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A Barraca do Beijo 2 (Filme)

terça-feira, 28 de julho de 2020

Saudações Leitores!
Como já tinha assistido A Barraca do Beijo 1  em 2018 (e até assisti novamente agora em 2020 para fazer o post), vim comentar o que achei de A Barraca do Beijo 2 lançamento da Netflix.

Já quero deixar claro que não sei se essa continuação tem algo a ver com o segundo livro de Beth Reekles, pois não li nem A Barraca do Beijo e nem A Casa da Praia, ok? Então, tanto o que falei no post sobre o primeiro filme e vou repetir aqui neste segundo, NÃO É UMA COMPARAÇÃO entre Filme e Livro, mas apenas o que achei dos filmes, beleza? Dito isso, vamos lá!

A Barraca do Beijo 2
Título Original: The Kissing Booth 2
Gênero: Comédia. Romance.
Duração: 130 min.
Ano: 2020
País de Origem: Estados Unidos da América
Minha Avaliação:
Sinopse: Após o verão mais romântico de sua vida, Elle Evans (Joey King) precisa voltar à realidade enquanto Noah Flynn (Jacob Elordi) está em Harvard. No entanto, a distância acaba se provando mais díficil do que se imaginava, quando ela conhece um novo e charmoso amigo (Taylor Perez) e ele se aproxima de uma "perfeita" universitária (Maisie Richardson-Sellers).

LÁ VAMOS NÓS DE NOVO!

A primeira pergunta que surgiu na minha cabeça quando soube da continuação de A Barraca do Beijo foi: tinha necessidade disso? Não creio. Mas como A Barraca do Beijo fez um tremendo sucesso em 2018, claramente a Netflix iria apostar nessa receita que deu certo, não é mesmo?

Então, A Barraca do Beijo 2 é mais uma continuação clichê, porém, eu consegui gostar mais do que o primeiro filme, acredita? Acho que porque não tive que empurrar de goela abaixo cenas de romance entre Ella e Noah, o casal mais sem química dos últimos tempos!

Vi vários problemas em A Barraca do Beijo 2, em contrapartida tem um clichê que amo: triângulo amoroso. Embora aqui tenha sido explorado  de forma tão fraca que me questiono a necessidade de introduzi-lo na história.

Tal como no primeiro filme o que move a trama não é a "barraca do beijo", esta, inclusive, ficou muito em segundo plano. O foco é o namoro a distância entre Elle e Noah (que agora está na faculdade), as relações de amizade, confiança e perspectivas para o futuro dos personagens.

Gosto dessas temáticas porque elas fazem parte da vida de jovens terminando o colegial, sem contar que todos estão apaixonados, acreditam no primeiro amor e almas-gêmeas. Tem coisa mais fofa do que isso?

Porém, como falei aqui o triângulo amoroso foi colocado e uma forma tão fraca que até dói, porque Elle acaba sentindo uma atração por Marco, e pelo que deu para perceber no filme os dois fariam um casal lindo e tudo a ver, além disso QUE QUÍMICA! Completamente diferente de Elle e Noah, que além de estarem passando por uma fase ruim, os atores não tem química alguma, não tem como shippar.

Então, já deixo claro que shippei Marco e Ella e achava que os dois tinham tudo a ver, mas a forma como esse triângulo foi trabalhado, era melhor nem ter sido inserido. Não fez sentido, só teria feito se o filme tivesse mostrado que estava tudo bem fechar ciclos nos relacionamentos, aceitar o fato de que romances acontecem e que é muito difícil você ficar com seu primeiro crush/namoradinho, até porque o Noah e a Elle nunca tiveram muito a ver um com o outro, ou será que só eu penso assim?

VOU PROBLEMATIZAR, SIM!

Agora vou problematizar três pontos que me incomodaram e que fiquei preocupada com a forma como foi mostrado porque faz parecer normal e NÃO É. Não deveria ser, pelo menos.

O primeiro ponto foi a introdução de Chloe feita de forma totalmente aleatória, principalmente com as "explicações" que deram, fazendo com que muita gente possa acreditar que um diálogo resolve mal entendidos tão complicados assim, não acho que conversa resolva uma mentira escabrosa, é preciso analisar todo o contexto e não achei favorável (a cena do Noah trocando de roupa? O brinco? Desculpas horríveis).

Além disso Chloe contribui para enfatizar a competitividade ou rivalidade feminina, o que não é legal, principalmente com o tema tão em pauta para se quebrar essas questões, principalmente quando elas acontecem com base em critérios como beleza e poder, tal como foi mostrado no filme.

O segundo ponto que preciso mencionar e que pra mim foi perturbador: Elle, pensar em desistir de ir para Berkeley (a universidade que sempre sonhou), para ir para Harvard por causa do Noah. AIMEUDEUSDOCÉU. Tá muito errado isso!!!! Ok, ela pode ter mudado de ideia? SIM. Está tudo bem mudar de ideia, mas ela só mudou (isso ficou absolutamente claro no filme) porque Noah PEDIU, e ela quer fazer isso por causa dele.

Nessa hora revirei os olhos pro Noah e o detestei ainda mais, sei que é o namorado dela e pode se abrir com Elle, mas isso não dá o direito de pedir para que ala mude todos os planos de faculdade dela só por causa dele. Achei uma atitude imatura e controladora da parte dele. Ele não tinha o direito de pedir e INSISTIR com algo assim para ela, mas pelo contrário, assim como ela o apoiou para ir para Harverd (mesmo ficando triste por ele se mudar) ele deveria dar liberdade e apoiá-la nas escolhas dela.

Isso pra mim foi tão ruim nesse filme. Me poupe, a decisão de Elle tem que ser feita porque ela decidiu e acha que vai ser o melhor para ela e não por conta de namorado. Do primeiro namorado! Penso em adolescentes idealizando esse filme e tomando decisões semelhantes e quebrando a cara. Que lástima! Até porque é muito fácil cair em situações como essas quando se está apaixonado, ainda mais quando há filmes que reforçam esses comportamentos.


O terceiro ponto foi o relacionamento de Lee e Rachel, que relacionamento horrível! Os dois eram tão lindos no primeiro filme e, de repente, aqui Lee começa a ser um escroto: esquece que tinha um encontro com ela e a deixa plantada esperando, começa a enfeitar abóboras com Elle, antes da namorada chegar e, para completar, ainda "esquece" de avisar sobre a mudança de fantasia e deixa ela ir de maneira ridícula para a festa da escola. Sem contar outras vezes que ele trocava a namorada para estar com a Elle, em vários momentos Rachel ficava sem graça e desconfortável, me senti horrível por ela, principalmente por ela optar estar em um relacionamento assim.

Eu entendo que uma amizade é importante, mas quando você entra em um relacionamento você precisa estar presente, não acho que Lee "amava" Rachel como alegou, pois ele não teria feito o que fez e nem teria permitido que Elle ficasse tanto tempo com eles. Aliás, esse é um ponto que me incomodou, como Elle não percebe que estava sendo inconveniente? Uma garota tão inteligente e passando por algo semelhante com seu namorado, acabar não se tocando disso?

Eis aqui que vem outro ponto que preciso elencar: amizade de Lee e Elle cheia de meias verdades. Os dois que eram tão próximos e contavam tudo um para o outro acabam tendo segredos demais, mentindo, escondendo coisas e isso claramente prejudicou a relação deles no passado e está prejudicando no presente.

Compreendo que quando se está em relacionamentos você não pode contar tudo para seus amigos, mas eles estavam escondendo coisas que tanto um como o outro precisavam saber. E nem quando chega ao final do filme posso dizer que Elle aprendeu a lição, pois ela continuou escondendo coisas...

PODERIA TER FUGIDO DO CLICHÊ

Quando cheguei no final do filme só conseguia pensar em uma coisa: "A Barraca do Beijo 2, poderia ter fugido do clichê", trouxe um personagem novo que intensificou a trama, estou falando de Marco. Ele tinha muita química com Elle e algo super natural ela se ver apaixonadinha por ele, afinal nós somos feitos de rotinas e a proximidade, o objetivo em comum (a competição de dança) e o dia a dia tende a aproximar as pessoas, sem contar que os dois tinham gostos parecidos, eram engraçados e competitivos.

Porém, o casal não aconteceu, ficou no clichê mesmo, o que apesar de poder ser o ideal romântico de muita gente é absolutamente fantasioso, não é o mais real que poderia acontecer, sabe?

O final de A Barraca do Beijo 2 deu um super gancho para continuação e na medida que esse segundo filme não foi necessário, um terceiro agora é inevitável, porque jamais perdoaria não haver continuação após aquele final (também clichê).

Para a felicidade da nação e nossa sorte, a Netflix já confirmou A Barraca do Beijo 3 para 2012, como vai ser isso? Não sei, mas já estou curiosa para descobrir.

Por tudo o que eu elenquei nesse post, pode ter parecido que não gostei do filme, né? Mas, pelo contrário, gostei muito, fui fisgada desde o início até o fim, porém, consigo ser mais crítica com o que assisti e ao mesmo tempo apreciar o entretenimento. Só acho que o relacionamento - que pode ser idealizado por muitas adolescentes - entre Elle e Noah, foi bastante problemático aqui.

Você já assistiu A Barraca do Beijo 2? Quer assistir? Me conta!

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