Resenha: "P.S.: Ainda Amo Você" de Jenny Han

P.S.: Ainda Amo Você, Jenny Han. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2016, 304 pág.
Tradução: Regiane Winarski
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Saudações Leitores!
P.S.: Ainda Amo Você (P.S.: I Still Love You, 2015) escrito por Jenny Han, este, inclusive, é o segundo livro de uma trilogia, cujo primeiro volume é Para Todos os Garotos que Já Amei. Vale a pena comentar que após o sucesso estrondoso que foi o primeiro Filme, a Netflix já garantiu a sequência. Já quero!
"Percebo agora que são as pequenas coisas, os pequenos esforços, que mantêm um relacionamento. E sei também que, de certa forma,tenho o poder de magoá-lo e também de fazê-lo se sentir melhor. Essa descoberta me deixa com sentimento esquisito no peito, por motivos que não sei explicar."
Com este segundo volume aconteceu algo bem parecido com o que tinha acontecido durante minha leitura de Para Todos os Garotos que Já Amei, rolou muita identificação das situações vividas pela Lara Jean (nossa protagonista) com relação ao primeiro amor, ao ciúme, inseguranças, dúvidas. Sentimentos que todos os adolescente já viveram, portanto, estes livros tem a felicidade de poder nos teletransportar para essa época (no caso de um adulto estar lendo) ou nos proporcionar uma identificação maior mais se estivermos vivendo algo parecido.

P.S.: Ainda Amo Você segue o clichê gostoso que é a proposta do livro mesmo, mas durante a narrativa temos várias revelações e emoções envolvidas, é impossível não se colocar dentro da situação.

Este volume começa exatamente onde terminou o volume anterior, então temos alguns problemas que Lara Jean está enfrentando por conta das fofocas e agora um verdadeiro bullying cibernético, quando vídeo do momento íntimo de Lara e Peter Kavinsky são reproduzidos na internet de forma excessiva e gerando memes.
"Essa lembrança devia ser só minha e de Peter, mas agora descubro que havia um voyeur qualquer lá com a gente. Não é mais só nossa. Virou algo vulgar. É o que parece, pelo menos. Na hora, eu me senti livre, aventureira e talvez até sexy. Não sei se já me sentir sexy na vida. Agora, só quero deixar de existir."
Tanto Lara Jean quando Peter Kavinsky tem que lidar com a situação, e por incrível que pareça ambos lidam até bem. Isso levanta uma reflexão importante para nossa contemporaneidade quando milhares de pessoas tem, sim, a vida exposta de maneira cruel na internet. P.S.: Ainda Amo Você  é um livro, mas não deixou de lado a oportunidade de promover um debate saudável sobre o assunto, em especial diferenciando as consequências dessa exposição para o homem e para a mulher (dois pesos e duas medidas).
"_A sociedade está sempre pronta para envergonhar a mulher por gostar de sexo e aplaudiram homem_afirma Margot._ todos os comentários são sobre Lara Jean ser piranha, mas ninguém está dizendo nada sobre Peter, e ele está bem ali com ela. É ridículo como são dois pesos e duas medidas."
Mas P.S.: Ainda Amo Você não é só sobre esse bullying, é sobre amor, identidade,  ciumes e é sobre estar dividida. Aqui John Ambrose, um dos garotos que finalmente recebeu a carta que Kitty tinha enviado no primeiro livro, aparece e vira a vida de Lara Jean de cabeça para baixo, pois é impossível ela não ficar com os sentimentos balançados, já que o John é tão incrível.
Esse "triângulo" amoroso da um "sal" a mais à estória e confesso que mesmo amando o Peter Kavinsky, fiquei balançada e em vários momentos shippei a LJ com o John. Logo Peter deu umas vaciladas enormes neste volume, mas conseguimos entender todos os motivos no final do livro e, finalmente, pude respirar aliviada.
"As pessoas entram e saem da nossa vida. Durante uma época, são seu mundo são tudo. E, um dia, não são mais. Não dá para saber por quanto tempo vamos tê-las por perto."
Sério, a cada volume estou me encantando mais e mais por esta estória e vai ser difícil ler o próximo livro sabendo que é o terceiro e, consequentemente, o último da trilogia.
Contudo, devo ser honesta: o primeiro livro ainda é meu favorito, pois até a metade de P.S.: Ainda Amo Você não temos muitas novidades no enredo, é basicamente a "conclusão" do lance das fofocas, ou seja, algo que já até tinha sido mostrado não no livro anterior, mas no próprio filme (da Netflix), então eu não vi muita novidade. As coisas ficaram melhores mesmo depois da metade do livro.

Só mais uma coisa que acho válido comentar antes de finalizar este post é que, há muitas pessoas que julgam este livro apenas para meninas, mas não acho que esse pensamento seja verdade, sabe? O público pode ser mesmo o feminino, mas acho legal as reflexões propostas pela Jenny Han sobre alguns assuntos e creio serem muito válidas para ambos os sexos. Portanto, não se enganem com a capa e o título do livro, o enredo é mais profundo e fenomenal do que pode aparentar quando olhamos o volume pela primeira vez.
"Acho que não dá para a gente se agarrar ao passado só porque não quer soltar."

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