SOCIAL MEDIA

Mostrando postagens com marcador Afonso Cruz. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Afonso Cruz. Mostrar todas as postagens

COMPRAR: Amazon

Dieta da Poesia é um livro bonito, inteligente, cheio de boas intenções, mas que, para mim, ficou mais no campo da ideia do que da experiência

Saudações, Leitores!

Meu primeiro contato com uma obra de Afonso Cruz foi em 2016 com o livro Flores, cuja experiência foi incrível e fiquei com vontade de ler outros livros. Tive oportunidade de ler outro livro do autor em 2021, dessa vez com o fenomenal Vamos Comprar um Poeta e UAU, fiquei sem palavras, portanto ao iniciar Dieta da Poesia já fui com as expectativas altas, mesmo pegando um volume com poucas páginas e apesar de ter gostando, não correspondeu as minhas expectativas, portanto foi uma leitura inferior ao que esperava, mas mesmo assim muito boa.

Dieta da Poesia - Afonso Cruz (resenha)

segunda-feira, 13 de abril de 2026

COMPRAR: Amazon | Outras Lojas

Vamos Comprar um Poeta é um livro com uma carga de crítica pesada sobre o materialismo, consumismo e utilitarismo das coisas que ao final deixa-nos verdadeiramente impactados com a história narrada. Fenomenal. Entrou para meus favoritos!

Saudações Leitores!

VAMOS COMPRAR UM POETA (2016) do escritor português Afonso Cruz é mais um livro que leio desse autor, isso porque eu não sabia que ele tinha outros livros publicados no Brasil, mas quando soube já comprei e, imediatamente, li esse volume. A propósito, minha primeira experiência com o escritor foi com o livro Flores (que li em 2016).

Vamos Comprar um Poeta - Afonso Cruz (resenha)

quinta-feira, 5 de agosto de 2021

Saudações Leitores!
Achei o título de Flores delicado e ao mesmo tempo curioso: por que um título assim? Li a sinopse e fiquei ainda mais cheia de curiosidade, então na primeira oportunidade que tive, mergulhei nesse livro e o resultado falo pra vocês abaixo...
>>> Quer saber mais sobre o livro? Acesse AQUI.


Flores, Afonso Cruz, São Paulo: Companhia das Letras, 2016, 272 pág.

Flores foi escrito pelo português Afonso Cruz que, além de escritor, é ilustrador, cineasta e músico. Afonso Cruz já escreveu alguns livros e ganhou alguns prêmios, isto é, sua escrita está sendo reconhecida.
Este é meu primeiro contato com o autor, mas já tive outros contatos com escritores portugueses - sobretudo meu José Saramago - e sempre gostei bastante, algo que me encanta: usamos o mesmo idioma, mas é tão diferente. Um ponto interessante foi a Editora ter mantido o idioma original, ou seja, não temos tradução, no entanto isso não atrapalha em nada: nem narrativa e nem a compreensão.


O livro tem capítulos pequenos que proporciona uma leitura rápida, não obstante, a leitura flui rica em detalhes e reflexões, é uma maneira extremamente interessante de olhar a vida pelos olhos do personagem-narrador da história.
O narrador-personagem é um jornalista que acabou de perder o pai e está passando por uma crise em seu casamento. O personagem é extremamente egocêntrico e individualista, mas preocupado em si do que com qualquer outra pessoa - incluindo sua filha - e no decorrer de sua narração percebemos que ele não passa de um ser humano infeliz e solitário, mas é orgulhoso demais para admitir isso.

"O que interessa agora é: as verdades não se ouvem, já ninguém quer saber disso... Quando se vive privado de tudo, a verdade importa, mas, quando a temos em todo o lado, parece uma ficção." (p.89)


Em contrapartida, a história e a visão de ver o mundo do personagem muda absolutamente quando ele conhece o Sr. Ulme que perdeu a memória devido a uma cirurgia para tratar de um aneurisma e passa a tentar ajudá-lo a resgatar suas memórias investigando sobre a vida do mesmo.
Em contato com o idoso o personagem passa a divagar sobre a vida, os valores, medos e realmente tem a possibilidade de agir diferente, mas os passos do mesmo são curtos e não conseguiu salvar seu casamento e a relação com a filha criança está abalada e estremecida.

"Porque viver não tem nada a ver com isso que as pessoas fazem todos os dias, viver é precisamente o oposto, é aquilo que não fazemos todos os dias." (p.70)


Aparentemente a única coisa que passa ater sentido em sua vida é resgatar a identidade do Sr. Ulme, contudo, nem todas as descobertas são boas, e há muitos mistérios envolvendo o passado de Sr. Ulme, que era uma pessoa completamente diferente daquela que é atualmente.
De fato, não esperei o desenrolar que aconteceu, mas fica uma reflexão linda a respeito dos seres humanos, suas escolhas, seu passado, suas memórias e o amor. Se somos resultado daquilo que plantamos, então devemos saber se daremos flores ou se não vamos conseguir florescer. Acerca do personagem principal, gosto de pensar que mesmo egoísta e individualista ele pode ter mudado um pouco, aprendido uma lição... quem sabe o amor espalhe sementes no seu coração.


Minha experiência lendo Flores foi a mais gratificante que eu poderia ter (comentei diversas vezes sobre isso nas redes sociais vinculadas ao blog) e é assombroso o quanto é bonito pegar um livro de um escritor que nunca lemos e nos vermos absorvidos pela leitura, concentrados, reflexivos.
Fico encantada quando me deparo com bons escritos, quando o livro modifica a sua visão. Amo quando tenho nas mãos livros que posso saborear a história, a riqueza da narrativa e a profundidade de cada personagem criado e é exatamente isso que aconteceu enquanto lia Flores
Esse é o tipo de livro pra quem quer fugir do clichê, do juvenil, do fugaz e quer algo mais adulto, elaborado, bem escrito... que se torne parte da gente.


"A solidão deve ser a única emoção que não conseguimos partilhar, se o fizermos ela desaparece." (p.184)

Flores - Afonso Cruz (resenha)

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Instagram