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Saudações Leitores!
Alguém mais aqui já se apaixonou pela capa de algum livro? Então, eu me apaixonei pela capa de Vermelho Como o Sangue*, achei-a linda ao mesmo tempo assustadora e me deu várias ideias sobre o que seria o livro, daí soube que era uma espécie de releitura do conto de fada Branca de Neve, a là Once Upon a Time, então eu pisei no freio da expectativa e agora venho comentar com vocês minhas impressões de leitura.

Vermelho como o Sangue, Salla Simukka, Ribeirão Preto, SP: Novo Conceito, 2014, 240 pág.
Traduzido por Bárbara Menezes

As Red as Blood no Brasil Vermelho Como o Sangue, é o primeiro volume da Trilogia Branca de Neve, que deve seguir com os livros: Branco como a Neve e Preto como o Ébano. Foi escrito pela finlandesa Salla Simukka, escritora best-seller e ganhadora de prêmios literários.
Em Vermelho Como o Sangue temos uma narrativa bem ágil, é uma mistura de romance policial com mistério, não vi absolutamente nada de contos de fada (Branca de Neve) nesse livro, a não ser o nome da personagem Lumikki, 17 anos (que é Branca de Neve em finlandês) e o cenário em que ocorre a história, que se passa na fria e coberta por neve Tampere (Finlândia). Uma coisa que me agradou na escritora é que ela não enrola na narrativa, vai sempre direto ao ponto, o que não torna o leitor uma lesma e o faz ler nas entrelinhas e deduzir coisas que não foram relatas.
Sem dúvida, a leitura é um suspense incrível a respeito do dinheiro coberto por sangue que Lumikki encontrou no estúdio de revelação fotográfica. Lumikki é uma personagem inteligente que começa a ligar os fatos e percebe que seus colegas Elisa, Tuukka e Kasper estão envolvidos em uma roubada relacionada a este dinheiro. E, é claro, ela movida pela curiosidade vai tentar descobrir o que é, mas vai envolver-se num intrincado covil de perigosos e poderosos mafiosos.
Devo confessar que apesar da agilidade e da narrativa até agradável de Salla Simukka, o livro não me agradou tanto quanto pesei que fosse agradar, primeiro porque achei o enredo fraco e um pouco sem pé nem cabeça, de um modo geral até meio bobinho e isso fez com que a leitura fosse meio que uma tortura. Depois teve essa personagem principal: Lumikki que foi intragável.
Mal eu comecei a leitura já não fui com a ‘cara’ de Lumikki, nossos ‘santos’ não bateram, a garota se acha superior a tudo e a todos, como se ela fosse melhor e a mais inteligente da escola e do mundo, como se os outros fizessem parte da massa bestificada, que seguem os mesmos padrões, costumes, ideias, jargões e gírias. Tá eu sei que é mais ou menos nesse rumo que caminhamos, mas, ela ficava – a narrativa é em primeira pessoa – o tempo todo se vangloriando de como ela abominava as outras pessoas por serem repetitivas, previsíveis e iguais.
Ela foi muito irritante o livro todo, ela afirma que não tem amigos, que sabe ser invisível que é a mestre do disfarce e dos cheiros, etc. Mas acaba se envolvendo numa bola de neve que, até o fim do livro, não tem nada a ver com ela – apesar de eu ter certeza que ela esconde algum tipo de segredo, um mistério –, e se esforça para ajudar Elisa, Tuukka e Kasper que nem ao menos são seus amigos e agem como retardados, após terem achado milhares de notas ensanguentadas. Sim, esses personagens são estúpidos também, são os populares que se acham gostosões, mas não tem um pingo de inteligência.
Fiquei me questionando como um grupo de “desconhecidos” passam a confiar imediatamente uns nos outros, sendo que são todos jovens e imaturos? Como Elisa, Tuukka e Kasper foram deixar Lumikki se envolver mais do que eles próprios no problema deles e passam até a obedecer Lumikki? Como Lumikki, uma garota antissocial, tão autossuficiente e tão inteligente quis – por conta própria e por se convencer de que Elisa precisava de sua ajuda – se envolver nisso?
Não quero me estender muito, mas considerei o enredo fraco e um tanto quanto confuso, além do mais os personagens são supérfluos e sem um pingo de carisma, não me possibilitaram um envolvimento maior com a história.
Em linhas gerais, Vermelho Como o Sangue não foi absolutamente nada do que esperava, não que eu estivesse com grandes expectativas, mas esperava algo melhor, talvez isso seja apenas consequência do fato deste ser o primeiro livro da trilogia, que em questão de agilidade tem tudo para melhorar.


* Esse livro foi cortesia da Editora Novo Conceito, para saber mais, clique AQUI.

Vermelho como o Sangue - Salla Simukka (resenha)

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Saudações Leitores!
Eu estava tão ansiosa para ler Eu Te Darei o Sol* que não pensei duas vezes ao começar a ler assim que o exemplar pousou em minhas mãos, contudo, não foi bem o que eu esperava encontrar e admito: Jandy Nelson conseguiu me decepcionar, a leitura se arrastou por longas duas semanas, explico minha afirmação na resenha abaixo, confira:


Eu Te Darei o Sol, Jandy Nelson, Ribeirão Preto, SP: Novo Conceito, 2015, 384 pág.
Traduzido por Paulo Polzonoff Junior

I’ll Give You The Sun (2014) no Brasil Eu Te Darei o Sol foi escrito por Jandy Nelson, mesma autora de O Céu Esta em Todo Lugar, já resenhado no DLL.
Nem sei como explicar o tamanho da minha frustração ao ler Eu Te Darei o Sol, acredito que criei expectativas demais, pois quando li O Céu Esta em Todo Lugar eu amei do fundo do meu coração e estava pensando na minha experiência maravilhosa e quando me deparei com este novo livro da Jandy Nelson, foi difícil não criar expectativas.
As expectativas me deixaram arrasada, eu esperava algo bonitinho, leve, engraçado e viciante, mas me deparei com uma narrativa lenta, cansativa, exaustiva e que me dava sono todas as vezes que pegava o livro para ler.
"[...] talvez uma pessoa seja feita de várias pessoas. Talvez estejamos acumulando novas personalidades o tempo todo. Carregando-as ao fazermos nossas escolhas, boas e más, enquanto erramos, organizamos, perdemos a cabeça, encontramos nossa cabeça, desabamos, nos apaixonamos, sofremos, crescemos, nos retiramos do mundo, mergulhamos no mundo, ao criarmos coisas e destruirmos coisas." (p.360)
Quero deixar claro que Eu Te Darei o Sol tem uma estória bem interessante e que fugiu do clichê total presente no primeiro livro da autora que li, mas o assunto “inédito” não salvou a narrativa.
Senti que Jandy Nelson se perdeu na hora de escrever, teve uma ideia genial e destruiu. Não lapidou a obra. Portanto, temos a história de dois irmãos gêmeos Noah e Jude, que é contada por eles mesmos, no entanto, em dois tempos: passado e presente. O passado é contato pelo ponto e vista de Noah, quando tinha 13-14 anos, e o presente é contato por Jude, aos 16 anos.
"Talvez algumas pessoas simplesmente tenham sido feitas para estar na mesma história." (p.371)
Cada detalhe que Noah e Jude conta vão desenvolvendo a trama cujas ideias foram até bem elaboradas, fato que deixa o leitor a par de tudo sendo capaz de desvendar o mistério da família de Jude e Noah.
Eu Te Darei o Sol apesar de ter sido uma leitura chata, têm uma história incrível e que nos faz refletir sobre destino, amor, perdas, mentiras. Qualquer coisa em nossas vidas tem uma consequência. Aborda também temas contemporâneos como: homossexualismo, bullying, fofocas, família (que por sinal é o que estamos vendo da maioria dos livros hoje em dia).
Entre Noah e Jude, prefiro Noah, ele é muito mais legal, Jude é muito neurótica e supersticiosa... isso me incomodou tanto. Nunca pensei que fosse me incomodar com isso, mas achava uma chatice as partes em que tinha ‘citações’ da bíblia de superstições dela e o dom de ver fantasmas. Um saco.
Vou deixar passar a oportunidade de indicar esse livro, porque não faço a menor ideia de quem poderia gostar, tipo, eu não gosto de indicar livros que me dão sono, mas para não bancar a crítica chata saliento que a história é bacana, mas infelizmente foi mal desenvolvida no quesito escrita.
 
*Este livro foi cortesia da Editora Novo Conceito, para saber mais sobre o mesmo, clique AQUI.

Eu Te Darei o Sol - Jandy Nelson (resenha)

terça-feira, 28 de julho de 2015

Saudações Leitores!
Eu nem acredito, mas parece que estou naquela fase de pegar livros para ler cujas temáticas são bem similares. A Playlist de Hayden* tem a mesma temática que encontrei no livro Por Lugares Incríveis, que recentemente li. Embora com a mesma temática, as abordagens são completamente diferentes e ambos me passaram muitas mensagens. Vem conhecer mais sobre esse livro.

A Playlist de Hayden, Michelle Falkoff, Ribeirão Preto, SP: Novo Conceito, 2015, 288 pág.
Traduzido por Amanda Orlando

Playlist For The Dead recentemente publicado pela editora Novo Conceito com o título A Playlist de Hayden, trata-se o primeiro livro da escritora norte americana Michelle Falkoff, que foi muito feliz com seu livro de estreia, pois além de abordar temáticas contemporâneas e bastante sérias, traz uma narrativa fluida e uma gama de personagens surpreendentes e profundos.
A Playlist de Hayden é um livro inteligente, envolvente que trata de assusto que estão em alta em nossa contemporaneidade e são muito sérios, como: bullying, homossexualismo, família.
A história começa logo mostrando que Hayden cometeu suicídio e deixou uma playlist para Sam, seu melhor [e único?] amigo, a partir daí surge uma série de questionamentos: Por que o garoto fez isso?  Quem é Hayden? Qual o motivo da playlist? Desse modo, durante toda a narrativa vamos delineando o perfil do garoto suicida, mas não só dele como de todos que estavam direta e indiretamente em sua volta.
Acompanhamos de perto Sam, o melhor amigo que herdou uma playlist, no mínimo curiosa e quer entender o motivo de Hayden ter deixado a playlist para ele e o principal, quer entender porque Hayden, seu melhor e único amigo tirou a própria vida e o abandonou.
Sam é um garoto nerd, solitário e encontrava em Hayden a personificação da amizade perfeita e foi destruída, um misto de sentimentos: saudade, sofrimento, raiva, perda o assolam após descobrir o corpo inerte do amigo.
Nesse ínterim, uma sucessão de coisas vão acontecendo como ataques à Trifeta Bullying, composta por Ryan, Jason e Trevor, que atazanavam a vida de Sam e Hayden. Sam descobre que Hayden não era tão solitário assim e passa a conhecer outra versão do amigo. O jovem também tem que lidar com supostas aparições de Hayden para ele e com o inicio do sentimento que começa a nutrir por Astrid, além de ter que reconhecer o quanto a família, escola e todos que estavam em volta de Hayden tiveram sua parcela de culpa na culminância do suicídio. 
É muita coisa acontecendo com Sam e o mistério sobre essas pessoas, os fatos e a playlist acompanham todo o livro, o que atiça a curiosidade do leitor. Felizmente a narrativa de Michelle Falkoff é um show a parte e é capaz de nos envolver. A escritora foi muito sagaz na escolha das músicas que, de certa forma, servem de trilha sonora para cada capítulo e num todo para o livro. Isso é fascinante. 
O desenrolar do enredo e o clímax da narrativa pode, sim, surpreender o leitor, mas de forma geral o resultado já vinha sendo delineado de forma paulatina e não foi uma total surpresa, embora alguns pequenos detalhes tenham sido incríveis para o efeito total das descobertas.
A Playlist de Hayden é envolvente e bastante criativa, cercado de melancolia e realidades mudas, mas que estão gritando em todas as páginas seja no impresso ou nas entrelinhas do que está escrito. Considero uma leitura delicada, principalmente para quem de forma direta ou indireta já conviveu com suicidas, ou pretensos suicidas, mas é de uma sutileza, delicadeza e envolvimento incríveis, vale a pena a leitura.


*Este livro foi cortesia da Editora Novo Conceito, para maiores informações sobre o mesmo, clique AQUI.
 

A Playlist de Hayden - Michelle Falkoff (resenha)

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Saudações Leitores!
Assim que A Mais Pura Verdade* chegou nas minhas mãos não pensei duas vezes e fui logo devorando, mas como minhas resenhas estão atrasadas, somente agora estou conseguindo postar. É uma leitura tão rápida, que se você tiver tempo/folga dá para ler as 224 páginas de um fôlego só. Espero que gostem da resenha abaixo:

A Mais Pura Verdade, Dan Gemeinhart, Ribeirão Preto, SP: Novo Conceito, 2015, 224 pág.
Traduzido por Leonardo Gomes Castilhone

The honest truth no Brasil A Mais Pura Verdade, é o primeiro livro de Dan Gemeinhart e traz uma história sensível e envolvente sobre uma criança chamada Mark e seu cachorro Beau, mas essa história vai além desses personagens.
Mark é uma criança que voltou a ter câncer e que está saturado dos tratamentos e da pena das pessoas, acaba decidindo que quer morrer longe de tudo isso, que quer se aventurar e subir o Monte Rainier. Mark bola um plano!
Ele foge de casa com seu cachorro Beau, uma máquina fotográfica, um caderno e algum dinheiro e parte para a jornada que escolheu: sozinho. Mas antes, Mark deixa um aviso para sua BFF, Jessie, mas pede que a amiga não avise a ninguém sobre seus planos e isso inclui seus pais!
"Mesmo a muitos quilômetros de distância, um amigo ainda pode segurar sua mão e estar ao seu lado." (p.27)
Jessie se vê num verdadeiro dilema entre ser fiel ao amigo ou contar a verdade para a família dele e para os policiais. Todos estão angustiados com o sumiço de Mark e preocupados com sua saúde.
Enquanto isso ele começa essa jornada e, lamentavelmente, tem a má sorte de ter escolhido os piores dias para fugir, pois uma tempestade – a pior de todos os tempos – está começando e isso irá prejudicar consideravelmente não só a viagem, mas a saúde de Mark.
"O mundo inteiro é uma tempestade, eu acho, e todos nós nos perdemos em algum momento. Vamos atrás de montanhas no meio das nuvens para que tudo pareça valer a pena, como se isso tivesse algum significado. E, às vezes, nós as encontramos. E seguimos em frente." (p.204)
Essa aventura de Mark é mais do que uma aventura, porque é nesse percurso que o leitor se depara com os pensamentos de Mark, o que ele sente, seus medos e vê o grau de amizade que ele dedica a Beau e a Jessie. É uma narrativa sensível e à medida que sabemos o que se passa com Mark, através dos capítulos dele, sabemos o que acontece com Jessie e as pessoas que Mark deixou para trás nos capítulos de Jessie.
O livro tem uma diagramação bonita e me comoveu bastante, consegui perceber a delicadeza e sensibilidade da história, mas eu meio que já estou saturada de histórias com personagens crianças com câncer. Acho que esse tipo de personagem já está meio clichê e apesar de livros assim sempre me emocionarem, já não costumam me emocionar como antes...
"De vez em quando, mesmo as respostas certas parecem erradas, se você não gosta da pergunta. Essa é a mais pura verdade." (p.146)
Definitivamente A Mais Pura Verdade tem um espaço reservado no meu coração e na minha estante, pretendo reler várias vezes, tem uma série de ensinamentos que são a mais pura verdade e só em ter isso a leitura já faz valer a pena!
 

*Esse livro foi cortesia da Editora Novo Conceito para saber mais sobre o mesmo, clique AQUI.

A Mais Pura Verdade - Dan Gemeinhart (resenha)

terça-feira, 2 de junho de 2015

Saudações Leitores!
O que falar sobre Diário de um Adolescente Apaixonado*? Minha resenha não foi algo tão positiva, porque não gostei do livro, pela minha experiência, minha bagagem literária essa leitura foi muito frustrante e não me envolveu, espero que não me interpretem mal, mas não sou obrigada a gostar de um livro só porque o autor é nacional, tem muito material intragável e outros maravilhosos que mereciam ser descobertos, então não é preconceito é minha opinião sincera sobre o livro (até porque apoio literatura nacional, e já li muito livro estrangeiro que era uma porcaria e alguns nacionais maravilhosos).



Diário de Um Adolescente Apaixonado, Rafael Moreira, Ribeirão Preto, SP: Novo Conceito, 2015, 128 pág.

Diário de um Adolescente Apaixonado foi escrito pelo paulista Rafael Moreira que ficou conhecido pelas suas redes sociais onde fala sobre diversos assuntos que estão presentes na vida dos adolescentes.
Esse livro traz vários textos do Rafael sobre diversos assuntos: primeiro amor, paixão, bullying, escola, família, sonhos, anseios. É quase um livro de autoajuda, que não é autoajuda, porque não tem como um adolescente ter experiência o suficiente para poder ser expert em todos os assuntos, até porque viver é muito complicado e não existem regras.
Muitos dos textos são interessantes, mas não é algo exatamente bem escrito, no entanto ele escreve para um público adolescente, então está valendo. Fico pensando na minha adolescência e acho que teria gostado desse livro, mas hoje – atualmente – com minha experiência de vida e minhas formações pessoais e profissionais, achei tudo muito vago e bobinho, de certa forma, fútil.
Não obstante, eu sei, tenho consciência que quando eu era adolescente eu meio que pensava e agia como o Rafael Moreira, só que de forma mais feminina e nem sempre tão fofa.
O que quero dizer é que Diário de um Adolescente Apaixonado não foi uma leitura muito gratificante para mim, isto é, esse tipo de livro não me envolve, é ultrapassado para mim. Atrevo-me a dizer que se o leitor não quiser morrer de tédio ao ler esse livro deve fazê-lo no meio de outras leituras bem mais interessantes e intensas.
Na verdade, acredito que esse é o tipo de livro para adolescentes, ou seja, exclusivamente para esse público. Desse modo se você não é adolescente, já passou dessa fase, melhor não arriscar ZZZZZzzzzz ler. Caso você seja adolescente, mas se considera maduro e já leu algo grandioso como Dostoiévski ou um desses clássicos mundiais e entendeu/gostou melhor passar longe de Diário de um Adolescente Apaixonado porque não será uma boa leitura, sabe?
É um livro fofinho, nada demais e dá para perceber como o Rafael se sente orgulhoso por ter escrito um livro: ele tem que sentir isso mesmo, é importante para a vida dele, mas é melhor não ficar com o rei na barriga, porque tem muito que melhorar.


*Esse livro foi cortesia da Novo Conceito. Para saber mais sobre o mesmo, clique AQUI.

Diário de Um Adolescente Apaixonado - Rafael Moreira (resenha)

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Saudações Leitores!
Quando soube que a NC iria publicar o livro Simplesmente Acontece* fiquei saltitando de felicidade, porque há um tempão queria ler, mas não encontrava a edição anterior a venda e, por conta do filme a NC publicou o livro com o mesmo nome do filme, confesso que não curti muito nem o nome nem a capa, mas o importante é o conteúdo e QUE CONTEÚDO! Confiram a resenha:

Simplesmente Acontece, Cecelia Ahern, Ribeirão Preto, SP: Novo Conceito, 2014, 448 pág.
Tradução de Amanda Moura da Silva Santos e Ivar Panazzolo Júnior

Where rainbows end foi publicado originalmente em 2004 e no Brasil já foi publicado com o nome Onde Terminam os Arco-íris há algum tempo atrás, agora ganha uma nova edição com o título de Simplesmente Acontece. Foi escrito pela mesma autora de P.s. Eu Te Amo, A Vez da Minha Vida, O Presente etc, a best-seller Cecelia Ahern, o livro fez tanto sucesso que recentemente (este ano de 2015) teve uma adaptação cinematográfica.
A história acontece toda através de cartas, e-mails, mensagens instantâneas e, portanto tem uma dinâmica muito boa que faz com que a leitura seja hábil e rápida – em um dia dá para ler as 448 páginas tranquilamente – embora só saibamos das coisas depois que elas acontecem por conta das cartas e mensagens trocadas por Rosie e Alex.
"Ex-namoradas são facilmente esquecidas. Melhores amigos ficam para sempre." (p.34)
O Romance gira em torno dos desencontros entre Rosie e Alex. Os dois praticamente se conhecem desde criança e são os melhores amigos para sempre (típico BFF) e vão colecionando sonhos juntos, mas acontecem situações que os impedem de concretizar todos os sonhos e embora os dois gostando um do outro eles sempre deixam a oportunidade de se declararem passar.
"E quem é que precisa de Paris quando se tem um abraço?" (p.158)
Tudo começa quando Alex se muda para Boston, mas mesmo assim continua se comunicando com Rosie, depois quando Rosie está para ir para a faculdade descobre que está grávida de Katie e não pode sair de Dublin, posteriormente os dois encontram outras pessoas, preenchem suas vidas, mas sempre estão juntos mesmo quando estão longe e apesar de uma vez ou outra brigarem, conseguem – milagrosamente – manter uma linda amizade à distância.
"Sinto falta de alguma coisa, sabia? Aquela "centelha" especial que a vida deveria trazer. Tenho o emprego, a filha, a família, o apartamento e os amigos, mas perdi a centelha." (p.272)
A história me emocionou de uma forma que não consigo encontrar palavras para expressar o tamanho da enxurrada de sentimentos, me envolvi com todos os personagens de forma a querer que eles fossem meus para sempre! Lógico que tinha ocasiões que dava uma vontade enorme de puxar na orelha de alguns, de bater em outros, de abraçar, beijar. Todas essas coisas.
Quanto mais eu lia, mas eu queria ler e assim passei o dia sem comer, tomar banho e dormir. Nesse ínterim, percebi que havia poucas páginas para acabar o livro e comecei a entrar em pânico, porque além de ter visto meus personagens favoritos crescerem, florescerem, terem filhos e envelhecerem num único dia e num único livro – isso foi demais para mim – eu estava quase enfartando e jogando uma praga na Cecelia Ahern por estar destruindo, devastando, fragmentando e estraçalhando meu coração dessa maneira.
"Engraçadinho. Bom, pode acreditar em mim, Alex, há certos tipos de silêncio que são capazes de fazer alguém flutuar pelos ares." (p.389)
No finalzinho do livro já estava desestabilizada, emocionada e eufórica, já tinha rido e chorado então eu estava querendo no mínimo um final decente, então o desespero bateu à minha porta quando percebi que o livro estava acabando e não estava se concretizando minhas expectativas, então, a Cecelia Ahern deu um jeitinho, fez uma reviravolta incrível e deu um final fabuloso ao livro: maduro, decente e ao mesmo tempo de partir o coração pela demora, mais absolutamente doce pela espera.
Quando virei a última página eu chorei horrores porque além de ter amado o livro eu estava órfã, eu queria mais e mais de Rosie e Alex, isso me fez ter uma vontade de reler o livro imediatamente, mas eu precisava dormir, comer, então fui viver minha vida e deixei meu casal favorito de ladinho, em breve volto aquelas páginas novamente.


*Esse livro foi cortesia da Novo Conceito, para saber mais sobre ele clique AQUI.

Simplesmente Acontece - Cecelia Ahern (resenha)

sexta-feira, 27 de março de 2015

Saudações Leitores!
Fiquei tão na dúvida se lia esse conto ou não, não curti muito O Lado mais Sombrio e fiquei receosa em ler A Mariposa no Espelho, mas agora que o li não me arrependo, foi uma leitura até agradável [gostei mais do que gostei do livro] só que não vi muito sentido para o conto, mas tá valendo, saibam mais na resenha que preparei abaixo:

A Mariposa no Espelho, A. G; Howard, Ribeirão Preto, SP: Novo Conceito, 2014, Versão Digital, 52 pág.
Traduzido por Denise Tavares Gonçalves

The moth in the mirror ou A Mariposa no Espelho é um conto sobre Morfeu que tem a ver com trilogia Splintered escrito por A. G. Howard e que a Novo Conceito disponibilizou em e-book.
Não me perguntem o motivo deste conto, não sei. Como não gostei [na verdade achei uma piração muito grande] O Lado mais Sombrio, fiquei protelando se dava ou não uma oportunidade ao conto. Mas como era bem curtinho resolvi ler.
A ideia, creio eu, seria dar um espaço maior ao Morfeu, de longe é um dos melhores personagens da trilogia. Portanto A Mariposa no Espelho começa com o fato de Morfeu estar sofrendo pela partida de Alyssa – após o desfecho e O Lado mais Sombrio – e Morfeu decide a qualquer custo tentar reconquistá-la. Desse modo apela para seus poderes e tenta através do espelho descobrir os pontos fracos de Jeb, para usá-los contra ele.
No decorrer do conto temos uma mostra dos reais sentimentos de Jeb por Alyssa e sua vontade de fazê-la feliz e salvá-la. De qualquer forma não consigo entender como um casal pode ser mais sem graça.
Além do mais eu pensava que este conto A Mariposa no Espelho exporia uma história de Morfeu e não nos faria ter mais e mais de Jeb, foi meio frustrante, eu queria que mostrasse os motivos de Morfeu ser como é e o que ele pretende se tornar para conquistar Alyssa, mas não foi como pensei.
Não obstante, gostei do conto, acho uma leitura rápida e fácil, é um pouco mais de informação para irmos apurando as personalidades dos personagens. Agora só tenho uma coisa a dizer: se a intenção de Howard era nos fazer gostar de Jeb ela não conseguiu, não consigo ver sinceridade e autenticidade nos sentimentos dele.

A Mariposa no Espelho (Splintered 1.5) - A. G. Howard (resenha)

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Saudações Leitores!
Antes de O Grande Ivan* chegar em minhas mãos eu nem tinha tanta curiosidade em lê-lo, mas quando o livro chegou e eu vi que ele era uma belezura: as letras eram grandes, tinha ilustrações, a narrativa cativante, não resisti e comecei de imediato, peço perdão por não ter colocado a resenha no blog assim que terminei de ler, mas como li no final do ano foi muita correria e não tinha dado tempo, mais eis aqui:

O Grande Ivan, Katherine Applegate, Ribeirão Preto, SP: Novo Conceito, 2014, 288 pág.
Traduzido por Maurício Tamboni

The one and only Ivan (2012) no Brasil O Grande Ivan foi escrito pela norte americana Katherine Applegate, este livro foi o ganhador da Medalha Newbery Honor, Melhor Livro Infantil em 3013 e, consequentemente, tornou-se um dos best-sellers do New York Times.
Esta história é baseada em fatos reais, pois foi inspirada a partir do famoso “Gorila do Shopping” que viveu 27 anos em uma jaula no Shopping e que após vários protestos foi transferido para o Zoológico de Atlanta onde se tornou uma celebridade por seu um gorila pintor! Apesar de a narrativa ter sido inspirada em fatos reais há muita ficção envolvida e personagens que não existiram, mas que se tornaram importantes para a grandiosidade da história do Ivan literário.
O enredo é simples, Ivan mora nesse shopping há muito, muito tempo e sua única companhia é uma elefanta adoentada, Stella, e do vira-lata Bob. Os três são muito amigos e contam suas desventuras um para o outro. Certo dia chega ao shopping uma elefanta bebê chamada Ruby, que simplesmente é nova demais para entender que tem que trabalhar e se apresentar para as pessoas.
Stela como já estava doente, morre, mas não antes de fazer uma amizade linda com Ruby e dessa amizade fazer Ivan prometer que cuidaria de Ruby. Ivan promete, é a partir deste momento que a história fica linda e comovente, pois Ivan tentará de tudo para ajudar Ruby e ao mesmo tempo terá receio de perder tão linda amizade.
O Grande Ivan é uma leitura bem rápida até porque a letra do livro é grande e é cheio de ilustrações belíssimas. A mensagem repassada neste livro é maravilhosa: lute por seus sonhos, cumpra suas promessas, valorize suas amizades. Tudo dará certo no final.
Sem dúvida é uma leitura infantil, mas tem seus méritos de encantar não só crianças, mas pode emocionar jovens e adultos. Acho que a intenção, a narrativa e o objetivo deste livro foi bem delineado e bem exposto. Então se esta resenha lhe despertou curiosidade ou se você tem um filho/sobrinho/afilhado/irmão criança essa é uma boa opção de leitura. Crianças adoram livros com animais personagens e O Grande Ivan tem um charme incrível.


* Esse livro foi cortesia da Novo Conceito, para saber mais sobre ele clique AQUI

O Grande Ivan - Katherine Applegate (resenha)

domingo, 11 de janeiro de 2015

Saudações Leitores!
Fim de ano é uma época que costuma sensibilizar nossos corações, não é? Pra completar, os leitores podem se deparar com livros que emocionam e este é o caso de Uma Chance para Recomeçar* até porque ele traz uma história de Natal, pra ser sincera, o livro é curto e tem uma narrativa tão boa que mais parece que estamos lendo um conto natalino, então vim compartilhar minha experiência de leitura com vocês.

Uma Chance para Recomeçar, Lisa Kleypas, Ribeirão Preto, SP: Novo Conceito, 2014, 176 pág.
Traduzido por Bárbara Menezes

Christmas Eve at Friday Harbor (2010) que no Brasil se chama Uma Chance para Recomeçar foi escrito por Lisa Kleypas, acredito que o título brasileiro caiu como uma luva no contexto do livro e também para a época natalina em que nos encontramos e que a história se passa.
Uma Chance para Recomeçar não tem aquela história completamente elaborada e com suspense ou tiradas engraçadas, pelo contrario, achei-o bem objetivo e direto. É um romance que você sabe exatamente o que vai acontecer desde o começo ao fim, mas mesmo assim fica comovido com a estória.
Holly Nolan tem cinco anos e ficou órfã, sua mãe morreu em um trágico acidente de carro e sua guarda ficou a cargo de seu tio Mark Nolan, um homem que nunca se viu como pai ou assumiu compromissos sérios. Mark não acredita no amor. Contudo com a nova responsabilidade ele pede para outro irmão ajudá-lo a cuidar de Holly: Sam Nolan. Sam é um solteirão, excêntrico e muito engraçado e mesmo relutando acaba ajudando Mark.
Os dois, que vivem na ilha Friday Harbor acabam mudando completamente com a chegada de Holly e, começam a perceber que o amor e o carinho é algo inato e forte. Holly uma criança que após a perda da mãe não falou mais, mas mesmo assim ainda acredita no amor, na magia e em Papai Noel.
Certa tarde, Mark e Holly entram na loja de brinquedos de Maggie e “PAM”, Maggie olha para Mark e Mark olha para Maggie e algo muda em seu interior, algo que não percebem imediatamente e é em torno disso que vai girar algumas das páginas desse livro: a descoberta do sentimento, a concretização de um sonho, a amizade, a esperança e um novo recomeço para Maggie e toda a família Nolan.
Esse livro é de uma delicadeza muito grande, Mark e Maggie tem uma química incrível. Sam é uma graça. Holly um doce. O sucesso de Uma Chance para Recomeçar, com certeza, são esses personagens tão carismáticos, até porque a história ultrapassa o clichê, digo até que seja já bem batida, mas como também já falei é envolvente e encantadora, sobretudo, para ser lida nesta época do ano.


*Esse livro foi cortesia da Novo Conceito, para saber mais sobre ele clique AQUI.

Uma Chance para Recomeçar - Lisa Kleypas (resenha)

domingo, 21 de dezembro de 2014

Saudações Leitores!
Uma grande surpresa para mim foi ler Para Onde Ela Foi* provavelmente porque eu já não tivesse altas expectativas como tive por Se Eu Ficar ou pode ter sido porque eu já conhecia o estilo de escrita de Gayle Forman, mas esse segundo volume me surpreendeu, me prendeu, me deixou sem fôlego e para completar me fez chorar, conclusão: tive que favoritar. Fiz uma resenha tão sentimental e espero que gostem, mas tem SPOILER do primeiro livro, portanto se você ainda não leu ou não gosta de spoiler melhor não arriscar, mas se não se importar vá em frente:

Para Onde Ela Foi, Gayle Forman, Ribeirão Preto, SP: Novo Conceito, 2014, 240 pág.
Tradução de Santiago Nazarian

Where she went no Brasil Para Onde Ela Foi é a continuação de Se Eu Ficar escrito por Gayle Forman já lido e resenhado aqui no blog, tanto o livro (aqui) quanto o filme (aqui).
Quando li Se Eu Ficar gostei, mas não foi tudo aquilo que esperava, pra ser bastante sincera, eu passei a gostar de Se Eu Ficar bem mais no final do livro então, protelei um pouco antes de ler Para Onde Ela Foi por medo e estou arrependida. Para Onde Ela Foi é perfeito!
A história é narrada sobre a visão de Adam e se passa três anos depois do trágico acidente que aconteceu com a família de Mia e que mudou a vida de todos a sua volta. A narrativa por meio de Adam é crua, é real, intensa e cheia de flashback que nos mostra o quanto tudo mudou em tão pouco tempo.
Adam agora é um astro do rock, conseguiu tudo o que queria, mas para isso teve que perder o amor de sua vida. Mia é uma violoncelista em ascensão e desistiu de seu amor porque não aguentava mantê-lo preso as suas necessidades e por pena dela.
"Você acha que um disco de platina, um par de Grammys, alguns VMAs vão fazer seu mundo melhor, mas, quanto mais acumula prêmios, mais a cena me fazia arrepiar. Havia mulheres, drogas, puxação de saco, além do hyper - o hyper constante. Gente que eu não conhecia - e não fãs, mas gente do meio musical - correndo para mim como se fossem amigos antigos, dando dois beijinhos, me chamando de "querido", colocando cartões de visita na minha mão, cochichando sobre papéis de filme ou anúncios para cerveja japonesa, trabalhos de um dia que pagavam milhões." (p.73)
Adam mudou completamente, ele entrou num estado de torpor e não sente mais nada, é grosseiro e antissocial, é terrivelmente solitário e a forma como narra a história nos faz sentir tudo o que ele sente e é angustiante ver tanta revolta e sofrimento onde já existiu tanto amor, mas é isso o que sentir demais faz: tudo se intensifica.
Mas o motivo de Mia ter ficado viva não foi por Adam ter feito o pedido? Ter lhe dado motivos para viver? Então porque terminaram? No decorrer da narrativa e flashbacks ficamos a par das razões, fatos e ações para que tudo tenha mudado.
A narrativa pega um ritmo maior e nostálgico quando Adam volta a se encontrar com Mia e os dois fazem um tour pelas ruas de Londres. Durante toda a noite e madrugada os dois conversam sobre a vida, o passado e atualidade. Tudo é diferente, mas é especial. Adam só continua a pensar que nunca deixou de amar Mia e que mesmo tentando esquecê-la ela é parte dele.
"Mas eu faria de novo. Faria aquela promessa milhares de vezes e a perderia milhares de vezes para tê-la ouvido tocar a noite passada ou vê-la esta manhã à luz do sol. Ou mesmo sem isso. Só para saber que ela estava em algum lugar aí fora. Viva." (p.182)
Para Onde Ela Foi tornou-se um de meus favoritos e não consigo expressar o quanto o achei melhor que Se Eu Ficar, quando terminei a leitura estava com os sentimentos tão a flor da pele e com tantas lágrimas nos olhos que deixei escorrer por ser incapaz se segurá-las ou mesmo secá-las. Esse livro, realmente mexeu comigo e já tem um lugar cativo no meu coração.
Talvez pelo fato dele não ter essa experiência extracorpórea e ser tão fundamentado no real e conter sentimentos tão pulsantes tenha me envolvido mais, além disso, tem o Adam. Adam é um fofo e suas atitudes e palavras são todas resultado de uma dor que carrega porque não consegue esconder seus sentimentos e a forma de mostrá-lo não é chorando, mas mostrando rebeldia, afastando as pessoas. Cada um reage de uma forma as suas dores. Estou apaixonada por esse livro e já estou carregando-o no meu coração. Espero que vocês leiam e se envolvam tanto quanto eu.

* Este livro foi cortesia da Novo Conceito para saber mais sobre ele clique AQUI.

Para Onde Ela Foi (Se Eu Ficar, Vol.2) - Gayle Forman (resenha)

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Saudações Leitores!
Quando vi O Lado Mais Sombrio* fiquei apaixonada por essa capa linda e explodindo de curiosidade para lê-lo, tal foi minha surpresa agora que o li: não sei, exatamente, o que eu esperava do livro, mas em momento algum foi o que encontrei e isso influenciou minha opinião sobre ele e, consequentemente minha leitura, confiram:

O Lado Mais Sombrio, A.G. Howard, Ribeirão Preto, SP: Novo Conceito, 2014, 368 pág. 
Traduzido por Denise Tavares Gonçalves

Splintered (2013) essa é mais uma releitura de um livro clássico, desta vez a releitura é de Alice no País das Maravilhas (de Lewis Carrol). O Lado Mais Sombrio foi escrito pela norte americana A.G.Howard, e trata-se do primeiro livro da trilogia Splintered. O segundo volume Atrás do Espelho já foi lançado no Brasil em Setembro, além dele, foi lançado também um conto A Mariposa no Espelho que está disponível gratuitamente (aqui).
Quando li Alice no País das Maravilhas, senti como se estivesse lendo a descrição de um sonho (ou pesadelo) em que num momento está acontecendo uma coisa e no seguinte outra, em que podemos nos deparar com as coisas mais bizarras possíveis. Não foi outro o sentimento que me invadiu ao ler O Lado Mais Sombrio, devo reconhecer que a escritora sou explorar muito bem as possibilidades de tornar a história ainda mais bizarra que a de Carrol.
Alyssa Gardner é uma Liddell, ou seja, sua tataravó é Alice – do País das Maravilhas – e tudo o que sabemos sobre esse “país” é uma história que a própria Alice contou a Lewis e ele escreveu, mas o pior não é isso, sobre a família dos Liddell recai uma maldição. Todas as mulheres Liddell sofrem de loucura e alucinações, mas, não é de fato, alucinações, já que todas realmente escutam e podem conversar com animais e plantas. Cedo ou tarde as Liddells são internadas diagnosticadas como loucas. Isso é o que aconteceu com a mãe de Alyssa: Alisson.
"Os insetos não morrem em vão. Eu os uso em minha arte, dispondo seus cadáveres em formatos e desenhos. Flores secas, folhas e cacos de vidro dão cor e textura aos desenhos feitos sobre uma base de gesso. Essas são minhas obras de arte... Meus mórbidos mosaicos." (p.7)
Quando Alyssa descobre que o que paira sobre todas as mulheres de todas as gerações de sua família é uma maldição ela fica determinada a quebrá-la, no entanto, para quebrá-la, ela terá que embarcar na toca do coelho e ir parar no País das Maravilhas.
É exatamente isso o que acontece, só que no momento de entrar no espelho Jeb, o garoto por quem Alyssa é apaixonada acaba indo junto com ela e ambos vão viver a mais bizarra aventura no País mais Maluco e intraterrano. Nesse momento muita – muiiiiiiita – coisa bizarra acontece e Alyssa tem que colocar em ordem o País das Maravilhas, oi seja, consertar todos os erros de Alice, nesse ínterim, Alyssa acaba descobrindo muito sobre seu passado, coisas que sua própria mãe havia lhe escondido, a fim de lhe proteger. Realmente muita coisa estranha e surreal acontece, mas tudo é possível neste mundo novo e Alyssa percebe que está muito mais conectada ao mundo intraterrano do que jamais supôs.
Em O Lado Mais Sombrio temos também delineado muitas ‘cenas’ picantes entre Jeb e Alyssa, e um tradicional triângulo amoroso acontece entre Jeb, Alyssa e Morfeu (que é uma peça fundamental em todo o desenrolar da narrativa). Não sei se gostei desse triângulo amoroso, porque os personagens – todos – me pareceram muito imaturos e com atitudes tão infantis que me surpreendi bastante, afinal eu ficava me questionando se a escritora não estava decidida sobre o publico que ela queria alcançar com o livro: havia momentos que eu acreditava piamente que ela estava escrevendo para crianças e em outros para adolescentes e em outros para adultos, mas ficou tudo tão misturado que a confusão não me agradou.
"Uma fagulha, quente e elétrica, pula entre nós. Surpresa e excitação me transpassam, iluminada pelo calor e pelo sabor dele. Seis anos de desejos secretos. Seis anos negando que ele é a órbita do meu mundo." (p. 191)
Para ser bem sincera, não gostei muito de O Lado Mais Sombrio, não estou desconsiderando o livro, mas achei que a história não foi bem contada e a narrativa se arrastou. Vejam bem: a história não foi bem contada, mas isso não quer dizer que não seja boa, ela tinha potencial, mas se perdeu. Só me resta torcer para que a continuação seja melhor.
Após a leitura conferi várias resenhas nos blogs e percebi que muita gente gostou do livro, fiquei até chocada e até pensei que talvez eu tenha lido esse livro numa época errada, mas não creio, pois eu estava ansiosa pela leitura e só posso afirmar que fiquei frustrada, mas essa é minha opinião. Opiniões mudam, se o segundo volume e o conto forem bons, pode ser que eu mude de ideia, afinal esse foi o primeiro livro da escritora e para um primeiro livro ela teve uma brilhante ideia.
Acredito que o fato de eu não ser – mais – fã de releituras tenha me influenciado a olhar para o livro com outros olhos, de qualquer forma, ainda prefiro [por mais bizarra que seja] a versão tradicional de Lewis Carrol.


*Esse livro foi cortesia da Novo Conceito. Para saber mais sobre ele clique AQUI.

O Lado Mais Sombrio - A.G. Howard (resenha)

domingo, 2 de novembro de 2014

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