Resenha: "As Crônicas de Nárnia: A Cadeira de Prata (Crônica 6)" de C.S. Lewis

As Crônicas de Nárnia (Volume Único), C.S. Lewis, São Paulo: WMF Martins Fontes, 2009, 752 pág. 
Crônica 6: A Cadeira de prata (515-626 pág)
Tradução: Paulo Mendes Campos
Ilustração: Pauline Baynes
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Saudações Leitores!
Estou cada vez mais empolgada com As Crônicas de Nárnia, de tal modo não consigo mais parar de ler. Acompanhar a sexta Crônica A Cadeira de Prata, foi muito envolvente. O que mais gosto dessa série é a capacidade de C.S.Lewis surpreender o leitor, pois nenhuma crônica tem começado, se desenvolvido e terminado com padrões semelhantes, todos são uma grande surpresa e aventura do princípio ao fim.

Na realidade, apesar de ser a sexta Crônica na ordem cronológica, A Cadeira de Prata, foi, na verdade, o quarto livro publicado pelo autor. Levando isso em consideração fico ainda mais encantada com a capacidade de criar e complementar as histórias.
Esse volume começa nos apresentando a uma garota chamada Jill que está fugindo de outros alunos da escola experimental que praticam bullying com ela, enquanto está escondida acaba esbarrando-se com um outro personagem que já conhecemos: Eustáquio. As duas crianças começam a conversar e Eustáquio fala sobre Nárnia para Jill.

Obviamente, Jill não consegue acreditar tão rapidamente em Eustáquio, mas quando os garotos começam a ser perseguidos pelos praticantes de bullying, Jill e Eustáquio chamam por Aslan e pedem socorro.
"Chorar funciona mais ou menos enquanto dura. Porém, mais cedo ou mais tarde, é preciso parar de chorar e tomar uma decisão."
Os dois são transportados para outro lugar que seria entre nosso mundo e Nárnia. Jill querendo bancar a corajosa acaba fazendo Eustáquio escorregar do penhasco e após o ocorrido, fica cheia de remorso.
É nesse ínterim que Aslam aparece para Jill e a deixa aterrorizada, mas depois consegue conversar com ele e ele passa algumas instruções bem específicas que terá que obedecer para resgatar o príncipe Rilian e cumprirem a missão em Nárnia.

Aslam envia Jill para onde Eustáquio está é a aventura cheia de perigos e descobertas se desenrola de uma forma agoniante e cheia de suspense.
"Sei o que você estava pensando porque eu estava pensando a mesma coisa. Você estava pensando como seria bom se Salvam só tivesse colocado as instruções nas pedras da cidade em ruínas depois que a gente já tivesse passado. Assim a culpa seria dele, e não nossa. Ótimo, não é? Nada disso. Temos de aceitar as coisas como elas são. A gente tinha somente quatro sinais para seguir é já falhamos nos três primeiros."
Sem dúvida descobrimos mais sobre Nárnia, sobre os inimigos de Nárnia e sobre o que a desobediência pode gerar na vida das pessoas e o quanto tudo seria mais tranquilo se Jill tivesse ficado mais atenta as instruções de Aslan.
Há muitas partes angustiantes, para nós leitores que amamos este universo e ficamos extremamente ansiosos para como vai se desenrolar essa crônica.

C.S.Lewis continuou nos proporcionando várias reflexões para a vida é também fazendo ligações com partes da Bíblia.
"Há um cheiro forte de perigo e de mentira, de mágica e de traição nesta terra; um cheiro forte que nunca senti em minha vida. Olho vivo, orelha em pé!"
Novamente me surpreendi bastante com.mais está crônica e apesar de ter amado bastante, confesso, no entanto, que as outra que li foram ainda melhores que está. A Cadeira de Prata é uma crônica incrível e bastante reflexiva, mas não foi uma das melhores.  Agora vamos para a sétima crônica que já vou ler com o coração apertadinho por ser a última e ter que me despedir deste universo.

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