Resenha: “Poesia de Álvaro de Campos” de Fernando Pessoa

Saudações Leitores!
Terminei de ler um livro ma-ra-vi-lho-so e estou aqui para disponibilizar a resenha para vocês e tentar incentivá-los a ler este livro. Este livro é uma coletânia de poesias de Álvaro de Campos e começei a lê-lo  porque nele continha uma poesia que eu tinha que analisar para a disciplina de Literatura Portuguesa II da faculdade, que era o poema Ode Triunfal. Nossa, encantei-me com esse livro: é fantástico e já está ali na minha estante! Sei que demorei a lê-lo por conta dos estudos, mas é muito, muito bom! Mas chega desse meu lero-lero e confiram a resenha (espero que gostem).


Poesia de Álvaro de Campos, Fernando Pessoa, São Paulo: Martin Claret, 2006, 600 pág.

       Álvaro de Campos é um dos muitos heterônimos de Fernando Pessoa e como este fez uma biografia para cada um de seus heterônimos, temos que Campos nasceu em Tavira da Serra Grande, estudou engenharia naval e dentre todos os heterônimos foi o único a manifestar fases poéticas.
       Neste volume de poesias somos apresentados a um poeta amante efusivo do modernismo e das máquinas. Poeta disposto a sentir tudo de todas as maneiras. Poeta obstinado a cantar tudo "Canto, e canto o presente e também o passado e o futuro,/ Porque o presente é todo o passado e todo o futuro" (p.60).
       Ao todo, neste livro, são contados 245 produções poéticas desse heterônimo, divididas de acordo com as fases poéticas vividas pelo poeta - eu achei fantástica essa divisão -, que são: O Poeta Decadente (1913-1914); O Engenheiro Sensacionista (1914-1922); O Engenheiro Metafísico (1923-1930); e O Engenheiro Aposentado (1931-1935), após esta divisão também há alguns poemas Post-scriptum e alguns Apêndices.
       Dentre os muitos poemas presentes tempo: Opiário (da fase: O Poeta Decadente), Ode Triunfal, Ode Marítima, Ode Marcia, Saudação a Walt Whitman, A Passagem das Horas (estes da fase: Engenheiro Sensacionista), Lisbons Revisited, Ode Mortal, Aniversário (estes da fase: O Engenheiro Metafísico), Magnificat (da fase: O Engenheiro Aposentado).
       Esta edição também traz algumas Notas que auxiliam na leitura dos poemas e apesar de ter 600 páginas temos que reconhecer que é pouco se observarmos a magnitude da obra de Álvaro de Campos. Realmente um poeta que merece destaque. Fernando Pessoa conseguiu algo que nenhum outro poeta jamais conseguiu e talvez não haja outro que consiga: mutiplicou-se, despersonalizou-se, tudo isto para ser o Mundo, as Pessoas, as Máquinas. Ser a essência e nunca - jamais - a aparência.
       Em suma, esta obra é indicada para as pessoas que apreciam uma boa poesia e se deixem guiar pela viagem que a poesia de Campos proporciona. Contudo, também indico esta obra para todo e qualquer tipo de leitor que queira adentrar no mundo da poesia, que adentre no mundo poético através dos Grandes e Universais Poetas! Vale a pena cada momento de leitura! 

Camila Márcia

1 comentários:

Muito obrigada pelo Comentário!!!!