Resenha: “Pílulas Azuis” de Frederik Peeters

Saudações Leitores!
Mais uma Graphic Novel lida! Dessa vez foi Pílulas Azuis que além de boa é bem educativa, aliás é linda demais, estou encantada, já faz um tempinho que li e agora tenho a oportunidade de falar para vocês o que achei.


Pílulas Azuis, Frederik Peeters, São Paulo: Nemo, 2015, 208 pág.
Traduzido por Fernando Scheibe

Pilules Bleues do quadrinista suíço Frederik Peeters, trata-se de uma HQ autobiográfica, que demonstra muita coragem por parte do autor.
Peeters, pega sua vida e de maneira sucinta desenha e narra em quadrinhos seus encontros e desencontros com a irmã de um amigo: Cati. Após vários anos os dois tem a oportunidade de ficarem juntos, no entanto, Cati confessa para Fred que tem HIV e, por conseguinte, o filhinho dela também.
Através dos quadrinhos percebemos um misto de confusão em que Peeters foi jogado, mas notamos o quanto ele esperou por Cati, o quanto a ama e quer ficar com ela e superar essa doença.
A partir do momento que os dois decidem ficar juntos, Peeters tem que aprender a superar seus medos, a entender e conhecer o vírus e a se cuidar, além do mais, tem que aprender a como ser um pai para o filho de Cati. Peeters entrou em uma família e tem que aprender a conviver com os problemas dela.
Pílulas Azuis é de uma delicadeza fenomenal, o traço do autor também consegue refletir bastante o sentimento que nos vemos envolvidos ao conhecer essa história. Ficamos a par dos desafios de uma relação com um soropositivo, a superação dos preconceitos e uma gama inumerável de sentimentos.
Na verdade, pode parecer bem simples essa HQ, mas Pílulas Azuis além de ser um belo trabalho artístico é bem didático e explicativo, por mais que já tenhamos ouvido falar de HIV é incrível como ainda permaneçamos tão ignorantes a respeito da doença (ou uma boa parte das pessoas).
Em suma, algumas pessoas podem até acharem que HQ não são tão produtivas para expressar sentimentalismo ou uma emoção sensível, mas Pílulas Azuis prova o contrário: HQ’s podem, sim, ser capazes de nos fazer aflorar o sentimentalismo.

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