A Biblioteca da Meia-Noite fala sobre escolhas, sobre "e se..." e sobre arrependimentos, uma história cheia de reflexões
Saudações Leitores!
Depois de ter lido e ouvido vários comentários a respeito de A Biblioteca da Meia-Noite escrita pelo britânico Matt Haig, debrucei-me para conferir o exemplar e, confesso, as expectativas estavam altas. A propósito, já li e resenhei outro livro de Matt Haig chamado Um Menino Chamado Natal.
Outra reflexão que devo fazer é que, eu não estava preparada para ler esse livro, pois não pensei que fosse o mesmo tema de minha leitura anterior - que já foi bem pesada - e cheia de gatinhos como temas sensíveis sobre suicídio, morte, arrependimentos na vida. Pensei que ia ler um livro pra me emocionar de outra maneira e fiquei bem chocada pela leitura ser bem impactante.
Mas vamos ao que interessa, A Biblioteca da Meia-Noite na época de seu lançamento, bem como ainda hoje é um verdadeiro hype. Contudo, não posso dizer que o livro teve um impacto tão positivo assim em mim, devido ao que já mencionei no parágrafo anterior.
Posso dizer que A Biblioteca da Meia-Noite deixa inúmeras reflexões, no entanto, é previsível demais e apesar de isso não ser de todo ruim, até porque pode ser premeditado pelo autor, acho que eu não estava tão na vibe dessa leitura. Em outras palavras a culpa não foi do clichê, porque amo clichês, mas gosto quando há uma ou duas coisinhas novas e Matt Haig não me proporcionou isso na leitura. Uma pena.
E do que se trata esse livro? Vamos acompanhar Nora Seed, uma mulher de 35 anos, que tinha muitos talentos e habilidades, mas não conseguiu explorar todas as suas potencialidades e, ao invés de viver sua vida dando o seu melhor, ela vive sem se doar para nada - nem para aquilo que ela mais gosta -, pelo contrário, vive arrependida e se perguntando o que poderia ter acontecido caso tivesse tomado decisões diferentes.
Desse modo, em um dia especialmente ruim, Nora, decide acabar com a própria vida. É quando ela está entre a vida e a morte que a protagonista vai parar na Biblioteca da Meia-Noite e tem a oportunidade de viver inúmeras vidas "suas" caso tivesse feito escolhas diferentes, para cada escolha em uma situação divisora gera uma linha temporal diferente e levará Nora para um vida completamente adversa da que vivia.
Não obstante, sempre que Nora tem a oportunidade de fazer escolhas diferentes para momentos que ela acha que foram divisores de águas ela nunca parece estar 100% satisfeita com o rumo que aquela vida tomou, inclusive até nas vidas "perfeitas" ela sempre acha que parece faltar algo.
A partir do que já mencionei aqui, alguém tem dúvida sobre onde o volume vai dar? Existe uma grande previsibilidade no decorrer dos fatos e das novas escolhas de Nora e essa falta de originalidade é um pouco triste, óbvio que o volume consegue cumprir o que se propôs e vai além ao nos fazer ter percepções de nossa própria vida e que a vida que levamos pode ser diferente, sim, caso não desistamos de lutar por nossos objetivos.
No final da leitura gostei bastante de A Biblioteca da Meia-Noite, mas senti que o autor poderia ter entregue algo mais, pois o realismo mágico que ele criou tinha muito potencial.
FICHA TÉCNICA |
Título Original: The Midnigth Library Autor: Matt Haig Tradutor: Adriana Fidalgoolina Coelho Gênero: Ficção. Realismo Mágico. Editora: Bertrand Brasil Ano: 2021 | 308 págs. País de Origem: Inglaterra Minha avaliação:⭐⭐⭐(3/5) |
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