Resenha: “Sete Dias Sem Fim” de Jonathan Tropper

Saudações Leitores!
Desde o lançamento que desejava ler Sete Dias Sem Fim* e quando tive a oportunidade não a deixei passar. Quem me segue no twitter e no skoob pode ver minha reação ao ler o livro porque eu sempre comentava nessas redes sociais, mas eis abaixo a minha mais humilde opinião acerca desta história:

Sete Dias Sem Fim, Jonathan Tropper, São Paulo: Arqueiro, 2013, 304 pág.
Traduzido por Regina Lyra

This is where I leave you (2009) publicado no Brasil com o título Sete Dias Sem Fim foi escrito pelo americano Jonathan Tropper que além de escritor é professor de inglês em Manhattanville College. Tropper escreveu alguns livros, quatro deles publicados no Brasil: Plano B, Tudo Pode Mudar, Como Falar com um Viúvo e Sete Dias Sem Fim. Três de seus livros serão adaptados cinematograficamente, incluindo o livro que resenho hoje: Sete Dias Sem Fim.
Esse livro é bem interessante e conta a história de Judd, que pegou sua mulher, Jen, na cama com seu chefe e para completar o fato do escândalo ter sido enorme e ele, obviamente, ter saído de casa, o pai de Judd faleceu de câncer. Morton Foxman, o pai falecido, já andava muito doente, portanto isso não foi uma novidade tão devastadora, o pior saber por sua mãe que o último desejo do pai era reunir a família num Shivá, que seria uma cerimônia judeu de despedida ao morto, em que a família toda deveria passar sete dias de luto sob o mesmo teto.

"Jamais se case com uma mulher bonita. Venere-as se não puder evitar, vá para a cama com elas se conseguir - afinal, todo mundo deveria ter conhecimento carnal da perfeição física, ao menos uma vez na vida -, mas tenha certeza de que casar com ela é uma roubada. Você nunca vai deixar de se sentir um penetra em sua própria festa. Em vez de se considerar sortudo, vai passar a vida tenso, esperando o punhal que há de perfurar seu coração como uma bala de revólver." (p.154)

Então quando tudo não parecia piorar, as coisas pioram, Judd e seus irmãos: Wendy, Paul e Phillip não se dão muito bem e os cunhados Barry, Alice e Tracy parecem piorar tudo ainda mais. Além disso, o fato do drama particular de Judd comove a todos que aparecem para o Shivá e a mãe Hillary parece jogar o filho nos braços de qualquer mulher.
Na verdade Sete Dias Sem Fim nos coloca diante da confusão de sentimentos de Judd que, claramente, não superou a traição de Jen com Wade e sofre profundamente e amargamente por tudo, afinal de conta o amor de sua vida e seus sonhos já não pode ser mais os mesmos. Portanto durante a Shivá além de ter que conviver com seus irmãos sob o mesmo teto, eles tem que sobreviver a todos os problemas familiares e tentar superá-los. Muitos segredos, brigas e decisões serão tomadas nestes sete dias que serão irrevogáveis e imutáveis.

"Às vezes, satisfação é uma questão de força de vontade. Precisamos ver o que temos diante do nariz, o que isso pode vir a se tornar, e parar de comparar com o que perdemos. Sei que isso é sábio e verdadeiro, assim como sei que praticamente ninguém consegue colocar em prática." (p.220)

Judd tem uma família bem peculiar, louca e envolvente, cada irmão e até mesmo a mãe dele tem uma história complexa de amor e de abnegação, todos tiveram que deixar algo para trás e tem que viver com essas escolhas.
O que mais me surpreendeu em Sete Dias Sem Fim foi tê-lo lido pensando que seria apenas um livro de comédia, com romantismo e algumas safadezas [o que de fato é], mas ele é mais que isso, há toda uma reflexão e uma moral por trás da história louca e da família mais bizarra que já vi na literatura. Sarcástico, irônico e divertido, este livro é escandalosamente engraçado e honesto de uma forma até cruel, mas possivelmente aceitável. Desde o começo do livro a família Foxman me surpreendeu, creio que não haja ninguém naturalmente normal entre eles, todos são de uma loucura descontrolada e completamente honesta, no entanto, devo confessar que isso me assustou, pois, na verdade, ninguém é tão honesto assim no mundo.
Sem dúvida se você, caro leitor, gosta de livros de comédia e quer dar boas risadas: Sete Dias Sem Fim é uma boa pedida. Participar de um Shivá com os Foxman provavelmente, será uma experiência única e inexplicável para todos os leitores.


Camila Márcia


* Livro me enviado pela Editora Arqueiro.
Saiba mais sobre este livro acessando o site da editora aqui.

4 comentários:

  1. Oi Mila,
    Que divertido, já quero ler e se vai ter adaptação cinematográfica, eu preciso ler. Sou fã de adaptações e sempre gosto de compará-las.

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    1. Oi
      É muiiiiiiiito divertido, agora se prepare para as coisas mais bizarras possíveis, tudo pode acontecer com essa família... já estou até imaginando como será o filme, certamente vou querer conferir.

      xoxo
      Mila F.

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  2. Até hoje não tinha sentido vontade de ler esse livro, mas sua resenha me motivou. Já coloquei na lista de compras, espero ler em breve.

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    1. Olá Ju,
      Sério? Ai eu fiquei louca pela capa porque eu amo esse colorido das letras e quando li a sinopse fiquei ainda mais curiosa... Ameih a leitura e vai ter filme... para quem gosta de ler o livro antes que saia a adaptação cinematográfica é uma boa opção.

      xoxo
      Mila F.

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Muito obrigada pelo Comentário!!!!