Resenha: "Orange, vol.2" de Ichigo Takano

Orange, vol. 2, Ichigo Takano, São Paulo: JBC, 2015, 208
Tadução: Naguisa Kushihara

Saudações Leitores!
Orange, sem dúvida já me surpreendeu no primeiro volume, mas este segundo foi de arrancar suspiros e partir o coração. Lembrando que, por se tratar do segundo volume de uma série, é provável que haja partes em minha resenha que você considere Spoiler, portanto, se não gosta de saber partes da história de forma direta, não confira a postagem.

Continuo apaixonada por cada um dos personagens: Naho Takamiya, Azusa Murasaka, Takako Chino, Saku Hagita, Hiroto Suwa e Kakeru Naruse, cada um se mostra bastante amigo um do outro e o que mais importa entre eles é a amizade, fazendo qualquer coisa para ajudarem-se e protegerem-se.
"Hoje é um dia feliz." (p.123)
No entanto, no meio de uma amizade tão linda, não é difícil perceber que os diálogos mais sensíveis e emocionais ainda é um empecilho, estes adolescentes (eles têm 16 anos apenas) ainda não são bons em falarem o que sentem e preferem esconder. Este é o caso - principalmente - de Kakeru, que após a morte/suicídio da mãe tem se retraído e guardado muita culpa, o que vai torná-lo uma jovem triste.

Em Orange, vol. 2 pude constatar também que todos estão ali para se ajudarem e sobretudo Naho, vem carregando a responsabilidade de mudar o presente, por conta das cartas de seu Eu do futuro, a fim de evitarem arrependimentos e quem sabe modificar o futuro onde Kakeru não estará presente nele.
É uma responsabilidade enorme para Naho e ela tem passado por tudo sozinha e sem muito tato para lidar com tudo acaba não fazendo tudo o que tem que fazer para evitar os tais arrependimentos. Nesse meio tempo em que acompanhamos a história da Naho e seus amigos no presente, também estamos acompanhando a história da Naho do futuro, 10 anos a frente: com 26 anos de idade.
""Arrependimento". Um sentimento de fraqueza e a eterna vergonha de si próprio... Por não ter realizado algo que poderia ter feito." (p.136)
É também neste volume que Naho descobre como Kakeru morreu e também é neste volume que Suwa faz uma revelação assustadora e bombastica para a Naho na última página do mangá e isso, com certeza, mudará o curso da história além do mais, me faz ansiar ainda mais pelo próximo volume.
Vale ressaltar que Orange, vol. 2 consegue ser ainda mais doloroso do que o vol. 1 porque aqui Naho e Kakeru vão falar sobre o suicídio da mãe dele e Naho descobre que no futuro Kakeru irá também cometer suicídio, então o assunto-tema principal do livro é bastante denso, profundo e digno de reflexão.

É cada ferida que um ser humano carrega que nem sempre está cicatrizada e pode ocorrer de aquela pessoa não ver outra saída porque a dor é tão grande que não consegue enxergar as outras possibilidades, é aí que a família e os amigos deveriam ficar atentos e perceberem olharem com atenção para os que amam... é o diálogo, o companheirismo e o amor que podem curar estas feridas psicológicas.
"O que será, na verdade, "salvar" alguém?" (p.164)

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