Resenha: "A Química que há entre Nós" de Krystal Sutherland

A Química que há entre Nós, Krystal Sutherland, São Paulo: Globo Alt, 2017, 272 pág
Tradução: Luisa Geisler
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Saudações Leitores!
Our Chemical Hearts no Brasil A Química que há entre Nós foi escrito pela australiana Krystal Sutherland, aliás, este é o livro de estreia dela e é também um YA, ou seja um jovem adulto. Esse livro chama atenção por conta dessa capa linda, não é mesmo? Mas não é só capa linda que ele tem, o enredo é bom e o desenvolvimento é muito fofo e adorável.

O livro é narrado em primeira pessoa pelo personagem Henry Page, ele tem 17 anos e está no último ano do colegial, podemos dizer que ele é diferente dos outros rapazes, pois ele nunca namorou e sonha em encontrar o verdadeiro amor, aquele que vai lhe acompanhar para sempre. Então o jovem tem traçado vários planos para sua vida, mas vê tudo se distanciar do planejado com ele acaba se apaixonando pela garota nova, Grace Town, que é completamente bizarra: se veste como menino, tem o cabelo curto, usa moletas e está visivelmente destruída.

Mesmo com todos os sinais de que ele deveria se manter afastado da garota, algo imprevisível acontece: o diretor da escola chama os dois: Grace e Henry para serem editores do jornal da escola então tal tarefa acaba aproximando os dois.
"Sempre pensei que o momento em que você conhece o grande amor da sua vida fosse mais parecido com os filmes. Não idêntico a momentos cinematográficos, é óbvio, com câmera lenta, cabelo esvoaçando na brisa e uma trilha sonora instrumental bombástica. Mas eu imaginava que ao menos haveria algo, sabe? O coração saindo pela boca. Um puxão na alma onde algo de dentro diz: "Puta merda. Lá está ela. Até que enfim, depois de todo esse tempo, lá está ela."
Os amigos de Henry: Lola e Murray começam a se preocupar com a relação conturbada de Henry com Grace que acaba prejudicando em vários aspectos a vida escolar de Henry, além de ele estar envolto nesse grande sentimento de corpo e alma e Grace estar, evidentemente entregue apenas de corpo, pois tem a alma destroçada, por algum motivo que só vamos descobrir mais adiante na narrativa.

A Química que há entre Nós é aquele tipo de livro cheio de referencias a filmes, livros, séries, música e arte. Gosto muito de livros que fazem essas conexões, pois considero inteligente e adoro ficar pesquisando as referencias que não conheço.

Realmente gostei desse livro, mas alerto para o leitor NÃO IR COM SEDE DEMAIS ao pote, pois este é o YA mais diferentão que já li, e que apesar de ter um romance, não trata só de romance: trata de amizade, pessoas quebradas, dúvidas em relação a si e aos outros. Além disso a própria narrativa tende a oscilar muito: em alguns momentos está super fluida e em outros é bem monótono, mas vale a pena ler. De verdade.
"Às vezes você não sabe que as coisas serão extraordinárias até que elas são."
Vale a pena ler, apesar de às vezes querermos dar uns tabefes na Grace e umas sacolejadas no Henry, porque enquanto Grace está sendo um pé no saco, Henry tá lá todo compreensivo e gente boa, então dá uma raiva, mas o fato é que A Química que há entre Nós conta uma história possível e traz uma definições acerca do amor e sentimentos maravilhosas e que quem já passou por algo semelhante vai entender o quanto tudo aquilo ali é verdade.

Por fim, quero frisar que este é um livro bom, mas devemos ir com cautelas, pois ele tem seus altos e baixos, tem um casal principal bem complicadinho que às vezes faz a gente ter dificuldade em amar, para completar A Química que há entre Nós é um YA diferente de todos aqueles que estamos acostumados a ler, então se você gosta de YA é melhor ir com mais cautela ainda para depois não surtar por este livro ser absolutamente diferente e qualquer outro. Ok?
"Mas o amor é científico. Quer dizer, ele é apenas uma reação química no cérebro. Às vezes essa reação dura uma vida inteira, repetindo-se de novo e de novo. E às vezes, não. Às vezes ela entra em supernova e começa a desaparecer. Nós somos todos apenas citações químicos. Isso deixa o amor menos brilhante? Acho que não. É por isso que não entendi porque que as pessoas dizem "cinquenta por cento dos casamentos acabam em divórcio" como desculpa pra não se casar. Só porque um amor acaba não quer dizer que não seja real."




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