Resenha: "Para Todos os Garotos que Já Amei (Vol.1)" de Jenny Han

Para Todos os Garotos que Já Amei, Jenny Han, Rio de Janeiro: Intrínseca, 2015, 320 pág.
Tradução: Regiane Winarski
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Saudações Leitores!
Para Todos os Garotos que Já Amei (To all the boys I've loved before, 2014) foi escrito pela norte-americana Jenny Han, e atualmente ganhou um grande destaque por conta do recém lançado filme com o mesmo título pela Netflix. Jenny Han já escreveu vários livros inclusive resenhei o primeiro de uma trilogia aqui no blog: Olho por Olho que ela escreveu com Siobhan Vivian.
Quando escrevo, não reprimo nada. Escrevo como se ele nunca fosse ler. Porque não vai mesmo. Cada pensamento secreto, cada observação cuidadosa, todos os sentimentos que guardei dentro de mim, coloco tudo na carta.
Já fazia algum tempo que queria ler este livro, mas venho adiando, para vocês terem uma ideia tenho o volume desde o lançamento no Brasil, em 2015, no entanto, agora, após o lançamento do filme vi que não podia mais adiar a leitura. Estou realmente arrependida de ter demorado tanto tempo para lê-lo.
Amei o livro! Não porque seja absolutamente perfeito (mesmo tendo achado bem coerente, possível e instigante), mas amei mais porque o volume mexeu com meus sentimentos e recordações de quando era adolescente como Lara Jean. Fazia algum tempo que não ficava tão viciada em uma leitura Teen.

Explico: Para Todos os Garotos que Já Amei vai conta a estória da jovem Lara Jean que aos 16 anos tem uma vida amorosa quase inexistente, mas os poucos garotos por quem se apaixonou ela escreveu uma carta que simbolizava o fim daquele amor. Misteriosamente, essas cartas, que ela tinha secretamente guardadas somem e são enviadas aos seus respectivos destinatários.
"Não são cartas de amor no sentido mais estrito da palavra. Minhas cartas são de quando não quero mais estar apaixonada. São cartas de despedida. Porque, depois que escrevo, aquele amor ardente para de me consumir. Posso tomar o café de manhã sem me preocupar se ele também gosta de banana com cereal; posso cantar músicas românticas sem estar cantando para ele. Se o amor é como uma possessão, talvez minhas cartas sejam meu exorcismo. As cartas me libertam. Ou pelo menos deveriam."
Assustador? Totalmente. Para completar, além desse problema romântico, Lara Jean, tem que aprender a lidar com a partida da irmã, Margot, que está mudando de país para fazer faculdade, tem que adquirir responsabilidade para cuidar da casa, da irmã mais nova, Kitty, e do pai. 
"Eu me pergunto como é ter tanto poder sobre alguém. Acho que não quero isso, é muita responsabilidade ter o coração de uma pessoa nas mãos."
Então, quando um dos seus ex-amores, por quem, na verdade, Lara Jean ainda tem um crush vai falar com ela sobre a carta que recebeu, a menina entra em parafuso, porque o cara não é ninguém menos que seu melhor amigo de infância e namorado (ex) de sua irmã, Margot: Josh. Lara Jean se vê obrigada a dizer que está namorando Peter Kavinsky, um outro garoto a quem uma das cartas era destinada.
Complicado? Isso é só o começo. Peter, que está saindo de um relacionamento longo e tem fama de conquistador acaba bolando um plano com Lara Jean para que eles finjam namorar: 1. Para Lara Jean não ter que conversar com Josh, ex-namorado da irmã e nem perder a amizade. 2. Para Kavinsky fazer ciúmes a sua ex: Genevieve.
"É a primeira vez que ando pelo corredor do colégio de mãos dadas com um garoto. Devia parecer importante, especial, mas não parece, porque não é real. Na verdade, não sinto nada."
Sem sombra de dúvidas: Para Todos os Garotos que Já Amei tem todos os clichês possíveis de um bom romance-drama juvenil (menos o baile de formatura), mas é impossível não se apaixonar pelo livro e posso elencar vários motivos para se apaixonar pelo volume entre eles: os protagonistas são muito fofos, a história se passa no colegial (particularmente amo histórias que acontecem na escola), a família da Lara Jean é a coisa mais linda do mundo, a Lara Jean é estabanada e lembra qualquer menina adolescente que se apaixonou. Também fala sobre temas particulares dos adolescentes: primeiro amor, amizade, família, amadurecimento. Entre tantas outras coisas que os adolescentes passam na formação de sua identidade, personalidade e crescimento.
Volto a salientar: fazia muito tempo que não lia um livro jovem que me envolvesse tanto, mas acredito que isto se deve ao fato de ter me identificado bastante com a Lara Jean: as cartas, o sentimento de deslocamento, os amores impossíveis, as dúvidas, o fato de ela amar ler, escrever, assistir filmes e fazer doces. Identifiquei-me bastante. Sério. Agora estou aqui me coçando para assistir ao filme e ler os próximos dois livro. Terminei Para Todos os Garotos que Já Amei com o coração aquecido, apaixonadinha e com um sorriso largo no rosto. 
"Meu coração está se partindo, mas continuo sorrindo."

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