Resenha: "Orgulho e Preconceito" de Jane Austen

Orgulho e Preconceito, Jane Austen, São Paulo: Martin Claret, 2012, 480 pág.
Tradução: Roberto Leal Ferreira
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Saudações Leitores!
Orgulho e Preconceito (Pride and Prejudice, 1813) escrito pela inglesa Jane Austen está no rol dos clássicos da literatura inglesa. Tanto a obra quando a escritora dispensam apresentações, pois mesmo não tendo tido o verdadeiro reconhecimento na época de sua publicação original, posteriormente vem figurando entre os melhores livros da ficção já escritos. Além da obra já apresentar diversas edições há também várias adaptações cinematográficas da obra, sendo que a mais recente data de 2005.

Sempre tive intenção de ler Orgulho e Preconceito, mas tinha um certo receio de ser a única pessoa a não gostar da obra o que, graças a Deus, não aconteceu, agora ela também figura entre meus livros favoritos.

Aqui iremos acompanhar Elizabeth Bennet (Lizzy) que reside em Longbourn com seus pais e suas quatro irmãs, iremos passear pelos costumes da época, os interesse e as caraterísticas e as principais ações das pessoas. É perceptível em todo o romance o tom sarcástico e irônico que Jane Austen utilizou para descrever o comportamento social da época, fazendo críticas à eles. 
"O orgulho é um defeito muito comum. Por tudo que já eu li, tenho certeza de que é muitíssimo comum mesmo; a natureza humana tem uma inclinação especial para esse defeito, e muitos poucos dentre nós não nutrem um sentimento de complacência para consigo mesmos, sob pretexto de uma outra qualidade, real ou imaginária. Vaidade e orgulho são coisas diferentes, embora sejam palavras usadas muitas vezes como sinônimos. A pessoa pode ser orgulhosa sem ser vaidosa. O orgulho está mais ligado à opinião que temos de nós mesmos, e a vaidade ao que os outros pensam de nós." (p.30)
Elizabeth é uma "mocinha" que me pareceu uma "anti-heroína", pois está longe de ser perfeita e ter o comportamento recatado e as ações inocentes que condiziam as mulheres de sua época, pelo contrário: não tinha papas na língua e estava mais interessada em outras atividades que àquelas destinadas ao público feminino, além disso não estava tão preocupada com casamento e com seu próprio destino até aparecer o Sr. Darcy que é um homem rico de Londres e um pouco rude quando tem que tratar com pessoas cujo nível social é inferior ao seu, no entanto acompanha seu amigo Sr. Bingley para Netherfield Park e é lá que ele conhece Lizzy.
Vale frisar que a antipatia que Lizzy e Darcy sentiram um pelo outro foi instantânea, no entanto isso vai se modificando lentamente no decorrer da narrativa, mas como pode haver declaração se ambos são tão orgulhosos e preconceituosos? O que eles estão deixando de saber um sobre o outro por conta desses sentimentos infundados ou baseados apenas em fofocas e aparência?
"A felicidade no casamento é uma questão de pura sorte. Se os modos de ser de um e de outro forem bem conhecidos com antecedência ou até se forem muito semelhantes, isso pouco importa para a felicidade do matrimônio. As diferenças vão-se acentuando com o tempo até se tornarem insuportáveis; e é melhor conhecer o mínimo possível dos defeitos da pessoa com que teremos que passar a vida." (p.34)
Estou realmente encantada com Orgulho e Preconceito e hoje posso dizer que reconheço o motivo de várias pessoas colocarem o livro num patamar altíssimo de romances, pois retrata bem o comportamento social da aristocracia inglesa no início do século XIX, além das críticas e o tom com que Austen escreve é realmente incrível e original para sua época, sobretudo quando levamos em conta um livro escrito por uma mulher com menos de vinte anos. 
Sem dúvida, Orgulho e Preconceito pode ser considerado como a obra mãe dos romances de época, além disso tem todos os motivos para ser considerado uma leitura obrigatória para quem é fã de romances ou de história, como aqui há um retrato fiel de uma sociedade que nem de todo foi extinta, mas que adquiriu novas características e acho que é por isso que o romance ainda desperta fascínio aos leitores modernos. É, de longe, uma obra perene!
"Há poucas pessoas que eu ame de verdade, e menos pessoas ainda de que eu tenha boa opinião. Quanto mais conheço o mundo, mas me sinto insatisfeita com ele; e a cada dia se confirma a minha crença na incoerência de toda personalidade humana e na pouca confiança que podemos depositar na aparência de mérito ou de razão." (p.179)

5 comentários:

  1. Olá!
    Ahhhhh meu livro mais amado ❤️
    Fico muito feliz que você tenha gostado. Acho esse livro incrível e gosto muito das outras obras da autora.
    Essa edição da Martin Claret é muito linda, fiz a coleção completa dela.
    Parabéns pela resenha e amei as fotos!
    Beijos!

    Books & Impressions

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    1. Olá Raissa, adorei a escritora e quero ler outro livro dela em breve, também tenho a coleção da Martin Claret que é uma das mais lindas que já vi.
      Obrigada por vir conferir a resenha e comentar. Fico muito feliz.

      xoxo
      Mila F.

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  2. Ta aí um livro que eu sempre quis ler, minha meta era ler antes de assistir o filme mas o filme ta logo ali me esperando no Netflix e o livro não sei quando vou ter a oportunidade de ler então não sei se vou conseguir manter minha meta, hahah
    Beijo!

    Sorriso Espontâneo

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    1. Oi Betânia,

      eu queria muito ter lido primeiro, mas assisti ao filme (na Netflix) antes de ler... sei lá... tinha um receio no livro, mas - graças a Deus - não tinha motivos de receio, o livro é ótimo!

      xoxo
      Mila F.

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    2. Olá, me chamo gorete, estou fazendo um trabalho escolar sobre esse livro e se você pudesse me ajudar me passando informações sobre ele eu agradeceria, meu facebook é: Gorete oliveira, tenho 17 anos , me adc lá porfavor

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Muito obrigada pelo Comentário!!!!