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Castella - Park Min-Gyu (resenha)

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

COMPRAR: Amazon

Castella é um livro tão metafórico que pode acabar construindo uma barreira entre o leitor e deteriorando toda a experiência.

Saudações, Leitores!

Como falar de um livro que não consegui ler? Não consegui mais me submeter a tamanha tortura e olha que fui com a mente e o coração bem aberto ler Castella, do autor sul-corenao Park Min-Gyu. Com esse início já deu para perceber que a conversa aqui vai ser um pouco diferente, pois nem sempre eu trago indicações e às vezes é preciso falar sobre as obras que não funcionaram e sobre a importância de saber a hora de parar. 

Descobri Castella no site da Amazon e achei a capa bonitinha e o título interessante e pelo que pesquisei o autor Park Min-Gyu é uma figura icônica na literatura contemporânea sul-coreana, conhecido pelo estilo visual excêntrico e por misturar o cotidiano com elementos absurdos e surrealistas. Ele é vencedor de prêmios importantes e muito celebrado por sua crítica social ácida disfarçada de bizarrices.

Castella é uma coletânea de contos que explora a solidão, o capitalismo e as pressões da vida moderna através de situações surreais. O conto que dá título ao livro, por exemplo, fala sobre um refrigerador que tem o poder de "preservar" tudo o que o protagonista coloca lá dentro, de itens comuns a pessoas e até conceitos. Uma coisa de louco!

A proposta de Park Min-Gyu é levar o leitor para um universo onde o estranho é a norma. É um mundo onde o eletrodoméstico da cozinha se transforma em um santuário silencioso para o protagonista, capaz de abrigar o mundo inteiro dentro de suas prateleiras geladas. Entre os corredores apertados de Seul e a sensação de isolamento em apartamentos minúsculos, o autor tenta usar objetos inanimados para dar corpo a sentimentos humanos complexos.

As histórias nos apresentam figuras inusitadas, como um homem que vive em um navio-rápido que, na verdade, é apenas um ônibus lotado, ou encontros improváveis com criaturas que desafiam a lógica. No entanto, por mais que eu tentasse me situar entre esses contos tão abstratas e surreais, a narrativa simplesmente não fluía para mim.

Sendo muito honesta com vocês: eu não gostei da leitura. Em diversos momentos, me senti burra por não conseguir entender o que o autor estava tentando passar. Eu me perguntava o tempo todo: "será que cada bizarrice dessa é uma metáfora profunda que não estou alcançando?".

As histórias são tão focadas no absurdo que eu simplesmente não fiquei investida. Não consegui me interessar e me conectar aos personagens e às histórias e, o mais importante para mim em uma leitura, o livro não explorava nenhum sentimento em mim. Era como se houvesse um muro entre a escrita do Park Min-Gyu e a minha capacidade de conexão.

Olhei para o lado, vi tanto livro bom e promissor na minha estante e tomei uma decisão: abandonar. Não acho que vale a pena perder tempo com uma obra que não ressoa com a gente, especialmente quando a leitura se torna um peso em vez de um prazer. No momento em que fechei o livro para não abrir mais, senti um alívio imediato e, ao admitir isso, fico feliz e triste ao mesmo tempo. Feliz porque não iria mais me submeter a tortura de ler algo que não estava gostando e Triste porque a leitura não me cativou e eu simplesmente não consegui entender esse livro. Não é uma experiência que eu gostaria de ter passado.

Por fim, não me atrevo a recomendar Castella, mas sei que quem  está determinado a ler é bom que experimente, pois livros funcionam diferente para cada leitor, mas pensando em quem poderia agradar o volume creio que para quem gosta de literatura experimental extrema, surrealismo puro e decifrar enigmas literários, talvez seja um prato cheio. Mas, para o meu gosto pessoal e para o estilo de conexão que busco nas histórias, Castella foi um erro de percurso.

Obrigada por lerem esse desabafo literário e até o próximo post que espero que seja de um livro bom!

FICHA TÉCNICA
Título Original: 카스테라
Autor: Park Min-Gyu
Tradutor: Nick Farewell
Gênero: Ficção. Contos.
Editora: Martin Claret
Ano: 2021-2022 | 416 págs.
País de Origem: Coreia do Sul
Classificação: +15
Aviso de Conteúdo: Surreal.
Minha avaliação: 
⭐ (1/5)
COMPRAR: Amazon

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