SOCIAL MEDIA

Resenha: O Papel de Parede Amarelo - Charlotte Perkins Gilman

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Saudações Leitores!
Amo obras feministas, pois mostram a luta da mulher - o grito - para conquistarem cada vez mais espaço numa sociedade preponderantemente machista e preconceituosa, portanto, mesmo O Papel de Parede Amarelo não sendo uma obra inédita, acreditem: só vim "descobrir" o título muito recentemente, assim, não perdi tempo em comprar e devorar o exemplar (como é pequenininho em poucas hora dá para ler).


 O Papel de Parede Amarelo, Charlotte Perkins Gilman, 
Rio de Janeiro: José Olympio, 2016, 112 pág.
Traduzido por Diogo Henriques

The Yellow Wallpaper, ou O Papel de Parede Amarelo foi escrito pela americana Charlotte Perkins Gilman, uma escritora e personalidade feminista de sua época. O Papel de Parede Amarelo ainda hoje é considerado uma referência de livro feminista, pois apresenta questionamentos não convencionais às mulheres.

Vale frisar que O Papel de Parede Amarelo se trata, na verdade, de um conto, e o livro em si é bem diminuto (tanto em tamanho e volume), mas seu conteúdo é bastante denso e provocante, para dar uma perspectiva maior a obra, no exemplar contamos com a apresentação escrita por Marcia Tiburi e o Posfácio de Elaine R. Hedges.


No conto somos apresentados a uma personagem diagnosticada por seu marido e seu irmão - ambos médicos - com propensão a histeria, e assim foi proposto um tratamento de isolamento e descanso. O casal vai para uma casa de campo onde a personagem tem que ficar hospedada num quarto que detesta e com um terrível papel de parede amarelo que hora mostra uma imagem, horas mostra outra.

O marido da personagem a priva de companhia e até mesmo da escrita, pedindo que ela apenas repouse e descanse o dia todo. No entanto, aparentemente o que a personagem tem é uma depressão pós-parto, pois ao que dá para depreender da narrativa ela acabou de dar a luz e sua criança está aos cuidados de outra pessoa, além do mais, há várias representações do feminino como uma mulher do lar, atenciosa, prestativa e submissa, no entanto a personagem não é convencional, ela está absurdamente infeliz e não consegue ser igual as outras mulheres.


Através dos sentimentos da personagem percebemos que o não enquadramento ou padronização da mesma ao modelo feminino gera um grande drama a vida da personagem e até mesmo os médicos diagnosticam-na com algo para tentar justificar a falta de convenção da personagem.

Ainda é interessante a percepção do papel de parede amarelo criar formas a partir da perturbação e inclinações da personagem. De maneira geral, tudo dentro do conto tem um significado superficial e profundo, e muitas das coisas têm um brilho simbólico e metafórico, além de questionador e angustiante.

Em resumo, O Papel de Parede Amarelo, surpreendeu-me bastante, não sei bem o que esperava, mas não era o que encontrei e mesmo tendo sentido alguns estranhamentos diante da leitura, nada no conto me desagradou, mas me fez refletir com sua profundidade em algo tão sucinto.

Postar um comentário

Muito obrigada pelo Comentário!!!!

Instagram