Resenha: "Dez Coisas que Aprendi Sobre o Amor" de Sarah Butler

Saudações Leitores!
Acho que você vão concordar comigo: a capa e o título de Dez Coisa que Aprendi Sobre o Amor* estão absurdamente lindos e, por isso não me admira eu (e muitas outras pessoas) termos ido com "sede" demais ao "pote", o livro não foi absolutamente nada do que eu esperava e isso me deixou um pouco frustrada, mas não é só isso, tem mais...

Dez Coisas que Aprendi Sobre o Amor, Sarah Butler, 
Ribeirão Preto, SP: Novo Conceito, 2015, 256 pág.
Traduzido por Paulo Polzonoff Junior

Ten Things I've Learn About Love (2013) é o livro de estreia de Sarah Butler e seu lançamento veio repleto de aclamação em críticas e de certo frison, mas o livro – pelo menos para mim – não cumpriu o que prometeu.
Dez Coisas que Aprendi Sobre o Amor é um daqueles livros incapaz de não fazer você criar expectativa ao ler o título e olhar essa capa (perfeita), mas ele não é nada do que a primeira impressão deixa transparecer. É lógico que acabamos pensando se tratar de um romance fofo ou no mínimo engraçado, mas não tem nada a ver.
A história que este livro nos traz é de Alice e Daniel, em capítulos alternados. Durante toda a narrativa descobrimos o que aflige a ambos e de como os dois estão devastados pela dor, dúvidas e medos. Duas pessoas distintas que irão se encontrar e descobrir todo um passado, mas quem pensa que isso é uma história de amor, está enganado, tem mais a ver com relações familiares. 
 Alice e Daniel terão que descobrir onde e como se encaixam em suas famílias, o quanto seriam capazes de fazer por seus entes queridos. Há todo um passado que não se pode deixar para trás, portanto, nos vemos às voltas com os pensamentos e sentimentos dos dois numa narrativa muito, muito... bastanteeeeee cansativa e com raríssimos diálogos para promover uma dinâmica mais emocionante ao livro.
O que eu estou tentando dizer, com toda minha sinceridade, é que esse livro não funcionou para mim, foi extremamente cansativo e monótono, confesso até que pulei e li superficialmente algumas páginas, quando vi que não ia conseguir seguir a leitura, a falta de diálogos e de um clímax também não ajudou. Na verdade atrevo-me a dizer que a história não chega a ser tão ruim, mas foi excepcionalmente mal contada e isso tornou tudo ruim.
Para concluir, o final é aberto, completamente aberto e você, leitor, vai decidir o final que quer, pois Sarah Butler deixou isso a cargo de sua imaginação. Não sou de todo contra finais abertos, quando eles são genialmente bem bolados e dão um bom sentido, mas em Dez Coisas que Aprendi Sobre o Amor o final foi injustificável, é uma afronta ao leitor que conseguiu – muito arduamente – chegar ao final do livro e se deparar com o que não aconteceu...
Eu não vou indicar o livro, mas também não vou dizer que não leiam, apenas aconselho que leiam com os pés firmes no chão, assim não haverá arrependimentos: dificilmente esse livro extrairá emoção do leitor.



*Este livro foi cortesia da Editora Novo Conceito, para saber mais sobre o mesmo, clique AQUI.

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