Resenha: "As Crônicas de Nárnia: O Cavalo e Seu Menino (Crônica 3)" de C.S. Lewis

As Crônicas de Nárnia (Volume Único), C.S. Lewis, São Paulo: WMF Martins Fontes, 2009, 752 pág. 
Crônica 3: O Cavalo e Seu Menino (187-288 pág)
Tradução: Paulo Mendes Campos
Ilustração: Pauline Baynes
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Saudações Leitores!
O Cavalo e Seu Menino é a terceira crônica de As Crônicas de Nárnia, de C.S. Lewis, por aqui já resenhei as duas primeiras: O Sobrinho do Mago e O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa, e logo no início da leitura senti um estranhamento muito grande, pois não seguiu o "padrão" das duas primeiras.

Mais uma vez os personagens da crônica anterior fazem parte desta nova, no entanto, estão em segundo plano, o que não é de todo ruim, pois, esta crônica, supostamente, acontece antes dos personagens de "O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa" voltarem para casa e algo que acontece nesta crônica é citado ligeiramente na anterior. Ou seja, toda a narrativa de O Cavalo e Seu Menino, acontece durante o reinado de Pedro, Lúcia, Edmundo e Susana.

Aqui, em O Cavalo e Seu Menino, vamos acompanhar a trajetória do menino Shasta, da garota Aravis e dos cavalos Bri e Huin, que fogem de suas "prisões" e do cotidiano para irem à Nárnia, então vamos acompanhar esse caminho que inclui cruzar desertos, enfrentar perigos e descobrir invasões e tentar salvar Nárnia da destruição.
"Minha filha: já vivi cento e noventa invernos e jamais encontrei uma coisa chamada sorte. Há algo de misterioso no que está acontecendo, mas, esteja certa, se precisamos saber o que é, saberemos."
Como sempre, essa nova cônica é cheia de aventuras, mas confesso que logo no início eu meio que virei a cara, pois estava achando meio chata, só que quando eles entram numa cidade e começam a descobrir várias coisas eu comecei a me empolgar de tal forma que não larguei mais!
É a primeira Crônica que não se passa completamente em Nárnia, aliás, quase toda ela se passa fora dela, ou seja, nos dá uma visão do mundo de fantasia ser maior do que o que imaginava e que existem outros perigos escondidos fora de Nárnia. Além disso, podemos entrar em contato com outros personagens que devem fazer parte das crônicas seguintes (suponho).
"Fui eu o leão que o forçou a encontrar-se com Aravis. Fui eu o gato que o consolou na casa dos mortos. Fui eu o leão que espantou os chacais para que você dormisse. Fui eu o leão que assustou os cavalos a fim de que chegassem a tempo de avisar o rei Luna. E fui eu o leão que empurrou para a praia a canoa em que você dormia, uma criança quase morta, para que um homem, acordado à meia-noite, o acolhesse. Caminhando ao seu lado, maior do que o cavalo, estava um leão. O cavalo não parecia ter medo, ou talvez não o visse. Era dele que vinha a luz dourada. Ninguém jamais viu algo tão belo e terrível."
Novamente temos muitas alusões e associações de fatos narrados à passagens bíblicas e ensinamentos para os leitores, acho muito interessante essas partes! Além dessas partes que considero interessantes, também temos toda a dinâmica da crônica, o fato de cruzar o deserto, de conhecer outras cidades e reinos. 
Na verdade, após a leitura, chego até a considerar essa uma das melhores crônicas até agora, apesar de que amei muito as outras duas também. Seguirei lendo As Crônicas de Nárnia e em breve, espero trazer resenha da próxima!
"O rei obedece às leis, pois as leis o fizeram rei. Pois ser rei é isto: ser o primeiro em todos os combates e o último em todas as retiradas. Quando houver fome no país (o que às vezes acontece nos anos piores), o rei deve alimentar-se frugalmemte, e rir mais alto do que ninguém diante de uma refeição parca."

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