Resenha: "A Faca Sutil - Trilogia Fronteiras do Universo, vol. 2" de Philip Pullman

A Faca Sutil - Fronteiras do Universo, vol.2, Philip Pullman, Rio de Janeiro: 
Editora Objetiva, 2013, 300 pág.
Tradução: Eliana Sabino

Saudações Leitores!
The Subtle Knife, ou melhor A Faca Sutil é o segundo livro da Trilogia Fronteiras do Universo escrita por Philip Pullman, ou seja, é a continuação de A Bússola de Ouro. Trata-se de uma trilogia bastante polêmica, fazendo críticas a igreja mesmo tendo um cunho fantástico.

Realmente amei o segundo livro da Trilogia Fronteiras do Universo  pois tem um começo diferente do que eu esperava e adoro ter pequenas surpresas agradáveis, como esta. Aqui logo no começo somos apresentados a Will, um garoto de 12 anos que acabou de matar um homem para proteger sua mãe e a si mesmo, durante a fuga ela acaba atravessando uma janela que levava para outro Universo (chamado Cittàgazze) e é lá que vai conhecer Lyra (nossa conhecida do primeiro livro, A Bússola de Ouro).
No entanto, Cittàgazze, apesar de parecer um bom esconderijo para Will e Lyra, lá eles encontram as ruas habitadas apenas por crianças e espectros devoradores de alma, contudo, estes só devoravam as almas dos adultos. Isso é um mistério que Will e Lyra ainda não conseguiram entender.
"[...] seu dimon não é uma coisa separada de você. É você. Uma parte de você. Um faz parte do outro. No seu mundo não existe ninguém como nós? São todos como você, com os dimons escondidos?" (p.29)
A partir do momento em que se conhecem, ambos formam uma espécie de "aliança", onde um ajudará o outro a seguir seu destino, mas o que eles ainda não sabiam é que além de o destino de ambos reservarem muitas aventuras, aparentemente estavam bastante interligados - talvez o mesmo destino?
Nesse meio tempo, Will e Lyra, vão conhecer a história da Faca Sutil - uma faca capaz de matar e cortar qualquer ser ou coisa além de cortar o espaço e criar pontes para outros Universos. E esse é apenas o começo de inúmeras aventuras pelas quais os dois terão de passar.
"Este é o maior mistério de todos. Na inocência das crianças existe algum poder que repele os Espectros da Indiferença. Mas é mais que isso. As crianças simplesmente não os enxergam, embora não possamos entender por quê." (p.128)
A Faca Sutil é um livro maravilhoso e traz uma aventura emocionante com elementos incríveis e sedutores como feiticeiras, anjos, espectros, seres supremos, dimons, Além disso o certo e o errado, o bem e o mal é uma linha bem tênue e confusa na maioria das vezes. Esse é o tipo do livro que questiona o leitor, que nos faz torcer por personagens que nem sempre estão ou poderão fazer as escolhas que Nós consideramos certas, mas que na situação encontrada é a única escolha (se é a única escolha, é a escolha certa?). Complicado, não é mesmo?
O Fato é que, de uma maneira bem sutil, quase "brincando com as palavras", Philip Pullman, vai desenhando um universo que questiona nosso universo, vai criando perguntas que estremecem nossas crenças. É sim uma estória de cunho bastante religioso, questionador, onde os personagem caminho num destino frenético para matarem a Autoridade, uma briga entre os Anjos, o que isso parece? Pois é. É isso que vocês estão pensando mesmo. É um conteúdo forte e pode-se considerar até alienador, portanto, não o recomendaria para crianças e jovens que ainda não tem uma noção bastante desenvolvida de seus próprios valores, crenças e ideologias.

Apesar do fato já elencado, A Faca Sutil, foi uma ótima leitura e estou amando a Trilogia Fronteiras do Universo, cada livro tem sido melhor que o outro e, pelo andar da carruagem, essa trilogia caminha para se tornar uma de minhas preferidas. Já estou ansiosa e cheia de expectativas para o terceiro e último volume, A Luneta Âmbar, como será que "titio" Pullman vai terminar essa estória?

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