Depois de ter lido o livro Hamnet de Maggie O'Farrell no início do ano, justamente para conferir a adaptação, estava ansiosa para ver como a diretora Chloé Zhao (conhecida por seu estilo mais contemplativo) daria vida à história da família de William Shakespeare, embora, como bem sabemos, o foco aqui não seja o bardo, mas sim a fascinante Agnes. No geral, gostei bastante do filme. Ele é uma adaptação muito fiel, extremamente emocionante, mas já deixo o aviso: ele é paradinho, seguindo um ritmo mais lento e poético que pode não agradar quem busca agitação, mas é a mesma construção narrativa do livro. Fiquei impressionada.
Ano: 2025
Direção: Choé Zhao
Duração: 125 min.
Classificação: +14
Gênero: Biografia. Drama. Romance. História.
País de Origem: Reino Unido
Minha Avaliação: ⭐⭐⭐
Sinopse: Baseado no best-seller de Maggie O'Farrell, o filme narra a vida de Agnes (Jessie Buckley), a esposa de um jovem dramaturgo (Paul Mescal), enquanto ela luta para lidar com a perda de seu filho, Hamnet, para a peste negra. A história explora as consequências emocionais do luto e como ele inspirou a criação de uma das peças mais famosas do mundo: Hamlet.
Um Filme Contemplativo
Como já mencionei acima, uma grande semelhança do filme ao livro é o tom da narrativa. Chloé Zhao conseguiu transpor para as telas aquela sensação de tempo suspenso que a Maggie O'Farrell descreve tão bem na obra original. A fotografia é naturalista, com muita luz natural e foco na natureza, o que combina perfeitamente com a personalidade de Agnes e sua conexão com as ervas e a terra.
No entanto, é preciso dizer: o filme é lento. Ele se demora nos olhares, nos silêncios e na rotina da casa em Stratford. Para mim, esse aspecto era esperado e tal como no livro acho que essa lentidão pode fazer com que haja imerção na angústia daquela família, mas entendo que alguns possam achar o ritmo um pouco arrastado, eu mesma em alguns momentos achei. O fato é que Hamnet é um filme para ser sentido, não apenas assistido.
Quando apertei o play, convidei meu marido para assistir comigo e eu poder comparar a opinião dele - alguém que não leu o livro e não sabia sequer que o filme era baseado em um livro - com a minha, e ele disse que acho a estética bonita, mas que tinha coisas que não entendeu bem e que no fim sua opinião era neutra. Acho o filme parado.
Semelhanças entre Filme e Livro
Achei a adaptação muito fiel ao material original. Assim como no livro, Agnes é a alma da história e a atriz Jessie Buckley entrega uma atuação visceral, mostrando a força e a estranheza da personagem que, para muitos, era vista como uma bruxa ou alguém peculiar demais.
A química entre Buckley e Paul Mescal (que interpreta o marido, nunca chamado de William no filme - exceto no final quando Agnes e o irmão vão procurá-lo em Londres -, mantendo o mistério do livro) é palpável. O filme respeita a ideia de que o amor deles era algo que transcendia as convenções da época.
Para Finalizar...
Hamnet é um filme que dói, mas que também cura. É uma adaptação linda que respeita a inteligência do leitor e a sensibilidade da obra de O'Farrell. As atuações são de tirar o fôlego e a fotografia é impecável.
Se você gostou do livro e não se importa com um ritmo mais devagar, vai amar ver essa história ganhando vida. É uma película que honra o volume original e nos faz refletir sobre as marcas que deixamos no mundo.
Espero que tenham gostado deste veredito! Se você já leu o livro ou assistiu ao filme, me conte aqui nos comentários: você também achou a Agnes do cinema parecida com a que você imaginou?Obrigada por ter lido e até a próxima postagem!









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