Resenha: "Caraval" de Stephanie Garber

Caraval, Stephanie Garber, Ribeirão Preto, SP: Novo Conceito, 2017, 400 pág.
Tradução: Camila Fernandes
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Saudações Leitores!
Caraval é livro de estreia da norte americana Stephanie Garber e se trada de um best-seller internacional, que inclusive já teve os direito do filme vendidos para a Twentieth Century Fox. Espero que o filme correspondam as minhas expectativas, mas do que o livro foi capaz.

Quando Caraval foi lançado fiquei bem curiosa, até porque já tinha visto muitos comentários de leitores "lá de fora" bem positivos, além disso o título e a capa me chamaram muita atenção, mas fui adiando a leitura e vendo a opinião dos leitores brasileiros e fiquei com o pé atrás. Sempre fico quando todo mundo ama o livro.
"Ninguém é verdadeiramente honesto. Mesmo se não mentirmos para os outros, mentimos para nós mesmos."
Logo depois que li a sinopse, antes do lançamento, já fui criando ideias e gerando expectativas, fiquei imaginando algo assustador, terrível, como jogos vorazes, já que as pessoas iam para um lugar onde fantasia, realidade e jogo estavam numa linha bem tênue, mas Caraval não foi nada, absolutamente nada, do que imaginei. Neste caso, deixou-me frustrada.
"Bem-vindos, bem-vindos ao Caraval! O maior espetáculo na terra ou no mar. Aqui vocês conheceram mais maravilhas do que a maioria das pessoas vê em toda uma vida. Poderão beber magia numa taça e comprar sonhos engarrafados. Mas, antes que entrem no nosso mundo, devem recordar que tudo é um jogo. O que acontece atrás destes portões pode assustar ou encantar, mas não deixem que nada os engane. Tentaremos convencer vocês de que é real, porém tudo é teatro. Um mundo feito de faz de conta. Então, apesar de querermos vê-los arrebatados, cuidado; não se deixem levar longe demais. Os sonhos que se realizam podem ser belos, mas também podem se tornar pesadelos quando as pessoas não acordam."
Vamos acompanhar Scarlett e sua irmã Donatella no jogo do Caraval, feito por um "mágico" chamado Mestre Lenda e sua trupe de atores, nesses cinco dias de jogo tudo é fantasia e nada pode ser considerado realidade e verdade absoluta. 

O que levou Scarlett e Donatella para o Caraval foi toda uma história de ódio, medo e vontade de ser livro do pai e para conseguirem fugir do local onde moram Donatella se envolve com Julian, um marinheiro, e o convence a levá-la junto com a irmã para a ilha onde acontecerá o "jogo".
Já na ilha Donatella desaparece e o jogo começa, portanto Mestre Lenda deixa pistas (muito sem sentido e nada a ver, na minha opinião) para que Scarlett encontre sua irmã, caso contrário ela irá morrer. Uma série de boatos espalhados pelos atores do Caraval tornam Mestre Lenda um homem terrível, egoísta, intransigente e desumano, mas não para por aí, pois Scarlett tem que descobrir o que é verdade e o que é mentira.
"A vida é mais do que ficar em segurança."
Nesse meio tempo surge um romance meio-boca com Julian, personagem que, para mim, beirava a chatice, aliás, não consegui gostar de nenhum dos personagens! Tem coisa pior? Creio que não, já que são - na maioria dos casos - os personagens que "sustentam" as narrativas. Aqui quase todos eles são jovens mas foram infantilizados demais tanto que parecem adolescentes e até os adultos não se pareceram coerentes e justificáveis para suas idades.
O fato é que não consegui comprar a ideia do que foi escrito e Caraval me pareceu uma história mal contada que poderia ter dado certo, mas teria sido necessário um trabalho mais minucioso com os personagens, com os fatos narrados, com algumas justificativas e com algumas respostas que foram dadas de forma tão bobinhas e não convincentes.

Como sempre digo: livros de fantasias, para mim, são os mais difíceis de escrever, pois tudo aquilo que foi criando e inventado que beira ao impossível tem que convencer o leitor da possibilidade. O leitor precisa sentir que aquele mundo é real, que aquilo é possível. Não foi o caso. Só para vocês terem uma ideia: a motivação para o Mestre Lenda fazer o que faz é ridícula, nadinha consistente, não após aquele final. 
"Lenda gosta de envolver as pessoas em jogos perversos, é um dos seus favoritos é fazer as garotas se apaixonarem por ele."
Termino o livro triste, pois queria que tivesse sido uma experiência boa, mas a única coisa que vi de realmente bom foi o estilo da narrativa que é bem fluida e leve, fazendo com que a leitura aconteça de forma  bem rápida, tirando isso... Sorry, foi um fiasco.

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