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Morte e Vida de Charlie St. Cloud - Ben Sherwood (resenha)

segunda-feira, 17 de julho de 2023

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Morte e Vida de Charlie St. Cloud me surpreendeu, me envolveu e me impactou de diversas formas!

Saudações Leitores!

Esse ano, acabei estipulando uma lista com alguns livros que tinha "encalhado" na estante para ler, MORTE E VIDA DE CHARLIE ST. CLOUD estava nessa lista e finalmente tive o prazer de me debruçar sobre o volume. Escrito pelo escritor, jornalista e produtor norte-americano Ben Sherwood o volume - creio  que até já saibam - ganhou uma adaptação cinematográfica intitulada A Morte e Vida de Charlie.

Primeiramente, vamos falar que tipo de enredo temos em MORTE E VIDA DE CHARLIE ST. CLOUD; como o título já anuncia, iremos acompanhar o protagonista Charlie St. Cloud que aos 15 anos acaba sofrendo um grave acidente enquanto dirigia, ele estava com seu irmão mais novo, Sam, no banco do carona. Os dois pegam o carro da vizinha sem que ela saiba e vão para o estádio assistir ao jogo de beisebol dos Red Sox à noite e na volta sofrem esse acidente. 

Charlie fica gravemente ferido e passa alguns momentos morto, enquanto um paramédico faz sua ressuscitação. Charlie consegue sobreviver. Sam, infelizmente, não. No entanto, enquanto estava "morto", Charlie promete que nunca vai abandonar o irmão e essa promessa fará toda a diferença na vida de Charlie.

Óbvio que já é possível prever o que iremos encontrar em boa parte do livro, porém devo admitir que algumas coisas foram surpreendentes para mim. 

Charlie fica devastado e embora aos 15 anos fosse um garoto popular, com vários planos para o futuro, inclusive como um esportista, ele fica sem motivação alguma para seguir em frente e, 13 anos após o acidente que marcou sua vida, ficamos a par que Charlie desistiu de todo o seu futuro "brilhante" para ficar "estacionado" na cidade natal e atualmente trabalha como coveiro no cemitério local de Waterside. Charlie, no entanto, esconde um segredo: todos os dias, ao pôr-do-sol ele e seu irmão jogam beisebol na floresta e mais, Charlie consegue ver outros espíritos em decorrência de sua quase morte.

O fato é que ver o irmão todos os dias faz com que Charlie não consiga seguir em frente e superar o luto, além disso acaba vivendo de forma bem medíocre, por não poder sair da cidade ou viajar para lugares mais longe que o impossibilite de voltar ao pôr-do-sol, pois ele sente o comprometimento com sua promessa feita ao irmão e sabe que se deixar de vê-lo no lugar marcado o irmão desaparecerá e ele terá quebrado a promessa que lhe fez.

Aos 28 anos de idade, Charlie não pode fazer nada para si mesmo em decorrência disso e da culpa que sente, pois acha que foi ele quem matou o irmão. Um ponto interessante é que o protagonista nem sequer consegue manter relacionamentos por muito tempo, pois não há como justificar sua necessidade de estar no cemitério/floresta todos os dias ao pôr-do-sol. Assim, sem poder se entregar aos relacionamentos amorosos que já teve, as mulheres acabam deixando-o por sentirem essa fata de entrega: não poderem fazer viagens nos fins de semana, nem saírem em determinados momentos é frustrante demais à longo prazo e difícil para qualquer relacionamento.

As coisas começam a ficar mais complexas quando Charlie reencontra Tess, uma jovem com quem estudou no colegial, mas que nunca se falaram realmente até encontrá-la no cemitério, já que ela estava visitando o túmulo do pai. É a partir desse reencontro que Charlie começa a ficar em dúvida sobre seus desejos e como irá querer levar sua vida daquele momento em diante.

Charlie e Tess começam a se encontrar e o jovem percebe que talvez ele não mereça a felicidade que está sentindo depois do que fez com Sam, ele sente-se culpado por estar feliz, mas também fica imaginando como seria sua vida ao lado de Tess. Será que existe uma forma de ter Sam sem ter que desistir de Tess ou vice-versa? 

A questão é que MORTE E VIDA DE CHARLIE ST. CLOUD não para por aí, o enredo dá uma grande guinada e foi capaz de me surpreender, embora em um determinado momento - bem próximo a revelação - eu tenha suspeitado, pelas pistas que Ben Sherwood colocou na narrativa.

Sem dúvida Ben Sherwood foi incrível neste livro e é perceptível a entrega do autor na construção do enredo, pois o volume é emocionante, dramático e reflexivo na medida certa, mantendo um equilíbrio fenomenal.

É impossível não pensar, durante a leitura, em como as coisas podem mudar de um momento para o outro, refletir sobre milagres, segundas chances, amor, esperança e medo do futuro porque ele é incerto para todos. 

Outro ponto que amei em MORTE E VIDA DE CHARLIE ST. CLOUD é que o volume é bem escrito e a narrativa me lembrou bastante a de Nicholas Sparks, inclusive o próprio enredo me lembrou superficialmente de Nicholas Sparks.

Ao final da leitura posso dizer que fiquei com muita vontade de ler outros livros de Ben Sherwood, então espero que tudo o que foi escrito aqui tenha agradado você e te incentivado a ler o livro. Sem mais para este momento até o próximo post!


FICHA TÉCNICA
Título Original: The Death and Life of Charlie St. Cloud
Autor: Ben Sherwood
Tradutor: Ivar Panazzolo Júnior
Gênero: Romance. Drama. Sobrenatural.
Editora: Novo Conceito
Ano: 2010 | 304 págs.
País de Origem: EUA
Classificação: +14
Aviso de Conteúdo: Morte de parente, Acidente de carro, Espíritos.
Minha avaliação:⭐⭐⭐⭐(4/5)

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