Resenha: Um Corpo na Biblioteca - Agatha Christie

segunda-feira, fevereiro 10, 2020

Um Corpo na Biblioteca, Agatha Christie, Rio de Janeiro: HarperCollins Brasil, 2017, 184 pág.
Tradução: Edilson Alkimin Cunha
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Saudações Leitores!
Um Corpo na Biblioteca (The Body in the Library, 1942) de Agatha Christie é um romance policial, onde temos como personagem principal a "detetive" amadora Miss Marple, que é bastante conhecida por quem é fã dos livros de Agatha Christie.

Antes de iniciar meus comentários sobre o que realmente achei de Um Corpo na Biblioteca preciso mencionar que esse foi o segundo livro que li para o #PJLendoAgathaChristie2020 que criei lá no Canal do Youtube e, portanto, já tem resenha em Vídeo AQUI.

A natureza humana é sempre a mesma em toda parte.
Dito isso, vamos ao que acontece em Um Corpo na Biblioteca: poderia ser uma manhã como outra qualquer para o casal Bantry, porém, a empregada da casa entra em polvorosa no quarto dos patrões e diz ter um corpo na biblioteca. O corpo de uma jovem!

A situação inusitada pega o casal Bantry de surpresa e, obviamente, como pessoas honestas eles ativam as forças policiais para tentarem solucionar o mistério e resolver toda essa tragédia, mas é nesse ínterim, que - como moram em uma cidadezinha no interior da Inglaterra - todos começam a fofocar sobre o ocorrido e até a difamar os senhor Bantry.

Quem comete um crime não teme cometer um segundo, teme? E até um terceiro.
Desse modo, a sra. Bantry tentando ajudar ao marido e também por conta de sua curiosidade e divertimento (já que nada muito grande acontece na cidade) acaba chamando sua amiga Miss Marple, que é bem famosa por conseguir solucionar crimes, apesar de toda a cidadezinha a considerar uma velha-solteira-fofoqueira.

_ Mas você é ótima em assassinatos. Ela foi estrangulada, sabe? Já que houve um assassinato na minha própria cada, é melhor pelo menos me divertir com isso. Não sei se está me compreendendo. É por isso que quero que venha ajudar-me a descobrir quem fez isso e esclarecer todo o mistério. É realmente excitante, não acha?

O fato é que Miss Marple é uma mulher observadora e leva muito em consideração suas observações acerca da psicologia e comportamentos humanos, de forma que ao juntar "peças" ela consegue solucionar tais mistérios, no entanto, sua maior dificuldade (e isso vai acontecer nesse caso) é encontrar provas para provar quem cometeu o crime, mesmo quando ela sabe quem é o assassino.

Uma coisa bem interessante em Um Corpo na Biblioteca é que temos é que temos a quebra da calma logo na primeira página do livro e toda a situação dramática vai se desenvolvendo de forma rápida e não gradual, ou seja, a atmosfera já é um caos por conta do crime.
De modo que, durante o enredo vamos conhecendo alguns personagens que podem ou não ter a ver com o crime, e a situação fica ainda mais complexa quando aparece outro corpo e quando outro crime pode vir a acontecer.

_ Não posso deixar de pensar que isso deve ter sido obra de algum maníaco... A brutalidade do método, levar para uma casa de campo, tudo tão desconexo e tão sem sentido. Ah homens desse tipo, homens aparentemente sãos, mas que seduzem moças... às vezes, até crianças... para matá-las depois. Deve ser crime de natureza sexual.

Mas talvez, o leitor possa sentir um estranhamento que é bem comum nos casos de Miss Marple, já que como detetive amadora e personagem principal ela não costuma ter uma presença tão marcante, mas é claro que sempre que ela aparece vamos ter informações importantes para o desenvolvimento do caso.

Em Um Corpo na Biblioteca o que temos com mais força é a presença da força policial conduzindo a investigação e nos dando pistas sobre os crimes, mas de forma indireta essa força policial sempre mantêm relação com Miss Marple, já que conhecem a fama da velha senhora, de modo que, ao trabalharem "juntos" poderão chegar mais rapidamente a resolução do caso.
Devo admitir que esse caso, em particular, foi um dos mais divertidos que já li de Agatha Christie (ainda não o tinha lindo) porque vi a escritora numa ótima forma, com um grande bom humor e sarcasmo, criando personagens intrigantes e destruindo as minhas suposições em relação ao assassino.

Um álibi é a coisa mais duvidosa do mundo! Nenhuma pessoa inocente jamais teve um álibi.

Mais uma vez não consegui acertar quem cometeu o crime. Supus uma pessoa e foi outra o que mostra que não sou tão competente como "detetive amadora" com Miss Marple.

Para concluir, pois acho que já escrevi demais (e vocês podem ver mais informações sobre o que achei no vídeo-resenha, inclusive saber de quem eu suspeitava),. devo dizer que Um Corpo na Biblioteca conseguiu ser como os demais livros de Agatha Christie que leio: Imprevisível, Surpreendente, Envolvente e Viciante, uma leitura imprescindível para que AMA Romances Policiais.

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