Resenha: O Ano em que disse Sim - Shonda Rhimes

segunda-feira, fevereiro 17, 2020

O Ano em que disse Sim, Shonda Rhimes, Rio de Janeiro: Best Seller, 2017, 256 pág.
Tradução: Mariana Kohnert
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Saudações Leitores!
O Ano em que disse Sim (Year of Yes, 2015) escrito pela roteirista, cineasta, produtora e escritora norte-americana Shonda Rhimes, trata-se de um livro que mostra a experiência e desafio de vida que a própria autora se propôs. Desafio este que carrega o nome deste livro: O Ano do Sim.

Vou dizer 'sim' a tudo e a qualquer coisa que me apavore. Durante um ano inteiro.

É interessante vir falar de O Ano em que disse Sim porque pode parecer que sou super fã da escritora, mas o mais engraçado é que a maioria das pessoas olham para a minha cara e já pressupõem que assisti Grey's Anatomy ou qualquer uma de suas outras séries famosas (Private Practice, Scandal ou How to get away with Murder), mas eu não assisti.

Portanto, não fui ler O Ano em que disse Sim porque admiro Shonda Rhimes, embora, agora possa afirmar que a admiro após a leitura. Obviamente, também não vou dizer que nunca ouvi falar da série e nem a escritora, afinal: é possível algum ser humano não já ter ouvido falar de ambos?

Sou escritora. Eu teria sido eloquente e encantadora - ninguém consegue recusar um convite de forma tão bonita quanto eu. Vocês são todos amadores em se esquivar de algo; eu me esquivo tão bem de eventos que poderia fazer isso como profissão.

Desse modo, fui ler O Ano em que disse Sim movida pela curiosidade e a boa impressão que a sinopse deixou em mim, sobretudo, porque quero fazer um ano do SIM também, além disso, vi várias pessoas que confio indicando o livro e arrisquei ler. ARRISQUEI FAZER ESTA MUDANÇA NA MINHA VIDA.
Então, deparar-me com o conteúdo de O Ano em que disse Sim foi uma grata surpresa e um sopro de motivação que precisava para dar uma guinada na minha vida, tal como Shonda fez com a dela ao ser bombardeada pela sua irmã com o "Você nunca diz "sim" para nada" que serviu como um divisor de águas para a autora.

Em seu livro, Shonda mostra o poder das palavras e como um simples SIM ou um NÃO podem mudar todo o percurso de nossas vidas, tanto para o bem quanto para o mal. Através dos relatos da escritora consegui perceber o quanto tenho dito "Nãos" e que há um enorme desequilíbrio para os "Sims".

Não é uma palavra poderosa. Para mim, é a palavra mais poderosa de uma língua. Dita com clareza, força e frequência e ímpeto, pode alterar o curso da história.

Em outras palavras, o SIM pode nos abrir para novas oportunidades, pode nos fazer experienciar coisas e nos desafiar, bem como o NÃO pode significar muitas coisas que são necessárias, mas também pode nos fazer perder oportunidades e nos estagnar numa bolha de medo e ansiedade.
Com O Ano em que disse Sim, simplesmente, conseguimos fazer um mergulho pelas estradas do autoconhecimento que, provavelmente, só se tornou possível através da orientação e "desabafo" de experiência que Shonda nos proporciona ao fazer relatos acerca de seu ano do SIM.

Comecei a pensar que somos como espelhos. O que você é se reflete de volta para você. O que vê em si mesmo, pode ver nos outros, e o que outros veem em você, podem ver em si mesmos. As pessoas gostam de estar perto de pessoas completas, saudáveis, felizes.

Sem sombra de dúvida,  O Ano em que disse Sim, é um livro absolutamente inspirador, mas para ser bem honesta, não correspondeu minhas expectativas, embora não saiba bem quais expectativas eu tinha, só que não foi bem o que encontrei nessas páginas. Em contrapartida, o que encontrei foi incrível e digno de mérito. Tive minha vida e concepções mudadas após esta leitura.

Shonda Rhimes me proporcionou tantas reflexões, fez eu questionar e reviver várias partes da minha vida e como elas teriam sido diferentes com um "Sim", rolou um desconforto durante essa leitura porque me dei conta de que perdi inúmeras oportunidades por medo de dizer SIM, então preciso correr atrás do prejuízo tal como ocorreu com Rhimes.

Prevejo que Meu Ano do SIM está começando... e estou empolgada para vivê-lo.
Enquanto estou deitada na cama, mais tarde, percebo que não quero terminar meu Ano do Sim. Sou um projeto em andamento. Acabei de descobrir como ter um pouco de autoridade. Não consigo parar agora. Não quero parar agora. Preciso parar agora?

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Agora sei que os demônios lá fora são alguma versão de mim. Estou ciente de que sou a única me perseguindo, me derrubando, mordendo meus calcanhares. Tentando arrancar minha cabeça. Está na hora de ser uma amiga melhor para mim mesma.

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