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Saudações Leitores!
O DLL firmou mais uma parceria com uma autora nacional. Tan tan tan tan: Alane S. A. Brito, autora de O Trio que será lançado pela Editora Novo Século através do selo Novos Talentos da Literatura Brasileira. Segundo a autora o lançamento está previsto para o mês de maio, então queridos leitores temos que esperar um pouco e guardar essa ansiedade pela leitura!
Entretanto, podemos já matar um pouco a curiosidade e conhecer mais sobre a autora e o livro, não é mesmo?

Quem é Alane? 
Bem, ela costuma dizer que é tímida, muito crítica, perfeccionista, chocólatra, amo histórias e, principalmente, cria-las. Tenho fixação por personagens. Não é perfeita e até já recebi apelido de "Da Lua", por viver em seu próprio mundo paralelo. Deus é o seu guia, e espera nEle conseguir mostrar ao mundo, se possível, suas criações e deseja que elas ajudem a fazer as pessoas relaxarem, tomarem bons conselhos e lerem mensagens otimistas, coisa que nos dias de hoje parece estar se tornando raro. 

O livro O Trio ainda não tem capa definida, portanto só disponibilizarei a sinopse, mas assim que sair a capa e outras novidades acerca do livro e da autora estarei informando aqui no blog, certo?

Sinopse: Dez anos após terríveis experiências na vila onde morava, Davi Guerrato está de volta para cumprir um acordo. Não imaginava então que teria a oportunidade de regressar a sua infância, contando a trajetória de sua vida em Valentino Duarte, onde também teve agradáveis e saudosos momentos com seus dois melhores amigos, Nelson Beltrame e Jordan Merkel, a um garotinho desconhecido. Relata o pacto de amor e suas decepções devido a ele, e não se julga capaz de expor suas aventuras sem revelar os tormentos da vida de Jordan, o mais odiado da vila, pois creditavam a ele a culpa pelos graves incidentes ocorridos por lá. Maltratado e desprezado, até seus amigos chegam a duvidar de sua integridade. Sua paixão secretamente correspondida por uma andarilha recém-chegada à vila é demasiadamente conturbada devido ao empecilho de sua vida, Nícolas Mazzochi, que também se encanta pela moça. Quando os três amigos chegam aos dezoito anos, a vila é invadida por agressivos homens que desejam toma-la, e em meio ao massacre, Davi e Nelson conseguem fugir em companhia de mais alguns, tendo Davi, mais tarde, que retornar a vila já ocupada pelos “Selvagens” para resgatar Jordan. Entram então no maior desafio de suas vidas para levarem ajuda aos poucos sobreviventes que estão aprisionados, numa perseguição atormentadora, tendo que juntar forças com seus desafetos, descobrindo assim, que no fundo de suas almas existem  garra, coragem e sentimentos antes jamais experimentados por nenhum deles. 

Não deixe de assistir ao Book Trailer


Para saberem mais e verem algumas das ilustrações da história acessem o blog da autora e do livro: http://livrootrio.blogspot.com.br/ no blog vocês ainda vão poder ler trecho do livro, conferir entrevista, etc, ou o facebook da autora: AQUI.
Desejo desde já muito sucesso para a Alane, e fico na expectativa do lançamento, e quero dizer que o DLL estará sempre a disposição, pois apoiamos literatura nacional! Estou muito encantada pela parceria!
Queridos leitores, logo que eu tiver mais novidades compartilho aqui com vocês!

Já Curtiram a página do blog no facebook? Curta lá gente: https://www.facebook.com/DeLivroEmLivro e quem tiver twitter e quiser seguir meu perfil será ótimo: @camila_marcia.

Parceria: Alane S. A. Brito

sexta-feira, 30 de março de 2012

Saudações Leitores!
Março foi um mês muito bom, primeiro porque eu consegui ler bastante, apesar da correria. Segundo porque minha estante cresceu: novos títulos vieram parar nela. Vamos conferir?

Recebi da Editora parceira Martin Claret o livro Mulherzinhas, de Louise May Alcott (já fazia tempo que eu desejava esse livro). Quero aproveitar e agradecer pelo exemplar que é lindo! Aguardem, pois assim que possível terá resenha e sorteio!
A Novo Conceito também me enviou exemplares de seus lançamentos. Tenho que agradecê-la e ao mesmo tempo parabenizá-la pelos kits que, como de práxis, estão belíssimos.
Kit Cruzando o Caminho do Sol, de Corban Addison, aguardem a resenha e o sorteio de um kit. Vocês vão adorar! (Ps.:Estou muito ansiosa por essa leitura!)
E o Kit O Espião, de Clive Cussler e Justin Scott. Assim que possível terá resenha e sorteio!!! (Ps.: Amo romances policiais, portanto já estou louca para ler)
Também tive o prazer de ganhar de meu professor, que é escritor, um exemplar de seu livro de contos: Insônias, Delírios, Pesadelos, de Dimas Carvalho. Obrigada professor Dimas pelo livro!
Como todo mês é de práxis eu não pude deixar de comprar. Comprei Ilíada, de Homero (ed. Martin Claret), mas o motivo para comprar foi épico (rsrsrs), na faculdade estudamos alguns dos cantos desse livro, daí não queria xerocar e preferi comprar a obra na integra, afinal sempre tive vontade de ler.

Então esse mês não ter fiz muitas compras, mas minha lista de livros desejados cresceu consideravelmente, entretanto, tenho que ter paciência, porque tô cheia de livros para ler e bem pouco tempo para leitura.
Adorei todos os livros que ganhei, são maravilhosos, não são?! (*.*)

Espero que este mês de Março tenha sido bom para vocês, queridos leitores: Que livros vocês ganharam e/ou compraram? Dividam comigo aqui nos comentários, eu adoro saber!!!!

Que Abril chegue com tudo e traga muitos livros para todos!

Chegou pelo Correios 7#

quinta-feira, 29 de março de 2012

Saudações Leitores!
Eu tive que ler Treze para escolher um conto para analisar numa disciplina da faculdade e esse livro foi um professor que me emprestou, pois não consegui achar nenhum livro desse autor na biblioteca municipal da minha cidade e nem da universidade em que estudo, o que me remeteu a reflexão do quanto as bibliotecas não são atualizadas. Durante um ano centenas de livros são publicados e se pararmos para refletir será que todos os anos as bibliotecas recebem livros novos? Acho que não. Sabe quem sai perdendo? A sociedade, pois apropriar-se de um livro é apropriar-se de conhecimentos. E os conhecimentos precisam ser atualizados, portanto os livros também!
Enfim, eu peguei o livro e me assustei com a capa, fiquei pensando que eram contos de terror e tive receio de começar a leitura, mas após o início não parei mais. Li todos os contos em uma manhã. São bem interessantes. Confiram:


Treze, Nelson de Oliveira, Edições Ciência do Acidente, 1999, 99 pág.

Treze é um livro com treze contos, prefaciado por Moacyr Scliar e escrito por Nelson de Oliveira, escritor contemporâneo brasileiro. Oliveira possui o título de doutor em Letras pela USP e publicou romances, contos, ensaios organizou diversas antologias.
Nesse livro estão presentes os seguintes contos: Dies irae, o dia da ira; Fábula rasa; Doce dilema azul de bolinhas amarelas; Ela não vê no que seus olhos crêem; Gorducha; Merdra; Não Sei Bem O Quê, aqui; Duas quedas; Homenagem a Tróia; Monstro; Toleima?; O sr. McPiffs; Zede, o gado.
Gostaria de dar destaque para os contos: Não Sei Bem O Quê, aqui; Gorducha; Duas Quedas; Monstro e O Sr. McPiffs, pois foram os que mais gostei, claro que os demais também são bons, mas como todo leitor sabe, sempre gostamos mais de uns do que de outros.
Essa obra do Nelson de Oliveira apresenta uma linguagem fácil, mas os contos – como é práxis na literatura – apresentam uma abertura semântica imensa. Os contos são breves, o que nos remete a uma leitura contínua. Ao iniciar a leitura de um conto ele parece ter um ritmo próprio e a forma quase caótica de narração do Nelson faz com que o leitor sinta-se motivado a uma leitura rápida. Um detalhe especial é que quase todos contos são em primeira pessoa, apresentam apenas um cenário, um desenrolar rápido e em uma boa parte deles são psicológicos, como se fossem a narração do próprio pensamento.
Nesse livro ainda podemos apreciar no início de cada conto imagens – algumas assustadoras – de loucos, o que dá um caráter perturbador a obra, nota-se logo pela capa do livro.
Gostei bastante da forma que o autor escreve e dos recursos literários, mas ainda assim achei alguns contos confusões demais. Mas como dizem na literatura o que me toca a sensibilidade pode não lhe tocar ou vice-versa. Mas confesso que o livro não deixou-me com aquela ansiedade pra ler. Talvez o fato de estar lendo-o para fazer um estudo da faculdade tenha colaborado para minha apreciação reduzida da obra.
Contudo, acredito que por ser uma leitura breve e rápida, qualquer pessoa poderia – deveria?! – apreciar um leitor nacional e Nelson de Oliveira é um escritor que goza do status de ser um dos melhores contistas contemporâneos.

Treze - Nelson de Oliveira (resenha)

quarta-feira, 28 de março de 2012

Saudações Leitores!
Não tenho palavras para expressar o que senti ao ler Para Sempre, só sei que cada pessoa ao ler um livro tem suas próprias sensações, mas ficaria muito feliz se todos que lessem esse livro sentissem a emoção que senti. Através da resenha eu espero poder mostrar um pouco dessa emoção sentida, mas antes quero agradecer a Novo Conceito, pelo exemplar e pela oportunidade indescritivel que me deu de poder conhecer esse livro. Confiram a resenha e deixem seus comentários!


Para Sempre, Kim e Krickitt Carpenter (com a colaboração de Dana Wilkerson), São Paulo: Novo Conceito, 2012, 144 pág. (tradução de Ivar Panazzolo Júnior)

Kim e Krickitt Carpenter escreveram Para Sempre (em inglês: The Vow) um livro com teor biográfico, isto é, relata fatos reais. Tão reais que os fatos narrados nesse livro aconteceram com os autores do mesmo: Kim e Krickitt. A história emociou tanto que até ganhou uma adaptação cinematográfica cuja estréia no Brasil está prevista para 13 de abril desse ano (2012).
A história é narrada em primeira pessoa, por Kim, que é treinador da Universidade Highlands, inicia-se quando ele liga para a empresa Jasmmin Sportswear a fim de se informar sobre jaquetas de técnicos de beisebol e quem atende é Krickitt. Foi a partir dessa ligação que Kim se apaixona pela voz de Krickitt e passa a ligar para ela constantemente. Depois de um tempo de conversas e contas telefônicas astronômicas, também passam a se comunicar por cartas e decidem finalmente enviarem fotos. O próximo passo era conhecerem-se pessoalmente.
Após se conhecerem, decidem namorar e logo casam e a lua de mel é em Mauí, a coisa mais fofa! Os recém-casados traçam planos para o futuro e vivem apaixonadamente. Após dois meses de casados, decidem passar o primeiro feriado juntos (o de Ação de Graças) com os pais de Krickitt. Durante essa viagem ocorre uma tragédia. Krickitt ao volante acaba sofrendo uma colisão com um caminhão e é nesse ponto que as coisas na história começam a ficar tensas e ao mesmo tempo emocionantes (lê-se: precisa-se de lenços, pois lágrimas irão jorrar!). Kim está gravemente ferido e Krickitt desacordada. Depois de serem socorridos os médicos não acreditam que Krickitt possa sobreviver. Teve uma forte lesão na cabeça.
Indo contra todos os percentuais de chances Krickitt resiste, mas não se lembra de ser casada. Não se lembra de seu marido Kim. Nessa parte é muito emocionante, pois ele fica ao lado da esposa todo o tempo que ela fica em coma e quando ela “acorda” diz que não sabe quem ele é (mais lágrimas!).
 
"Quando Krickitt declarou que era solteira, daquela maneira tão tranquila e natural, senti como se alguém houvesse enfiado uma faca no meu peito. Olhei em seus olhos, rezando para reconhecer um sinal, por menor que fosse, de que ela havia me reconhecido." (p.77)

Ao ler Para Sempre é quase impossível conter as lágrimas. Eu chorei muito, algumas das páginas do meu livro ficaram marcadas pelas lágrimas de tão emocionada que fiquei. Sou extremamente sensível! Emocionei-me pelo fato dessa tragédia ter acontecido e ter trazido muitas coisas ruins, mas também trouxe coisas boas, como muitas pessoas disposta a ajudar, os amigos ficaram mais unidos, a família se aproximou, e para quê prova maior de amor do que Kim ter permanecido ao lado da esposa no momento em que ela mais precisava, cumprindo assim seus votos matrimonias: na saúde e na doença...

"Prometo amá-la e respeitá-la completamente. Prometo sustentá-la e protegê-la em tempos de necessidade e dificuldade. Prometo ser fiel, honesto e aberto; devotar-me a cada uma de suas necessidades e desejos. Acima de tudo, prometo ser o homem por quem você se apaixonou. Eu amo você." (p.25)

Acredito que passar pelo que Kim e Krickitt passaram e terem conseguido superar é uma prova de que Deus nos dá aquilo que somos capazes de carregar. A fé, a amizade, a família, tem papéis fundamentais para a melhora de Krickitt que tem que conhecer Kim e (re)aprender a amá-lo. Encanta-me a força de Kim por não ter desistido de Krickitt, por ter lutado pelo amor que sentia.

"Só existe uma coisa que pode superar para sempre os eventos dolorosos pelos quais passamos, e essa coisa é o amor que eu sinto por você. Sinto-me verdadeiramente honrado por ser seu marido." (p.123)

Contudo tenho que afirmar que algumas partes do livro são bem repetitivas, mas claro que na literatura essas repetições demasiadas são consideradas ferramentas de ênfase (e não prejudica em nada no decorrer do livro) que é o fato de Kim sempre estar repetindo que a tragédia aconteceu após dois meses de casados, e também o fato dele ficar lembrando que ao estar ao lado da esposa estava cumprindo o juramento que fez ao casar.
Não posso negligenciar nesta resenha, uma nota sobre a diagramação e a capa do livro (com os personagens do filme) que estão maravilhosas, mas confesso que senti falta de uma foto do verdadeiro casal Carpenter na olhera do final do livro, acima da breve biografia do casal, como podemos conferir em outros livros da editora, pois sempre no final nos deparamos com a foto dos autores das obras (como nos livros do Nicholas Sparks, Stacey Jay, etc).

"Quando você fechar este livro, quero que se lembre de que, durante a vida, você vai enfrentar momentos muito difíceis, mas é possível encontrar a força que precisa em Deus. Se está faltando alguma coisa em sua vida, peça. Você será atendido. Comprometa-se, e todos os compromissos assumidos serão duradouros. Para sempre." (p.144)

Enfim, Para Sempre, já se tornou um dos meus livros favoritos e não posso deixar de indicá-lo, pois seria quase um sacrilégio se não o fizesse. Indico a leitura para todos, mas já aviso: leiam preparados para terem grandes emoções!



Tudo bem que não tem a foto dos autores (e casal real) do livro no livro, mas eu fui buscar lá no (blog da Novo Conceito a foto deles para disponibilizar aqui na resenha:

Kim e Krickitt Carpenter

O AMOR NÃO É LINDO, GENTE? (*.*)
Gostaram? Então, não deixem de comentar!

Para Sempre - Kim e Krickitt Carpenter (resenha)

sábado, 24 de março de 2012

Saudações Leitores!
Hoje é um dia muito importante para quem faz parte da blogosfera: 20 de Maço é o Dia do Blogueiro! Não importa se seu blog é literário, de filmes, de músicas, de poesia, de moda, etc. Hoje é nosso dia.  E não há nada melhor do que comemorar o nosso dia fazendo aquilo que mais gostamos: postar no blog!
Quero dar um destaque especial para todos que seguem o De Livro em Livro, e afirmar que eu sou blogueira porque tenho vocês seguidores! Porque sei que posso contar com a preseça de vocês aqui neste lugar, para falar, discutir e divulgar literatura, que acredito, ser nossa paixão!
Parabéns, especial para todos os blogueiros que seguem e são parceiros do De Livro em Livro!


Sei que as palavras são simples palavras, mas ao escrever aqui no blog coloco em cada uma delas meus sentimentos e me encanta saber que há pessoas que lêem e que curtem o que está escrito aqui. O Dia do Blogueiro é para ser comemorado com todos os que participam da blogosfera, tendo blogs ou comentando e visitando!

FELIZ DIA DO BLOGUEIRO!

Dia Do Blogueiro 20/03

terça-feira, 20 de março de 2012

Saudações Leitores!
Quando peguei o exemplar de Um Amor, Um Verão, e o Milagre da Vida... e li a frase "Baseado em fatos reais" respirei fundo, pois eu já sabia que eu iria me emocionar. Quando eu li a sinopse do livro já imaginei que me emocionaria, mas imaginar que vai sentir e sentir emoção são coisas bem diferentes. Nada se compara a sentir. De fato, emocionei-me, adorei a forma como a Isa escreve e devorei o livro! Antes da resenha quero agradecer a Editora Baldon, parceira aqui do DLL, pelo exemplar para a resenha. Obrigada!


Um Amor, Um Verão, e o Milagre da Vida..., Isa Colli, Ed. Baldon, 2011, 231 pág.

Em sua primeira edição, Um Amor, Um Verão, e o Milagre da Vida..., escrito por Marilza Helena Minas Colli, ou Isa Colli, conta uma história baseada em fatos reais.
Essa história focaliza não só o romance entre Maria Paula e João Carlos (JC), mas também a luta contra o câncer. Portanto, é uma história emocionante que nos faz refletir.
Tudo se inicia quando Maria Paula, um garota mimada, vai com sua família passar as férias com seu avô Olímpio em Angra dos Reis e lá conhece um jovem nativo chamado João Carlos. Apesar de no início não querer se envolver com ele o amor nasce e nenhum dos dois pode evitar.
Eles vivem um conto de fadas real até o dia em que João Carlos, após tonturas e fortes dores no estomago, descobre que tem câncer e termina com Maria Paula para, segundo ele, poupá-la do sofrimento, entretanto o amor é mais forte e Maria Paula, apesar de jovem, decide ficar ao lado do amado e apoiá-lo.

"Não importava qual seria o tempo que teriam juntos. Não importava se seria uma vida inteira ou uma breve passagem no tempo. Nenhum de nós tem controle sobre isso. O importante é que tudo podia ser diferente. A vida não se acaba quando se é portador de uma enfermidade."(p.165)

Uma história que emociona, que ensina e explica que o amor, a família e os amigos são peças fundamentais para vencer essa batalha. Uma batalha que já está se tornando muito comum, porque existem milhares de pessoas portadoras dessa doença e muitas nem sabem.
Isa Colli, conta uma história baseada em fatos reais emocionante, e percebemos através das palavras da autora sua emoção em relação ao assunto. Tem uma escrita fácil e leve. O livro emociona e encanta. É um livro que você lê para se distrair, mas que se informa sobre essa doença que é muito perigosa se não for tratada no inicio.
Não posso deixar de indicar esse livro para todo leitor, porque Um Amor, Um Verão, e o Milagre da Vida..., é um livro que meche com a sensibilidade de qualquer pessoa, principalmente daqueles que vivem ou viveram com pessoas com câncer.

Um Amor, Um Verão, e o Milagre da Vida... - Isa Colli (resenha)

domingo, 18 de março de 2012

Saudações Leitores!
Assisti ao segundo filme da série Harry Potter e como tem esse novo espaço no blog para discutir Filme x Livro não podia deixar de vir aqui expressar minha opinião.


Harry Potter e a Câmara Secreta
Título Original: Harry Potter and the Chamber of Secrets
Gênero: Aventura, Família, Fantasia, Mistério
Direção: Chris Columbus
Roteiro: J.K. Rowling, Steve Kloves
Produtores: David Barron, David Heyman
Duração: 161 minutos
Ano: 2002

Sinopse: De férias na casa de seus tios Dursley, Harry Potter (Daniel Radcliffe) recebe a inesperada visita de Dobby, um elfo doméstico, que veio avisá-lo para não retornar à Escola de Magia de Hogwarts, pois lá correrá um grande perigo. Harry não lhe dá ouvidos e decide retornar aos estudos, enfrentando um 2º ano recheado de novidades. Uma delas é a contratação do novo Professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, Gilderoy Lockhart (Kenneth Branagh), que é considerado um grande galã e não perde uma oportunidade de fazer marketing pessoal. Porém, o aviso de Dobby se confirma e logo toda Hogwarts está envolvida em um mistério que resulta no aparecimento de alunos petrificados. (Fonte: Filmow)

MINHA OPINIÃO
Novamente, como era esperado, o roteiro do filme é basicamente o mesmo do livro (Resenha do livro AQUI), obviamente com algumas alterações sutis e com muitas omissões de detalhes, o que é perfeitamente compreensível tendo em vista que se fosse colocar todo o livro no filme este iria ficar extremamente grande.
O filme segue a mesma linha de maturidade dos livros, pois como já falei nas resenhas dos livros J. K. Rowling a cada livro ela vai amadurecendo os personagens e como os personagens vão crescendo de ano e ano, suas ações e pensamentos correspondem as suas idades.
O segundo filme da série não é tão infantil quanto o primeiro e é muito bem desenvolvido. Novamente os efeitos especiais são muito bons, os atores estão maravilhosos em cada papel, o cenário é fabuloso e as falas são bem coerentes com as do livro.
Mas uma vez fiquei sem palavras para descrever a emoção de poder ver a adaptação cinematográfica desse segundo livro da série. Sei que é complicado fazer uma adaptação fiel ao livro, mas creio que a franquia de Harry Potter (pelo menos os dois filmes que assisti até agora) tem conseguido ser o mais fiel possível, entretanto a leitura do livro é bem mais completa e deixa qualquer leitor sem ar!
Não posso deixar de indicar o filme e se possível assistam-no após a leitura do livro! É sempre o recomendado.

Harry Potter e a Câmara Secreta (2002) (Filme)

sexta-feira, 16 de março de 2012

Saudações Leitores!
Hoje disponibilizo a resenha do livro da autora parceira Janethe Fontes: Vítimas do Silêncio, que apesar de ser ficção apresenta uma história bem real cujo tema principal é Violência Sexual, apesar do tema ser forte a história é muito boa, emociona muito. Eu, particularmente, adorei o livro e não consegui largá-lo, muitos sentimentos se apoderaram de mim e, à medida que me emocionei também fiquei revoltada por constatar que essa história é, infelizmente, a história de muitas mulheres pelo mundo a fora. Quero agradecer a Janethe pelo exemplar disponibilizado para a resenha e parabenizá-la pela obra.


Vítimas do Silêncio, Janethe Fontes, São Paulo: Universo dos Livros, 2009, 192 pág.

Janethe Fontes além de ter escrito Vítimas do Silêncio (2009) é autora, também, de Sentimento Fatal (2011). Vítimas do Silêncio está em sua segunda edição, sendo que a primeira foi publicada pela editora Universo dos Livros e a segunda pela Barauna.
O livro contém uma narrativa simples, mas um enredo muito forte, pois a personagem principal, Margarida ou Guida, foi violentada sexualmente pelo padrasto e optou pelo silêncio motivado pelo medo e a vergonha, desde então começou a fugir do seu passado, mas não conseguiu superar seus traumas.
Diante de do ocorrido Margarida sai de casa deixando sua mãe e sua irmã Suze e vai morar com os tios, mas não é tão simples quanto imaginava que seria, pois sua mãe separa-se do padrasto e vai morar com as filhas, mas acaba voltando com Carlos (padrasto) e Guida foge para São Paulo. Apesar de no principio passar por diversas dificuldades, ela tem a sorte de encontrar uma família que a contrata para cuidar de seu filho paralítico William.
Desse encontro surge uma grande amizade e tal amizade conforta os dois, pois ambos se entendem. Embora Margarida ainda não tenha coragem de falar o que lhe aconteceu com ninguém, após a morte de sua mãe teme que aconteça o mesmo com sua irmã, entretanto, a vergonha ainda lhe persegue e acaba não denunciando o padrasto.
O silêncio de Guida, com o desenrolar da história não prejudica somente a ela, e tem consequências, ademais, Guida quer justiça e defender mulheres que passaram pela mesma situação que ela e por isso torna-se advogada.
Apesar de tratar de um assunto muito sério que é a violência sexual, o livro traz lições de vida maravilhosas como a superação, a luta por justiça, realização de sonhos. Os personagens são muito cativantes e com senso de justiça muito grande.
Uma coisa bem legal na obra é que a Janethe disponibiliza no Epílogo alguns dados sobre a violência sexual e contra a mulher que o leitor fica chocado. Todos temos consciência que essas coisas acontecem, mas é muito mais assustador quando vemos dados.
Creio que acima de um livro para entreter o leitor, Janethe escreveu um livro para denunciar essa realidade e ser um grito que ecoa diante do silêncio das pessoas que sofrem tal violência. Há algumas coisas que são realmente necessárias calar, mas a injustiça e a violência sexual não é uma delas, por mais medo e vergonha que se sinta, deve-se haver o grito de denuncia, porque quem silencia numa situação dessas não está prejudicando apenas a si mesmo, mas a sociedade, outras pessoas também podem ser vítimas desse silêncio.
Indicadíssimo! Janethe Fontes elaborou uma história que apesar de chocante é muito boa, tenho certeza que agrada a qualquer tipo de leitor.

Gostaram? Querem adquirir um exemplar?
Eu estava na net e vi que esse livro está sendo vendido na Americanas.com por um preço bem acessível: 21,90. Confiram através do link: http://www.americanas.com.br/. Ele pode estar sendo vendido em outros sites, é sempre bom fazer uma pesquisa mais profunda e comparar preços!

Como vocês devem saber eu tenho outro blog que se chama Devaneios Fugazes e há mais de um ano atrás eu postei um Conto do João Anzanello Carrascoza chamado "Fala" que conta a história de uma menina que sofreu violência sexual, quem tiver interesse em lê-lo, acredito que não se arrependerão (Clique AQUI), ficaria encantada em tê-los, também no meu outro espaço virtual.

Vítimas do Silêncio - Janethe Fontes (resenha)

quarta-feira, 14 de março de 2012

Saudações Leitores!
Finalizei a leitura de Um Mundo Brilhante com muito brilho nos olhos! A editora está de parabéns pelo trabalho na capa do livro que é simplesmente perfeita. A história é bem leve e encanta aqueles que se deixam levar pelos sentimentos oculto nas entrelinhas. Quero aproveitar este momento para agradecer a Novo Conceito pelo exemplar fornecido para a resenha: obrigada! Confiram:


Um Mundo Brilhante, T. Greenwood, São Paulo: Novo Conceito, 2012, 336 pág. (traduzido por Ivar Panazzolo Junior)

Escrito por Tammy Greenwood, mais conhecida como T. Greenwood, “This Glittering World”, traz um enredo simples e envolvente. Conta a história de Ben Bailey e um evento que mudou sua vida.
Após uma nevasca, Ben encontra o jovem Ricky, um índio, caído na rua muito violentado. Ricky não resiste e morre. Após isso Ben conhece a irmã de Ricky, Shadi Begay, e juntamente com ela tenta desvendar quem fez aquilo com Ricky.
O personagem é um tanto inseguro e frustrado, não só com a vida que leva ao lado de sua noiva Sara, que sempre lhe manipula, mas também com a profissão de professor. Assim, vamos infiltrando-nos na vida de Ben e descobrindo suas frustrações, medos e inseguranças.
Ben ainda vive à sombra de uma dor do passado, a perda de sua irmã, talvez, por isso deixa-se envolver tão fortemente ao caso de Ricky, entretanto no principio do livro você fica se perguntando o porquê de ele se envolver tanto no caso, pois não há uma explicação imediata e você só consegue compreender no desenrolar da leitura. “Não havia como compartilhar aquela dor com alguém que nunca conhecera a tristeza. seria como explicar o que é a cor vermelha a um homem cego. Tentar descrever a neve a alguém que nunca sentira frio.” (p. 31)
 Sara, noiva de Ben, não chega a encantar o leitor. Apesar de ter momentos em que compreendo o que ela está sentindo, mas ela não parece ser muito simpática, embora isso talvez seja consequência de Greenwood não ter dado muito destaque à ela. Já Shadi, pelo contrario, passou-me a impressão de uma mulher decidida, com traumas, mas que sabe o que quer e está disposta a se doar, perdoar e a esquecer em igual intensidade.
Pela sinopse do livro você deduz uma coisa e na leitura você pode se frustrar, no meu caso não me frustrei, apenas me surpreendi, gostei da história e de como ela foi desenvolvida. Esperava outro final para o livro, mas gostei de como aconteceu, justamente por de ter ficado evidente que não foi um final feliz, mas sim o resultado – o fruto – das escolhas feitas por Ben.
A mensagem que é repassada no decorrer de cada página é que devemos ter consciência de nossas escolhas, algumas delas podem custar um preço que muitas vezes não estamos dispostos a pagar: “Esperança. Ele sabe agora que a esperança é uma criança abortada, concebida, mas nunca realizada. É o sonho que termina enquanto ainda estamos adormecidos. A oração que não recebe resposta. É simplesmente o cordão frágil ao qual um homem desesperado se agarra, mesmo quando ele se desenrola, desenrola e desenrola.” (p.336). Ademais, o livro fala de perdão, de justiça e de seguir em frente.
Gostei de como T. Greenwood conta a história, pois mesmo sendo em terceira pessoa consegue mostrar ao leitor toda a intensidade de sentimentos dos personagens. As divisões das partes do livro também são bem coerentes e criativas: Mundo Vermelho, Mundo Azul, Mundo Amarelo, Mundo Preto e Branco e Mundo Brilhante.
Aprovei a leitura por ser leve, ter uma história bem próxima a realidade de muitos casais e ainda ter um certo mistério no ar. Indico o livro, creio que a história não irá desagradar, mas adverto que para os que criam muitas expectativas podem não ter todas cumpridas.

Um Mundo Brilhante - T. Greenwood (resenha)

segunda-feira, 12 de março de 2012

Saudações Leitores!
Quando soube do lançamento de Estrela Píer eu fiquei louca para ler. Depois que firmei parceria com a autora do mesmo, Kamila Denlescki, e pude ter acesso ao livro - confesso que isso foi no final do ano passado - a leitura foi sendo adiada e a vontade de ler foi crescendo, mas com o fim de semestre na facul (provas, trabalhos - o caos), depois fim de ano (festas, passeios, reunião familiar - sem tempo) e depois janeiro (férias - viagem, passeios) e além desses contratempos eu tinha que ler outros livros para minha monografia (ainnn) o tempo estava bem curto e a leitura foi ficando pra depois. Mas enfim o li e confesso que, quando comecei, larguei todas as minhas outras leituras para ficar apenas com Estrela Píer, encantou-me, deixou-me sem folego. Não sei se conseguirei passar na resenha tudo o que sentir ao ler, mas vou tentar:


Estrela Píer - O tempo, a chuva, o outro, Kamila Denlescki, São Paulo: Novo Século, 2009, 231 p.

Estrela Píer” foi escrito pela paulista Kamila Denlescki, é uma história de tirar o folego. O enredo gira em torno de Lucia Píer Eli, o livro é narrado em primeira pessoa, justamente por Lucia.
Tudo inicia em um encontro malfadado de Lucia e Carlos no cinema, lá Lucia assiste a um filme com o grande astro Richard Clevehouse e desde esse momento o ator começa a fazer parte de seus sonhos. Coincidentemente inicia-se uma promoção para uma viagem a Londres com direito a um jantar com o ator. A avó de Lucia, percebendo que a neta está “encalhada” resolve inscreve-la e por obra do acaso, ou melhor, do destino Lucia ganha a promoção.
A viagem deveria ser bem simples: uma semana em Londres, um jantar com o ator Richard Clevehouse e um passeio em Paris, contudo, estes planos saem às avessas. Richard foge do jantar levando consigo Lucia que encantada pelo ator e ao mesmo tempo sem entender tal ação deixa-se guiar por ele.
Uma sucessão de fatos estranhos acontece, muita aventura e mistérios. Essa viagem para Londres estava predestinada não para ser normal, mas para ser inesquecível. É nesse contato com Richard que Lucia descobre coisas sobre seu passado, o abandono dos pais, Karen e Collin, e sua predestinação para fazer parte de um triângulo amoroso formado por ela, Kim e Richard. Ademais, acaba descobrindo que foi criada pela Fábrica para ser uma Estrela!
Só teve uma coisa que no princípio eu achei bem estranho que foi a naturalidade com que Lucia encarava os fatos mais excêntricos e bizarros que lhe aconteciam nessa viagem, mas daí ponderei que talvez fosse fruto da grande imaginação de Lucia de querer viver o que estava nos livros que lia e por isso nada lhe deixava completamente apavorada, mas com a leitura percebi que Lucia pode ser qualquer coisa menos normal, daí a naturalidade.
Apesar de algumas coisas terem ficado meio obscura no livro, inclusive o final – bizarro – confesso que o livro é daqueles que você só descansa quando termina, é um livro pelo qual você deixa de fazer tudo só para ficar lendo (eu deixei de comer, beber, estudar) até chegar ao dito cujo ponto final.
A linguagem que a Kamila utiliza é bem jovial e fluida, encanta. Tem partes bem engraçadas no livro que eu ficava rindo descontroladamente sem me importar se os outros me tachariam de louca (sim, pra onde eu ia eu levava o livro, caso tivesse um tempinho pra ler).
Outro detalhe é a capa, que é da própria autora Kamila Denlescki, apesar de eu achá-la uma capa lindíssima, confesso que ela passa uma impressão errada do livro. Tipo você olha a capa e imagina que o livro só traz romance.
Na verdade o livro tem aquele romance avassalador: de você conseguir ouvir as batidas do coração dos personagens, mas também tem muita ação, muito mistério. Lucia e Richard não conseguem ficar parados, estão sempre correndo, em fuga. E, “Estrela Píer” ainda traz altas doses de ficção científica e o leitor não é levado a Londres apenas para presenciar um jantar romântico e um casal se desfazendo em declarações, mas é transportado para Londres para viver um grande mistério e no fim, tirar suas próprias conclusões.
Como não encontro mais palavras, resta-me apenas indicar "Estrela Píer" a todos que curtem: romance, mistério, ação e ficção cientifica. Também está mais do que indicado para aqueles que desejam perder o folego, ficarem descabelados, tensos e, pelo amor de Deus, não se assustem porque em “Estrela Píer” tudo é normal da maneira mais diferente possível. Boa Leitura!

"Em meus poucos anos de vida, eu já sabia que, conforme um raio, o amor romântico não podia nascer duas vezes do mesmo terreno. E só era amor aquele que tinha raízes tão profundas quanto a beleza das flores. Eu não me refiro à paixão, à pele, ao desejo. Eu me refiro a fatos sublimes dos sentimentos inexplorados, das noites sem dormir, dos sonhos inacabados. Eu falo de um amor sublime e verdadeiro, que se é possível sentir uma única vez, relacionado a uma única pessoa." (p. 174)

 
Ps.: Quero pedir desculpas a autora pela demora em ler e resenhar, mas minhas justificativas estão lá em cima e como diz o ditado (que inclusive acho a cara da Lucia Píer): "Antes tarde do que nunca!". Obrigada e parabéns pelo livro Kamila. Arrasou!!

Estrela Píer - Kamila Denlescki (resenha)

sábado, 10 de março de 2012

Saudações Leitores!
Mais uma entrevista realizada aqui no blog, dessa vez temos o escritor parceiro Sergio Carmach com entrevistado, ele é autor do livro Para Sempre Ana (resenha AQUI) que de antemão já superindico. Ele gentilmente concordou em responder algumas perguntinhas enviadas por mim e fiquei muito feliz com as respostas. Espero que vocês gostem, confiram:

 

Olá Sergio Carmach?! Gostaria de parabenizá-lo pelo seu livro Para Sempre Ana e dizer que é um prazer poder realizar esta entrevista com você.
Oi, Camila. É um grande prazer estar aqui conversando com você e seus leitores. Muito obrigado por me abrir esse espaço em seu blog.

DLL: É impossível não fazer essa pergunta, pois, como leitora, é sempre um prazer saber quem é o escritor além das páginas de seus livros. Conte-nos um pouco quem é Sergio Carmach.
Carmach: Respondendo à sua pergunta, acho que sou um cara simples, honesto, prestativo, metódico, que gosta de fazer tudo com a mais absoluta perfeição, que valoriza a essência, desligado de cartilhas, que tenta ser sempre justo... Também sou impaciente, às vezes chato, um pouco seco, cheio de manias... A-M-O o silêncio, detesto futebol... Chega, né?! rs

DLL: Desde criança você escreve, mas é também da infância seu desejo de ser escritor?
Carmach: Com certeza! Nos anos 70, o Círculo do Livro abriu um concurso literário infanto-juvenil e publicou os trabalhos vencedores em um livro chamado Mundo Jovem. Eu estava participando e, como precisava entregar o texto datilografado (naquela época, claro, não existia computador), minha mãe começou a batê-lo à máquina. O problema é que a história tinha muitos diálogos em uma língua alienígena (Português ao contrário rsrs) e minha mãe acabou perdendo a paciência (no idioma dos ETs, ela disse: siam otneuga oãn !agehc). Acabei não finalizando minha participação, já que eu só sabia catar milho no teclado da máquina :( :( :(

DLL: Que tipos de Livros você costuma ler? Algum autor preferido?
Carmach: Não gosto de nada levinho. Prefiro livros, filmes, quadros, músicas etc. que sejam densos e, de preferência, que provoquem reflexões. Então, eu poderia dizer que tenho um tipo preferido de literatura, não um autor preferido.

DLL: De onde você buscou inspiração para escrever Para Sempre Ana? Como surgiu a história?
Carmach: Histórias são como o Big Bang. Surgem aparentemente do nada. E a explosão inicial vai, aos poucos, gerando estruturas cada vez mais complexas, até criar maravilhas. O Big Bang do Para Sempre Ana foi em 2000, ano em que surgiu a primeira materialização do livro (um embrião de 80 páginas). Esse texto veio sei lá de que recanto do meu cérebro e ficou praticamente estático até 2008, quando finalmente começou a tomar rumos incríveis e inesperados. O universo de Para Sempre Ana tomou a forma atual em 2009. Mas é bom frisar que os exemplares à venda nas livrarias (a 1ª edição, de 2011) já estão defasados, pois a história ganhou uma página muito importante, a meu ver, no último capítulo. Espero que saia uma nova edição com esse acréscimo.

DLL: Ana é uma personagem bem complexa. Ela foi inspirada em alguém que você conheceu ou conhece?
Carmach: Não. E eu só fui conhecendo de verdade a Ana no decorrer da escrita. Ela mexeu comigo além do esperado!

DLL: O que mais me intrigou em Para Sempre Ana é a personagem principal, Ana, ter sido “pintada” na primeira parte do livro de uma forma a fazer o leitor ficar com raiva dela e só posteriormente nas partes subsequentes a personagem vai sendo descoberta tal como ela é. Enquanto a maioria dos escritores faz um esforço enorme para fazer com que os leitores se encantem com os personagens, você faz com que o leitor praticamente deteste Ana, por quê?
Carmach: A ideia não é fazer com que o leitor deteste a Ana, mas que fique intrigado com seu comportamento. Se o leitor sente raiva dela no início, é sinal de que ele gosta de julgar as pessoas pela aparência ou sem se aprofundar muito nas situações. Essa maneira de agir, aliás, é bastante comum no ser humano. Gostamos de julgar todo mundo; e de forma rasa, com base apenas nos nossos achismos e preconceitos.

DLL: Conte-nos seus projetos para o futuro: já tem algum outro livro para ser publicado ou alguma história já mora em seus pensamentos?
Carmach: Estou escrevendo um livro cuja trama está me envolvendo completamente. Garanto que será uma história tão diferente, cheia de reviravoltas e surpreendente quanto a de Para Sempre Ana. O protagonista é um oficial nazista, que se julga controlado por forças ocultas após ter feito uma suposta viagem ao inferno. O leitor só saberá o que é realidade e o que é ilusão quando chegar ao final da leitura.

DLL: Sergio, muito obrigada pela entrevista, foi realmente um prazer saber um pouco mais de você, de seu trabalho e do processo de criação. Espero que tenha gostado e para finalizar gostaria que você deixasse um recado para os leitores do De Livro em Livro...
Carmach: Sou eu que agradeço a oportunidade de falar com você e com seus leitores, Camila. E meu recado é simples: não veja a vida como os outros querem que você veja; enxergue as coisas com seus próprios olhos. Seja autêntico! E seja feliz! Um grande abraço e obrigado a todos mais uma vez.

Espero que tenham gostado da entrevista e fiquem por dentro das novidades do autor aqui no blog ou em suas redes sociais:

Entrevista 4#: Sergio Carmach

quarta-feira, 7 de março de 2012

Saudações Leitores!
Dessa vez atrasei minha indicação, mas ainda tá no começo do mês então... 
Sei que está sendo muito corrido pra mim e até posso apostar que pra vocês também, queridos leitores, mas acredito que todo leitor compulsivo sempre encontra um tempinho para ler. Tendo em vista isso, quero indicar uma leitura leve, fluída e bem discontraida: Um Homem de Sorte, de Nicholas Sparks. Confira a sinopse do livro:
 

Sinopse: Mas não estava em outra época e lugar, e nada daquilo era normal. Trazia a fotografa dela consigo há mais de cinco anos. Atravessou o país por ela.” “Era estranho pensar nas reviravoltas que a vida de um homem pode dar. Até um ano atrás, Thibault teria pulado de alegria diante da oportunidade de passar um fm de semana ao lado de Amy e suas amigas. Provavelmente, era exatamente isso de que precisava, mas quando elas o deixaram na entrada da cidade de Hampton, com o calor da tarde de agosto em seu ápice, ele acenou para elas, sentindo-se estranhamente aliviado. Colocar uma carapuça de normalidade havia-o deixado exausto. Depois de sair do Colorado, há cinco meses, ele não havia passado mais do que algumas horas sozinho com alguém por livre e espontânea vontade. (...) Imaginava ter caminhado mais de 30 quilômetros por dia, embora não tivesse feito um registro formal do tempo e das distâncias percorridas. Esse não era o objetivo da viagem. Imaginava que algumas pessoas acreditavam que ele viajava para esquecer as lembranças do mundo que havia deixado para trás, o que dava à viagem uma conotação poética. prazer de caminhar. Estavam todos errados. Ele gostava de caminhar e tinha um destino para chegar.

Eu gostei mesmo desse livro e tenho certeza que todos podem gostar também, se quiserem conferir a resenha que fiz dele clique AQUI
É isso, fico por aqui, não sem antes desejar um ótimo mês e boas leituras!

Indicações 7#: Um livro que tem filme

terça-feira, 6 de março de 2012

Saudações Leitores!
Hoje vou disponibilizar a resenha de um dos livros que recentemente li para a faculdade, e tenho que admitir que ler Clarice Lispector nos deixa aquela sensação de leveza, como se fossemos pluma e a autora estivesse soprando a gente para todos os lados. Um excelente livro que de tão excelente não se pode encontrar palavras boas o suficiente para descrevê-lo.


Laços de Família, Clarice Lispector, 25ª. ed, Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1994, 168 pág.

A Ucraniana naturalizada brasileira, Clarice Lispector, dispensa apresentação. Com uma obra literária vastíssima e um dos clássicos da literatura brasileira, escreveu romances, contos, crônicas, etc.
Nesta obra em particular somos apresentados a treze contos: “Devaneio e Embriagues de uma Rapariga”, “Amor”, “Uma Galinha”, “A Imitação da Rosa”, “Feliz Aniversário”, “A Menor Mulher do Mundo”, “O Jantar”, “Preciosidade”, “Os Laços de Família”, “Começos de Uma Fortuna”, “Mistério em São Cristóvão”, “O Crime do Professor de Matemática” e “O Búfalo”.
Falar de qualquer obra de Clarice Lispector sempre me deixou sem palavras, e elas me fogem agora também, mas posso afirmar que uma há uma linha divisória em nossa vida após ler Clarice: nunca mais seremos os mesmos leitores e isso é fato. Como uma escritora é capaz de tirar os pés de cada leitor do chão e deixa-los flutuando indo contra todas as leis da gravidade. Acredito que flutuar é a formula secreta para se ler Lispector e o livro “Laços de Família” vem a mostrar situações cotidianas e rotineiras quebradas gerando uma perfeita confusão de reflexões.
Tenho que admitir que ler Clarice Lispector não é fácil, necessita-se de muita concentração, pois seus contos e romances são de cunho psicológico e exige que você esteja atento a leitura. Percebemos a delicadeza da autora em cada um dos contos e a forma como Clarice narra e descreve as reflexões deixam o leitor instigado.
Como falei inicialmente, Clarice dispensa comentários e sua leitura exige leitores proficientes, capazes de se entregar e se deixar flutuar. Não posso deixar de indicar a leitura de “Laços de Família”, em especial dos contos: “Devaneio e Embriagues de uma Rapariga”, “Amor”, “A Imitação da Rosa” e “Preciosidade” que foram os que mais me encantaram.
  

Laços de Família - Clarice Lispector (resenha)

domingo, 4 de março de 2012

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