta responsável no projeto.
Em Londres Joey vai perceber várias falhas na forma como está vivendo e como tem negligenciado pontos importantes de sua vida, de sua família e de suas amizades em detrimento do trabalho, isso se torna ainda mais evidente quando ela conhece um grupo de idosas: Aggie, Mag, Gala, Viv e Lilia e vê o vínculo forte que há entre elas, mesmo cada uma tendo personalidades tão diferentes e fortes. Além disso em Londres ela acaba se envolvendo com um viúvo que vai lhe mostrar que pode existir amor até nas coisas mais complicadas e inexplicáveis.

Sociedade J.M. Barrie traz uma narrativa em terceira pessoa o que se tornou um ponto positivo devido a tanta safra em narrativas egoístas, todas em primeira pessoa, poder analisar o "cenário" com meus próprios olhos - olhos de leitora -  sem a influencia do olhar da personagem principal, foi uma experiência gratificante e que há muito tempo eu não tinha.

Contudo, apesar de muitas qualidades que encontrei em Sociedade J.M. Barrie e de uma construção de enredo bastante favorável para apreciação, a forma morna de expressar os sentimentos, a falta do trabalho sentimental com as palavras foi um grande entrave. É como se o livro tivesse tudo para ser muito bom, mas a escritora se esqueceu de trabalhar os sentimentos que ela queria passar para o leitor - veja bem, não estou falando dos sentimentos dos personagens, mas do sentimento e da emoção que um escritor deve ter em mente e que almeja passar para o leitor de seu livro, isso faltou - quando virei a ultima página careci de sentimento, foi como se nada tivesse mudado após essa leitura.

Particularmente sempre tenho tendência a gostar mais de livros que me transforma, me faz refletir, me deixa inquieta, que me faz sentir falta/saudade assim que o termino. - aliás, acredito que a maioria dos leitores são assim - no entanto, Sociedade J.M. Barrie não me transmitiu profundidade. Talvez eu tenha esperado mais do que eu supus estar esperando quando comecei a ler o volume.

1 comentários:

  1. Achei que a história parece ser bem interessante mas eu também já tive algumas experiências com livros em que as coisas são mornas e não curti muito. Gosto daqueles personagens que fazem a gente querer conhecer, heheh :)
    Beijo!

    Sorriso Espontâneo

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