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Saudações Leitores!
O DLL firmou parceria com a Editora Biruta e Gaivota, portanto, para começarmos com o pé direito já venho apresentar-lhes um lançamento fofiLindo da Editora Biruta, para quem não sabe essa editora faz publicações infantis e infantojuvenis, ou seja, são livros que incentivam bastante a formação literárias dos pequenos e jovens leitores. Fica a dica:

PRINCESAS, BRUXAS E UMA SARDINHA NA BRASA
ISBN 978-85-7848-182-7
AUTOR Geni Souza, Helena Gomes
ILUSTRADOR Alexandre Camanho
IDADE a partir de 9 anos
NÚMERO DE PÁGINAS 132
FORMATO 16 x 23 cmISBN 978-85-7848-187-2
Editora Biruta


Vilã ou heroína? Bruxa, princesa, camponesa, conselheira ou madrasta? Ou todas elas? Nos contos de fadas, as personagens femininas costumam ser entregues em casamento a quem mal conhecem, sofrem muito, não têm direito a dar opinião nem a escolher o seu futuro. E tudo isso só porque nasceram mulheres. 
"Princesas, bruxas e uma sardinha na brasa" nos faz refletir sobre essas questões e também nos mostra como os homens podem ser aliados no processo de mudanças. São histórias que divertem, emocionam e ainda nos fazem ver que há muito a ser feito para que as mulheres também sejam donas dos próprios finais felizes.

Lançamento: Princesas, bruxas e uma sardinha na brasa

quinta-feira, 30 de março de 2017

Saudações Leitores!
Hoje tem lançamento fofinho para vocês e convite para prestigiarem o evento, espiem só:

Os Meninos da Biblioteca
João Luiz Marques
ISBN 978-85-7848-135-3
a partir de 10 anos, 168 páginas.


“Aqui fiz amigos e vivi os momentos mais felizes da minha vida, brincando e aprendendo muita coisa com os livros da minha biblioteca. Depois veio a notícia de que o prefeito queria vender este terreno pra derrubar tudo o que tem nele – a biblioteca, o teatro, duas escolas, uma creche, dois serviços de saúde e uma unidade da APAE – e construir um prédio de apartamentos no lugar. Fiquei assustado e com medo – isso não pode acontecer!”
Quando a biblioteca de seu bairro é ameaçada de extinção, Heitor não mede esforços para defendê-la e, aos doze anos de idade, participa de sua primeira luta política. Para alcançar seus objetivos, o protagonista contará com a ajuda de seu melhor amigo e de outros moradores do bairro, além de companheiros inesperados: os personagens de seus livros preferidos, como a Narizinho, dos livros de Monteiro Lobato; o Boka, do livro Os meninos da rua Paulo; o Daniel, O menino mágico; e o Paulo, do livro Um bolo no céu.
Em Os Meninos da Biblioteca, o autor transforma em aventura infantojuvenil sua própria luta política, vivida entre 2010 e 2012, quando a Prefeitura de São Paulo ameaçou vender o famoso Quarteirão da Cultura, que abriga, até os dias de hoje, a Biblioteca Municipal Anne Frank, no Itaim Bibi, em São Paulo.
Com uma narrativa envolvente, João Luiz cria diálogos que proporcionam uma reflexão a respeito da conscientização social e o envolvimento de adolescentes em lutas por melhorias na sociedade. Além disso, incentiva a leitura e resgata algumas aventuras clássicas da literatura infantojuvenil.
Os traços criativos e expressivos de Rômolo entram em harmonia com o texto, ilustrando de forma divertida o modo como os acontecimentos se encaixam na mente do jovem Heitor.
Ao final, o autor compartilha um material complementar, com fotos dos locais citados na história, além de algumas notícias veiculadas na época em que houve a real luta pela preservação da biblioteca Anne Frank.
Sobre o autor: João Luiz Marques é jornalista, nascido em São Paulo. Também se formou em Filosofia e fez extensão universitária em Jornalismo Cultural e Jornalismo Literário. Foi assessor de imprensa da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo. Trabalha com assessoria de imprensa e, há mais de dez anos, atende editoras, inclusive infantojuvenis. Mantém um blog de incentivo à leitura, o Blog do Le-Heitor. Os meninos da Biblioteca é seu primeiro livro.
Sobre o ilustrador: Nascido em Foz do Iguaçu, Rômolo D´Hipólito é graduado em Design Gráfico. O artista já teve seus trabalhos reconhecidos e premiados pela Folha de S. Paulo e pelo Festival Animamundi. Vive em São Paulo desde 2008 e trabalha com ilustrações para livros, revistas, jornais, peças publicitárias e projetos de arte comissionada.
Sobre a Editora Biruta: A Editora Biruta, criada no ano 2000 pelas sócias Eny Maia e Mônica Maluf, tem seu foco na Literatura Infantil e Juvenil. Seus livros já receberam diversos prêmios, como o Altamente Recomendável da FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil) e o Jabuti, além de terem sido incluídos em catálogos internacionais e selecionados pelo PNBE (Programa Nacional Biblioteca da Escola). A proposta da Editora Biruta é a de oferecer aos seus leitores o melhor texto, ilustrações criativas e projetos gráficos instigantes, por meio de temas que lhes acrescentem novas vivências e se abram a múltiplas interpretações – sempre de maneira lúdica e inventiva.

Lançamento: Os Meninos da Biiblioteca

terça-feira, 30 de junho de 2015

Saudações Leitores!
Quando li a sinopse de Pra Voar Mais Alto* fiquei fascinada e não pestanejei e solicitei para a Editora Biruta, assim que o livro chegou eu fui folhear, mas acabei lendo completamente todas as suas páginas. Incrível! Vem conferir o que achei...


Pra Voar Mais Alto, Flávia Côrtes, São Paulo: Biruta, 2011, 135 pág.
Ilustrações de Camila Matos

Pra Voar Mais Alto foi escrito pela brasileira Flávia Côrtes e ilustrado pela Camila Matos. Pra Voar Mais Alto foi selecionado pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) para fazer parte do Catálogo da Feira do Livro de Bolonha (Itália).
A narrativa é uma delícia, em uma prosa poética, delicada que enche os olhos e o coração ao ler tamanha delicadeza, não obstante, a delicadeza não esconde a seriedade do assunto abordado na obra.
Flávia Côrtes vem nos contar a história que Quequé (um apelido que tem um significado bem interessante na história) que ainda sente a perda do pai e sofre calado, esconde no bauzinho sua tristeza, quem sabe assim ela não diminui.

"Sempre quis entender por que às vezes dá saudade, lá dentro do peito, de uma coisa que a gente nem sabe o que é. De alguém que não existiu, de uma coisa que não aconteceu." (p.9)

Mas tudo começa a se complicar com a chegada de Rui, o novo namorado de sua mãe, para Quequé, tudo ia muito bem antes de Rui chegar e invadir sua casa, a geladeira, o controle da TV e querer casar com sua mãe.
Quequé está machucado pensando que Rui quer tomar o lugar de seu pai, ou que sua mãe esquecerá seu pai, não percebe e não quer perceber o quanto Rui é um cara legal e que ama sua mãe.
Durante a narrativa nos deparamos com essa gama de medos, sentimentos e incertezas de um coração que ainda não aprendeu a lidar com a perda e a saudade, mas vemos o amadurecimento e o quanto a família e o diálogo são essenciais para cicatrizar algumas feridas.

"Senti um nó na garganta, uma saudade tão grande que se fosse bolha de sabão eu entrava nela e saia flutuando dali." (p.77)

Sem dúvida Pra Voar Mais Alto foi escrito para encantar crianças, mas qualquer adolescente e adulto com sensibilidade poderá se identificar e caso não haja identificação poderá apreciar a boa história e a excelência de narrativa de Flávia Côrtes.
Sabe aqueles livros que a gente lê e quer compartilhar a história com várias outras pessoas? Pra Voar Mais Alto se tornou esse livro para mim, adoro histórias intensas contadas através de uma prosa cheia de poesia e delicadeza.                                                                                      
Para vocês terem ideia, quando o livro chegou eu ia apenas folhear, mas não resisti e acabei lendo de um fôlego só, porque a história é curtinha e muito deliciosa, como já salientei.
Para finalizar quero dizer que tanto a história, quanto as ilustrações enchem nosso coração e nossos olhos e espero que muitas outras pessoas tenham a oportunidade de conhecer essa belezura de livro. Detalhe especial para as folhas belíssimas e de qualidade, tudo tão perfeito que o livro merece um cantinho especial não só na estante mas no coração do leitor.



*Esse livro foi cortesia da Editora Biruta, para saber mais sobre o mesmo clique AQUI.

Resenha: Pra Voar Mais Alto - Flávia Côrtes

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Saudações Leitores!
Venham ver os livros que a Biruta publicou e fiquem atentos aqui no blog, porque assim que tivermos mais novidade venho trazendo para vocês!



Lançamento: Antônio Descobre Veredas... e outro

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Saudações Leitores!
Já tinha ouvido falar em Batendo à Porta* e o título já tinha despertado minha curiosidade, portanto, quando surgiu a oportunidade para ler este livro, abracei-a e mergulhei em suas páginas. Hoje trago a resenha e espero que você, leitor, sinta-se motivado a lê-la e decidir se embarca ou não para a Índia com Silvia, a personagem principal da obra.


Batendo à Porta do Céu, Jordi Sierra i Fabra, São Paulo: Biruta, 2013, 312 pág.
Traduzido por Catarina Meloni

Llamando a las puertas del cielo (2006), foi escrito por Jordi Sierra i Fabra, um dos escritores infanto-juvenis mais conhecidos da Espanha. Com o livro Batendo à Porta do Céu, Jordi, ganhou o Prêmio Edebê de Literatura Juvenil.
Logo de início somos apresentados a Silvia, uma espanhola estudante de medicina que parte como voluntária para um hospital na Índia em suas férias de verão.
Logo em sua chegada à Indía, ela se depara com o choque cultural, é tudo bem diferente desde a vestimenta e os costumes indianos. Contudo ela é muito bem recebida por Elisabet Roca, médica responsável pelo hospital (RHT) em que Silvia irá passar o verão e adquirir experiências para sua futura profissão.

"Muitas pessoas têm um sonho, passam a vida lutando por ele, quando conseguem realizá-lo... percebem que estão vazias, porque o que lhes permitia viver e continuar era o sonho em si, não o fato de alcançá-lo. Enquanto estavam em busca dele eram felizes. Quando o conseguem, não sabem o que fazer." (p.158)

Silvia logo passa a conhecer outras pessoas e apesar de não conhecer o idioma nativo ela desenrola-se no inglês e espanhol. Conhece também Lorenzo Giner, médico cirurgião e Leo, outro voluntário. O interessante desse livro é que todos os personagens que aparecem nele tem direito a sua própria história e cada uma traz um conflito e uma reflexão. Todos os personagens de Batendo à Porta do Céu são incrivelmente bem elaborados.
Nessa família do hospital RHT, Silvia vai crescer profissionalmente e pessoalmente, porque ela se depara com muitas dificuldades e falta de recursos, além de pessoas com vários tipos de doenças e problemas. Logo ela fica muito amiga da Dra. Elisabet Roca, que vê todo seu entusiasmo e dedicação para a medicina. Silvia também se dá muito bem com Lorenzo. Mas nem tudo são flores, Leo – o outro voluntário – se torna uma pedra no sapato de Silvia, ele tem seus motivos e Silvia tem os seus para não desistir dessa possível amizade, embora conflituosa.

"Conte-me de que cor é o nosso céu porque a terra nem sempre é sólida sob nossos pés, e se perdermos o céu... o que nos sobra?" (p.238)

Como eu dizia, Silvia é uma personagem maravilhosa, porque ela tem verdadeira vocação e desejo para a medicina, gosta e se identifica tanto com a profissão que não mede esforços para se realizar, mesmo que tenha que ir contra a vontade de seus pais e até mesmo deixar seu “namorado”, Arthur, para ir para a Índia, na verdade, seu relacionamento com Arthur vive altos e baixos e é muito complexo. Intenso e real.
Nesse ínterim, Silvia também conhece Mahendra, um personagem que mora próximo ao RHT e que vive perturbado com as sombras de seu passado, consequentemente vive preso aos fantasmas de seus filhos e esposa que morreram de forma tão trágica. Silvia irá transformar a vida de Mahendra, lhe dar um novo começo, que pode ser interpretado de forma equivocada pelo mesmo, mas é um passo.
O que me envolveu mais no livro é a intensidade como Silvia vive e abraça as oportunidades, além de estar sempre tentando vencer seus medos, a forma como a Índia a mudou foi grande, há uma Silvia antes da Índia e uma depois da viagem. A forma como ela se envolveu com alguns dos pacientes ao ver seus sofrimentos foi real, foi humana e emocionante. A forma como Silvia lidou com costumes, leis e cultura diferente da sua também foi louvável, e o quanto ela se esforçou para se inserir nesse novo ambiente foi realmente uma forma autêntica.

"Não corra tanto, calma. Se não viver primeiro sua própria vida, não vai conseguir dar uma parte para os outros." (p.295)

Batendo à Porta do Céu me envolveu bastante, não tenho palavras para descrever meus sentimentos durante a leitura, só afirmo que fluiu maravilhosamente e a fiz de maneira muito rápida, não sentia as páginas serem constantemente viradas, embora isso tenha acontecido, devo confessar-lhes que esperava que o livro trouxesse mais descrições sobre a Índia, sobre a cultura, costumes, tradições e políticas, mas nesse ponto foi vago, o que focou mais foi a postura e tomadas de atitudes de Silvia. A personagem brilhou.
De maneira geral Batendo à Porta do Céu é um livro incrível, delicado, envolvente, doloroso e real, além de ser esteticamente lindo! (*.*) Um dos pontos fortes dessa editora é esse cuidado e capricho com seus livros, sempre lindos e cheios de detalhes que enchem nossos olhos. Estão esperando o quê para ler? Aventurem-se!


*Este livro foi cortesia da Editora Biruta, para mais informações sobre o mesmo, clique AQUI.

Resenha: Batendo à Porta do Céu - Jordi Sierra i Fabra

domingo, 17 de maio de 2015

Saudações Leitores!
Quando li a sinopse de Primavera* fiquei realmente interessada em ler esse livro logo falava que ele trazia muito da cultura estoniana e eu amo conhecer culturas novas, por isso minha curiosidade foi atiçada, entretanto o livro pecou em vários pontos, você pode conferir no decorrer da resenha:

Primavera, Oskar Luts, São Paulo: Biruta, 2014, 432 pág. 
Tradução de Paulo Chagas de Souza
Ilustração de Sandra Jávera

Primavera é um dos primeiros livros do escritor e dramaturgo estoniano Oskar Luts, ele vem a ressaltar muito a cultura da Estônia ainda quando ela estava sob o domínio soviético.
Este livro vem a contar a história de um grupo de crianças que estudam e alguns vivem na escola  paroquial rural, e conta o quanto essas crianças são danadas e fazem estripulias das mais variadas formas, no geral acompanhamos as histórias de Arno, Teele e Toots, que vivem a fazer peraltices e a irritar o sacristão mais rígido que já conheci.
De uma maneira interessante, podemos observar que todos as crianças/alunos estão numa fase de crescimento e descobertas da vida, sentimentos, amizade, ética e o que é certo e errado. Sabemos que as crianças estão numa constante fase de descobertas e Primavera mostra perfeitamente esta fase rebelde, engraça e inocente.
Entretanto, apesar de reconhecer o valor da obra e exaltar a cultura estoniana em especial a cultura rural e as particularidades da educação, família e religiosidade da época, este obra não passa de uma narrativa tão somente sobre as peraltices infantis. 
No princípio, é muito divertido ver as estripulias das crianças e é engraçado a forma inocente que elas agem e acabam errando, mas no decorrer das páginas isso vai ficando monótono, é uma encrenca atrás da outra - algumas engraçadas, outras nem tanto - mas por ser algo repetitivo se torna monótono e enfadonho, isto é, quando terminamos uma peraltice já sabemos que outra já está por vir e assim sucessivamente.
Não vou dizer que o livro é ruim, porque não é, mas é cansativo e me deu muita preguiça de continuar lendo quando vi que depois de uma peraltice vinha outra e outra e outra... ficou previsível e me desmotivou a leitura, acredito que as mais de 400 páginas foram um terrível exagero, dava para ter reduzido a narrativa para umas 250 [ou menos] e a história não sairia no prejuízo, não, pelo contrário: teria sido até agradável.
Sobre a diagramação e o cuidado do livro: ele, sem sombra de dúvida, é lindo, encantador e cheio de ilustrações maravilhosas, mas a história me deixou a desejar. Se você tiver curiosidade de ler: fique a vontade, sempre achei que todo livro é válido.

*Este livro foi cortesia da Editora Biruta, para saber mais sobre ele clique AQUI.

Resenha: Primavera - Oskar Luts

domingo, 26 de outubro de 2014

Saudações Leitores!
Vim trazer um comunicado especial e muito legal: o dia das crianças está chegando, não é? Então a dica além de dar livros de presente para incentivar a leitura da criança é difundir a literatura, portanto, para comemorar esta data de uma forma maravilhosa a Editora Biruta em parceria com a 99Taxis vai disseminar a literatura para a criançada, confira:

A Editora Biruta, em parceria com a 99Taxis, maior aplicativo para chamada de táxi do Brasil, realizam uma ação especial para o Dia das Crianças. Durante o dia 12 de outubro quem utilizar o serviço da 99Taxis em São Paulo poderá ganhar um livro Biruta para presentear os pequenos e transformar esse dia em uma incrível aventura.

A iniciativa busca proporcionar a disseminação da cultura e entretenimento pela cidade, de forma dinâmica e que pode alcançar os mais variados públicos.

Entre os títulos que serão distribuídos estão “O Poeta e o Passarinho”, “O Maior Mágico do Mundo”, “O Porquinho cor-de-rosa”, Aranha por um fio” e “A história dos lobos de todas as cores”. 

Notinha 56#: 99 livros no Dia das Crianças pela 99Taxis e Editora Biruta‏

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Saudações Leitores! 
No ano em que se completam 50 anos do Golpe Militar, temos o prazer de publicar o livro "Piscina Já", de Luiz Antonio Aguiar, que retrata de maneira singela um Brasil que a maioria das crianças de hoje em dia nunca ouviu falar.

Essa é a história de um grupo de crianças que vive em um Brasil bem diferente. Em 2014 completam-se 50 anos que o Brasil sofreu o Golpe Militar, onde a repressão e a censura foram protagonistas. E, através dos olhos de uma menina de onze anos e de sua turma, somos transportados para o Brasil da década de 70 que vivia sob o domínio da Ditadura Militar.
Nesse cenário, onde se desenrolou a luta de militantes e estudantes contra o duro sistema, conhecemos também a luta das crianças do Condomínio da Colina, na Serra das Araras, pelo seu direito à diversão. Nas férias de verão, o centro de todas as brincadeiras era a piscina comunitária abastecida com a água vinda diretamente do alto da serra. Mas, o General Pimenta, que tinha acabado de se mudar para uma casa enorme do condomínio, vivia reclamando que a água do riozinho mal chegava em sua casa para abastecer sua piscina particular. Foi então que a grande confusão começou, pois o general usou sua influência para desviar toda a água até sua própria piscina. E a turma do Condomínio da Colina partiu para a briga contra a repressão: Piscina Já!
Enquanto isso acontece, a família da protagonista lida com outro problema: o sumiço do Tio Zeca, que usava camisetas do Che Guevara, barba do tipo “eu sou comuna” e que contava várias histórias sobre o que estava acontecendo no país afora. Era o herói das crianças, e conhecido pelos vizinhos como comunista. Dessa forma, o leitor logo percebe que a luta das crianças, à sua maneira (bem peculiar!) está inserida em outras muito maiores.
De maneira singela, mas sem fazer concessões, o autor traz à tona um Brasil que as crianças de hoje pouco conhecem. No posfácio, “Para entender, um pouquinho, o Brasil dessa época”, os editores apresentam um panorama mais detalhado sobre como foi implantada a Ditadura, quais foram as consequências e em que momento aconteceu a campanha das Diretas Já, que deu origem ao nome do livro.

Sobre o autor
Autor de cerca de 90 títulos. Ganhou diversos prêmios pelo mundo, o Jabuti (1994); várias menções do Prêmio Altamente Recomendável, da FNLIJ; inscrito na lista de honra do IBBY (2007); o White Ravens (2008), a maior biblioteca de literatura infantil e juvenil do mundo – na Alemanha. Mestre em Literatura Brasileira pela PUC RJ. Colaborador em jornais. Costuma ministrar oficinas de leitura e de criação literária por todo o país. Para conhecê-lo melhor, acesse: www.luizantonioaguiar.com.br

Sobre o ilustrador
Tiago Lacerda nasceu em 1979 em Volta Redonda. Formou-se em Design e trabalhou como cartunista, fazendo animações para TV e Cinema. Desde 2012 ilustra uma coluna semanal da Revista sãopaulo; em 2013 tornou-se colaborador da revista VIP. Além disso, é editor da revista Beleléu, um importante selo de quadrinhos na cena independente do Rio de Janeiro.


Lançamento: Piscina Já!

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Saudações Leitores!
Confiram o lançamento da Biruta... Tenho certeza que não foi apenas eu que amou essa capa... tá linda!!!!

“Fugimos como fogem aqueles que não têm escolha: largam repentinamente sua identidade e seguem tentando não deixar vestígios.”

Mais do que a história de uma família, essa é a história de um povo que viu o passado se desfragmentando durante a guerra civil. Em Morada das Lembranças, a escritora e psicóloga Daniella Bauer leva o leitor por uma viagem no tempo que começa em 1920, na Rússia.

Uma mãe e seus dois filhos pequenos, sofrendo com o assassinato do pai, partem em busca de um futuro desconhecido para fugir do caos que se instalou durante a Revolução. Na primeira etapa da fuga, embarcam em um trem com destino à Polônia, onde ficam hospedados por poucos dias na casa de um antigo amigo da família. Na segunda e mais difícil etapa, rumo ao Rio de Janeiro, embarcam na precária terceira classe de um navio, onde convivem por quase dois meses com cerca de 770 pessoas, lidando com suas memórias, doenças e muita fome.

Para essa família, o Rio de Janeiro não se apresenta como a “Cidade Maravilhosa”, mas como um recomeço sem escolhas, onde deveriam reaprender a viver em uma nova cultura, com novo idioma, novas vidas e identidades.

Através dos olhos de uma menina inicialmente assustada, mas bastante corajosa, acompanhamos essa trajetória que desperta inúmeras perguntas, muitas das quais permanecem sem resposta.

Com uma narrativa intensa e recheada de dilemas, Morada das Lembranças tece um lindo bordado com os testemunhos de desafios vividos em forma de rejeição, violência, preconceito e muitas perdas. Daniella Bauer, no entanto, trata de todos esses assuntos com muita delicadeza e intensidade, por acreditar que “carregar muitas histórias sem contá-las, tendo muitas vidas que guardar, nos torna pessoas pesadas, por demasiado entristecidas.” Dessa forma, cativa o leitor até as últimas frases, firmando sua convicção de que “bravos e corajosos são aqueles que fizeram de sua vida uma história a ser compartilhada.”

Sobre a autora
Nascida no Rio de Janeiro em 1970, Daniella veio com a família ainda menina morar em São Paulo. Graduou-se em Psicologia, com Aprimoramento em Psicologia Clínica e Hospitalar pelo Hospital do Servidor Público Estadual. Também desenvolveu seu trabalho no setor de oftalmologia da Escola Paulista de Medicina. Contribuiu com pequenas histórias infantis para as revistas Toca e Peteca. Apaixonada por histórias e literatura, resolveu ousar no caminho da escrita. Morada das Lembranças é seu romance de estreia.

Lançamento: Morada das Lembranças

domingo, 29 de junho de 2014

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