Resenha: O Estrangulador - Sidney Sheldon

sábado, novembro 16, 2019


O Estrangulador, Sidney Sheldon, Rio de Janeiro: Editora Record, 2011, 181 pág.
Tradução: Pinheiro de Lemos
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Saudações Leitores!
O Estrangulador (The Strangler, 1991) escrito pelo norte americano Sidney Sheldon (1917-2007), que dispensa apresentações já que era um ator best-seller, trata-se de um livro voltado para o público infanto-juvenil, o que é bastante diferente dos outros livros do autor que são voltados para o publico jovem e adulto.

Apesar de O Estrangulador ser a primeira resenha do Sidney Sheldon que posto aqui no blog, já li vários outros livros dele ainda quando não tinha o blog para postar resenha, portanto, sou fã do escritor há algum tempo.

Porém, já faz bastante tempo, também, que não lia nada dele e como estou num período meio ressaca literária-meio sem tempo para ler, resolvi pegar o volume (que já tenho na estante há anos) de menos de duzentas páginas para conferir de forma despretensiosa.

"Como podia descrever todo o mal que o homem irradiava? Como podia descrever o sorriso no rosto dele, enquanto tentava assassiná-la? Como podia descrever seu próprio terror?"

Não vou dizer que O Estrangulador é um livro surpreendente, porque não é, afinal a própria construção dele, ambientação, elementos, enredo e personagens são bastante simples, já que o público em foco é o infanto-juvenil, então é normal ser algo mais simples e descomplicado em comparação com os outros livros do autor que já tive o prazer de ler.

No entanto, mesmo sendo um livro com enredo e construção mais simples, foi uma ótima experiência de leitura, exatamente o que eu precisava no momento, algo mais "leve', onde eu não precisasse pensar tanto ou tentar desvendar todo o mistério.

Mas deixe-me explicar brevemente o que encontramos em O Estrangulador, pois assim fica mais fácil de expressar minha opinião.
Logo no começo do livro ficamos sabendo que Londres inteira está assustado, pois um assassino está a solta nas ruas e já tirou a vida de seis mulheres. Nesse ínterim, todo o departamento de policia não sabe por onde começar suas investigações, já que o assassino não deixa nenhum padrão a não ser o fato de matar suas vítimas estranguladas, elas serem mulheres e os assassinatos acontecerem em noites chuvosas.

Essa falta de padrão, ou perfil não facilita as investigações da policia, já que, supostamente, um assassino em série (serial killer) segue um padrão, como matar pessoas da mesma idade, ou apenas prostitutas, no entanto, ele não parece seguir padrão.

Então, a última esperança do departamento é o jovem investigador Sekio Takagi, que além de inteligente, sempre conseguiu solucionar os crimes aos quais ficou responsável.
"O homem sorriu. Era verdade. Gostava de estrangular suas vítimas e virar seu rosto para cima, a fim de que chuva de Deus lavasse seus pecados. [...] A.S. viu a chuva caindo, e seu coração se encheu de alegria. Deus lhe dizia que era o momento de livrar o mundo de mais uma mulher diabólica [...]"

Sekio Takagi começa suas investigações, mas também se encontra em um beco sem saída, pois não consegue achar pistas e nem padrões, porém, finalmente, o assassino dá um passo em falso e uma de suas vítimas, chamada Akiko Kanomori, consegue escapar com vida.

Akiko, que é uma artista plástica, passa a ser peça fundamental trabalhando ao lado de Takagi para identificar o assassino e cada minuto passa a ser imprescindível e decisivo tanto para encontrar o serial killer, quanto para manter a vida de Akiko em segurança.

Confesso que achei interessante a peça fundamental para se descobrir quem é o assassino ser uma mulher, porém, Akiko me incomodou absolutamente, pois ao invés de fazer a descrição do assassino ou mesmo um retrato falado dele ela decidiu que iria esculpir o rosto do estrangulador.
Achei que ao invés de ajudar a solucionar o caso mais rapidamente, ela acabou retardando o trabalho da polícia que ficou esperando essa escultura de Akiko para poder tomar providências, porém, Akiko começou a protelar o trabalho por conta do trauma que o quase estrangulamento lhe gerou.

Portanto, tenho essa queixa de O Estrangulador, infelizmente, achei que Sidney Sheldon pecou muito na resolução do crime e não chegou a convencer um leitor mais proficiente.

"Como ele seleciona as vítimas? especulou Sekio. Onde as encontra? Como se aproxima o suficiente para matá-las sem que desatem a gritar ou saiam correndo? Era muito estranho. Será que o assassino usa algum uniforme, a fim de não parecer suspeito? Ou vive nas proximidades e conhece as vítimas? Ele não tinha respostas."
Vejam bem, O Estrangulador é, sim, um livro interessante, envolvente, mas não é perfeito, tem algumas coisas que não convencem, mas também entendo que precisava ser algo mais simples, já que é destinado para um público infanto juvenil e não adulto.

Um ponto que pode até ser irrelevante, mas preciso comentar: não entendi essa do Sidney Sheldon usar personagens principais de nacionalidade japonesa, sendo que a estória se passa em Londres, mas tudo bem.

Enfim, acho que vale muito a pena O Estrangulador mas é essencial que o leitor, mais proficiente, não vá com muita sede ao pote.

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