Resenha: "A Memória do Mar" de Khaled Hosseini

A Memória do Mar, Khaled Hosseini, Rio de Janeiro: Globo Livros, 2018, 64 pág.
Tradução: Pedro Bial
Ilustração: Dan Williams
COMPRAR: Amazon | Saraiva

Saudações Leitores!
A Memória do Mar (Sea Prayer) é um livo extremamente tocante, escrito por Khaled Hosseini, autor dos best-sellers: O Caçador de Pipas, A Cidade do Sol e O Silêncio das Montanhas. Como leitora admiro muito os livros desse escritor, sempre choro e fico comovida com as estórias que conta, no entanto, os livros que li dele, foram numa época que não tinha blog, portanto, preciso reler as obras para resenhá-las aqui. (vdc)

Como admiradora de Hosseini e sabendo que ele contempla estórias que tem como pano de fundo o Oriente Médio (pois ele é de Cabul, no Afeganistão, embora seja naturalizado estadunidense), eu não resisti a oportunidade de comprar o volume numa promoção da Amazon e nem sabia muito do que se tratava, só tinha uma certeza: queria ler!

Aliás sabia que A Memória do Mar era um livro  inspirado na vida do menino refugiado de três anos chamado Alan Kurdi que comoveu todo o mundo quando foi encontrado morto em uma praia, ao lado de sua família, na tentativa de chegar em segurança à Europa.

Quando o livro chegou me surpreendi ao me deparar com uma obra delicada, poética, sensível e bem curta (apenas 64 páginas!) cheia de ilustrações emocionantes e coloridas feitas por Dan Williams e de Capa Dura! Abri o livro e me peguei lendo e ficando emocionada.
A Memória do Mar  é um livro breve que vamos acompanhar uma especie de narrativa feita por um pai à seu filho Marwan, contanto alguns fatos de sua vida e momentos vividos naquele país já tão destruído, são lembranças da infância e felicidade já inexistente. A família de Marwan está se preparando para fazer a travessia, pelo mar durante a noite, para um lugar seguro. O mais impressionante é que o livro começa com uma narrativa que se transforma em uma oração pedindo para que tudo transcorra bem e em segurança.
O que dói ao ler esse livro é que sabemos que essa travessia é perigosa e nem sempre corre tudo bem, a breve vida de Alan Kurdi é a prova real disso, e infelizmente, estas histórias se repetem e muitas delas não tem um final feliz e seguro como é o anseio de todos os que se jogam nesse desafio almejando abraçar a esperança.

Só posso concluir de uma forma inesperada: às vezes julgamos livros pela capa, pelo volume etc, mas nada disso tem real significado. Não é a capa, não é o volume de um livro que vai dizer logo de cara o quão intenso e emocionante é. A Memória do Mar foram apenas 64 páginas e uma incontável experiência de sensibilidade, emoção e empatia.
Sabe o que é ainda mais maravilhoso? Os recursos angariados com a venda de A Memória do Mar serão revertidos para a Fundação Khaled Hosseini e para a UNHCR, agência de Refugiados das Nações Unidas.

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