Resenha: "Extraordinárias: Mulheres que Revolucionaram o Brasil" de Duda Porto de Souza e Aryane Cararo

Extraordinárias: Mulheres que revolucionaram o Brasil, Duda Porto de Souza e Aryane Cararo, São Paulo: Seguinte, 2017, 208 pág.
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Saudações Leitores!
Extraordinárias: Mulheres que revolucionaram o Brasil é um livro que coleciona 40 biografias resumidas de mulheres brasileiras e tem um "bônus" com mais 04 mulheres abrasileiradas escrito pelas jornalistas Duda Porto de Souza e Aryane Cararo, além disso o livro conta ilustrações  feitas por 09 ilustradoras brasileiras: Adriana Komura, Bárbara Malagoli, Bruna Assis Brasil, Joana Lira, Helena Cintra, Laura Athayde, Lole, Veridiana Scarpelli e Yara Kono, que dão ainda mais identidade a obra.

Logo de cara este é um livro que vai chamar atenção caso o encontre numa livraria, pois visualmente ele brilha com a capa holográfica e tem um título extraordinário, portanto, você vai ficar curioso a cerca do conteúdo, o que não é para menos, já que não é só a capa que é bonita, tão pouco apenas a diagramação, mas todo o CONTEÚDO é extremamente incrível!


Extraordinárias: Mulheres que revolucionaram o Brasil vamos conhecer um pouco sobre essas 40 brasileiras que revolucionaram a história do Brasil, mas que muitas vezes não são conhecidas por boa parte dos brasileiros, digo isso porque, na medida que ia virando as páginas deste exemplar me deparei com várias dessas mulheres extraordinárias que eu não conhecia a história, portanto este livro tem um fator social: tornar mulheres extraordinárias e revolucionárias conhecidas por todos os brasileiros.

Muitos podem até supor, erroneamente, que este livro é destinado apenas para mulheres ou crianças/jovens já que é um livro ilustrado, mas isso não é verdade, ele tem uma linguagem bem acessível o que facilita a leitura por crianças, mas tal fator não significa que Extraordinárias: Mulheres que revolucionaram o Brasil tenha apenas esse público alvo, pelo contrário, é um livro que procura chegar ao maior público possível!
Definitivamente só consegui amar este livro e cada uma dessas mulheres visionárias, capazes de ver que o primeiro passo para as inúmeras conquistas que já tivemos e por igualdade foi a educação. Fiquei tão orgulhosa lendo Extraordinárias que só conseguia pensar que as mulheres são mesmo guerreiras a ponto de buscarem por igualdade, vencerem os preconceitos, levantarem suas bandeiras, entrarem numa guerra em busca de seus ideais e aguentarem situações abusivas para conseguirem ter seus direitos reconhecidos e sua liberdade alcançada.

No entanto, apesar de ficar evidente que nossa luta já nos rendeu frutos, ainda há muito a ser alcançado e conquistado a duras lutas, porque, ao que parece sempre estaremos tendo que lutar por alguma coisa.
Um dos pontos que fiquei refletindo com as informações contidas no livros foi que as mulheres, mesmo aquelas que lutaram e morreram na luta sempre ficaram a margem ou foram ofuscadas pelos homens que comumente tem seus nomes divulgados como heróis na história de nosso país, contudo, boa parte deles me pareceram mesmo vilões, pois quem começou as guerras? Quem escravizou pessoas? Quem foram os maiores torturadores e assassinos da história da humanidade? Parece-me que se formos fazer uma lista com as respostas para essas perguntas vamos, sim, encontrar em sua grande e estrondosa maioria nomes de homens. 

Finalizei a leitura de Extraordinárias: Mulheres que revolucionaram o Brasil com um sentimento gostoso de que existiram muitas mulheres que fizeram história no Brasil, muitas ficaram totalmente no anonimato e, atualmente, muitas outra mulheres estão lutando por causas feministas e femininas e muitas estão no anonimato, mas não é a fama que legitima uma luta, mas os ideais e o pensamento e anseio coletivo por igualdade e justiça.

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