Depois de ler Uma Segunda Chance, de Colleen Hoover, em abril deste ano, fiquei curiosa para conferir a adaptação cinematográfica que saiu este ano também. Como comentei na resenha do livro, achei a história boa, mas nada extraordinária. Então, fui assistir ao filme com os pés no chão, sem grandes expectativas e, felizmente, também sem grandes decepções.
Espero que gostem do veredito e caso você ame o livro ou o filme... ou os dois, tente entender o meu lado de quem ficou em cima do muro.
Ano: 2026
Direção: Vanessa Caswill
Duração: 114 min. (1h54m)
Classificação: +16 anos
Gênero: Drama. Romance
País de Origem: Estados Unidos
Minha Avaliação: ⭐⭐ (2/5)
Sinopse: Após cinco anos na prisão, Kenna retorna à cidade onde perdeu tudo, determinada a reconstruir sua vida ao lado da filha pequena. Mas o passado ainda pesa e todos ao redor da criança estão dispostos a mantê-la afastada. A única exceção é Ledger, dono de um bar e um dos poucos elos que ainda lhe resta com a criança. À medida que os dois se aproximam, enfrentam o julgamento da cidade e o risco de perder o que mais amam.
Entre a fidelidade e os cortes
Uma coisa que gostei foi perceber que o filme é bastante fiel ao livro. A essência da história está ali, assim como os principais conflitos, os personagens e os temas relacionados ao luto, à culpa, ao perdão e à possibilidade de recomeçar.
Claro que algumas coisas precisaram ser condensadas. O livro tem mais espaço para explorar os pensamentos de Kenna, suas cartas para Scotty e os sentimentos que ela tenta organizar enquanto enfrenta as consequências do passado. No filme, parte dessa dimensão é bastante reduzida, e alguns acontecimentos e relações se desenvolvem mais rapidamente. A aproximação entre Kenna e Ledger, por exemplo, perde um pouco do desenvolvimento gradual que encontramos nas páginas.
Também senti falta de algumas explicações que o livro oferece, ainda que brevemente. Há situações que passam rápido demais ou ficam com pontas soltas, como se faltasse um pouquinho mais de contexto para determinadas decisões e mudanças dos personagens. Nada que impeça a compreensão geral da história, mas são detalhes que poderiam ter sido mais bem trabalhados.O que achei do filme?
As atuações são ok. Não achei ruins, mas também não fiquei especialmente impressionada. O elenco cumpre seu papel e conduz a história sem grandes problemas, embora, para mim, faltasse um pouco mais de profundidade para que certos momentos realmente emocionassem.
Outro ponto é que o filme é parado do começo ao fim as coisas parecem que não saem muito do lugar, porque carece um pouco de acontecimentos e desenvolvimento. E não digo isso como se esperasse uma sucessão de grandes acontecimentos, porque o livro também tem esse ritmo mais lento e não é marcado por grandes eventos. O problema é que, na tela, essa característica fica ainda mais evidente. São quase duas horas de filme em que pouca coisa acontece, e confesso que, em alguns momentos, achei cansativo. Fiquei pensando que a história poderia ter sido contada em menos tempo, sem perder aquilo que realmente importa.
A premissa tem potencial para provocar emoções fortes, pois aborda temas como luto, culpa, maternidade e perdão. Entretanto, senti que tanto o livro quanto o filme poderiam explorar melhor esses conflitos. Existe muito sofrimento envolvido na trajetória de Kenna, mas nem sempre tudo isso ganha o peso que poderia. Inclusive o foco que deveria ser a reaproximação com a filha, tanto no livro quanto no filme ficam em segundo plano e o foco principal é o romance... que a meu ver é melhor explorado no livro, pois há o dilema de se aproximar do melhor amigo do namorado morto, mas no filme nem isso tem, parece normal (quem iria se envolver com o amor do melhor amigo sem se questionar?).
Ainda assim, não considero o filme uma decepção. Eu já sabia o que esperar da história e fui assistir sem alimentar expectativas. Portanto, no geral posso dizer que encontrei uma adaptação que entregou aquilo que eu esperava, mas confesso que esperei (lá no íntimo) que o filme fosse melhor que o livro.
Afinal, livro ou filme?
Para mim, nenhum dos dois é extraordinário, mas ambos cumprem o papel de entreter. O livro oferece um pouco mais de contexto e acesso aos sentimentos dos personagens, enquanto o filme resume a trajetória de Kenna de maneira acessível, ainda que deixe algumas questões menos desenvolvidas.
No fim das contas, Uma Segunda Chance é aquele tipo de história que você acompanha, termina e segue a vida. Não me surpreendeu, não me decepcionou e tampouco se tornou uma experiência marcante. É um filme para passar o tempo, assim como o livro.
.jpg)
E, às vezes, tudo bem. Nem toda história precisa se tornar inesquecível para cumprir seu propósito, no entanto, vamos concordar que quando sabemos que é uma história de Colleen Hoover esperamos um pouco mais...
Você já conhece o livro e o filme ou tem vontade de conhecer? Me conta porque eu quero saber...
Obrigada por ler até aqui e até a próxima postagem!



.jpg)




.jpg)
Postar um comentário
Muito obrigada pelo Comentário!!!!