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Saudações Leitores!
Aqui estou para colocar uma resenha muito especial no blog: a do livro Para Sempre Alice. Quando eu vi esse livro a primeira vez foi numa livraria em Fortaleza e não comprei porque além de estar muito caro eu não sabia nenhuma informação sobre ele [sou daquelas que antes de comprar um livro lê resenhas, sinopse e etc], mas automaticamente me apaixonei pela capa. Anotei o nome do livro e quando uma garota que sigo no skoob o leu e resenhou, fiquei completamente interessada. O interesse resultou na compra, na leitura e na resenha abaixo, espero que gostem:


Para Sempre Alice, Lisa Genova, Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009, 283 pág.
Traduzido por Vera Ribeiro

Para Sempre Alice foi publicado originalmente em 2007 com o título Still Alice, trata-se do primeiro livro escrito por Lisa Genova que além de se aventurar pelo mundo da escritura é ph.D. em neurociência pela Universidade de Havard. Lisa escreveu outros dois livros Left Neglected (2011), que foi publicado no Brasil com os títulos Abandonados e Nunca mais Rachel pela Editora Nova Fronteira; a autora ainda escreveu Love Anthony (2012) não publicado no Brasil.
O enredo de Para Sempre Alice é encantador e expositivo ao mesmo tempo. Na medida em que conhecemos a história de Alice Howland, uma mulher com 50 anos, professora de Psicologia Cognitiva da Universidade de Havard, conferencista entre outros cargos científicos, casada com John, cientista bem sucedido, mãe de três filhos: Anna, Tom e Lydia, somos apresentados ao dramático diagnóstico de que Alice sofre da doença de Alzheimer de Instalação Precoce.
"Fico apavorada ao pensar no que ando esquecendo sem sequer perceber." (p.81)
Eis que o mundo de honrarias e reconhecimento de Alice começa a desmoronar assim como suas lembranças. De início é quase imperceptível, mas a doença não respeita tempo e nem as pessoas. Assim, paulatinamente, vemos todas as mudanças que acontecem na vida de Alice e como ela vai perdendo suas lembranças e o pior não é isso, mas a forma como as pessoas lhe tratam, muitos se sentem penalizados, outros já a tratam como demente, ademais, sua própria família não se conforma com a ideia.
Então nos deparamos com conflitos familiares do tipo: qual a melhor forma de lidar com Alice, como proporcionar uma melhor condição de vida. Vemos como a sociedade olha os portadores de Alzheimer. Quais os tratamentos que retardam o progresso da doença, tendo em vista que ela não tem cura.
"O simples fato de ela ter o mal de Alzheimer não significava que ela já não fosse capaz de pensar analiticamente. O fato de ter Alzheimer não significava que não merecesse sentar-se naquela sala, entre eles. O fato de ter Alzheimer não significava que já não merecesse ser ouvida." (p. 177)
Por Lisa Genova ser uma neurocientista, Para Sempre Alice, traz uma linguagem e discursão bem científica sobre a doença e expõe forma de tratamento, mas em momento algum estas informações científicas prejudicam o desenrolar da história, até porque a autora as expõe de forma bem simples e com uma linguagem de fácil compreensão. Contudo, devo salientar que, este pode ser um ponto chato para quem não gosta de explicações científicas, o que não aconteceu absolutamente comigo, achei as informações imprescindíveis e válidas e fiquei interessada, pois havia muitas peculiaridades acerca da doença que eu desconhecia e, no meu entender, é sempre maravilhoso aprender alguma coisa enquanto estou me divertindo com uma leitura.
"Meus ontens estão desaparecendo e meus amanhãs são incertos. Então, para que eu vivo? Vivo para cada dia. Vivo o presente. Num amanhã próximo, esquecerei que estive aqui diante de vocês e que fiz este discurso. Mas o simples fato de eu vir a esquecê-lo num amanhã qualquer não significa que hoje eu não tenha vivido cada segundo dele. Esquecerei o hoje, mas isso não significa que o hoje não tem importância." (p.241)
Definitivamente, para mim, ler Para Sempre Alice, foi uma experiência única que me trouxe muito ensinamento. Não posso dizer que chorei com o livro, pois não cheguei a tanto, mas o livro emociona e eu senti aquela sensação gostosa de estar lendo um livro inesquecível e que de tempos em tempos eu terei necessidade de reler.
“Recordava-se de um dia, aos seis ou sete anos, em que havia chorado no quintal pelo destino dessas criaturas, ao saber que elas só viviam durante alguns dias. A mãe a havia consolado, dizendo que não ficasse triste pelas borboletas, porque o simples fato de a vida delas ser curta não significava que fosse trágica. Vendo-as voarem ao sol quente em meio às margaridas do jardim, a mãe lhe dissera: ‘Está vendo? Elas têm uma vida linda.’ Alice gostava de se lembrar disso." (p.110)
Outros pontos que também quero salientar nesta resenha é a diagramação e a capa que achei muito boas e até mesmo o título brasileiro gostei bem mais do que se fosse a tradução literal do inglês em que Still Alice se transformaria em Ainda Alice, na minha concepção, Para Sempre Alice ficou muito mais bonito e delicado.

Para Sempre Alice - Lisa Genova (resenha)

segunda-feira, 29 de abril de 2013


Saudações Leitores!
Nesta sexta-feira meus Delírios de Consumo são musicais, no começo do ano passado (2012) conheci Bruna Caram, não pessoalmente, claro, mas não descarto a possibilidade. Seria um grande sonho poder ir a um show dela ou mesmo trocar algumas palavras com ela. Como conheci as canções da Bruna? Através da internet.
O primeiro álbum que conheci dela foi Feriado Pessoal, simplesmente me identifiquei com aquelas músicas, acho que pelo momento que estava vivendo [tinha saído de um relacionamento conturbado e precisava decretar meu próprio feriado pessoal], daí fui me encantando com a cantora e fiz uma busca no google para saber se ela tinha outros álbuns, descobri Essa Menina e pronto, decretei-me fã de Bruna Caram.
Bruna Caram tem três álbuns e eu desejo todos os três embora já saiba as canções de cor e salteado:

                 ESSA MENINA, FERIADO PESSOAL e SERÁ BEM-VINDO QUALQUER SORRISO

Cada disco tem uma história e um estilo todo maravilhoso, é exatamente o estilo de música que gosto, mas o que me chama mais atenção, além das letras, é a forma de Bruna Caram cantar, mesmo sem vê-la sempre tive a impressão de que ela cantava sorriso, cantava feliz. Isso é o que me cativou profundamente.
Como conheci primeiro o Feriado Pessoal, que é o segundo CD da cantora, já a conheci decretando Feriado Pessoal de um amor que a puxava para trás, mas quando conheci o primeiro CD, Essa Menina, notei a delicadeza de menina querendo desabrochar. Existe coisa mais linda do que o desabrochar de uma flor e o bater de asas de uma borboleta colorida?
Não tive que esperar muito para conhecer um novo trabalho da cantora, pois no ano passado ela lançou Será Bem-Vindo Qualquer Sorriso que, novamente, traduziu-me completamente [eu já tinha partido para uma nova fase da minha vida e as músicas da cantora refletiam essa minha nova fase]. Como Bruna canta bem meus sentimentos sem me conhecer, eu não sei, mas acho que é o poder da música e da delicadeza de poder sentir as vibrações do público. Esse novo álbum já conta com uma Bruna mais livre até nos estilos de canções que se mesclam e que no final dão toda uma harmonia e colorido especial ao disco. Além de serem bem-vindos os sorrisos nos deparamos também com as cores do arco-íris, não consigo imaginar um sorriso bem-vindo se ele não for colorido. Abaixo segue a discografia da cantora.

Essa Menina (2006)
1. Signo de Câncer; 2. Palavras do Coração; 3. Cavaleiro Andaluz; 4. Sensação; 5. Canta Comigo; 6. Essa Menina; 7. Um blues; 8. Simples Cidade; 9. Fundo Falso; 10. Escolta; 11. Sonhador; 12. Estrada de nós dois; 13 Meus sonhos.
Feriado Pessoal (2009)
1. Quem sabe isso quer dizer amor; 2. Feriado Pessoal; 3. Gargalhadas; 4. Caminho pro Interior; 5. Fim de Tarde; 6. Gatas Extraordinárias; 7. Nascer de Novo; 8. Em Paz; 9. Um momento; 10. Alquimia; 11. Cuide-se Bem; 12. Amor Escondido; 13. Mesmo quando calam as boca.
Será Bem-Vindo Qualquer Sorriso (2012)
1. Bem-Vindo; 2. Não Perca o Final; 3. Esfera; 4. Minha teimosia, uma arma pra te conquistar; 5. Flor do Medo; 6. Pode se Animar; 7. Amanhecendo; 8. Especialmente Criativa; 9. Segredo; 10. Purinho/ Vão me levando; 11. Peito Aberto.

A cada novo trabalho da Bruna Caram, percebemos uma metamorfose: a menina virou borboleta e agora tá por aí, voando por todos os lados e colocando sorriso nos lábios de seus fãs... no meu principalmente.
Não posso esquecer de dizer que ela continua cantando sorrindo e que espero que continue sempre assim, porque essa energia positiva que ela passa em suas canções esse riso na voz é contagiosa. Não tem como escutar Bruna Caram e não sair cantando e sorrindo junto [mesmo quando a gente não sabe cantar, o que não é o meu caso, kkkk].
Se eu amo tanto a cantora por que ainda não tenho os CDs? É complicado responder essa pergunta, mas lá vai a resposta: na maioria das vezes escuto música no computador e no celular é muito difícil eu colocar um CD no aparelho de som, mas isso não me impede de querer os CDs, até porque no som posso colocar mais alto e espalhar a voz da Bruna Caram pelo redondeza [rsrsrsrs].
Por pura negligência ainda não os comprei, até porque não são tão caros, por exemplo, Essa Menina, sai na faixa de R$ 22,00, Feriado Pessoal é na faixa de R$ 25,00 e Será Bem-Vindo Qualquer Sorriso sai por R$ 24,00. O que dificulta é que na minha cidade [interiorana] não tenho onde comprar CDs a não ser pela internet e às vezes o frete supera e muito o preço do objeto.

Delírios de Consumo 7#

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Saudações Leitores!
Primeiramente, como vocês podem ver o DLL está de 'cara' nova e como já me manifestei nas redes sociais, espero que tenham gostado do novo layout, particularmente, adorei. É sempre bom mudar e eu já, há algum tempo, queria algo mais personalizado para o DLL. \õ/
Bem, agora vamos ao correio, já chegaram alguns livros neste mês de Abril e percebo que se eu deixar acumular a caixinha de correio vai ficar gigantesca, então resolvi fazer um especial da Novo Conceito. Em um próximo Chegou pelo Correio mostro os demais livros que chegaram.


LIVROS CITADOS
O Livro do Amanhã - Cecelia Ahern (Novo Conceito)
A Caçada - Cliver Cussler (Novo Conceito)
Lições de Vida  - Anne Tyler (Novo Conceito)
Meu Amor, Meu Bem, Meu Querido - Deb Caletti (Novo Conceito)
Após a Tempestade - Karen White (Novo Conceito)
Apegados - Amir Levine e Rachel S.F. Heller (Novo Conceito)
As Violetas de Março - Sarah Jio (Novo Conceito)
A Pousada Rose Harbor - Debbie Macomber (Novo Conceito)
Morte e Vida de Charlie St. Cloud - Ben Sherwood (Novo Conceito)

RESENHAS CITADAS
O Começo do Adeus - Anne Tyler
Um Lugar para Ficar - Deb Caletti

PROMOÇÕES:

Então gostaram dos livros? Estou louca para lê-los e resenhá-los. Tambéms espero que cheguem mais. Amo livros! Quais livros vocês já compraram ou ganharam até agora?

Chegou pelo Correios 23#

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Saudações Leitores!
Primeiramente quero agradecer a Editora Biruta por ter enviado o exemplar para que fosse resenhado e parabenizá-la pela diagramação e cuidado com esta edição. Gosto bastante de literatura infantojuvenil, acho que estes livros sempre passam ensinamentos e valores que estão escassos hoje em dia e é muito bom poder vê-los nas páginas de um livro que passará por milhares de leitores que, com certeza, tirarão conhecimentos dele. Também quero salientar que, pelo que me lembro, este é o primeiro livro infantojuvenil espanhol que leio, geralmente leio muito livros ingleses e norte americanos, portanto, As Lágrimas de Shiva foi um presente maravilhoso para mim, confiram a resenha:


As Lágrimas de Shiva, César Mallorquí, São Paulo: Biruta, 2009, 200 pág.
Traduzido por Socorro Acioli

Las Lágrimas de Shiva foi escrito por César Mallorquí que nasceu em Barcelona. Mallorquí já recebeu vários prêmios literários inclusive o Prêmio Edebé de Literatura Infantojuvenil 2002 pelo livro As Lágrimas de Shiva.
A história traz como personagem principal um adolescente de 15 anos chamado Javier que, por conta de seu pai estar doente, acaba sendo mandado para ficar uns tempos na casa de seus tios Adela e Luís, em Santander o que o deixa muito chateado, pois preferia ficar com seu tio Esteban em Madri, lugar para qual seu irmão Alberto, 17 anos, estava sendo mandado.
Mesmo revoltado por estar sendo mandado para um interior e, principalmente, para uma casa onde só tem suas primas: Rosa (18), Margarida (16), Violeta (15) e Açucena (12) como companhia. Javier prepara sua bagagem cheia de livros de ficção científica – todos os seus favoritos – e parte para Villa Candelaria.
"Às vezes, sem saber muito bem como nem por que, acontecem coisas que nos modificam por dentro e nos fazem ver o mundo de outra forma. Muitas vezes são acontecimentos banais, daqueles que na hora em que vivemos não tem a menor importância, mas que com o tempo adquire uma inesperada transcendência." (p.11)
No princípio tudo é novo e ao mesmo tempo muito chato para Javier, afinal viver numa casa cheia de mulheres é complicado e principalmente quando todas as mulheres são lindíssimas, mas nem por isso suas primas são todas receptivas: Violeta e Açucena são as que recepcionam mal Javier. Violeta se acha altamente inteligente e cultural, considerando o gosto por livros de ficção cientifica do primo como baixo. Açucena recusa-se a falar com Javier.
Mas o tempo vai passando e de repente surge um grande mistério que envolve um fantasma, um colar muito caro que sumiu há mais de 70 anos, As Lágrimas de Shiva, e toda uma história de brigas entre as duas famílias mais ricas da região: os Obregón [família dos tios de Javier] e os Mendonza, tudo por causa de um casamento arranjado não realizado e o sumiço desse colar.
No período que Javier permanece em Villa Candelaria  o fantasma começa a aparecer e deixar pistas para desvendar o mistério que vem atormentando as duas famílias por muitos anos. As descobertas e as amizades que vão se formando no decorrer desse tempo vão tornar a estadia de Javier mais emocionante. Um tempo que deixará saudades no futuro.
Sem dúvida Mallorquí, escreveu um livro maravilhoso em que faz alusão a fatos históricos, mesclando ficção com realidade, ademais, por ter Violeta e Javier – dois leitores ávidos – acaba por citar muitos clássicos da literatura mundial que são dignos de leitura como: O Velho e o Mar (Hemingway), Crônicas Marcianas (Bradbury), Metamorfose (Kafka), O Apanhador no Campo de Centeio (Salinger), Um Mundo Feliz (Huxley), O Frankstein (Mary Shelley) além de citar autores como Jane Austen, as irmãs Brontë entre outros. Tais alusões a livros e escritores nos motivam a conhecer as obras.
"De certo modo aquele livro era dois romances de uma vez: um que era possível ler e outro que se intuía, além das letra impressa. E isso creio eu, era o que concedia tanta autenticidade ao relato, pois a vida, como eu descobri com o passar dos anos, sempre esconde algo diferente do que se percebe à primeira vista." (p.59-60)
Em As Lágrimas de Shiva também há alusões a músicas clássicas e cantores e bandas que fizeram e que ainda fazem muito sucesso. Sem dúvida, um livro destinado ao público infantojuvenil, mas que qualquer leitor mais proficiente poderá amar. Cheio de ensinamentos e mistérios que atiçam nossa curiosidade.
"Descobri muitas coisas naquele verão e não somente um colar perdido. Descobri que o Paraíso está no toque de uma pele macia, que as carícias são mais fortes que o golpes e que os beijos tem o poder de fazer voar. Descobri que havia sentimentos insuspeitados no meu interior, que é possível rir e chorar ao mesmo tempo, que é tão bom querer como ser querido. Descobri, enfim, algo tão simples e tão complexo, tão vulgar e extraordinário, tão doce e amargo como o amor." (p.197)
Não posso deixar de indicar As Lágrimas de Shiva, consciente de que o autor mereceu ganhar todos os prêmios que já ganhou, além de escrever muito bem ele sabe prender a atenção do leitor.

As Lágrimas de Shiva - César Mallorquí (resenha)

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Saudações Leitores!
Como li o livro Coração de Tinta e gostei bastante, fiquei bem curiosa para assistir a adaptação cinematográfica e saber como toda aquela fabulosa história tinha ficado após sofrer a adaptação. Confesso que não fui assistir com tanta expectativa e acho que não ter expectativa foi ótimo, pois não me decepcionei com o filme, leiam abaixo mais detalhes:

Título Original: Inkheart
Genero: Aventura, Família, Fantasia
Direção: Iain Softley
Roteiro: Cornelia Funke, David Lindsay-Abaire
Produtores: Cornelia Funke, Ileen Maisel
Duração: 106 min
Ano: 2008 

Sinopse: Adaptação do romance de Cornelia Funke, "Inkheart" mistura aventura e fantasia na história da garota Meggie (Eliza Bennett), uma jovem cujo pai, Mo (Brendan Fraser), tem a secreta habilidade de trazer à vida os personagens dos livros que lê em voz alta para a filha. Ocorre que numa dessas leituras um vilão poderoso e enfurecido, saído de uma rara fábula infantil, é libertado e sequestra Mo para que ele liberte outros vilões da ficção. Meggie fica desesperada, mas terá de juntar forças e contar com personagens reais e imaginários para poder salvar o pai. (Fonte: Filmow)

MINHA OPINIÃO
Quando li Coração de Tinta (Resenha AQUI) já sabia da adaptação cinematográfica, mas optei por ler o livro primeiro, geralmente gosto de ler e depois assistir se tiver adaptação do livro (nessa ordem) embora haja exceções, claro. Gostei bastante do livro e o achei muito criativo, entretanto em algumas partes foi muito descritivo o que retardou um pouco a história.
No filme as coisas acontecem mais rapidamente e em alguns pontos houve muitas mudanças do livro para o roteiro, mas nada que prejudique o filme, até que as mudanças promoveram uma agilidade maior, isto é, sem enrolação. Contudo cortaram muitas partes que tinham no livro e até mesmo alguns ambientes foram alteradas. Ok, ok, sou leitora apaixonada e sempre encontro dessas diferenças nas adaptações a pior diferença, para mim, foi a igreja que virou castelo no filme [eu queria que ela fosse exatamente como estava descrita no livro, muito mais assustadora].
Não gostei absolutamente dos atores, eles não passaram nenhuma emoção e não corresponderam em nada com o que imaginei, a que mais se aproximou foi Eleonor, os demais para mim foram frustrantes, principalmente Capricórnio e Basta que não tinham nada de mal no filme.
Não quero me estender em minha opinião, mas não achei que o filme chegou nem aos pés do livro. Reprovo aqueles que dizem que não dá para comparar livro e filme, acho que dá sim, quando assistimos a um filme adaptado de um livro que lemos queremos que ele seja o mais fiel possível, por mais que seja mais resumido ou mais rápido [essa é a minha opinião].
Não é que eu não tenha gostado do filme, eu gostei, só que já assisti muitas adaptações cinematográficas de livros bem melhores!
Para quem gosta de ler, definitivamente, leia o livro, pois vale bem mais a pena, mesmo com algumas descrições que se prolongam de forma desnecessária, já que o filme, apesar de ser mais rápido, os atores não agradaram e com tantos cortes de detalhes bacanas deixou muito a desejar para quem criou expectativas com o filme. Novamente friso que, como não tinha muitas expectativas, não fiquei tão frustrada. Portanto, foi até divertido.

Coração de Tinta - O Livro Mágico (2008) (Filme)

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Saudações Leitores!
Pense numa resenha difícil de ser escrita! Sei que o que eu escrever aqui não vai dar pra chegar nem perto do que esse livro é realmente, porque acredito que só lendo [ou quem já o leu] entenderá essa afirmação. Antes de disponibilizar a resenha logo abaixo, quero agradecer muitíssimo a autora Eleonor Hertzog por ter me enviado o exemplar para a resenha e pedir desculpas pela demora em ler e resenhar, apesar de já ter explicado os motivos quero, novamente, desculpar-me.


Cisne, Eleonor Hertzog, Içara, SC: Dracaena, 2012, 832 pág.

Cisne, publicado em 2012 e escrito pela gaúcha Eleonor Hertzog, trata-se do primeiro livro da série Uma Geração, Todas as Decisões que atualmente ainda não está definida a quantidade de volumes, entretanto o segundo volume já tem título: Linhagens [com previsão de lançamento para o segundo semestre deste ano, 2013].
Eleonor Hertzog escreveu uma distopia imprevisível e completamente diferente das já tão conhecidas do publico. A Terra já passou por três guerras mundiais, mas agora reina uma suposta paz, além do mais existe um planeta chamado Tarilian que vivem uma relação que podemos chamar de morna com os terráqueos, há todo um envolvimento político entre os planetas e intercambio entre terráqueos e tarilianos para que ambos possam se aprimorar dos conhecimentos técnicos e científicos dos referidos planetas. Contudo, em Cisne, nada pode ser o que parece e muitas surpresas aguardam o leitor.
Logo no inicio da narrativa somos apresentados a família Melborne cujo patriarca se chama Henry e a matriarca Doris, o casal, supostamente, tem sete filhos: Bobby (8 anos), Lis (13 anos), Pam (14 anos), Tim e Tom (gêmeos, 15 anos), Ted e Teo (gêmeos16 anos) e, além de seus filhos, tem também Peggy Sant-Mont (14 anos) que foi adotada pela família de cientistas formados pela Escola Avançada de Champ-Bleux, a família Melborne tem um estilo peculiar de vida, vivem a bordo do grande veleiro Cisne.
Por consequência do destino ou não, todos os filhos dos Melborne, exceto Bobby, passam no teste para estudarem na Escola Avançada de Champ-Bleux que forma os melhores cientistas do planeta, inclusive Peggy também passou nos exames e nos psicotestes.
Como disse anteriormente o livro é muito surpreendente no sentido de ter um enredo inusitado e completamente inesperado e entre confusões a bordo do Cisne e com intercambistas Tarilianos que passaram por um maior vexame e repórteres terráqueos e tarilianos o livro mostra que as relações amistosas entre os dois planetas não existe verdadeiramente, há complôs e jogos de interesses que ainda não foi possível depreender neste primeiro volume. O que ficou claro é que muita coisa virá pela frente e que alguns dos personagens com certeza irão surpreender bastante quando ficar a mostra a faceta do vilão.
Toda a história se passa a bordo do Cisne e em Tarilian e nada é como imaginamos quando pensamos que os personagens são pessoas normais, aparentemente todos os personagens mostrados nesse primeiro volume tem uma capacidade sobrenatural e uma inteligência enorme. Muita coisa está oculta e um dos maiores chefes em bolar planos e ocultar fatos é Paul, um personagem que, para mim, é bastante contraditório. Não tenho uma opinião formada sobre ele, até porque há pouco contato com ele no livro, mas em todas as vezes que ele aparece é para inventar uma história ou criar uma confusão.
A família Melborne é encantadora e formada de bonitões e bonitonas que simplesmente vão contra tudo o que na realidade do livro se espera de cientistas e filhos de cientistas famosos, pois toda a família é boa e cativa a todos. Com certeza será capaz de cativar muitos leitores. O problema é que até a família perfeita guarda muitos segredos, principalmente de seus filhos e isso me incomodou bastante porque se os pais confiam tanto assim neles porque lhe ocultarem suas origens? Definitivamente isso será fonte de muitos problemas no futuro [o que me deixa ainda mais curiosa pela continuação].
Como já disse, em relação ao enredo considerei o livro esplêndido e muito original, mas teve duas coisas que me incomodaram no decorrer da narrativa. A primeira foi em relação ao excesso de diálogos, a história toda é praticamente contada através dos diálogos entre os personagens e raramente há narrações ou descrições profundas, entretanto, devo reconhecer que estes diálogos também tornam a leitura bem descontraída e engraçada [os personagens Melborne são muito engraçados], mas acho que há diálogos demais e alguns realmente desnecessários que acabam tornando a narrativa um pouco lenta. Não obstante, com o decorrer da leitura eu me acostumei com o estilo da autora e aceitei que aos personagens, competiria a explicação de toda a história.
O segundo ponto que me incomodou foi em relação aos capítulos serem muito extensos, estava despreparada para capítulos tão longos, mas ao mesmo tempo devo admitir que os capítulos se fragmentavam e entremeavam outras histórias/diálogos e assim não aparentavam ser tão grandes quando eram.
Para finalizar, quero realmente dizer que o livro é maravilhoso e surpreendente, para os que só leram a sinopse do livro tenho que informar que o trabalho da Eleonor é muito mais do que o que aquela sinopse deixa transparecer e para quem leu esta resenha, também, sinto em informar que seria impossível transmitir realmente o que este livro é. Este é um dos livros que só lendo para entender.

Se vocês já leram Cisne lá no blog da Eleonor tem um marcador chamado " Vol. 2 - Linhagens" que tem algumas informações e quotes da continuação: http://www.eleonorhertzog.com.br/

Cisne (Cisne, Vol. 1) - Eleonor Hertzog (resenha)

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Saudações Leitores!
Inicialmente quero agradecer a Novo Conceito por ter disponibilizado ao blog cortesia para a realização desta resenha, esse foi o primeiro livro que li em março, mas somente agora estou conseguindo postar a resenha [são tantas coisas, meu Deus!], espero os comentários de vocês: de quem já leu e de quem ainda não leu. Confiram:


Um Lugar Para Ficar, Deb Caletti, Ribeirão Preto, SP: Novo Conceito, 2012, 271 pág.
Tradução: Maria Angela Amorim de Paschoal

Até a Novo Conceito publicar esse livro eu ainda não tinha ouvido falar da autora, mas com a chegada desse livro nas mãos de milhares de brasileiros só posso afirmar ser uma surpresa boa. Com título original “Stay”, Deb Caletti, traz uma trama que envolve o leitor num emaranhado de medo e insegurança que o amor obsessivo pode trazer para a vida de uma pessoa.
De inicio somos apresentados a Clara Oates, filha de um escritor, Bobby Oates, que conhece um garoto encantador e muito bonito chamado Christian. Não foi difícil Clara se envolver com Christian, afinal o rapaz é cheio de qualidades e mostrava-se demasiadamente apaixonado por ela. Só que com o tempo as coisas começam a mudar na relação de ambos.
"Há muitas razões pra guardar as coisas pra gente mesmo, e elas, geralmente, não são coisas boas, nem coisas felizes. Ainda assim, eu não queria ver por trás daquela porta. É um engano a gente pensar que quer saber tudo o que há para saber sobre todas as coisas, isso não é verdade, não mesmo. Eu já tinha tentado desvendar o lado sombrio de uma pessoa antes e tinha visto o fundo de sua alma. Enxerguei bem lá dentro, bem no fundo, e pode ter certeza, ninguém quer ver as coisas podres que estão lá dentro." (p.37-38)
Clara precisa mentir constantemente para seu namorado para evitar que ele se enfureça com ela, são pequenas mentiras do tipo “Vou ficar em casa” quando na verdade ela vai sair com seus amigos, “Eu nunca mais vi meu ex” quando na realidade ela sempre tem aula na mesma sala que ele. Mas essa sua atitude foi necessária porque Christian tinha ataques de fúria e histerismo se soubesse que Clara estava dando atenção a outras pessoas e, em alguns momentos até imaginava coisas onde não havia.
"Mas como diz meu pai, o destino tem um senso de humor maldoso. Ele muda de forma. Às vezes é uma entidade bondosa e generosa distribuindo coisas boas que as pessoas merecem e, às vezes, se encolhe, se curva e se transforma em algo grotesco. Você pensa que conhece, mas tudo se transforma." (p.42)
As coisas começam a ficar perigosas e Clara viaja com seu pai para ver se assim Christian [que não aceitou bem o término do namoro] a esquece.
Na verdade, depois de Christian, Clara não se sente mais segura com nenhum outro rapaz, há alguns traumas e medos e parece que pessoas bem próximas a ela escondem verdadeiros segredos que podem mudar a sua vida.
O enredo é interessantíssimo e a narrativa bem leve e agradável, entretanto, sabe aquela sensação de que o enredo – tão rico – poderia ter sido mais bem explorado e debatido não só o amor obsessivo, mas a violência e também o estado psicológico dos personagens? Então faltou algo no enredo para que eu pudesse considerar o livro muito bom, na verdade o livro é bom mais pelo mistério e a forma como é narrado.
"Uma das coisas que eu estava aprendendo pra valer era que precisávamos saber mais sobre as pessoas, ter mais informações, antes de dizer que realmente sabíamos quem eram. Primeiras impressões podem ser traiçoeiras. Podem ser corretas e acertar na mosca, ou podem ser perigosas e causar dor e sofrimento." (p.125)
Um ponto que não posso deixar de frisar é o final do livro que, apesar de totalmente inesperado, não me agradou absolutamente. Acho que com um assunto como o abordado não poderia ter um final daquele tipo, mas sim algo mais dramático e trágico, talvez. O livro é bom, mas o final me decepcionou bastante.
Contudo, eu não posso deixar de indicar a leitura, como frisei em outros momentos da resenha é um bom livro e um excelente passatempo.

Um Lugar Para Ficar - Deb Caletti (resenha)

segunda-feira, 15 de abril de 2013

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