Resenha: “Espada de Vidro – Book 2” de Victoria Aveyard

Saudações Leitores!
Após um ano a aguardada continuação de A Rainha Vermelha chegou em minhas mãos, na verdade a Editora Seguinte me enviou a prova antecipada de Espada de Vidro*, que tem previsão de lançamento para dia 12 deste mês...


Espada de Vidro, Victoria Aveyard, São Paulo: Seguinte, 2016, 496 pág.
Traduzido por Cristian Clemente

Espada de Vidro é a aguardada continuação de A Rainha Vermelha, famoso best-seller de Victoria Aveyard com previsão de lançamento para 12 de Fevereiro (este mês). Vale ressaltar que A Rainha Vermelha que incialmente foi pensando – pela autora- para ser uma trilogia passará a ter quatro livros e o spin-off Coroa Cruel, que é uma coletânea de contos.
Espada de Vidro prossegue no exato momento em que A Rainha Vermelha finalizou, mas mostrou uma trama melhor elaborada e atraente pela adrenalina e a leitura rápida. O livro é tão cheio de ação que é quase impossível parar a leitura.
"Mas eu também morri. A Mare de Palafitas morreu no dia em que caiu no escudo elétrico. Mareena, a princesa prateada desaparecida, morreu no Ossário. E não sei quem é a pessoa que abriu os olhos no subtrem. Só sei o que ela foi e o que perdeu, e o peso disso é quase esmagador." (p.39)
Mare Barrow agora tem que encontrar um lado para lutar contra os opressores prateados ao mesmo tempo em que tenta superar suas perdas, ao seu lado está o príncipe exilado, Cal, que está a procura de vingança, portanto segue ao lado de Mare, mas a personagem tem que ficar atenta sobre quem confiar e montar seu próprio exército com pessoas como ela – com poderes – enquanto tenta escapar de Maven.
É incrível como Mare continua sendo muito inocente para algumas coisas, insegura para outras, inconsequente e sempre muito egoísta – é uma mocinha que não tem os valores de bondade, inocência, pelo contrário: tem sangue em suas mãos, ela não hesita em matar quando alguém para em seu caminho.
"Mas há amigos que eu trocaria, vidas que eu abandonaria para atingir meus objetivos. Já fiz isso antes. Não é difícil deixar pessoas morrerem quando isso garante a vida de outras pessoas." (p.213)
Cal continua sendo um fofo, mas seu silêncio, sua forma taciturna e que sempre está em segundo plano me deixa realmente preocupada com as verdadeiras intenções dele. Cal está machucado, carregando um peso enorme nas costas e não desabafa com ninguém, para mim, isso não é um bom sinal.
Apesar de toda a enorme gama de fantasia que Victoria Aveyard utilizou em Espada de Vidro, sobretudo, nos poderes incríveis de outros personagens, é inevitável percebermos atitudes reais, medos reais e conflitos reais de quem está em guerra contra um país e contra si mesmo. É um misto de conflitos internos e externos: em quem, realmente, confiar?
A mesma insegurança que senti no volume anterior sobre “em quem confiar” segue nesse segundo volume e não consigo decidir qual o lado. De fato, sei que a série irá reservar muitas surpresas.
O romance teve bem pouco papel nesse segundo volume e isso me frustrou um pouco, pois eu esperava mais – chego até a acreditar que o livro anterior me chamou mais atenção por conta do romance – mas acredito que o foco nesse segundo livro nunca foi o romance.
"Um dia, ele não estará mais ao meu lado, e preciso estar preparada. Preciso saber o que meu coração vai permitir - e quanta solidão sou capaz de suportar. Mas ainda não. Seu calor ainda está comigo, e não consigo deixar de mantê-lo por perto." (p.201)
No entanto, mesmo tendo apreciado bastante Espada de Vidro e apesar de toda a ação, a euforia e tudo o que tornou esse livro eletrizante, não consegui me prender – como aconteceu no livro anterior – a narrativa, acredito que não tenha sido tão cativante, pelo contrário: foi cansativa e minuciosa até demais. Não obstante, isso não desmerece o valor geral da obra, sinto-me ansiosa para ler a continuação, que deve sair apenas ano que vem: 2017.


*Este livro foi cortesia da Editora Seguinte, para saberem mais sobre o mesmo CLIQUE AQUI.


4 comentários:

  1. Oi Mila! Ai que inveja de ti UHASUHUHASUHASUHASUHAS
    Apesar de Red Queen não ter sido tão bom quanto achei que seria, gostei da série e espero me surpreender com o segundo volume. Gosto quando a autora trabalha bastante a parte humana dos personagens, especialmente em fantasias.
    QUERO SABER O QUE SERÁ DE MEU BEBÊ MAVEN ASKJFNASUOBAUOSGBAUGBA amo mais que tudo <3
    Esperando ansiosamente pelo lançamento, adorei tua resenha!

    Beijos,
    Denise Flaibam.
    http://www.queriaestarlendo.com.br/

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    1. Olá Denise,

      Para mim Red Queen foi MELHOR que Espada de Vidro, mas é claro que Espada de Vidro foi bem esclarecedor e putz... eletrizante... é capaz de se ler de um fôlego só, porque é muita ação por cima de ação... aliás... devo salientar que em termos de escrita, a autora melhorou bastante, percebe-se que está mais madura. Ponto a favor!

      xoxo
      Mila F.

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  2. Respostas
    1. Lorena, me desculpe... eu errei na resenha (mais já corrigi) é Espada de Vidro!
      Tem o Coroa Cruel, mas é uma coletânea de contos que acontecem no vol. 1

      xoxo
      Mila F.

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Muito obrigada pelo Comentário!!!!