Lançamento: A menina que fazia nevar... e outros

Saudações Leitores!
Vamos conferir alguns dos últimos lançamentos da Companhia das Letras e Paralela, espero que gostem [eu particularmente cresci o olho ao ver A Menina que fazia nevar, tem uma proposta bem legal]:


Como ser babá do vovô, de Jean Reagan (Trad. Érico Assis)
Cuidar do vovô pode ser muito divertido — basta saber como é que se faz. Nas páginas deste livro, você vai descobrir dicas essenciais, que incluem: como brincar com o vovô, coisas para se fazer num passeio, lanches que o vovô gosta. Assim, da próxima vez que ele vier, você já vai estar preparado, com os lápis de cera, os tubarões de pelúcia e o ketchup a postos!

O mundo de Tainá, de Cláudia Levay
Olá! Meu nome é Tainá e eu moro na Floresta Amazônica, um lugar cheio de histórias, povos, bichos e plantas que você talvez não conheça. Já ouviu falar do tupi? Essa língua era falada há muito tempo no Brasil pelos índios e colonizadores que viviam por aqui, e várias palavras desse idioma acabaram virando parte do português e são muito usadas por todo mundo até hoje. Neste livro, eu explico o que quer dizer abacaxi, arara, capim e muitas outras palavras na língua dos índios e também conto algumas lendas que todas as crianças daqui da floresta conhecem. Com certeza você vai se divertir bastante — afinal, no Brasil todo mundo tem coração de índio!

Cidadania, um projeto em construção, de André Botelho e Lilia Moritz Schwarcz
Definir com exatidão o significado de cidadania não é tarefa fácil. Desde a Antiguidade, o termo foi sendo adaptado às novas práticas políticas, sociais e econômicas. Mas se existe um fio condutor, ele certamente diz respeito às relações do indivíduo com a sociedade, e talvez por isso hoje esteja tão ligado à luta dos cidadãos pelos direitos civis e políticos. Os textos aqui reunidos tratam de alguns dos principais temas do Brasil contemporâneo: o acesso à justiça, o combate à desigualdade, a distinção entre o público e o privado, a liberdade de culto, a segurança pública, a luta contra o racismo, o reconhecimento da diversidade sexual e a defesa do meio ambiente, temas tão complexos quanto cruciais, cujo debate de ideias é fundamental para a formação desse imenso projeto em construção chamado cidadania.

Nem preto nem branco, muito pelo contrário, de Lilia Moritz Schwarcz
Publicamente, em entrevistas à imprensa e pesquisas de opinião, a discriminação racial é condenada por unanimidade pela população brasileira. No entanto, apesar de não se declararem racistas, quase todos os brasileiros afirmam conhecer alguém que seja. A existência do preconceito é reconhecida, mas sua prática é sempre atribuída ao outro. O racismo ganha assim contornos de uma estranha invisibilidade: apesar de não aparecer na forma de políticas oficiais ou manifestações públicas abertamente discriminatórias, está presente nos contatos mais elementares das relações cotidianas. Em Nem preto nem branco, muito pelo contrário, a antropóloga Lilia Moritz Schwarcz aborda um dos temas mais recorrentes na discussão sobre racismo no Brasil: a ambiguidade. Em um estudo abrangente, que trata das relações sociais no país desde a época colonial, este ensaio revela que existe muito mais entre o branco e o preto no Brasil contemporâneo do que supõe o velho mito da democracia racial.

Índios no Brasil, de Manuela Carneiro da Cunha
Nos textos aqui reunidos, a antropóloga Manuela Carneiro da Cunha desfaz preconceitos recorrentes e responde a perguntas muitas vezes levantadas: como se determinou a configuração dos territórios indígenas? Quais os fundamentos dos direitos indígenas consagrados na Constituição? Quem pode ser considerado índio? A autora resgata, assim, a história dos índios no Brasil e a história da política indigenista. Mostrando como as ideias de progresso e desenvolvimento mudaram desde os anos 1970, como se conferiu novo valor à diversidade cultural e como foi abandonada a proposta de assimilação, de que eles deveriam “ser como nós”, Índios no Brasil debate a relevância dos povos indígenas para um projeto democrático de futuro.

As figuras do sagrado, de Maria Lucia Montes
O Brasil não é mais um país cuja religiosidade pode ser medida pelo número de católicos. A implantação do Estado laico, a chegada das igrejas protestantes, a ascensão do espiritismo e dos cultos afro-brasileiros e a influência crescente das igrejas pentecostais e de diferentes formas de misticismo foram alguns dos motivos que tiraram a igreja católica do centro da religiosidade no país. Historicamente influenciado pela religião, que por quatro séculos esteve associada à vida pública, o Brasil assistiu a vida social se tornar múltipla e fragmentária, sendo então o indivíduo, que não tinha mais uma única força para orientar a sua conduta, convidado a depender cada vez mais de si para eleger os valores que lhe são significativos. As figuras do sagrado faz uma análise importante desse tema central da vida brasileira e mostra que a sua complexidade vai muito além da constatação do tão aclamado sincretismo religioso.

Ceci e o vestido do Max, de Thierry Lenain (Trad. Marcela Vieira)
Max quer de todo jeito que Ceci use um lindo vestido de princesa cheio de laços e fru-frus. Mas ela odeia essas coisas de menina e decide que só vai experimentá-lo se Max fizer o mesmo antes. Será que ele topa?

O segredo do lago, de Arnaldur Indridason (Trad. Álvaro Hattnher)
Uma pesquisadora especializada em hidrologia faz medições no lago Kleifarvatn, nas proximidades de Reykjavík. O lago está quase seco, graças a um fenômeno de drenagem natural, e no leito de areia a cientista encontra um esqueleto com um buraco no crânio. Chamada ao local, a polícia descobre que a ossada está amarrada a um antigo dispositivo transmissor russo — graças ao peso do aparelho, o cadáver deve ter permanecido submerso por décadas. O inspetor Erlendur, seu assistente Sigurdur Óli e a detetive gourmet Elínborg mergulham em uma investigação que os fará reconstituir um crime ocorrido muitos anos antes, mas que continua a refletir na vida cotidiana e na memória dos moradores da capital da Islândia. Nesta história que recua para os tempos da Guerra Fria e alterna-se entre a Reykjavík atual e a Leipzig da Alemanha Oriental dos anos 1950, o consagrado autor islandês Arnaldur Indridason constrói uma intrincada trama investigativa e existencial, que surpreende o leitor até as últimas páginas.

Origens do totalitarismo, de Hannah Arendt (Trad. Roberto Raposo)
Publicado pouco depois da Segunda Guerra Mundial, em 1951, este livro é considerado a história definitiva dos momentos políticos totalitários e um marco na obra de Hannah Arendt. No ensaio, a autora elucida o crescimento do antissemitismo e analisa o imperialismo colonial europeu, para então centrar-se nos dois principais regimes totalitários da nossa era, a Alemanha nazista e a Rússia stalinista. A transformação de classes em massas, o papel da propaganda e o uso do terror são fatores essenciais, segundo Arendt, para o funcionamento desse tipo de regime. Como destaca o professor Celso Lafer, “a incisiva e inesgotável sugestividade do abrangente pensamento de Hannah Arendt torna este livro ponto de referência indispensável para a reflexão político-filosófica no mundo contemporâneo”.

Editora Paralela

A menina que fazia nevar, de Grace McCleen (Trad. Renato Prelorentzou)
Judith McPherson e seu pai têm uma rotina simples e reclusa, numa casa repleta de lembranças da mãe que ela nunca conheceu, e as únicas pessoas com quem convivem são os fiéis da igreja a que pertencem. Judith não tem amigos na escola, onde é alvo de gozações, e para encontrar consolo se refugia no mundo de sucata que construiu em seu quarto, onde pode ser feliz graças a sua imaginação. Basta acreditar que a Terra Gloriosa — sua maquete — é realmente o paraíso prometido onde um dia vai viver ao lado da mãe. O que nem Judith poderia imaginar é que talvez seu brinquedo seja mais do que uma simples maquete. Pelo menos é o que parece quando ela cobre a Terra Gloriosa de espuma de barbear e a cidade aparece coberta de neve na manhã seguinte. Um pequeno milagre, é assim que ela interpreta esse e outros sinais parecidos. Tão pequeno que muitas pessoas poderiam pensar que não passa de coincidência, mas Judith sabe que milagres nem sempre são grandes, e que reconhecê-los é um dom de poucas pessoas. Longe de ser benéfico, no entanto, esse poder traz consigo uma grande responsabilidade. Afinal, seria certo usar a Terra Gloriosa para se vingar de Neil Lewis, o colega que a maltrata todos os dias na escola? Às vezes, nosso ato mais bem intencionado pode ter resultados desastrosos.

2 comentários:

  1. Olaa :D
    Tem selinho pra você la no blog! Da uma conferida...
    Abraços...

    Isabele Alves
    http://livros-recomendados.blogspot.com.br/

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  2. Olá Cammila,
    Ah, eu me interessei por vários, mas já comprei muitos livros este mês....rs
    Bjos
    Lu
    http://vergostarler.blogspot.com.br/

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Muito obrigada pelo Comentário!!!!