Saudações Leitores!
De Coração para Coração* foi uma leitura bastante agradável e uma surpresa para mim, pois ainda não tinha lido nenhuma resenha dele e a sinopse não me disse muita coisa, espero que todos os leitores, amigos e seguidores do DLL apreciem esta resenha e deixem seus comentários.
De Coração para Coração, Lurlene McDaniel, Ribeirão Preto, SP: Novo Conceito, 2013,208 pág.
Traduzido por Luana Guedes
Heart to Heart (2010) ou De Coração para Coração foi
escrito pela norte-americana Lurlene McDaniel, que já escreveu mais de 70
livros para jovens adultos, alguns já roteirizados para filmes e séries. Ela é
conhecida por colocar seus personagens diante de situações tensas como de
doenças crônicas ou luto.
De Coração para Coração traz como temática
principal o transplante de órgãos, portanto, toda a narrativa vai dar respaldo
a essa situação. Os capítulos são narrados em primeira pessoa, no princípio por
Kassey e, posteriormente, entremeiam-se as narrativas de Arabeth.
Kassey é uma adolescente
como qualquer outra pessoa, entretanto seu pai saiu de casa por conta de seus
vícios no álcool e drogas, deixando Kassey e a mãe sozinhas. Kassey é a melhor
amiga de Elowyn, cuja família é a de modelo tradicional: pai e mãe, segundo
Kassey a família da amiga é perfeita.
As duas sempre estão juntas
e são confidentes uma da outras até Wyatt aparecer na vida de Elowyn, os dois
começam a namorar e a amiga acaba deixando Kassey meio de lado, voltando para
ficar com ela apenas nas inúmeras crises que o relacionamento com Wyatt.
Elowyn e Wyatt brigavam
bastante, pois ela era muito ciumenta, explosiva e temperamental. Simplesmente
tinha dificuldade em escutar os conselhos dos outros. Nesses momentos, Kassey,
mesmo enciumada, acabava servindo de ponte para a reconciliação do casal. Certa
noite, Elowyn liga para Kassey. Elowyn estava transtornada porque viu Wyatt com
outra garota do colégio e ela já foi supondo que ele a traia, Kassey tentou
acalmá-la, mas esta foi uma noite fatídica: Elowyn dirigindo o seu carro acaba
sofrendo um acidente.
O acidente abalou Kassey e
todos os que conheciam Elowyn, os pais dela ficaram devastados e Elowyn em
coma, não respondia ao tratamento e foi considerada morta, como na carteira de
motorista ela se colocou como doadora de órgãos, seu desejo foi cumprido e seu
coração foi transplantado para Arabeth. Então, começamos a ter narrativas sob a
perspectiva de Kassey e Arabeth.
O interessante é que logo no
inicio do livro a autora diz que irá abordar um assunto que mesmo não
comprovado cientificamente algumas pessoas que tem órgãos transplantados dizem
que em algumas ocasiões conseguem lembrar coisas de não são suas lembranças,
mas da dona original do órgão. É exatamente isso o que ocorre com Arabeth, após
o transplante de coração ela começa a adquirir a personalidade, manias e gostos
de Elowyn, isso ela veio a descobrir após conhecer a família e amigos de
Elowyn.
A história deveria
emocionar, mas a forma como ela foi contada não chega a abalar ou realmente
envolver o leitor, mas não deixa de ser uma história que sensibiliza o coração.
E até o acidente de Elowyn a história é lenta, mas após o fato e principalmente
quando os amigos dela conhecem Arabeth a narrativa começa a prender mais,
afinal quem não ficaria curioso para entender o porquê Arabeth adquiriu algumas
características de Elowyn?
Lurlene McDaniel escreveu uma história boa, breve, e
com personagens cativantes e com conflitos, mas acredito que faltou um pouco
mais de emoção nas palavras, de um detalhamento melhor do caso, afinal quando
nos dispomos a escrever sobre um determinado assunto, simplesmente não podemos
deixar a narrativa vazia de fatos e, particularmente, senti essa ‘carência’.
Apesar disso, gostei bastante do livro e com certeza, o releria.
Portanto, se você tiver oportunidade de conhecer essa
história, aproveite. Vale a pena!
Camila Márcia
*Este livro foi cortesia da Novo Conceito.
Oi,Mila!
ResponderExcluirBem, eu me surpreendi com sua resenha, pois na verdade esperava que o livro fosse emocionante. Eu imaginei que ele abordaria o tema com mais sensibilidade. Não sei. É uma pena, mas ainda sim eu pretendo conhecê-lo.
Ótima resenha.
Bjs!
Zilda Peixoto
http://www.cacholaliteraria.com.br
Olá Zilda, tudo bem?
ExcluirEntão, querida, o livro não é ruim e a leitura tende a ser rápida até porque ele não é volumoso, mas eu senti falta de emoção e sensibilidade até porque, geralmente, esses temas 'tristes' e de 'perdas' são sempre abordados dessa maneira ou de uma maneira sarcástica, mas, este livro, não segue nenhuma dessas abordagens, por isso senti falta, mas não é um livro ruim.
xoxo
Mila F.
Oi, Camila!
ResponderExcluirEncontrei seu blog por acaso, mas gostei muito.
Achei muito boa a sua resenha e a premissa do livro. Entretanto, eu acharia mais coerente se a personagem transplantada não adquirisse características da que morreu, mas sim conquistasse Kassey pelo seu próprio jeito de ser. Acho que não acredito muito nisso de conexão entre o doador e quem recebeu o órgão... Mas enfim, me pareceu interessante. :D
Beijos,
Priscilla
http://infinitasvidas.wordpress.com
Olá Priscilla,
ExcluirEntão sobre seu comentário, eu também não sei se acredito que é possível pessoas que recebem órgãos adquirirem algumas características e lembrança de seus doadores, mas como a própria autora falou: embora não seja cientificamente comprovado este fato, algumas pessoas que tiveram órgãos transplantados afirmam ter 'herdado' algo de seu doador.
Verdade ou não, o fato é que isso me deixou bastante curiosa durante a leitura toda - somos todos curiosos é inerente ao ser humano.
Valeu a pena ler é interessante e se você tiver oportunidade de ler também, vale muito a pena.
xoxo
Mila F.
Quando vi esse livro achei de cara que ele seria bem clichê, mas pouco envolvente e por isso não solicitei.
ResponderExcluirPara comover o autor precisa aprofundar bem os personagens de forma que o leitor consiga sentir tudo que ele quer passar com o personagem e parece que não é o caso aqui.
Enfim, sua resenha só me deu a certeza de que eu poderia me arrepender de ler.
Beijo
Fê - Leitora Incomum
Olá Fernanda, tudo bem?
ExcluirNão diria que ele é clichê, mas também não chega a ser uma novidade. Eu realmente gostei do livro e gostaria de algum dia relê-lo, mas para mim - pela temática - o que mais carece na história é emoção, exatamente como você disse: a autora deveria ter investido mais na potencialidade de cada personagem para que nós, leitores, pudéssemos sentir o que eles sentem de uma forma profunda e não superficial.
xoxo
Mila F.