Resenha: Morte na Mesopotâmia - Agatha Christie

segunda-feira, março 09, 2020


Morte na Mesopotâmia, Agatha Christie, Rio de Janeiro: HarperCollins Brasil, 2016, 240 págs.
Tradução: Milton Persson
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Saudações Leitores!
Morte na Mesopotâmia (Murder in Mesopotamia, 1936) escrito por Agatha Christie foi uma leitura tão sensacional que o volume parou na minha lista de melhores livros da escritora que já li.

Mas antes de fazer a resenha de Morte na Mesopotâmia, acho interessante mencionar que esse é o quarto livro que leio para o #PJLendoAgathaChristie2020 que estou realizando lá no meu Canal do YouTube, de modo que já saiu resenha em vídeo por lá. (CONFIRA AQUI).

Lembre-se de que só com o tempo é que a gente tem direito de opinar.

Morte na Mesopotâmia é mais um dos livros que trazem casos do famoso detetive belga Hercule Poirot e que acontecem no "estrangeiro", tendo em vista que a narrativa se passa em uma cidade árabe.


O mais interessante nesse volume é que, na ficção, ele é o resultado dos relatos feitos pela enfermeira Leatheran que a convite do dr. Reilly escreveu as narrativas do que foi um acontecimento trágico em uma expedição arqueológica na Mesopotâmia, a qual ela "participou".

Dito isso, vou situá-los nos acontecimentos: a enfermeira foi fazer parte dessa expedição arqueológica em decorrência de ir acompanhar a sra. Leidner, que é esposa do "chefe" da expedição, o famoso dr. Leidner, porém, a mulher está angustiada, apresenta crise de nervos e todos que estão na expedição acabam ficando assustados.

Sei que é um choque, porém tem de ser enfrentado. O assassino não veio do lado de fora... Portanto deve ter vindo de dentro. Tudo indica que Mrs. Leidner foi assassinada por um membro da própria expedição

Com a presença da enfermeira, ficamos a par não só dos acontecimentos reais, mas também de fofocas sobre a expedição, por exemplo, sobre o quanto as pessoas mudaram a partir do momento em que o dr. Leidner casou e levou a esposa para acompanhá-lo no trabalho.


A enfermeira Leatheran percebe a atmosfera bastante tensa e, de certo modo, falsa entre os integrantes da expedição, mas jamais esperou que logo sua paciente seria encontrada morta, o que se torna um verdadeiro choque para todos.

Já aprendi muitas coisas em minha profissão. E uma delas, a mais terrível, é esta: O crime é um hábito...

É depois desse assassinato que Poirot é introduzido na narrativa, pois como estava ali passeando na região acaba sendo convidado para ajudar na resolução do crime. Nem preciso dizer que nosso detetive belga dá um show em sua investigação e o quanto ele joga verde para colher maduro, além de perturbar todos os integrantes da expedição que acreditam que o homem não será capaz de resolver esse caso. (Sempre que suspeitam da capacidade de Poirot dou uma gargalhada e isso é bastante comum nos livros da A.C.).

[...] como é que a gente vai dizer para um homem que acaba de perder a esposa que tanto amava que essa mesma esposa eram exibicionista declarada e que o deixou quase maluco de angústia só para satisfazer seu gosto pela tragédia? Para ser franco, não seria aconselhável revelar a nenhum marido a verdade a respeito da esposa! Por incrível que pareça,eu confiaria à maioria das mulheres a verdade a respeito de seus maridos. As mulheres são capazes de aceitar que o homem seja canalha, vigarista, viciado em narcóticos, incorrigível mentiroso e rematado patife, sem pestanejar e sem qualquer espécie de prejuízo na afeição que sentem pelo animal! Às mulheres são maravilhosas realistas.


Durante toda a leitura de Morte na Mesopotâmia fiquei tentando juntar as peças do quebra cabeça e ver quem tinha reais motivos para matar a sra. Leidner. Fiquei em dúvida de duas pessoas, porém, depois de alguns acontecimentos tive que descartar minha primeira suspeita, de modo que parti para a segunda suspeita e TANDAM acertei.

Há uma convenção que proíbe a gente te falar mal dos mortos. Acho ridículo. A verdade é sempre a verdade. De modo geral, é melhor conservar a boca calada sobre as pessoas vivas. Pode-se até prejudicá-las. Os mortos não correm esse risco.Mas o dano que causaram às vezes perdura após a morte.

Que eu lembre essa foi a primeira vez que descobri quem cometeu o crime em uma das obras de Agatha Christie e, mesmo reconhecendo que a escritora forçou a barra em alguns momentos (para solucionar o caso), ainda assim Morte na Mesopotâmia se tornou um dos livros favoritos dela.

Claramente, se você chegou até aqui em minha resenha de Morte na Mesopotâmia deve ter percebido que não poderia concluir sem super indicar esta leitura. não só para os já fãs da Rainha do Crime, para para quem quer iniciar as leituras da obra da autora.

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