Resenha: “A Hora da Estrela” de Clarice Lispector

Saudações Leitores!
Postar uma outra resenha dessa vez do livro A Hora da Estrela de Clarice Lispector, livro que indiquei como leitura para este mês, espero que gostem:


A Hora da Estrela, Clarice Lispector, Rio de Janeiro: Rocco, 1998, 87 pág. 

      Publicado em 1977, “A Hora da Estrela” é um romance da Clarice Lispector, escritora e jornalista nascida na Ucrânia e naturalizada brasileira. Clarice nasceu em 1920 e faleceu em 1977, pouco tempo depois de publicar “A Hora da Estrela”.
      Este romance conta a história de Macabéa, uma nordestina que se muda para o Rio de Janeiro em busca de melhores condições de vida. Entretanto o que é muito fascinante neste livro é que ele é narrado por um escritor fictício chamado Rodrigo S. M., assim sendo, trata-se de um texto metalinguístico.
      Rodrigo S. M., a partir do momento que conta a história da retirante nordestina, também fala do processo criador dessa narrativa, “Para que escrevo? E eu sei? Sei não.” (p.36) ademais o escritor fictício afirma se envolver com Macabéa, que a ama de uma forma que pessoa alguma amará porque mais ninguém a enxerga e só ele a vê de forma bonita.
      Desse modo, a história de Macabéa vai se desenvolvendo no meio das divagações do escritor Rodrigo S. M., assim, Macabéa conhece Olímpico de Jesus se apaixona e os dois namoram: “Mas ela já o amava tanto que não sabia mais como se livrar dele, estava em desespero de amor.” (p.44), mas Olímpico busca alguém que lhe forneça status, alguém que facilite sua ascensão social e isso ele encontra em Glória, companheira de trabalho de Macabéa.
      Em suma, Clarice Lispector, ao desenvolver esta história, trabalha dois aspectos muito importantes, o primeiro no que se refere ao próprio processo de criação quando Rodrigo S. M. narra este processo e o segundo quando retrata em Macabéa a classe nordestina, que só conheciam o sofrimento e, portanto, achava a tristeza um artigo de luxo: “E mesmo tristeza também era coisa de rico, era para quem podia, para quem não tinha o que fazer. Tristeza era luxo..” (p.61). Mostra também as dificuldades e preconceitos enfrentados pelos nordestinos que iam para o Rio de Janeiro em busca de melhorar de vida.
      Um livro que, sem dúvida, merece ser lido. Apresenta uma linguagem clara e fluída, a história e a maneira como ela é contada encanta. Fãs de Clarice Lispector, leitores ávidos, jovens, adultos este livro é para ser bebido em uma só dose! 

Camila Márcia

1 comentários:

  1. É uma das minhas favoritas, ainda bem que a nossa bíblioteca tem uma pequena coleção de livros dela ^^
    Ah! Vlw Camila, adorei a crítica. É verdade tem uns errinhos grámaticais, mas por sorte as editoras tem alguém que ficam numa salinha corrigindo isso antes de públicar qualquer coisa ^^. Espero tamém que gostem do próximo capítulo, domingo ele vai “ta” por no blog.

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