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Uma Segunda Chance (2026) (Filme)

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Saudações, Leitores!

Depois de ler Uma Segunda Chance, de Colleen Hoover, em abril deste ano, fiquei curiosa para conferir a adaptação cinematográfica que saiu este ano também. Como comentei na resenha do livro, achei a história boa, mas nada extraordinária. Então, fui assistir ao filme com os pés no chão, sem grandes expectativas e, felizmente, também sem grandes decepções.

Espero que gostem do veredito e caso você ame o livro ou o filme... ou os dois, tente entender o meu lado de quem ficou em cima do muro.

Título  Original: Reminders of Him
Ano: 2026
Direção: Vanessa Caswill
Duração: 114 min. (1h54m)
Classificação: +16 anos
Gênero: Drama. Romance
País de Origem: Estados Unidos
Minha Avaliação: ⭐⭐ (2/5)
Sinopse: Após cinco anos na prisão, Kenna retorna à cidade onde perdeu tudo, determinada a reconstruir sua vida ao lado da filha pequena. Mas o passado ainda pesa e todos ao redor da criança estão dispostos a mantê-la afastada. A única exceção é Ledger, dono de um bar e um dos poucos elos que ainda lhe resta com a criança. À medida que os dois se aproximam, enfrentam o julgamento da cidade e o risco de perder o que mais amam.

Entre a fidelidade e os cortes

Uma coisa que gostei foi perceber que o filme é bastante fiel ao livro. A essência da história está ali, assim como os principais conflitos, os personagens e os temas relacionados ao luto, à culpa, ao perdão e à possibilidade de recomeçar.

Claro que algumas coisas precisaram ser condensadas. O livro tem mais espaço para explorar os pensamentos de Kenna, suas cartas para Scotty e os sentimentos que ela tenta organizar enquanto enfrenta as consequências do passado. No filme, parte dessa dimensão é bastante reduzida, e alguns acontecimentos e relações se desenvolvem mais rapidamente. A aproximação entre Kenna e Ledger, por exemplo, perde um pouco do desenvolvimento gradual que encontramos nas páginas.

Também senti falta de algumas explicações que o livro oferece, ainda que brevemente. Há situações que passam rápido demais ou ficam com pontas soltas, como se faltasse um pouquinho mais de contexto para determinadas decisões e mudanças dos personagens. Nada que impeça a compreensão geral da história, mas são detalhes que poderiam ter sido mais bem trabalhados.

O que achei do filme?

As atuações são ok. Não achei ruins, mas também não fiquei especialmente impressionada. O elenco cumpre seu papel e conduz a história sem grandes problemas, embora, para mim, faltasse um pouco mais de profundidade para que certos momentos realmente emocionassem.

Outro ponto é que o filme é parado do começo ao fim as coisas parecem que não saem muito do lugar, porque carece um pouco de acontecimentos e desenvolvimento. E não digo isso como se esperasse uma sucessão de grandes acontecimentos, porque o livro também tem esse ritmo mais lento e não é marcado por grandes eventos. O problema é que, na tela, essa característica fica ainda mais evidente. São quase duas horas de filme em que pouca coisa acontece, e confesso que, em alguns momentos, achei cansativo. Fiquei pensando que a história poderia ter sido contada em menos tempo, sem perder aquilo que realmente importa.

A premissa tem potencial para provocar emoções fortes, pois aborda temas como luto, culpa, maternidade e perdão. Entretanto, senti que tanto o livro quanto o filme poderiam explorar melhor esses conflitos. Existe muito sofrimento envolvido na trajetória de Kenna, mas nem sempre tudo isso ganha o peso que poderia. Inclusive o foco que deveria ser a reaproximação com a filha, tanto no livro quanto no filme ficam em segundo plano e o foco principal é o romance... que a meu ver é melhor explorado no livro, pois há o dilema de se aproximar do melhor amigo do namorado morto, mas no filme nem isso tem, parece normal (quem iria se envolver com o amor do melhor amigo sem se questionar?).

Ainda assim, não considero o filme uma decepção. Eu já sabia o que esperar da história e fui assistir sem alimentar expectativas. Portanto, no geral posso dizer que encontrei uma adaptação  que entregou aquilo que eu esperava, mas confesso que esperei (lá no íntimo) que o filme fosse melhor que o livro. 

Afinal, livro ou filme?

Para mim, nenhum dos dois é extraordinário, mas ambos cumprem o papel de entreter. O livro oferece um pouco mais de contexto e acesso aos sentimentos dos personagens, enquanto o filme resume a trajetória de Kenna de maneira acessível, ainda que deixe algumas questões menos desenvolvidas.

No fim das contas, Uma Segunda Chance é aquele tipo de história que você acompanha, termina e segue a vida. Não me surpreendeu, não me decepcionou e tampouco se tornou uma experiência marcante. É um filme para passar o tempo, assim como o livro.

E, às vezes, tudo bem. Nem toda história precisa se tornar inesquecível para cumprir seu propósito, no entanto, vamos concordar que quando sabemos que é uma história de Colleen Hoover esperamos um pouco mais...

Você já conhece o livro e o filme ou tem vontade de conhecer? Me conta porque eu quero saber...

Obrigada por ler até aqui e até a próxima postagem!

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