Resenha: "A Garota no Trem" de Paula Hawkins

Saudações Leitores!
Mais um e-book que li no meu Kindle!!! A Garota no Trem, meio que me surpreendeu, no entanto, eu confesso que esperava um pouco mais e vou tentar explicar isso para vocês:


A Garota no Trem, Paula Hawkins, Rio de Janeiro: Record, 2015, 378 pág.
Traduzido por Simone Campos

A Garota no Trem (The Girl on The Train), foi escrito pela escritora britânica Paula Hawkins e foi um dos fenômenos de vendas, o sucesso foi tanto que foi feita uma adaptação cinematográfica - com o mesmo título - que estreará em outubro.


A Garota no Trem trata-se um thriller psicológico que começa de maneira magistral e acompanhamos a história através de três narradoras: Rachel, Megan e Anna. Rachel é uma mulher que está devastada com a traição do marido e sua separação, perdeu o emprego é alcoólatra e cria histórias fantásticas na sua cabeça, diariamente ela pega o trem das 8:04h de Ashbury para Londres. Megan é a mulher que tem a vida observada por Rachel, e também é a mulher que desaparece inexplicavelmente. Anna é a nova esposa de Tom, ex-marido de Rachel.


Como disse no trecho acima, o livro tem um começo magistral e viciante, mas na medida em que vamos lendo os capítulos alguma coisa parece se perder e a história vai ficando um pouco cansativa, logo há muita falta de informação e coisas incongruentes que incomodam o leitor que quer descobrir o que aconteceu com Megan, além do mais toda a história é contada através da primeira pessoa - por Rachel, por Megan e por Anna -  e há sempre a data e o período do dia informados em cada capítulos, mas qual o motivo disso? Eu até compreenderia se fosse um diário, ou a pasta com os depoimentos das personagens para a polícia, mas não é. Isso é um pouco incoerente, não é? Fica esse ponto de interrogação na cabeça do leitor.

Mas há uma reviravolta muito boa em A Garota no Trem, pois quando pensamos que os poucos e escassos dados concedidos nos levam a suspeitar de um personagem em especial eis que nos surpreendemos como se desenvolve o desenrolar da história.


Como também já salientei é um pouco difícil acompanhar e acreditar em tudo o que estamos lendo, pois se formos levar em consideração as personagens que nos dão as informações percebemos que nenhuma delas é realmente confiável: Rachel a alcoólatra, mentirosa e despeitada - até que ponto podemos confiar no que ela diz e no que não diz... Anna a amante ciumenta, egoísta e vingativa - até que ponto podemos acreditar em alguém que vive cega pelos desejos? E Megan, provavelmente a personagem mais complexa: cheia de segredos, mistérios e uma vida dupla.

Durante toda a leitura a impressão que eu tinha era de estar lendo relatos de personagens perturbadas e com doenças psicológicas graves, sobretudo Rachel e Megan. Mas mesmo vendo vários furos e falhas na narrativa devo confessar que, A Garota no Trem é viciante, sim, e mesmo não sendo 100% convincente dá para "enganar" o leitor, isto é, conseguimos apreciar toda a trama e atiçar a curiosidade até o desfecho.

Confesso que estou tentando imaginar como tudo o que li pode ser exposto no filme, tenho a ligeira impressão de que se não for bem trabalhado, o filme pode ficar bastante confuso. Seria uma lástima, mas o que nos resta é aguardar para assistir.

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