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Frankenstein (2025) (Filme)

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Saudações, Leitores!

Final do ano passado finalmente li Frankenstein de Mary Shelley e gostei demais das reflexões que se propôs, portanto, é obvio que quis conferir essa adaptação lançada no final do ano passado também e dirigida por Guillermo del Toro, porém eu fiquei protelando para assistir, mas agora foi e vou contar o que eu achei desse clássico já tão adaptado.

Título Original: Frankenstein 
Ano: 2025
Direção: Guillermo del Toro
Duração: 149 min (2h29)
Classificação: +18
Gênero: Drama. Ficção. Terror.
País de Origem: Estados Unidos
Minha Avaliação: 
Sinopse: Um cientista brilhante, mas egocêntrico, dá vida a uma criatura em um experimento monstruoso que acaba levando à ruina do criador e de sua trágica criação.

Equilíbrio entre o Novo e o Clássico

Como já mencionei acima, esse livro já foi adaptado algumas vezes e também referenciado em outras plataformas (animações, desenhos, etc.) então a gente sabe que seria difícil uma produção completamente nova, além do mais já era esperado que não seria 100% fiel ao livro, não tinha como, portanto eu já fui com as expectativas alinhadas a esses pontos.

Frankenstein não é apenas um filme de terror, aliás o livro sequer chega a ter essa áurea, é muito mais filosófico, sociológico e religioso, então, este filme consegue ter essa áurea mais gótica e a atmosfera é completamente angustiante e isso se deve a fotografia e cenário que estão em outro nível. Sem dúvida o diretor conseguiu transformar o grotesco em algo sublime. Os laboratórios escuros, as paisagens gélidas coberta por gelo ou neve e até mesmo as vestimentas de época trazem uma imersão extremamente profunda.

Outro detalhe que promove essa imersão são as atuações, é claro. Elas são esplêndidas! Ver a vulnerabilidade no olhar da criatura e a arrogância decadente de Victor Frankenstein foi algo surreal. Outro ponto é a humanização da criatura que nos faz questionar quem é o verdadeiro vilão da história. Essa foi a mesma sensação que senti lendo e ver ela na adaptação foi empolgante... a gente sente a angústia. O que também me deixou empolgada foi ver a interação entre o criador e a criatura, pois foi algo diferente do que vi no livro e evidencia muito mais a negligência do criador, creio que o diretor não quis deixar dúvida acerca dessa irresponsabilidade de Victor, que não pensou o que viria depois da criação.

O Distanciamento Necessário do Livro

Agora vamos ao ponto que sempre gera polemica: as mudanças. Sim, houveram diversas em relação ao livro original, mas como já deixei transparecer, eu gostei e até esperava que elas acontecessem.

Precisamos ser realistas, o livro já foi adaptado algumas vezes e se fosse para ser exatamente igual a tudo o que já vimos, não haveria razão para uma nova produção. Esse distanciamento do material original foi o que permitiu que o filme trouxesse algo novo, uma perspectiva mais fresca e, ao mesmo tempo, fiel à essência melancólica da obra. As alterações combinaram muito bem com a proposta estética do diretor e não me incomodaram em nada. Ficou o clássico com uma roupagem "moderna", se posso usar essa expressão.

Conclusão

Fãs de Mary Shelley vão com o coração aberto, todas as questões filosóficas, éticas, morais, religiosas e sociológicas estão presentes nessa adaptação. 

Se você apenas gosta de um filme bem feito, vá preparado para uma experiência sensorial incrível e, após assistir a película, sugiro conversar com alguém sobre, ou falar em voz alta seus sentimentos e o que te gerou conflito interno.

É um belo filme, triste e que honra o legado de terror gótico enquanto trilha seu próprio caminho - com algumas cenas bem brutais. Eu simplesmente aprovei demais essa adaptação de um clássico.

Obrigada por ter lido até aqui e me conta no espaço dos comentários se você é do time que prefere fidelidade total ao livro ou gosta quando o diretor coloca sua identidade na história?

Até a próxima postagem!

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