Resenha: “Édipo Rei” de Sófocles

Saudações Leitores!
De antemão quero deixar claro que esta resenha está cheia de spoilers, pois não tinha como resenhar uma tragédia grega sem adentrar em partes fundamentais da história, contudo acredito que Édipo Rei é uma obra muito conhecida e que, apesar de nem todos terem lido, boa parte das pessoas já são conhecedoras da história.
Quero aproveitar para dizer que a foto da capa que está disponível aqui na resenha, não é a do livro que li, já que não consegui achar na web e não quis scanear, pois o livro era da biblioteca e bem no meio da capa estava a ficha de cadastro do livro, ademais a capa estava super feia e acabada (dá até pena). Aproveito agora para expressar meu descontentamento com todas aquelas pessoas que pegam livros em bibliotecas e o sujam, o riscam e o amassam, isso não se faz gente, que triste!


Édipo Rei, Sófocles, Rio de Janeiro: Ediouro, 1998, 19º. ed., 68 pág. (tradução de J.B. Mello e Souza)

Escrito por Sófocles, Édipo Rei além de ser uma tragédia clássica e considerada uma das mais perfeitas obras do autor.
A peça gira em torno é claro, de Édipo, filho do rei de Tebas, Laio, e da rainha Jocasta. Entretanto, para compreender o infortúnio de Édipo é preciso voltar no tempo, quando este ainda era um bebê. Laio, seu pai, através de um oráculo descobre que seu primeiro filho iria tornar-se seu assassino e desposaria a própria mãe. Tentando fazer com que tal profecia não se concretizasse, Laio manda matar Édipo após seu nascimento. Contudo, o pessoa encarregada da morte da criança acaba não tendo coragem de tão brutal ato e o entrega a um pastor que entrega a criança ao rei de Corinto: Políbio.
Passam-se anos e Édipo, já adulto, vai ao oráculo e descobre a maldição que lhe circunda, preocupado para que ela não se cumpra Édipo deixa Corinto e seus supostos pais e vai para Tebas, sem saber que lá é que residia sua verdadeira família. Na viagem Édipo encontra um bando de mercadores e mata-os.
Já em Tebas, Édipo salva a cidade da Esfinge e de seus enigmas e recebe a recompensa: torna-se rei e casa-se com a rainha viúva: Jocasta, assim a profecia do oráculo é cumprida sem que Édipo e Jocasta soubessem. Até que com o passar dos anos, a cidade de Tebas cai em um infortúnio. Consultando-se o oráculo de Delfos os tebanos são alertados de que a cidade de Tebas sofre a ira dos deuses porque nela habita o assassino do antigo rei: Laio.
Édipo, como rei, decidi e firmemente se propõe a descobrir quem matou Laio sem saber que é ele o amaldiçoado que carrega o peso dessa morte nas costas. É descoberta a verdade e Jocasta desgostosa se suicida e Édipo arranca seus próprios olhos.
Como podem ver, de fato, é uma tragédia e como toda tragédia é bem curta, portanto, a leitura da obra é feita em pouco tempo, acho que no máximo uma hora. É muito interessante e acredito que a história de Édipo já se tornou popularmente conhecida, eu, particularmente, nunca havia lido a tragédia, mas já conhecia a história.
A linguagem utilizada na peça apesar de culta e clássica (porque os gregos eram de fato metódicos) é uma linguagem bem acessível, muito diferente daquela presente na Ilíada (Homero) que apesar da grandiosidade da obra é enfadonha. A tragédia é uma leitura leve, rápida e interessante, pois é constituída só de falas e assim deixa a impressão de que é como se estivéssemos participando de uma conversa entre os personagens.
Em suma, preciso indicar esta tragédia para todos! Sabemos a grandiosidade da literatura grega e nos apropriarmos desses conhecimentos clássicos é sempre fabuloso! Leiam!

Camila Márcia

8 comentários:

  1. Oi flor, tudo bom? Então é a primeira vez que estou no seu Cantinho.
    Meu blog está fazendo 4 meses e quero lhe convidar para conhecê-lo.
    Já segui aqui e se puder seguir lá ficaria lisonjada.

    Beijinhos.

    http://garotasblogfashion.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
  2. Li apenas o final da resenha pois pretendo ler esse livro e como tem spoilers kkk também indicaria esse livro a todos, gosto de literatura grega. Eu conheço um pouquinho da história de Édipo mas pretendo ler o livro.

    ResponderExcluir
  3. Tragédia? Sempre prefiro a tragédia à comédia. Espero poder ler esse livro logo, me aprece muito bom. Sem falar que o complexo de édipo, reforçado por umas teorias que li sobre a psicanálise, me fazem ter mais vontade de lê-lo logo!
    ; )

    ResponderExcluir
  4. Eu sempre quis ler esse livro...
    parece ser ótimo...
    e como a resenha tem spoilers eu nem li =P hahaha

    Beijos.
    #Resenha falada.

    ResponderExcluir
  5. antes de mais nada gostei da sua atitude em revelar os maus tratos sofridos aos livros o que é realmente uma pena, pois as pessoas depredam aquilo que é de um bem comum. sobre o livro parecer ser uma leitura interessante e como vc disse de uma leitura facil e acessivel, vou querer ler

    ResponderExcluir
  6. Gosto mais de livros com tragédias, assassinatos etc, realmente, porém esse livro não me chama muito a atenção. A resenha ficou ótima mas não sei se eu leria :)

    Bjs

    ResponderExcluir
  7. Acho super importante falar dos clássicos e Édipo Rei é mais do que isso. Já estudei-o muito na faculdade mas nunca o li pela fruição. Tá ai uma coisa que quero fazer em breve. Amei sua resenha, bjos! O blog tá lindo!

    ResponderExcluir

Muito obrigada pelo Comentário!!!!