Resenha: "Encruzilhada" de Kasie West

Saudações Leitores!
O que mais me chamou atenção em Encruzilhada foi além do título essa capa incrivelmente linda e curiosa, agora que enfim, li o livrinho venho contar o que eu achei dele.
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Encruzilhada, Kasie West, São Paulo: Seguinte, 2015, 304 pág.
Traduzido por Flávia Souto Maior

Pivot Point (2012), ou Encruzilhada, no Brasil, foi escrito pela americana Kasie West e faz parte de uma série com dois livros, sendo seguida pelo volume: Fração de Segundo (publicado recentemente no Brasil).

Encruzilhada é bem diferente no quesito de ser quase todo um livro hipotético, deixe-me explicar: Addison Coleman - a personagem principal - é uma adolescente normal só que com poderes paranormais e leva uma vida normal no Complexo Paranormal onde existem pessoas como ela, no entanto, com a separação de seus pais Addie tem que decidir com qual dos pais quer ficar. Se ficar com a mãe continua morando no Complexo Paranormal e levando sua vida na escola com seus amigos, mas, se decidir ficar com o pai vai ter que se mudar do Complexo e partir para viver entre os Normais, isto é, os seres humanos sem poderes paranormais.


Os poderes de Addie de forma resumida tratam-se de investigações sobre o futuro, que só pode acontecer com ela e onde haja uma situação de escolha (uma encruzilhada), então Addie decide usar seu poder paranormal para investigar o que aconteceria se decidisse ficar com a mãe e o que poderia acontecer se ficasse com o pai. Desse modo ela pode decidir com mais certeza qual o seu melhor caminho.

As investigações de Addie são muito realistas e mesmo ela sabendo que aquilo que ela está vendo ainda não aconteceu é - para ela - como se tivesse acontecido. Em resumo, Encruzilhada, se passa todo através da investigação de Addie, é claro que no final do livro sabemos qual destino ela escolheu e sabemos o que irá acontecer.


Encruzilhada foi uma leitura em que eu não consegui me envolver, não consegui gostar dos personagens e de certa forma, muita coisa ficou confusa para mim. Não é que o livro tenha sido ruim, até penso em reler, mas é que não consegui mergulhar e fiquei com uma sensação de que faltou algo. Até mesmo os romances que surgiram no meio da narrativa não chegaram a me empolgar. Tudo foi meio insosso.

Terminar um livro com essa sensação não é nada bom, até porque eu esperava mais, no entanto, eu achei a ideia válida e curiosa, porque se realmente pudéssemos escolher um caminho baseado em poderes de previsão seria a certeza de sempre podermos fazer as melhores escolhas, mesmo com os pontos negativos das visões.

Apesar de Encruzilhada ter me colocado numa situação em que não sei se de fato o livro é bom ou ruim, pois não me marcou em nada, e ao mesmo tempo não tenho nenhum motivo para condená-lo certamente me despertou o interesse de ler a continuação (Fração de Segundo) e ver como vai se desenvolver a escolha de Addie. Por fim, acredito que Encruzilhada é um livro que desperta sentimentos diferentes em cada leitor e que para nos posicionarmos em relação à ele é necessário a leitura.

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