Saudações, Leitores!
Depois de ler o livro It: A Coisa e mergulhar nas adaptações cinematográficas mais recentes Parte 1 e Parte 2, além de It: Bem-Vindos à Derry, decidi voltar às origens e conferir a clássica minissérie de 1990, conhecida no Brasil como It: Uma Obra-Prima do Medo. Eu sei que para muitos essa versão é intocável por causa da nostalgia, mas, sendo bem sincera com vocês, a experiência não foi o que eu esperava e finalizei essa adaptação a duras penas...
Embora tenha seus méritos históricos, o filme sofre muito com a passagem do tempo. Vamos aos detalhes?
Ano: 1990
Direção: Tommy Lee Wallace
Duração: 187 min.
Classificação: +14
Gênero: Drama. Terror.
País de Origem: Canadá. Estados Unidos.
Avaliação: ⭐⭐☆
Sinopse: Derry, no Maine, é uma pacata cidade que foi aterrorizada 30 anos atrás por um ser conhecido como 'A Coisa', que se apresentava na forma de um sinistro palhaço chamado Pennywise e matava crianças. 30 anos depois, Pennywise reaparece. Quem sente sua presença é Michael Hanlon, um bibliotecário e único de um grupo de sete amigos que continuou morando em Derry. Logo, ele liga para Richard Tozier, Eddie Kaspbrak, Stanley Uris, Beverly Marsh Rogan, Ben Hanscom e William Denbrough, pois todos os sete, quando crianças, viram 'A Coisa' e juraram combatê-la caso surgisse outra vez. Este juramento pode custar suas vidas. Minissérie de TV baseada no livro de Stephen King.
A NOSTALGIA QUE NÃO ENVELHECE BEM: ENTRE A FIDELIDADE E O CANSAÇO VISUAL
Preciso começar dizendo que, apesar do título nacional chamá-lo de "Obra-Prima", o filme não me causou medo algum. Entendo que para a época de seu lançamento na TV americana ele tenha sido impactante, mas hoje ele soa muito mais como um drama de suspense datado do que um terror de arrepiar, além do mais, eu nunca tive medo de palhaço então esse detalhe também tem seu peso.
O ELENCO: UM CONTRATES GRITANTE
O ponto alto, sem dúvida, são os atores mirins. Assim como nas versões de 2017, as crianças de 1990 entregam uma química incrível. Você realmente acredita na amizade deles e no pavor que sentem.
Por outro lado, o elenco adulto me decepcionou. Achei as atuações muito melodramáticas, quase no estilo de novela, o que tirou o peso da ameaça que eles estavam enfrentando. Parecia que o trauma de infância não estava bem traduzido naquelas interpretações, tornando algumas cenas de reencontro monótonas. Até as atuações dos atores de novelas da época eram mais intensas. Depois da parte dos atores mirins eu sofri para concluir viu...
EFEITOS VISUAIS E A ESTRANHEZA
Aqui é onde o filme mais entrega a sua idade. Como estamos acostumados com os efeitos modernos temos que nos preparar: os efeitos práticos aqui causam uma estranheza enorme. Reconheço o valor histórico de ser uma adaptação que mostra a evolução cinematográfica, mas assim como os efeitos eram fruto da época e com a tecnologias que existia na época, eu, enquanto telespectadora, - mesmo reconhecendo os méritos passados - sou também fruto do meu tempo.
A forma como o Pennywise se transforma ou aparece em fotos e bueiros tem aquele ar de produção de baixo orçamento dos anos 90. Mas o ápice, ou o ponto mais baixo, é o final. Sem dar grandes spoilers para quem não conhece, a forma física final da Coisa é um boneco de stop-motion que, em vez de dar medo, acaba sendo quase cômico. É difícil manter a imersão quando o monstro final parece tão artificial. Juro que o final da minissérie eu só conseguia rir. Toda a adaptação pareceu-me muito mais algo de humor do que uma "obra-prima" do terror... Nem susto levei.
O PARALELO COM O LIVRO
Apesar de todas as críticas à estética e ao ritmo, preciso dar o braço a torcer em um ponto: esta versão segue muito mais o livro do que as adaptações recentes. Enquanto os filmes do Andy Muschietti mudaram muita coisa, como o Ritual de Chüd e a dinâmica da morte de certos personagens, a versão de 1990 tenta manter a estrutura da narrativa de Stephen King de forma mais fiel em vários diálogos e situações. A sensação de que Derry é uma cidade cumplice do mal é mais sutil e fiel à obra original aqui. Para quem é purista em relação ao texto, essa fidelidade é um ponto positivo, mesmo que a execução técnica deixe a desejar, mas volto a frisar o filme é fruto de seu tempo - como todas as coisas que existem!
PARA CONCLUIR
It: Uma Obra-Prima do Medo vale o play apenas como curiosidade histórica ou para quem quer ver uma adaptação que arrisca seguir o roteiro do livro com mais proximidade. No entanto, o filme é lento, não assusta e envelheceu muito mal visualmente.
Se você busca terror de verdade, as versões novas são superiores, mas se quer ver onde tudo começou e como o livro foi interpretado pela primeira vez, dê uma chance, mas vá sem expectativas de levar sustos!
Você já assistiu a essa versão clássica ou prefere os filmes novos? Me conta aqui nos comentários!
Até a próxima postagem!








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